Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

09 abril 2021

Aniversário longe de casa: nada normal

Foto do meu primeiro aniversário aqui, em 2019.

 Faço aniversário dia 8 de abril, no caso ontem. Eu sempre fui uma pessoa que ama aniversário, ama esperar meia noite para chegar o dia, ama comemorar, ama fazer uma reunião com amigos e família, com coxinha, bolinha de queijo, bolo e brigadeiro. No Brasil sempre foi festa tripla, afinal meus pais fazer aniversário na mesma semana, eu dia 8, minha mãe dia 10 e meu pai dia 12. Ou seja, só alegria!

Porém, desde que me mudei, vem sendo diferente. A forma que eles comemoram aniversário aqui é diferente, além de, apesar de ter tido uma host family que se preocupa comigo, ainda assim não é a minha família. Esse é o meu terceiro aniversário aqui, e é o terceiro ano que algo falta nesse dia. 

Não sei se é o clima de festa que sempre tivemos no Brasil, afinal, quase metade da minha família faz aniversário em abril. Mas falta, e falta muito. Esse ano foi ainda mais estranho, não esperei nem chegar a meia noite para “comemorar” minha idade nova.

Queria entender o que falta, queria entender se realmente tem algo errado com a forma como comemorar aqui ou se é algo comigo, com a falta de estar em casa e comemorar com as pessoas mais importantes da minha vida. Você, que é Au Pair e ainda não passou nenhum aniversário, ou você, futura Au Pair, se prepare para não se decepcionar, mas não se blinde. Tente reunir suas amigas e fazer desse dia o melhor possível.

Por hoje é só, estou passando por tempos difíceis de ansiedade, mas sei que tudo passa. E ah, feliz 28 anos pra mim! 

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05 abril 2021

Minha host mom vai muito com a minha cara e agora?


Olá de novo, essa é a continuação do meu ultimo post, aonde eu conto a segunda parte dos meus dois anos de Au pair.

Muito bem, quando eu cheguei na casa da minha host family em Chicago eu já percebi que a energia das pessoas lá era diferente. Eu fui muito bem recebida e eu lembro de ter muita gente pro jantar. Eu fui morar no subúrbio numa cidade muito fofa chamada Wilmette (que é vizinha de Evanston, cidade famosa pelos filmes Meninas Malvadas e Esqueceram de mim). Wilmette e tipo aquelas cidades de filmes em que os vizinhos se conhecem e passam os feriados juntos, viajam juntos, os amigos das crianças moram perto, e o clima é de família mesmo. Eu até comentei em outro post que eles me levaram pra tomar sorvete no primeiro dia e foi todo mundo, uns três carros cheia de gente kkk.

Em Chicago eu fui cuidar de três crianças também, eram duas meninas de 6 e 11 anos e um menino de 13 anos. Eles são muito educados e mais dependentes do que as crianças que eu cuidava, também por serem mais velhos, creio eu. Pra me dar bem com as meninas foi muito rápido, eu aprendi a fazer as panquecas no café da manhã e elas já me amaram kkk. A de 11 anos gosta de Harry Potter e de vídeos engraçados então a gente ficava um tempão rindo juntas. A de 6 anos fazia birra às vezes, mas é um amor e tudo que ela quer é alguém que brinque com ela, então lá ia eu brincar de boneca, pintar as unhas, pular na cama elástica, dançar etc. Com o menino foi mais difícil, talvez por ele ser adolescente ou porque ele é mais tímido mesmo. A gente teve até um momento awkward em que a host mom insistiu que a gente passasse um tempo juntos pra se conhecer e a gente ficou num silêncio muito chato. Ele acabou indo jogar videogame e eu fiquei assistindo um filme kkk mas enfim, no final do meu ano ele era meu parceiro do lanche da meia-noite:)

No começo eu quase tive problemas com a host mom, porque quando eu começo uma coisa nova eu gosto de instruções claras, antes que eu possa me adaptar e desenvolver meu senso de proatividade hehe. Então nós tivemos uma ou outra desavença antes que ela pudesse confiar em mim e eu começasse a fazer tudo certinho e seguir o cronograma das crianças sem problemas. 

