Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

19 janeiro 2021

A terceira vez é o charme


Quem aqui está preparado para mais um capítulo dessa loucura do meu processo de au pair? So... Let's go!

Relembrando o último capítulo... Eu tive meu match cancelado com a minha maravilhosa família da Carolina do Norte. Depois desse acontecimento dia sim e dia também a ideia de desistir do au pair passava na minha cabeça. Todo dia eu pensava que não era para ser, que se fosse para ser, já teria acontecido. Eu tentei de tudo, grupos no facebook, encontra ruma família que se enquadrasse no visto emergencial, com pais da área da saúde ou crianças com necessidades especiais.

Toda vez que eu encontrava uma família, alguma coisa dava errado, eu já não estava mais me preocupando com benefícios, lugar ou com quantidades de crianças, eu só queria ir!

Eu conversei com uma família, que a host mom me disse uma coisa que me marcou muito, ela disse: 3rd time is the charm! It means, hopefully you will have success/luck/good things happen the 3rd time you try something. Que em português fica “3ª vez é o charme! Significa que, com sorte, você terá sucesso / sorte / coisas boas acontecerão na 3ª vez que você tentar algo” para mim foi muito importante essa frase dela, mesmo que eu não tenha fechado meu match com eles, me deu uma injeção de ânimo para continuar.

Depois dessa família eu cheguei a conversar com mais algumas, mas sempre tinha algo impedindo, com as festas de Natal e ano novo chegando eu fiquei ainda mais desanimada e a vontade de desistir bateu forte, e eu coloquei uma meta, que se até junho eu não estivesse nos EUA, eu não iria mais.

Daí 30 de dezembro, 16h30 eu me preparando para desligar o laptop e voltar a trabalhar só no próximo ano, quando meu e-mail chega uma mensagem falando que tinha uma família que gostaria de se conectar comigo, quem está online sabe o sentimento de uma família nova no perfil.

Eu aceitei a conexão e fui ler dobre a família, quando eu terminei de ler todo o perfil da família já tinha uma mensagem da host mom no meu e-mail, elogiando o meu perfil e marcando um Skype para o dia seguinte, véspera de ano novo, isso mesmo.

Eu conversei com ela no dia 31 de dezembro e senti a mesma conexão que eu tinha sentido com as minhas outras duas famílias, antes do schedule perfeito, fiquei muito feliz, para mim essa família foi uma forma de Deus me acalmar.

Como eu só conversei com a mãe, no dia 2 de janeiro marquei um Skype com a família inteira e foi incrível. Incrível mesmo! Eu fiquei muito feliz e queria muito fechar meu match com eles. No mesmo dia a host mom me mandou um e-mail, e o título desse e-mail era “One last question from the girls” eu imaginei que seria alguma pergunta chave que definiria o meu match ou não.

Para a minha surpresa e felicidade, era um vídeo das minhas kids me convidando para ser a próxima au pair delas, eu gritei, chorei, me emocionei e claro, aceitei!

Estou indo para o meu terceiro match, com a frase que a outra host mom me disse: da terceira vez terá sucesso. E eu acredito muito que sim.

Esses 1 anos e 3 meses como au pair antes de ser me trouxe muita maturidade, e não me deixou dúvidas de que as coisas acontecem na hora certa.

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17 janeiro 2021

Primeira semana morando com a Hostfamily

Oie oie oie leitores maravilhosos.

Sim, essas lindezas da foto foram minhas primeiras crias aqui na Irlanda e hoje quero apresentar a vcs um pouquinho da minha primeira família onde fui Au pair por 6 meses. Sim, apenas 6 meses porque como dito nos primeiros posts, o visto de estudante na minha época era de 1 ano (6 meses de línguas + 6 meses de férias).

Em fevereiro de 2016, me mudei para Galway, com pouco inglês para me aventurar nesse mundo de Au pair. Depois de deixar meu namorado que já morava comigo em Dublin, após uma semana da entrevista com a família, coloquei minha vida novamente em 2 malas e parti.

