O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Sorteio

Tudo que você precisa para dar aquele up no seu processo de au pair. Participe do nosso sorteio!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

quarta-feira, junho 26, 2019

A importância do Inglês no programa Au Pair.


Hey guys,

Teacher Aline here...Tudo bem?

O que eu mais ouço quando alguém está começando o processo é: O Inglês eu aprendo lá! Embora eu sempre converse com as meninas sobre, vale a pena ressaltar sempre quão importante é ter um Inglês legal.

Sei que ao ler isso muitas meninas pensarão: “Ah mas o Au pair é um intercâmbio para aprender Inglês”, “Ah não sou obrigada a saber Inglês aqui” ou “Se soubesse Inglês não seria Au pair”...

Na minha opinião não é assim, o ideal seria ter uma base mínima pelo menos para o começo, pois nunca se sabe no que você vai precisar usar o Inglês estando sozinha no começo (digo em situações emergenciais).

Ao longo dos anos vi muitas meninas terem problemas no começo e alguns causaram rematch e até volta para o Brasil!

Algumas situações de emergência que mais deram problemas para Au pairs recém-chegadas relacionadas ao Inglês (ou a falta dele rs)
- Precisar ligar para 911 (emergência) depois da criança cair da cadeira (Resultou em um friendly rematch);
- Ficar trancada para fora com as kids e ter que acionar o chaveiro (os hostos encararam de boa mas levou um esculacho);
- Baterem no carro da Au Pair junto com as kids e ela não saber explicar para os hostos o que aconteceu e por isso levar a culpa (Rematch)
- Perder o salário da semana por uma oferta do banco que fingiu que entendeu mas não tinha ideia do que era (Bem no começo quando foi abrir conta, só recebeu depois de 2 semanas e os hostos indo lá ajudar);
- Sofrer assédio do hosto e não se comunicar o suficiente pra se defender perante a LCC (Resultou em volta pra o Brasil)
- Fingir que entendeu a família no Skype e responder algo bizarro (resultou em um feedback tão negativo que ela preferiu trocar de agência pois não tinha ideia do que eles realmente haviam perguntado e famílias não entraram mais em contato).

Nunca imaginamos passar por nenhuma situação dessas, mas e se fosse você? Estaria preparada para lidar com isso? O que está fazendo de diferente para melhorar seu Inglês?!

Dicas:
- Fazer listas de palavras e montar frases para adquirir vocabulários variados, não somente voltado ao Au Pair em si.

- Assistir aquele filme que decorou as falas em Português sem legenda e em Inglês. 

- Ouvir música e absorver a tradução pelo contexto em si, não traduzindo word by word

- Seguir muitas páginas nas redes sociais relacionadas à Inglês, para aprender Phrasal verbs e Expressions principalmente.

Mais alguma dica meninas? O que mais ajudou você enquanto treinava antes de ir?

Qualquer dúvida estamos aí..

Have a great one!
Share:

segunda-feira, junho 24, 2019

Inverno nos EUA: primeiro e segundo ano

Quintal da minha casa nos EUA. Glastonbury/CT - Janeiro de 2016

Registro da primeira vez que eu vi neve

Eu vi neve pela primeira vez na vida em janeiro de 2016. Eu estava em casa e quando acordei. Num sábado, meu host (que sabia que nunca havia visto), disse: eu acho que você deveria colocar seu casaco e ir lá fora.

Minha host girl - que também era minha fotógrafa particular às vezes - saiu comigo e registrou a minha alegria/emoção/surpresa ao ver e tocar nesse fenômeno da natureza.

MAS o inverno americano não é feito só de neve. Aliás, os dias assim nem são os mais frios. E eu vim aqui contar pra vocês como foi para esse corpo - criado no país tropical - enfrentar temperaturas negativas.

Saía de blusa, meia calça grossa, bota, touca e luva. Eu juro, passava creme e usava manteiga de cacau todos os dias. E, mesmo assim, sofri consequências. Nas mãos mais do que nos lábios. Quando o clima começou a ficar muito gelado, minhas mãos começaram a rachar. E a sangrar. Como se eu as tivesse cortado. Elas ficaram vermelhas e eu dormia com pomada NAS DUAS MÃOS todos os dias. 

Talvez a mistura frio + contato com o aquecedor do carro na hora de dirigir não tenha sido uma boa combinação. Sei que minhas mãos doíam. E como doíam.

Não teve jeito. Só foi melhorando com o tempo mesmo. Como meu organismo não estava acostumado com temperaturas tão baixas, meu corpo acabou respondendo.