Enfim, eles sempre foram muito bons comigo, cumpriram o que tínhamos combinado desde o princípio como os horários, uso do carro, finais de semana off (se eu trabalhava eles me pagavam extra, mesmo se eu tivesse horas sobrando). Nós viajamos pro México por uma semana e eu trabalhei só dois dias porque minha mãe e minha irmã foram me visitar lá. Eles foram super fofos com elas, mesmo não sabendo se comunicar kk. Foi muito diferente da viagem que eu fiz pro Canadá com a host family da Califórnia, em que eu trabalhei todos os dez dias que a gente ficou lá, desde a hora que as crianças acordavam até quando iam dormir (pra não dizer que não tive folga, eles me deram uma noite off e um pouco de dinheiro pra ir jantar com a outra au Pair que tinha ido junto com a família que foi com a gente) e  tive que trabalhar cedo quando a gente voltou de viagem.

Eu posso dizer que tudo que a gente fazia era recíproco, eu trabalhava muito bem pra eles porque sabia que iam me pagar certinho, que eu poderia descansar o suficiente, o que são coisas que qualquer trabalhador almeja não é mesmo?! Rsrs

Eles sempre me elogiaram e o meu relacionamento com as crianças era tipo de irmã mais velha. Eles me ligam até hoje, depois de 1 ano e meio que eu voltei pro Brasil. 

O que eu sei é que eu amo eles e se tiver a oportunidade de voltar a trabalhar pra eles eu volto, e eles dizem o mesmo (olha eu sendo Alice, que bonitinha kkk). 

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02 abril 2021

3 Lições que Aprendi Sendo Au Pair

Que o Au pair é uma grande experiência de aprendizado todo mundo já sabe, não é?! Desde aprender o idioma e a cultura do país escolhido, até aprender a lidar com as kids e com a host family. Terminamos o intercâmbio com a cabeça bem mais aberta, infinitas histórias pra contar e muitas lições aprendidas! Eu sou a Thamy e hoje, nove meses depois de ter terminado meu intercâmbio, vim compartilhar com vocês três lições que eu aprendi durante o Au pair que eu levo para a vida!

Pequenos momentos preciosos.

1 - Tomar decisões por conta própria 

Eu sempre tive que ser muito independente na minha vida. Saí de casa com 17 anos pra fazer faculdade e antes disso eu já trabalhava com crianças desde os 14, o que me trouxe muita noção de responsabilidade. Ainda assim eu tinha muitas pessoas pra contar: meus pais, meus professores, sem contar que estava no meu país, falando a minha própria língua e etc. A grande tomada de decisão acontece já quando você decide ser Au pair, pois muitas vezes a família não apoia sua decisão (o que não foi o meu caso, ainda bem!) e mesmo que te apoie, fazer um intercâmbio implica em tomar muitas decisões cruciais: deixar escola, emprego, família, namorado para trás por pelo menos um ano, decidir o que levar na mala e ir pra um país desconhecido aperfeiçoar um idioma que você mal fala! Vocês tem noção do quão assustadora essa ideia pode ser pra algumas pessoas? Então, se você apesar de tudo isso já tomou sua decisão de ser Au pair, ponto pra você! E não pense que a tomada de decisões para por aí! Durante o intercâmbio vão ter zilhões de coisinhas pra decidir e muitas vezes você pode até pedir opinião da sua família no Brasil, ou de amigos, mas no fim só você mesmo vai poder decidir, afinal você estará à milhares de quilômetros de casa em um país que talvez a sua família nem conheça direito! Não estou citando isso pra criar desespero, mas sim pra dizer que aprender a tomar suas próprias decisões, ser independente e responsável por você mesmo faz você crescer muito e traz muitas coisas boas pra sua vida!