Chegando na cidade, a família me buscou na rodoviária e me levou para casa deles. Como já dito, a família era composta por pai, mãe e 3 crianças. Ao chegar na casa, me apresentaram meu quarto e me deram uma janta maravilhosa de boas vindas. Isso aconteceu em um domingo, já que na segunda pela manhã seria meu primeiro dia de trabalho.

Meu cronograma era dividido da seguinte maneira, das 8 da manhã até ás 18 da tarde. Eu basicamente acordava as 7:30 da manhã, tomava meu café e preparava a lancheira das crianças. Ás 8 eu acordava as crianças, dava cafe da manhã, colocava os uniformes (que por sinal sao lindos, literalmente aquelas roupas de teamleader de filme rsrs) e os deixavam prontos para ir para a escola. Ás 8:45 levava as crianças até o ponto de ônibus, que era na esquina de trás de casa, voltava para casa e fazia uma organizacao rápida da cozinha, sala e quartos das crianças. Ás 10 eu ficava livre para fazer o que quisesse ate as crianças voltarem da escola. Geralmente nesse meu tempo vago, eu ia na casa da vizinha que tb era brasileira rsrsrs ou ia dar uma volta pelo centro da cidade, ja que a cidade era super pequena (diga-se uma cidade com literalmente 2 ruas kkkk, onde todo mundo conhecia todo mundo). Ás 13:30 a menina mais nova chegava, então eu dava um lanche da tarde a ela, deixa ela descansar por meia hora e em seguida começavamos a fazer o dever de casa. Ás 14:30 os dois mais velhos chegavam, então eu dava o lanche, deixa descansar por meia hora e logo em seguida, eles também iniciavam o dever de casa.

Com essa divisão das horas, em torno de 15:30 hs todos estavam livres para brincar. Geralmente costumavamos ir para um parquinho que tinha próximo de casa ou eles literalmente brincavam na frente de casa (vulgo rua). Ás 17:30 era hora da janta, mas não se engane, depois desse longo dia entre escola e brincadeiras, não tinha banho rsrsrs (sim, muitas famílias aqui não dão banho nas crianças todos os dias, questão cultural). Ás 18hs o pai chegava e então eu ficava livre. 🙏🙏

Mas não pense que esse cronograma funcionava todos os dias certinhos. Muitas vezes as crianças não queriam fazer o dever de casa ou não queriam comer e nem sempre eram tao bonzinhos, ás vezes eu tinha que coloca-los de castigo por conta de brigarem entre si. Gracas a Deus, nunca fui mal tratada e eu era sempre respeitada.

O meu salário nao era lá grandes coisas , eu trabalhava 4 por 3, já que eu seguia o cronograma de trabalho da mãe que era policial. Entao eu trabalhava em torno de 40 horas semanais e ganha apenas 120 euros por semana. Dinheiro esse que não dava para nada, já que quase tudo e muito caro e eu sempre ia para Dublin nas minhas folgas para ver meu namorado. 

Algumas babás que conseguem ganhar 120 por semana e fazer muitas coisas, no meu caso não dava porque meu estilo de vida era mais caro do que o que eu ganhava. Se vc tiver foco e objetivo, consegue até guardar um pouquinho desse dinheiro, ou se seu custo de vida for bem restrito, vc tb consegue guardar... No meu caso, eu era muito baladeira kkkkkk gastava horrores com baladas, roupas e comida.

Voce precisa ter um objetivo ao escolher ser au pair, no meu caso, era somente aprender a língua o mais rápido possível e viver um pouco da cultura das famílias irlandesas.

As vantagens em ser Au pair são: imersão cultural, aprendizado da língua e crescimento pessoal.

As desvantagens são: pouco dinheiro kkkkk (isso falando em au pair que mora com a família), muito estresse, esgotamento físico (chega uma certa hora que vc não aguenta mais e so quer sair correndo) e estar longe do meu boy.