O segundo inverno que eu passei nos Estados Unidos já foi diferente. Não sofri nada. Pelo contrário: era como se meu organismo soubesse que eu pertencia àquele lugar. O que era verdade!

Sobre dias frios e com neve, eu tenho várias que, com certeza vão render outros posts.


Hoje é isso, gente. Passem creme e coloquem casado e luva! :) Bjs
Share:

sábado, junho 22, 2019

1 ano de Brasil. O que mudou?

Oi gente, tudo bem com vocês?


Hoje faz exatamente um ano em que eu pisei no Brasil depois de dois anos como au pair nos Estados Unidos. Eram 8 horas da manhã quando o avião pousou em Guarulhos e meu irmão estava me esperando pra me buscar. Ninguém sabia. Era surpresa.


Confesso que desde o momento que o avião decolou lá de NYC eu chorei o caminho todo até chegar em São Paulo. Estava torcendo pro avião dar meia volta e eu acordar ainda nos Estados Unidos. Mas isso não aconteceu... acordei mesmo no Brasil. Eu queria voltar? Queria. Eu achava que seria fácil? Não achava... mas a realidade sempre é mais difícil do que a gente sempre pensa.

Entrei no carro e segurei o choro (e confesso que segurei por mais de meses, já que ninguém me deixava sozinha pra chorar). Não queria que soubessem que eu estava triste. Olhava em volta como se fosse a primeira vez que eu via aquele cenário. Nem parecia que passei mais de 20 anos olhando aquilo tudo. Tava tudo diferente... e tão igual ao mesmo tempo. A gente muda tanto, e quando se depara com nosso passado tudo tão igualzinho... assusta!

Cheguei na minha cidade e me assustei com tudo. Minha casa encolheu! Sim, a mesma casa que morei por mais de 20 anos. Tudo tava pequeno. Choro de felicidade da minha mãe. Sorrisos de felicidade do meu pai. Contei para algumas pessoas aos poucos... mas dentro de mim eu estava em pedaços. Um pedaço lá nos Estados Unidos e o outro aqui no Brasil. Foi aí que descobri que não seria fácil.

E não foi.

Mas hoje, depois de um ano, não me arrependo nem um segundo de ter voltado. A volta faz parte do nosso processo de amadurecimento. A volta é importante pra gente ver o quanto a gente realmente cresceu! Voltei pra minha rotina, voltei pros meus amigos, voltei pro mercado de trabalho. Mas eu não voltei a ser quem eu era. Ainda bem! E agora estou indo de novo! Mas pra Bélgica. E vou agora sabendo que vai ser muito difícil deixar tudo isso aqui pra trás, e já sabendo que quando tiver que voltar pro Brasil vai ser difícil de novo. Mas faz parte! Partir faz parte. Voltar faz parte.

É isso meninas, mais um post reflexivo pra vocês (estou muito reflexiva nesses dias antes do meu intercâmbio). O próximo post vai ser o meu último aqui no Brasil, depois, só na Bélgica passando por todos os perrengues de novo!

Beijos

@apaulascunha








Share:

quinta-feira, junho 20, 2019

O que as host families querem ler no seu perfil!


Résultat de recherche d'images pour "au pair"


Coucou, les amis!

Desculpem pelo sumiço mês passado. Estou na reta final do meu segundo ano aqui na França e me candidatando para alguns mestrados (1), então ficou complicado guardar um tempinho para pensar num conteudo interessante para vocês. No entanto, nesse tempinho que estive OFF do Blog, eu tive uma experiência com minha host family que pensei poder ajudar muitas meninas que estão vindo para Europa ou procurando familia para extensão. 


Ha um mês, minha host mother veio me pedir um favor que eu não estava esperando muito: ela queria que eu a ajudasse a encontrar a proxima au pair da familia! Me achando muito, afinal oferecer sua familia no Grupão é muito chique, praticamente um atestado de sucesso no intercâmbio, eu fiz um post quase tão longo quanto o amor pelas crianças que eu cuido e, felizmente, MUITAS meninas, e alguns meninos, me contataram e enviaram seus textos de apresentação. Depois que mostrei tudo à mãe, ela me pediu o ainda menos esperado: para eu ajudar a ESCOLHER a proxima au pair. 


Então, baseada nas conversas que tive com ela analisando os perfis dos candidatos, resolvi dar dicas de como dar uma boa impressão às familias:

FUJA DO CLICHE! Esta primeira dica por si so pode parecer um cliché, mas de tudo que eu leio de texto de apresentação das au pairs em grupos de Facebook, Au Pair World e os que me enviaram, é importante relembrar. Sério, evite ao maximo dizer "eu amo crianças" ou "eu quero conhecer novas culturas", pelo menos não com essas palavras. Seja mais especifico e mostre mais do porquê você acredita que seria uma boa au pair pras crianças deles e como essa imersão em outra cultura pode ser interessante para sua carreira ou para sua vida. 