No aeroporto antes de embracar para essa
 jornada de aprendizados


2 - A importância do respeito e da humildade

Duas coisas que eu sempre valorizei muito, mas que passei a procurar mais nas pessoas e em mim mesma só depois que fui viver essa aventura "au pairiana" são os valores de respeito e humildade. Estar em outro país requer muito respeito! São diferentes línguas, diferentes culturas e diferentes modos de pensar a vida! E, para que aconteça uma boa convivência, é necessário que todos se respeitem. Parte do respeito é entender que os costumes da sua host family podem ser bem diferentes dos seus, e você por estar no país deles precisa respeitar esses costumes. Por outro lado, a família está te acolhendo na casa deles e precisa também entender que você vem de outra cultura, com outros costumes! A humildade entra aqui: não tem que se achar melhor (nem pior) do que a pessoa de outra cultura. Nem se achar superior porque está acolhendo uma pessoa que vem de um país mais pobre. Tem que ter respeito! É claro que vai ter uma troca de culturas, você aprende sobre o país deles e eles sobre o seu, esse é um dos objetivos! Ah, e também tem que ser humilde e ter respeito com relação ao trabalho da au pair, respeitando as regras do programa, por exemplo! Flexibilidade também tem que existir, afinal, no programa, você ajuda a família e a família te ajuda em troca, mas sempre tem que haver respeito mútuo e como ambas as partes podem ser bem diferentes, é importante ter a humildade de pedir desculpas quando (mesmo que sem perceber) agir de forma não tão legal com a host family ou com a au pair!

Respeito e amor andam juntos.


3 - Valorizar o meu país e a minha cultura 

Eu sempre tive curiosidade em conhecer mais sobre os outros países e outras culturas, então a ideia de viajar para fora sempre foi bem atrativa pra mim. Quando eu decidi que queria fazer intercâmbio, na verdade eu estava meio frustrada com as coisas no Brasil. Eu fazia Ensino Médio em escola pública e percebia que nada funcionava direito aqui. Eu sempre quis estudar e passar no vestibular e as aulas da escola eram pura "matação", ninguém queria "nada com nada"! Com isso resolvi que talvez fosse legal ir em busca de uma vida melhor lá fora, afinal sempre nos passam a ideia de que o que está fora do Brasil é melhor e dá mais certo, mas acabei passando no vestibular e seguindo a vida fazendo o que eu mais gosto, que é dançar, e só botei a ideia de intercâmbio em prática depois que eu me formei. E foi lá fora, fazendo intercâmbio, que eu pude perceber quantas coisas lindas nós temos no Brasil: as paisagens, as praias, a natureza, a nossa cultura (que é vasta, cada cantinho do Brasil tem costumes diferentes), e a nossa comida! E não só isso, mas essa natureza tão característica dos brasileiros de ser caloroso, amigável e receptivo. Sempre falam que quem vai pra fora se torna bem mais patriota com relação ao Brasil. E é verdade! Amamos conhecer tudo sobre a língua e a cultura do país em que vamos fazer intercâmbio, afinal o objetivo é esse né! Mas amamos encontrar um mercado ou restaurante brasileiro e aproveitar as maravilhas deliciosas que temos no Brasil (ergue a mão quem nunca fez brigadeiro para as kids!). Ah, já ouviu falar no Brazilian Day? É a prova viva disso! Então só posso dizer: vá viver a melhor experiência que você puder lá fora, aprenda sobre as outras culturas, mas não esqueça da sua! Afinal, coisas ruins existem em todos os países, cada lugar terá pontos positivos e negativos, não existe um país perfeito! E saiba que, pra cada uma desses pontos negativos, existem outras coisas infinitamente lindas! 

Brazilian Day em 2019 - NYC


O Au pair é uma experiência de aprendizado muito intensa. Querendo ou não você passa por poucas e boas, por muitos desafios e muitos perrengues, você conhece muitas coisas novas e vive experiências e emoções antes desconhecidas, e isso tudo faz você crescer de uma forma imensa, não só em conhecimentos práticos, mas também como um ser humano! Por fim, o au pair é temporário, geralmente um ou dois anos da vida, parece pouco, mas é tempo de sobra pra muitos aprendizados que vão te acompanhar pra vida toda! Aproveite cada segundo dessa sala de aula chamada au pair!

Beijinhos! 

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30 março 2021

De Au Pair à LCC - Minha Agência

ex-Au Pair e atual LCC da EurAuPair

Eu sou a Gisella e este é mais um post do dia 30 e o meu 4º post aqui do Blog das 30 Au Pairs! Se você ainda não conferiu os meus posts anteriores, os links estão lá no fim do post:)

Como vocês viram pelo título, eu me tornei uma LCC e neste post, eu quero falar sobre a agência que escolhi trabalhar, a EurAuPair! Quando a gente decide ser Au Pair nos EUA, as primeiras agências que pensamos em escolher acabam sendo entre as 3 mais populares, a Cultural Care, Au Pair in America e Au Pair Care.