Uma dica é: para o aprendizado rápido da língua, escolha famílias com crianças mais novas, vc irá aprender do zero como se realmente estivesse em um jardim de infância, já que ao ajudar com o dever de casa, vc acaba aprendendo todas as regras da língua. Mas essa foi minha experiência, no meu caso foi o que realmente deu um upgrade no meu inglês. Depois de passar 6 meses dentro de uma escola e não aprender basicamente nada, com 3 meses no au pair, meu inglês passou de básico a uper intermediate (um nível abaixo do inglês avançado).

Bom, por hoje é só, espero que vcs tenham gostado... Vou ficando por aqui e nos vemos no próximo post, onde irei contar como foi minha relação com a família.


Xoxo👄👄

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16 janeiro 2021

A sútil arte de ser tolerante.


Esse tema em específico está em meus pensamentos há dias e senti vontade de usar esse espaço para escrever aqui e compartilha-los, principalmete neste  exato momento, pois coincidentemente tenho visto inúmeros relatos de pessoas nas redes sociais e na maior parte senão em todos os casos eu li ou escutei a seguinte frase:

“NÃO ROMANTIZEM O PROGRAMA OR HOST FAMILY.”

E antes mesmo de começar eu gostaria de abrir uma gigantesca aspas para afirmar que “EU NÃO PASSO PANO PARA HOST FAMILY RUIM E MUITO MENOS PARA AU PAIR TÃO RUIM QUANTO”, mas vamos falar sobre o seguinte fato:

 - Até onde esses relatos continuarão a condenar a todas as host families e automaticamente todas as Au Pairs?

É muito triste não sabermos o quanto nossas palavras ferem, condenam e magoam. Digo muito triste porque com toda certeza do mundo se soubéssemos o peso que elas tem, talvez tentaríamos ser mais tranquilos e passivos para que assim aquela mesma força para ferir pudesse se tornar forte o suficiente para alimentar a todo aquele que busca, pois só busca por algo aquele que tem fome ou  sede por algo e penso que se pudéssemos nos tornar responsáveis por todo e qualquer tipo de sentimento que colocamos em palavras e pior disso, colocamos frente há uma câmera, despejamos ao mundo da mídia social, talvez se pudéssemos nos sentir responsáveis por estes acontecimento, nos tornaríamos pessoas mais cautelosas e consequentemente melhor para com o mundo... 

Eu enxergo o programa Au Pair como um “Mundo Paralelo”, talvez uma novela mexicana (é uma piada pelo excesso de chororô que eu assisti durante a vida em algumas novelas mexicanas que passava no SBT). Se torna nítido enxergar o sentimento à flor da pele, seja na emoção por poder fazer algo pela primeira vez na vida (primeiro contato com a neve por exemplo) ou  no drama por não saber o que fazer, como fazer e quando fazer (primeiro desentendimento com a host family).

Pois bem, oficialmente comecei a acreditar agora que esse lance de mundo paralelo faz jus ao programa, mas seria tão bom se pudéssemos fazer jus com todos os requisitos solicitados tantos para nós Au Pair quanto para as Host Families, pois se todos trabalharem juntos, não haveriam tantos casos do tipo: “NÃO ROMANTIZEM.”

Eu sou extremamente grata por tudo que tenho vivido até aqui. Talvez eu não indicaria o programa para qualquer pessoa, pois eu senti na pele o quanto foi difícil deixar a minha casa, família, amigos, deixar meu País de origem para viver em uma cultura diferente, com uma família que nunca vi antes na vida, morar com chefes, ter meus horários totalmente dependentes dos horários compatíveis aos deles, não ter de fato minha vida própria e livre como antes mas ao lado contrário disso sempre vieram e vem os objetivos que me trouxeram até aqui, minhas metas, a louca vontade em aprender cada dia mais sobre inglês, a oportunidade em ver sonhos tornar-se realidade, coisas que até tempo pouco tempo atrás (1 ano e 8 meses) seriam tão difíceis trazer para a minha antiga realidade. Por estas e muitas outras razões eu concordo com a frase:

“Não romantizem e bla bla bla.”