Gostar de crianças não é um plus! Se você esta se candidatando para ser baba, a familia não espera menos que isso, então não precisa enfatizar tanto que AMA crianças, elas são sua vida e você pagaria pra ser au pair so para ter a oportunidade de cuidar de criança (risos). Foque em citar situações e historias reais que mostrem a essa familia que você não caiu no programa de paraquedas e que cuidar de crianças foi um decisão consciente. E como eu transmito isso, Marina? Ah, você pode contar que têm irmãos mais novos ou priminhos, que têm alguma experiência cuidando de crianças. Se você for filho unico ou não tiver nunca trabalhado ou cruzado com uma criança na vida. Primeiro, repense se ser uma boa escolha pra você. Segundo, não dê ênfase a isso, afinal, você esta querendo vender o seu peixe, o que quer dizer enfatizar os pontos positivos do seu perfil. 


Essa dica também vale para o caso de você não cumprir com os requisitos da familia. Eu peço de antemão desculpa às host families por esta dica: mesmo se você não cumprir os requisitos da familia, mas acha que seria um bom match mesmo assim, envie mensagem! Eu recebi muitas mensagens de gente que não preenchia os requisitos que minha host mom estipulou, mas salvei todas e apresentei todas a ela. Tinha uma menina que mesmo assim interessou à minha familia e foi chamada para entrevista por Skype. Receber mensagens assim são muito chatas para quem esta selecionando, mas se seu perfil for bom, você às vezes têm chances de brilhar, mas seu brilho vai ter que ser muito forte pra ofuscar o fato de que você não esta cumprindo com o "minimo" que eles exigiram.

Deixe claro seus objetivos ou que você tem algum! Talvez este seja algo especifico da MINHA  host family, mas acredito que ha muitas que pensam nesta mesma direção e este ponto sera sempre visto com bons olhos. Por que você esta fazendo este intercâmbio? Seja sincera e madura na sua resposta, aproveite esta oportunidade também para refletir sobre esta escolha e como ela vai acrescentar na sua vida. Você quer aprender a lingua com que finalidade? Você tem intenções de estudar no pais? Você quer viajar o maximo possivel? Deixar claro seus objetivos pode te salvar até mesmo de um match errado. 

Seja a pessoa que os pais querem que seus filhos se tornem. Pesado, né? Parece muita responsabilidade, e é. Os pais procuram no/a au pair o modelo que querem que seus filhos sigam, como um irmão mais velho. Mostre que você é maduro e entende seu papel na formação dessa criança e mostre a pessoa que você se tornou ao longo dos anos da sua existência. Au pairs, como as familias que as acolhem, são plurais, você precisa procurar não so uma boa familia, mas um bom match. Deixar claro coisas que são importantes para você podem significar um negative reply em uma familia, mas o perfeito match com outra. E é este ultimo que interessa. 

Quais habilidades interessam às familias? Todas. Se você souber encaixar isso no seu texto, todas as habilidades podem ser apreciadas, mas cuidado para não perder o sentido. Se você sabe nadar, pode ser interessante para familias com piscina ou que moram proximo às praias, mas no geral é uma habilidade dispensavel. Agora se você fazia parte de algum clube ou competia em um esporte, isso vai ser apreciado por qualquer familia. Qualquer atividade que você se engajou durante a vida tem importância, isso não mostra diretamente sua habilidade com crianças, mas te apresenta como pessoa à familia e é isso o que diferencia um perfil que eles vão esquecer depois de ler ou um "ah, aquela menina que foi campeã em xadrez?". Uma habilidade-chave é a proficiência em linguas estrangeiras, quanto mais linguas melhor, mas seja sincero sobre seu nivel para evitar desapontamentos. 

Repito o mesmo sobre hobbies. Eles querem saber o tipo de pessoa que estão deixando os filhos. Eu sei que a maioria de nos tem como hobby Netflix, dormir e fugir das vistas de host family, mas não é o que você vai enfatizar nesse momento. Se você ama pintar, desenhar, ler, tocar algum instrumento, consertar relogios ou acampar, o momento de dizer é este. As familias  vão escolher também baseadas em afinidade e quanto mais preciso você for em descrever sua personalidade, mais apreciado sera seu perfil pela familia certa.

Seja objetivo! Um texto longo e muito floreado talvez não seja uma boa estratégia, porque quem esta selecionando vai ter mil textos iguais para ler, tente ser o mais conciso e objetivo que puder sem deixar de fora informações importantes sobre o seu perfil. Não peque por falta e nem por excesso. 