Aqui no blog, tem um post bem famoso e muito bem escrito sobre várias agências e que explica bem detalhadamente as vantagens e desvantagens de cada uma, o link é esse aqui: 

https://www.oblogdas30aupairs.com/p/escolha-sua-agencia.html

Porém, por ser de quase uma década atrás, eu quero atualizar sobre a agência EurAuPair, começando por dizer que ela não é uma agência "menor" como foi dito lá, a EurAuPair está no mercado há mais de 30 anos, inclusive é umas das mais antigas e é uma agência SÓ de Au Pairs. Acontece, que ela é uma agência Europeia e não muito conhecida na América do Sul, por isso, a maioria das Au Pairs que vem para os EUA por essa agência, são de países da Europa, principalmente da Alemanha e França. E esse é exatamente um ponto bastante vantajoso para as Au Pairs brasileiras, já que quando uma Host Family busca por uma Au Pair brasileira, não tem muita concorrência entre as candidatas brasileiras, mas existe uma vasta opção de Host Families, caso você entre em rematch e precise encontrar outra família em 2 semanas ou se decide trocar de família na extensão do seu programa.
As agências que representam a EurAuPair (EAP) no Brasil são a IE e a CI, a mesma que também oferece a Au Pair Care (APC) e outro ponto que mudou desde aquele post para cá, foi o processo, que antigamente era manual, mas hoje em dia é todo eletrônico e online como nas outras agências e é bem legal que não há um limite de famílias que podem acessar o seu application por vez. 
O treinamento é chamado de "Au Pair Workshop" e acontece próximo ao Central Park em New York City! (e não é em um hostel como também diz o post) Infelizmente, a EAP não aceita meninos, mas ela oferece o "EurAupair Par Expérience Program" para as meninas com mais de 20 anos e que, ou são formadas na área da educação, ou que vem trabalhando em tempo integral com crianças pelos últimos 2 anos. Essa categoria é exatamente igual a modalidade "extraordinaire" da agência APIA, o salário é de US$250 por semana, mas na EAP, a Au Pair Par Expérience ainda recebe US$600 ao final do programa! E olha que quando eu estava escolhendo a minha agência para vir ser uma Au Pair aqui nos EUA, eu acabei me decidindo pela Experimento por ser pedagoga e porque eu não conhecia a agência EurAuPair. Hoje, sou muito orgulhosa por poder fazer parte da equipe dessa agência, passei por um intenso treinamento e a minha coordenadora também é uma ex-Au Pair brasileira, ou seja, como já passamos pelo programa, conseguimos entender melhor as nossas Au Pairs 🧡

Se você gostou da minha história e quer saber mais sobre mim, eu não estou em redes sociais, mas tenho um blog estilo diário onde venho registrando os detalhes da minha jornada nos EUA desde 2010, ou seja, a última década inteira da minha vida está lá nos arquivos! blogdagisella.com

Boa sorte e até o próximo post💗
♡ Fale comigo no Telegram: https://t.me/joinchat/7T1E-ObVRmYxYjYx

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29 março 2021

O Pos-Au Pair Nem Sempre Sai Como Planejamos

 A Mudança é Uma Necessidade - Mudando de Rota

Olá people!

Quem por aqui já planejou algo e não saiu nada como planejado? Pois é... Comigo não foi diferente. Hoje eu vejo de uma outra forma... Acredito em destino... Enfim, jamais me vi morando nos EUA (dia primeiro de abril completo 8 anos que me mudei) e estou aqui, casada, e stay at home momma! Nada do meu planejamento inicial tinha isto incluso haha.

Eu e meu marido nos conhecemos num bar. Estava com algumas brasileiras. Uma delas namorava, e ela neste dia trouxe os amigos (meu marido nem amigo era, estava junto com o irmão).

Nunca tinha conhecido uma pessoa tão paciente e gentleman. Meu inglês era péssimo. Mas conversamos bastante haha. Enfim, foi assim que aconteceu (ou uma parte do que aconteceu). Nos nossos primeiros 4 meses juntos eu entrava em pânico quando ele tentava me ligar e foi assim que passamos todo esse tempo apenas trocacndo e nos encontrando algumas vezes no mês!