Mas abriria uma preciosa exceção para incluir algo a mais  nessa frase “Auperiana”, deixando a mesma da seguinte forma:

“Não romantizem mas também não ridicularizem.” 

Tudo se torna questão de pontos de vistas, objetivos e sonhos.

Se você se encontra em um lugar aonde não te cabe, aonde você não se sente feliz, lugar que te limita, seja justo consigo mesma e se permita viver, organize suas coisas, diga um VALEU GALERA mas por agora hiii Bye bye e saia pela mesma porta que entrou, vá viver os seus objetivos, não permita que um dia ruim coloque abaixo tudo o que um dia te fez bem pois estamos aqui nessa vida para aprendermos e garanto que evoluímos muito diante aos nossos erros e é tão bom poder aprender e amadurecer com os mesmo, faça jus e seja honesto, há tanta vida lá fora.

Ps: Para todas as meninas que ainda não se tornaram Au Pair, eu gostaria de deixar um conselho para vocês:

Busquem o máximo de informações que puderem para que vocês não sejam as famosas “Alices” mas não façam um julgamento geral sempre que se depararem com essas frases típicas, não deixem que o dia ruim ou experiência ruim de outro alguém arruine todos os desejos de seu coração, agarre firme e seja forte em seus pensamento...

Lembrem-se da famosa frase de Vó: “Nem tudo o que parece, é!” 

Sejam pacientes, sábias e VIVAM!

Espero não ter ofendido nenhum (a) colega Au Pair. Esta é apenas a visão de uma menina que veio para cá bem “Alice”, que teve rematch antes do segundo mês, que teve um medo infinito de ter o sonho interrompido mas que foi salva por uma host Family que não tinha obrigação alguma em me ajudar, mas ajudaram porque com certeza nao julgaram todas as Au Pairs como ruim depois de ver alguns relatos ruins vindo de experiência de outras Host Families... Por isso sou grata e desejo a todos vocês o sentimento de gratidão por tudo que viveram e ainda viverão nessa novela Au Pair.


Um beijo a todos os leitores e nos vemos no proximo mês.

Bye bye ♥️



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13 janeiro 2021

O bom da vida é QUEM a gente tem


Alba (Barcelona, Espanha)
Na jornada de intercâmbio a gente acaba conhecendo, não somente diferentes lugares e culturas, mas também diferentes pessoas. E no post de hoje eu venho compartilhar a delícia que é encontrar pessoas de outros cantos do mundo, que entraram na minha jornada e se tornaram parte de mim.

Meu primeiro ano de intercâmbio foi em Charlestown, Boston, MA. Lembro das inúmeras meninas que conheci e que estiveram comigo em diversas situações. Cheguei lá em Janeiro 2018, mas foi apenas em Setembro desse ano que pude conhecer a minha "partner in crime". Alba, de Barcelona, na Espanha, havia se matriculado em um mesmo curso que eu para cumprir os requisitos de créditos de estudo para o programa de Au pair. 

Lembro que cheguei na Community College e havia uma variedade de lugares para me sentar antes do curso iniciar e, de algum modo especial, ao olhar para a cadeira vaga ao lado da dela e ela imediatamente sorrir como um convite para que me juntasse à ela, pensei: "que energia deliciosa ela transmite". Desse dia em diante, NADA foi mais delicioso que estar com ela. 

Passei a "bater cartão" na casa dela todos os finais de semana (ela morara em Boston também, mas em uma cidade a mais ou menos 40 minutos da minha). Eu ia às sextas à noite e voltava apenas no domingo. Fomos juntas à Salem (cidade das bruxas), fomos voluntárias na Maratona de New York e exploramos muitos lugares e deliciosas culinárias.