Com essas dicas, eu estou certa que seu perfil vai bombar! 

Se precisarem tirar alguma duvida sobre o programa na França ou sobre como estudar francês, podem deixar comentario ou me mandar direct no @marinasanri

à la prochaine! 











 (1) Se vocês têm interesse no processo de candidatura nas universidades francesas, comenta ou manda direct que eu conto tudo! 
Share:

terça-feira, junho 18, 2019

Visitando a host family pós Au Pair


Passam-se doze meses (ou mais, ou menos), nosso intercâmbio chega ao fim e a gente segue o nosso caminho.
Até que, decidimos rever as crianças que cuidamos por tanto tempo.

Hoje, vou contar um pouco como foi a minha experiência ao visitar minhas duas host families depois do Au Pair.

Pra começar, eu fui Au Pair por um ano na Holanda (2016 - 2017) e logo após, fui Au Pair na Bélgica (2017 - até o comecinho de 2019).

Tive muita sorte com ambas host families e criei uma relação de amizade muito boa com as duas famílias.

Hoje em dia, eu moro na Holanda e o contato com a primeira host family é mais fácil, já que moramos no mesmo país.
Já os visitei algumas vezes e sempre fico muito feliz com esse encontro.

Já a segunda família (de Bruxelas), eu os visitei nesse último final de semana pela primeira vez desde que meu ano de Au pair por lá acabou. Eu estava super ansiosa e morrendo de saudade das crianças! Passamos o final de semana juntos e não poderia ser melhor. Voltei pra casa com o coração aquecido.


Visitar a host family traz um mix de sensações. Agora que tudo já acabou e a convivência não é mais motivo de estresse, tudo fica mais leve. A gente consegue apreciar o lado bom de tudo o que vivemos na casa dos hosts e bate até uma nostalgia. Ver o quanto as crianças cresceram e mesmo assim lembram tanto de você, traz aquela sensação de missão cumprida e uma vontade de que a distância atual não fosse tão grande.

Por outro lado, existe o sentimento de que estamos seguindo com nossa vida numa outra direção, em busca de outras aventuras.

O ano de Au pair acabou, que alívio!

Mas, de vez em quando bate uma saudade dessa época e visitar a host family é uma ótima forma de resolver isso.



Até o mês que vem!

Beijos,

Letícia Nogueira.

Share:

domingo, junho 16, 2019

Cuidando da saúde mental durante o ano de Au Pair


Oi pessoal, tudo bem?

Durante o intercâmbio e toda essa transição de sentimentos podem trazer alguns conflitos internos e então, precisamos tomar algumas atitudes e hoje estou aqui para falar o que funciona pra mim...

Quando estou em um dia triste, costumo ouvir as músicas brasileiras que gosto e costumam me animar. Também estou sempre buscando lugares próximos que  eu possa ir para "fugir" um pouco do ambiente que sempre estamos: crianças hahaha costumo ir pra academia 4x por semana, e o exercício físico libera hormônios que fazem com que a gente se sinta melhor, e além de fazer bem pro corpo, fazem bem pra cabeça (mas está tudo bem se você não gosta de malhar, porque no meu caso eu só faço as aulas mesmo hahaha) 

Procuro fazer amizades e buscar companhia, no meu caso, eu procuro mais as brasileiras porque meu cerébro ainda se sente cansado falando inglês todo o tempo, mas procure fazer amizades para que você não se sinta sozinhx, fale nos grupos, poste no grupão, convide as pessoas, não tenha medo do novo... 

Também podemos usar o nosso lado criativo, leia, vá a biblioteca da sua região, na da minha posso tirar até 100 livros por vez, e a maioria dos prazos é de quase 20 dias, eu comecei com livros infantis, como o diário de um banana. Escreva, desenhe, pinte, dance...

Descubra novos hobbies, novos lugares, pesquise, o google está aí pra isso, se você tiver dificuldade pode até pedir ajuda da host family pra saber o que tem de legal na região que você possa fazer no seu tempo livre.

Caso você tenha tempo e disposição, busque um trabalho voluntário (eu ainda não consegui conciliar com meu schedule, mas existe um site que pode conectar você ao trabalho voluntário da sua região - https://www.volunteermatch.org/), é uma boa forma de participar ativamente na comunidade e conhecer novas pessoas, além de fazer o bem :) Se você for o tipo de pessoa que tenha alguma religião e/ou espiritualidade também pode buscar apoio na força que você acredita e até mesmo fazer alguns amigos muitas vezes.