Assim que desembarquei de Ohio pra Chicago, ele estava me esperando no aeroporto. E Foi assim que começamos nossa vida de casados LOL. Nem todo casamento acontece no Hawaii, passagem paga pra toda a família e amigos rs. Vamos ser realistas aqui, pois nem casamento eu tive haha. Eu estava preocupada com outras coisas, pois eu estava CASADA agora e em pânico - (em nenhum momento estava preocupada com a opinião alheia)!

Quando a gente casou, foi no civil apenas. Meses depois tivemos uma reception bem estilo mexicano! Quanta comida maravilhosa. E foram meses depois do casamento no civil. Meus primeiros meses aqui foram bem challenging - e continua sendo - pois queria trabalhar, mas, antes disto, tem todo o processo do green card. Não casei com nenhum rico - nada contra com quem casa também -  digo isto pois vejo muita fantasia na internet e menos realidade. Enfim, o primeiro Green Card (GC) é um pouco de dor de cabeçaa. Mas existe um grupo no facebook que ajuda com tuuudo a respeito.  

Mais uma brasileira cruzou no meu caminho na hora certa. Aquilo né?!  As pessoas não aparecem na nossa vida por um acaso). Ela NOS ajudou muito com o processo inteiro. Fomos na casa dela e ela explicou tudinho. Existem brasileiras que preferem pagar advogado e outras que fazem por conta pra economizar. Como fizemos sem advogado saiu em torno de uns $1500 para GC. Fora as cópias, papelada, tradução de documentos (caso queira ficar por aqui, traga seus documentos, de preferência traduzidos também). Fora isso, existem as provas que você esta "in love com seu amado(a) e vice versa." Tinhamos bastante fotos de passeios juntos, conta bancária e de celular conjunta entre outras provas que possam existir de um casamento de verdade (I guess). Antes da entrevista dê um check em todos os documentos. Eu tenho a minha pasta com as provas e todos os documentos.

Eu estava fora de status. Pelo que me lembro todo o processo durou em torno de 1 ano e meio. Tem a biometrics, onde você tira suas digitais e assim você pode obter sua permissão para trabalho no país e depois vem a entrevista. Existem entrevistas e entrevistas, não é mesmo?! Quantas histórias já ouvi de vistos negados ou entrevista para o (GC) que pediram mais provas.

A entrevista que eu e meu marido tivemos foi suuuuuper tranquila. Tinha bastante gente na espera. Demorou em torno de 30 minutos pra gente ser chamado. Estávamos nervosos, mas traquilos haha.

Chegou nossa vez. Era um senhor. Ele pegou nossa pasta, começou a olhar e viu que era brasileira. Ele fechou a pasta depois de folhear (sem prestar muita atenção), fez umas 3 perguntas e fechou a pasta com as provas (tive maior trabalho com a pasta e ele viu em 3 minutos Lol). Depois comecou a contar de quando ele conheceu o Brasil (não me lembro bem onde foi, mas não era São Paulo rs) e a gente estava lá, apenas escutando ele e meu marido todo preocupado com mais provas na mão (just in case). Ele simplesmente não pediu nenhuma outra prova e continuou falando da experiência maravilhosa dele no Brasil.

Em poucas semanas meu GC estava em casa. Este GC tem a validade de 2 anos, E depois você aplica pro Segundo GC que é bem mais fécil, mais barato e rápido.

Eu continuei trabalhando como babá por um bom tempo. No próximo post eu compartilho como foi achar famílias, o valor cobrado por hora, onde eu moro entre outros detalhes.

Thanks!

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26 março 2021

Partiu Suíça - LAVAUX + MONTREUX

 Voooooooooooltamos para continuar o rolê pela Suíça francesa e depois de conhecer um pouco do Cantão de Vaud e a sua capital, vamos em direção ao "interior" para conhecer o que há por trás dessas montanhas.
Saindo de Lausanne e indo ao leste pela costa do lago leman, você pode fazer uma parada em Cully e fazer um passeio de trenzinho entre as plantações de uva da região e degustar alguns vinhos que são produzidos aqui. A cidadezinha além de ser muito fofa e manter um ar de idade média, fica de frente pro lago e muita gente aproveita o sol na orla para fazer stand up. 
As paisagens são incríveis e vale muuuuuito a pena visitar. Caso a parada em Cully não seja possível, não faz mal, porque para ir até Montreux (nossa próxima parada) você pode passar de carro pela rodovia e ver, mesmo que não seja de tão perto, um dos meus lugares preferidos: LAVAUX
Essas vinícolas são patrimônio da UNESCO e o vinho é algo tão importante da região que existe uma festa para celebrar a colheita da uva.
Na cidade de Vevey (bem ao lado de Montreux), a Fête des Vignerons (um festival que acontece uma vez a cada VINTE ANOS) afeta a rotina dos moradores locais que recebe em média 20x mais pessoas que a quantidade da sua população. 