No início de 2019 me mudei para Alamo, California. Uma cidade a aproximadamente 40 minutos de São Francisco. Toda mudança necessita um recomeço e chegar em uma cidade onde um carro era necessário para qualquer coisa, dificultou muito a possibilidade de eu criar vínculos com as meninas já residentes de lá.

Diferente de Boston onde eu conheci várias pessoas em muito pouco tempo, tive muita dificuldade em fazer amigos em Alamo. Depois que 1 mês e meio nessa aflição de todo final de semana eu estar "o que fazer hoje?", "será que tem alguém ao redor pra eu me juntar e fazer algo?" .... Decidi mandar uma mensagem em um grupo do whatsapp perguntando se alguém tinha algum plano. Esperei por algum resposta por algumas horas, até que Eva, Austríaca, respondeu com um "Hey, do you like Sushi?"...

Eva (Viena, Áustria)

Foi assim que tudo começou: saímos para comer um sushi e desse dia em diante, Eva passou a ser minha 'buddy" na Califórnia. Nossos schedules eram bem parecidos e isso facilitava muito a nossa vida: íamos para a academia juntas todos os dias, viajamos para uma road trip na CA, fizemos várias outras viagens mais curtas ao redor da Bay Area, exploramos nossa cidade e cidades vizinhas, ela passou a Páscoa comigo e minha host family, estava sempre em casa - ou eu na dela - fazendo vários nadas ou pensando em receitas novas para experimentarmos.

O difícil disso tudo é que, o tempo passa, o programa acaba e a gente, obrigatoriamente, precisa aprender a viver com a saudade e a dor que é estar longe. Faz 2 anos que deixei Boston. Faz 1 ano que Eva deixou a Califórnia. Ainda assim Alba e Eva são as pessoas que ligo ou mando mensagem para compartilhar minhas vitórias e também as minhas dificuldades, medos e aflições.

Com isso eu percebo que, o bom da vida é realmente QUEM a gente tem e permanece ao seu lado, seja fisicamente ou do outro lado do oceano.
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12 janeiro 2021

Au Pair e a Pandemia - Parte 2


Eu sabia que você iria voltar, estou muito feliz em te ter aqui novamente. Vamos então para continuação?


Ontem, nós paramos na terceira pergunta, as repostas para essa questão foram foram:

·  Ficar presa e ter a sensação q está sendo controlada – disse a Karina S.

·  Não estou curtindo meu intercâmbio como eu deveria. Antes eu sempre estava empolgada com alguma viagem “bapho” que nem via o tempo passar. Esse ano passou mais devagar porque eu não tinha muitos planos. Os que eu tinha feito, Covid me fez cancelar – disse a Beatriz P.


. Solidão, “aprisionamento”, só trabalho, trabalho, trabalho e nada de lazer (ainda mais no frio que está aqui agora) – disse a Leticia A. Essa sensação de solidão sem dúvidas acredito que é a que mais machuca, o intercambista já carrega consigo a famosa homesick – a saudade de casa. Realmente tem sido comum, um controle mais intenso por parte das host families e infelizmente quando quebrada essa regra se torna muito complicado ter uma defesa, por se tratar de uma pandemia. Muitas frustrações, viagens e sonhos deixados para depois. Prepare-se psicologicamente, o intercâmbio exige uma alta carga emocional e com questões complicadas como esta, podem acabar derrubando psicologicamente a au pair.

 

Quarta pergunta, as respostas foram:

 

·  Crises de ansiedade retornaram, voltei pelo menos animada a me cuidar no começo da quarentena mas agora engordei tudo de novo, aprendi a me respeitar e também a entender como eu funciono e penso, mental tá bem abalado, sinto presa sem sensação de expectativas de futuro, meus planos foram meio que deixados de lado e muito ansiosa pelo futuro – disse a Alessandra R

·  Me vejo uma pessoa completamente desequilibrada emocionalmente, acionou o gatilho que faltava pra desandar tudo – disse a Leticia A.