Você também pode fazer um spa day de vez em quando, cuidando de você mesmx, aproveitando que estamos nesse país e os produtos são mais acessíveis, tire um dia para por uma máscara no rosto, tomar um banho de banheira com sais, ouvir uma música boa, passar um creme no corpo, hidratar o cabelo... Aproveite a melhor companhia que podemos ter: a nossa!



E caso você esteja passando por muitas coisas além do que você possa lidar  está tudo bem pedir ajuda! Hoje em dia diversos profissionais atendem online com respaldo do Conselho Federal de Psicologia.

Espero que cada um de nós encontre o equilíbrio nessa vida louca auperiana :)



Um abraço e até a próxima!




Share:

sábado, junho 15, 2019

De volta à Holanda como summer aupair

Oi gente, tudo jóia? Bora abrir os trabalhos de hoje? 

Então, pra quem não sabe, eu fui aupair na República Tcheca mas fugi de casa um mês depois. Como eu tinha um visto de turista que durava só três meses e não queria ficar ilegal, procurei uma família que precisasse de summer aupair só por dois meses para completar o tempo do meu visto antes de eu voltar para o Brasil. Escolhi a Holanda porque já tinha sido aupair lá antes e era apaixonada pelo país, estava louca pra voltar e tinha muitos amigos por lá. 

A família que eu trabalhei era um casal com dois meninos gêmeos de 5 anos de idade. Era uma família muito esquisita pois os pais não gostavam dos meninos então os gêmeos ficaram meio revoltados por causa disso. Eles eram agressivos, violentos e muito difíceis de cuidar. Sabe aquela vibe "evil twins" total? Pois é, tipo isso. Ainda bem que só fiquei dois meses naquela casa!


O host-dad me contou que ele e a esposa nunca quiseram ter filhos, ela engravidou por acidente e eles ficaram arrasados. Quando descobriram que esperavam gêmeos eles ficaram mais revoltados ainda porque se já não queriam uma criança, imagina duas. Eu fiquei chocada dele ter dividido isso comigo! 

A cidade era ótima, bem pequena do jeito que eu gosto mas com estação de trem e tudo que eu precisava. Eu morava sozinha numa casinha de hóspedes no jardim da host-family com quarto, banheiro, internet e um pequeno corredor com cafeteira e um frigobar. A vizinhança estava cheia de aupairs que logo fiz amizade. A gente ia caminhar na floresta todo dia depois do trabalho, saíamos para jantar, passear, fazer compras e visitar as cidades vizinhas. E o meu holandês que ainda estava afiado facilitou muito a minha vida apesar de todo mundo falar inglês na Holanda. Eu que já amava aquele país passei a gostar mais ainda.


É muito interessante voltar a um lugar onde a gente tem tantas lembranças boas. Eu já sabia em qual loja ir, qual comida pedir no restaurante, qual supermercado tinha o xampu e o chocolate que eu gostava. Conheci meninas incríveis que compensaram a host-family doida que eu trabalhava já que eles deixaram bem claro desde o início que eu era só mais uma empregada, fazendo questão de me tratar como tal. 

Um belo dia eu tava off no final de semana quando a host-mom bateu na minha porta e disse: "sai daí e espera lá fora porque eu vou mostrar o quarto para uma candidata a aupair que estou entrevistando. E você está proibida de interagir com ela". Gente, que situação! A minha vontade era de falar pra menina não fazer o match, lógico. Mas eu nem falei nada pois estava anestesiada com a frieza da host de me botar pra fora do meu próprio quarto, como se eu fosse um rato que apareceu na sala de alguém e precisava ir imediatamente pra rua. 


E sim, eu sabia que ia ficar pouco tempo com essa família mas quando a host fez isso eu tinha acabado de chegar lá. Fiquei com muito medo dela me expulsar de casa antes de acabar os dois meses que nós combinamos pois seria difícil arranjar outra família que me aceitasse de última hora e por tão pouco tempo. Minhas amigas falavam que a host tinha voltado pros sites de aupair então eu passei estes dois meses com a sensação de que estava segurando uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer minuto já que a família realmente poderia me mandar embora a qualquer momento.

Aos trancos e barrancos eu consegui ficar lá até o meu visto estar quase acabando e aí voltei pro Brasil com a sensação de missão cumprida. Não era o meu plano original de passar um ano em Praga mas eu estava com orgulho de mim por ter me virado e feito essa limonada com os limões que a vida me deu. 

Para quem tem curiosidade sobre o programa summer de aupair, ele geralmente tem a duração de 2 a 4 meses e acontece no mundo todo.
Share:

Follow by Email