Durante o caminho todo até Montreux, temos a vista do lado esquerdo dos morros cobertos de verde, e do lado direito uma paisagem com mil tons de azul: lago, céu e montanhas francesas. A próxima cidade é conhecida pelo Festival de Jazz. Todo mundo espera o verão para aproveitar esse evento, e é inaceeeeitavel não ir a pelo menos um dia. Além das festas, das comidas típicas e da oportunidade de fazer vários melhores amigos de um dia, a cidade de Montreux, por si só já vale a pena a visita. Lá podemos encontrar também o Queen Studio, que para os fãs, tem que ser parada obrigatória, e é de graçaaaa. O local realmente pertenceu a banda que fez gravações entre 1978 a 1995 e o museu foi inaugurado em 2013 pelo membro da banda Brian May. Ao lado, ainda encontramos um Casino para quem gosta de jogos de azar ou apenas para quem tem curiosidade e quer se sentir em Las Vegas. Dêem uma olhada no site: Queen Studio Experience (mercuryphoenixtrust.com) 


  




E para terminar o tour pela borda leste do lago, o Château Chillon é um dos castelos da Suíça mais conhecidos em todo o mundo, além de ser o monumento suíço mais visitado e um dos mais bem preservados da Europa. Como no Brasil nós não tivemos idade média, um dos meus passeios favoritos é me aventurar através da história que esse país preserva e me imaginar dentro dos livros. É uma sensação única que só vindo para o velho mundo, a gente pode sentir. Mais informações, acessem o site: Visite | Château Chillon


Para finalizar a segunda parte do Cantão de Vaud, depois de sair do Castelo, vamos subir um pouco já em direção ao norte do país para visitar o Parc naturel régional Gruyère Pays-d'Enhaut Parc naturel régional Gruyère Pays-d'Enhaut - Accueil (gruyerepaysdenhaut.ch que está localizado na Suíça francófona, abrangendo os Pré-Alpes de Friburgo e Vaud. Sabe a imagem clichê da suíça com chalés em mandeira, montanhas e vaquinhas? Pois bem, lá você vai encontrar tudo isso, principalmente porque devido à agricultura voltada principalmente para a produção de leite, a região é uma grande produtora de queijos, com destaque para Gruyère AOP, Gruyère d'alpage AOP, Gruyère AOP orgânico, Vacherin Fribourgeois AOP, L'Etivaz AOP e Vaudoise tomme. O rebanho bovino do parque produz 26 milhões de quilos de leite por ano. Aproveitar o local para fazer uma caminhada e escalar as montanhas ou um esporte ao ar livre é a melhor maneira (e mais suíça, já que os habitantes amam fazer coisas que proporcionam um contato mais íntimo com a natureza) de aproveitar esse lugar e esquecer os problemas do mundo. Durante a visita, ainda podemos encontrar vários lagos para se refrescar do calor exorbitante que faz no verão. 



Terminando mais uma visita pelo meu Cantão amado, no próximo mês a gente termina de conhecê-lo (ufaaaa) porque ele é realmente bem grande, e já parte para Fribourg/Freiburg. Primeiro cantão bilíngue que eu vou mostrar e que sempre trava a minha cabeça quando eu atravesso a fronteira imaginária entre a Suíça Francesa e a Suíça Alemã. Espero que vocês estejam gostando de conhecer um pouco mais sobre o meu novo país. 
Um beijo enorme e até próximo dia 26.



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25 março 2021

O não pode se transformar em SIM!

Hoje estamos vivendo uma Pandemia Mundial gigantesca que eu sei que pra muitos sonhos mais parece um "NÃO". Muitas pessoas estavam se planejando para ser Au Pair, outras pessoas pra qualquer outro tipo de intercâmbio, porém quase todos esses planos se frustraram de 2020 pra cá. 