·  A quarentena fez eu aprender MUITO como me curtir sozinha, como me divertir com apenas música e dança. Me dediquei ao meu corpo e busquei a perda de peso que eu havia ganho – disse a Tamires C.

 

Uma coisa que o intercambista precisa é de sua saúde mental, corpo e espírito prontos e em bom estado, pois o intercâmbio exige o tempo todo mudanças e aprendizados. Até costumo brincar que cada mês para um intercambista equivale a um ano, pois a todo momento somos colocados à prova e propósitos de crescimento.

 

Viver fora do país é desafiador e sabemos disso, fazer isso em meio a uma pandemia transforma isso em uma missão quase impossível. Claro que se você está no período de idade limite, venha e não se prenda. Mas se o Au Pair não é uma urgência, com toda certeza esperar um pouco pode ser a melhor opção.

 

O cenário norte americano irá melhorar, as doses de vacinas já começaram a ser distribuídas, muitas famílias poderão voltar para o programa, abrindo mais o leque de opções para uma futura Au pair, afinal você merece desfrutar o melhor do seu intercâmbio jamais abra mão disso. Mas no final, a decisão é sua. Lembre-se disso, ninguém irá passar pelas consequências, será você. Faça a sua escolha racionalmente, não somente na emoção.

 

Espera, deixa eu abrir a porta. Te vejo mês que vem né?

 

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11 janeiro 2021

Au Pair e a Pandemia - Parte 1


O ano de 2020 já se passou, mas em janeiro muitas pessoas depositaram nele seus sonhos e objetivos para alcançar. Aliás, todo começo de ano acho que a gente fica com altas esperanças, para que as realizações venham e aconteçam. Com toda certeza, no ano de 2020 não foi diferente.

 

Esse ano que passou tinha tudo para o ano de muita gente, em questão de realizações. Mas infelizmente em março explode uma pandemia global. Um acontecimento que muitos de nós nunca se quer vivenciou, tivemos que literalmente reaprender a viver para poder sobreviver. O medo era alto, não tínhamos certeza do que o vírus era capaz ou não de fazer, mas de fato ele foi devastador e levou com ele vidas, conquistas, empregos e o principal; nossos sonhos.

 

Nos grupos da vida, nós vimos diversos jovens se preparando para o intercâmbio de Au Pair. Muitos com contrato com a agência fechado, alguns apenas pesquisando ou até mesmo os intercambistas que se preparavam para uma extensão do programa. Claro que não seria diferente de tudo, a pandemia acabou sim mexendo e muito com o programa.

 

Pensando nisso, nesse mês trago esse texto sobre o programa de Au pair e a pandemia. Nós sabemos que é muito comum, os grupos de Au pair se tornarem palco para discussões e logo se instalou a questão: “ser ou não ser Au pair durante uma pandemia?”

 

Já deixo claro que esse texto serve apenas para te ajudar a tomar a sua decisão, eu não posso tomar essa decisão por você e ninguém irá decidir por você. Esse conteúdo foi criado para te ajudar a pensar sobre os impactos positivos e negativos de optar por seguir com o programa de Au Pair durante a pandemia.

 

Eu perguntei em um grupo de Au Pairs as seguintes questões:

1) O que vocês sentem?

2) Quais os prós?

3) Quais os contras?

4) O quanto isso mexeu com vocês? Mente, corpo e espírito.

 

Bom você pode imaginar, eu recebi diversas respostas, então trago aqui alguma delas, que eu acredito que possam ter verdadeiro impacto juntamente com meu ponto de vista. 

 

Primeira pergunta, eu recebi respostas assim:

·  Muito sozinha e muito medo envolvido, choro mais do que de costume e a sensação de que isso não vai acabar nunca – disse a Leticia A.

·  Angústia e raiva – disse a Karina S.

·  Vontade de deixar isso tudo pra lá – disse a Beatriz P.