Hoje eu quero contribuir com um texto-relato-real de minha vida e experiência para que de alguma forma eu traga ESPERANÇA para corações que estão lendo isto. Esperança de que um 'NÃO' pode virar um 'SIM' com certeza!

Eu fui Au Pair aos 27 anos e 6 meses, sem dinheiro e sem reserva financeira alguma, num país que não tem Visto para Au Pair, sem saber inglês e sem auxílio de agência nenhuma. Acha mesmo que um ''NÃO" pode interromper teus sonhos?

Já contei aqui e lá no meu Canal do YouTube - Viver me inspira, que encontrei minha primeira família (Host Family) da Austrália pelo site Au Pair World e que devido a questões financeiras eu não conseguia aplicar pra um Visto de Estudante.

Com uma lista de ''nãos'' eu sentei, pensei e decidi expor minha situação para a mãe das crianças que eu era candidata a ser Au pair. Contei da minha falta de condições financeiras que me impediriam de seguir com o processo naquele momento. Ela ficou bem triste e infelizmente com essa minha notícia ela teve que ir em busca de outra Au pair. Mas disse que adoraria que fosse eu a Au pair e quem sabe depois de uns 6 meses a 1 ano a gente tentaria de novo. Eu me comprometi a trabalhar muito e juntar cada centavo pra tentar novamente. Prometemos uma a outra de não perder o contato e seguimos nossas vidas.

Após esse episódio eu não desanimei não, só sentia uma vontade enorme de vencer e isso me motivava mais e mais!

Continuei minhas pesquisas e mais um ''não'' surgiu em meu caminho. Descobri que para aplicar um visto de estudante pra Austrália eu teria que apresentar uma comprovação financeira de uns 70 mil reais. Dinheiro esse que deveria estar em minha conta bancária (ou de meus pais) por cerca de 3 meses ou mais... e na boa? Nunca vi esse tanto de dinheiro na vida, muito menos no meu extrato ou no dos meus pais.

Eu vim de uma família classe média baixa, considerada média porque meus pais tem casa própria, coisa que nem todos ao meu redor tinham enquanto eu crescia. E isso meus pais só conquistaram graças a muito esforço, trabalho e dinheiro poupado pra construir essa casa. Resumindo... eu não conhecia ninguém que pudesse me ajudar nesse ponto. Pensa que desisti por isso? Claro que não... quanto mais difícil, mais eu tinha sede de conquista!

Só pensava em trabalhar, juntar meu suado salário e passava minhas horas livres pesquisando formas de ir pra outros países e talvez de lá conseguir me estabilizar financeiramente e ir pra Austrália realizar meu sonho de criança.

Fazia renda extra vendendo de tudo que você possa imaginar: Avon, Natura, Lingerie, Trufas e muito mais.

Um belo dia eu recebi uma mensagem daquela mãe da Austrália que me trouxe o gostinho da felicidade. Muito chateada ela relatou que a atual Au pair não estava sendo tão legal como parecia que seria, havia mentido em algumas coisas e também não se mostrava tão responsável e cuidadosa com as crianças. Depois de desabafar e demonstrar sua decepção me questionou se eu ainda tinha interesse em ir pra lá. Eu disse que o interesse pulsava forte todos os dias em meu coração, e que eu estava lutando com garra pra conquistar o dinheiro necessário e um dia ir, mas que isso não seria tão rápido. Ela então me fez uma proposta de me ajudar com visto e com escola de inglês, e ali eu vi cada não se tornar SIM e toda a minha fé se materializar em realização.

A partir dali eu só deveria me preocupar em resolver minha situação no emprego do Brasil, aplicar o visto com a carta convite da família, esperar a aprovação, comprar minhas passagens aéreas e me preparar pra  V O O A A A R R R !

Entende o porquê eu fiz questão de contar minha experiência pra você hoje? Eu quero te mostrar que há esperança... a força que vc faria pra desistir usa pra te impulsionar a prosseguir. Use toda essa energia pra ir avante. Teu 'SIM' vai chegar!!!

Prometo trazer idéias e sugestões que irão te ajudar neste processo de transformar seus 'nãos'.

Estamos juntos nessa jornada!


Mil beijos com carinho da Nandy.

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