 

 

Infelizmente os relatos que recebi nessa pergunta não foram muito positivos, muitas famílias com receio estão optando por manter a au pair dentro de casa. Acho que é claro que ficar em casa, trancado, sem muito contato social tem abalos negativos. Dificilmente esse cenário irá mudar, afinal, enquanto não houver solução definitiva para o vírus, poucas host families irão confiar cegamente. Procure criar novos hobbies, se exercite, leia, desgrude um pouco da tela do celular, aprenda a fazer um scrapbook, faça algo que possa substituir a energia do contato social por algo que gere satisfação em você.

 

Segunda pergunta, as respostas foram:

·  Amadurecimento e crescimento – disse a Karina S.

·  Juntei dinheiro, comecei a investir mais numa loja on-line que eu tenho e na bolsa de valores. Vou fechar 2020 com uma quantia que nunca imaginei que teria – disse a Beatriz P.

·  Ganhar em dólar.

 

Esse é um ponto incrível, geralmente em tempos sem pandemia, uma das grandes dificuldades das Au pairs é a questão financeira. Um dos grandes benefícios de ser Au pair durante a pandemia é a estabilidade de obter um emprego. Porque mesmo se a família decidir sair do programa, a agência irá te realocar. Ou seja, por um período de dois anos é garantido que pelo menos $195,75 por semana, você estará fazendo.

Outro fator, algumas famílias tem sido mais bondosas com as Au pairs, pagando um salário maior durante a pandemia, mas isso não é realidade para todas, tendo em vista que muitas famílias perderam emprego ou os pais tiveram sua carga horária reduzida. Mas se teve algo bom que essa pandemia trouxe para os intercambistas, foi a possibilidade de juntar dinheiro e se organizar financeiramente.


Por hoje é só, espero que você esteja gostando e que esse texto possa te auxiliar na sua decisão. Calma, amanhã eu prometo que tem mais. Te vejo amanhã, certo? Espera deixa eu abrir a porta.
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09 janeiro 2021

Minha primeira roadtrip: Nashville - a cidade do country

 Lembro do dia e lembro como eu estava ansiosa. Era minha primeira roadtrip, no Labor Day de 2018 e, como a maioria das Au Pairs aqui nos Estados Unidos, viajei para Nashville. Dez horas de viagem, dentro do carro, com outras 4 Au Pairs. Depois de trabalhar 9 horas seguidas, sai em viagem e foi sensacional. Praticamente não dormi todo o caminho (sou difícil de dormir em viagem de carro).

Para quem não faz ideia, Nashville é uma cidade localizada no Tennessee, movida pela música, principalmente a música country. Cidade onde Elvis Presley estourou, até porque ele é de Memphis, uma cidade que fica a uma hora de distância de Nashville. Você sabia que é possível, visitar a casa do Elvis em Memphis? Não tive a chance, mas ainda vou tentar visitar. Em Nashville, conhecemos alguns momentos, os famosos murais com grafite, pintados, todos bonitos e, claro, visitamos alguns bares, afinal é Nashville, não é! E claro, fui a motorista a noite, porque não bebo, então fico com o posto de motorista da rodada.

Além disso, visitamos também o museu de cera de Nashville, que tem basicamente os bonecos em cera de todos os artistas countries mais famosos do país. Aqui nos Estados Unidos, acho difícil uma Au Pair que não tenha visitado Nashville. É uma cidade que compensa, é barato, e divertido. Uma vibe tranquila, de festa, desde cedo até a noite. Não tem tempo ruim para eles.

Aliás, saudades de uma roadtrip, de uma viagem com pessoas que compartilham a mesma vibe. Ficamos em Nashville por três dias, e na volta, dirigi metade do caminho, e vamos combinar: VIAJAR É BOM, MAS VOLTAR PRA CASA É SENSACIONAL! E, porque a viagem de volta parece uma eternidade?

Agora, fiquem com algumas fotos dessa viagem que sinto saudades.




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