O Blog das 30 Au Pairs

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Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

sábado, setembro 14, 2019

Quando é necessário tomar uma decisão



Oi gente tudo bem por aí?



Ai ai como essa vida de au pair e complicada. Uma das coisas complicadas é que um ano em um país diferente é tempo suficiente pra criar uma nova vida, novos sonhos, novos objetivos e novos relacionamentos e lá vem a pergunta tão temida: stay or not to stay? Algumas pessoas têm na mente bem claro que o Brasil é o lugar pra viver pra sempre, algumas pessoas já vem com o sonho de não voltar e algumas pessoas simplesmente só vão vivendo e deixando acontecer.

Voltar é fácil, voltar e seguro, certo, conhecido. Voltar também e difícil, tem a variável de encontrar emprego ou não, voltar a morar com os pais ou não, vou fazer o que com meu inglês e etc, mas se tem algo difícil esse algo é ficar, porque ficar significa começar uma vida do zero, significa investir em aluguel, carro, comida, contas, college ou cursos, tempo, autonomia, trabalho, dinheiro.... E também significa deixar pra trás família, amigos e seu país e entender que isso vai ser algo pra você passar férias e ir de vez em quando mas não ter sempre ao seu lado.
Eu sinceramente acho ficar mais difícil e nem todo mundo tem essa coragem, envolve muitas variáveis, medos e instabilidades mas é algo a ser pensado.

Uma vez uma jovem sabia de 21 anos amém falou: se é pra você ficar você vai, vai dar certo não importa o quão difícil seja e o quanto você vai ter que sacrificar e investir. E eu acredito nessa verdade! Eu acredito no destino e nos propósitos designados individualmente a cada um de nós e ficar não é melhor ou pior do que ir embora e não deveria ter julgamentos ou comparações entre a vida de cada um porque cada pessoa é diferente e depois de muito pensar cada um sabe o que é melhor e mais viável pra si.

Se tem uma coisa que esse programa nos ajuda é a tomar decisões difíceis porque em um certo ponto você não vai mais poder postergar as coisas assim como a nossa vida no Brasil, só deixando acontecer.... aqui as coisas têm um tempo e um prazo determinado e esse tempo tem que ser bem aproveitado e também pensando com responsabilidade. Então pense, respire e tenha coragem.



You’ve got this!
Seja ficar ou seja ir embora, a vida é feita de fases e essas fases terminam pra que uma nova se inicie.

Então é isso! Beijos e até a próxima.

@barbaramtcostaa
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segunda-feira, setembro 09, 2019

Processo do Green Card Depois do Casamento

Oi minha gente!!

Se você assim como eu era uma Au Pair, terminou o ano ou decidiu terminar o Au pair antes do prazo, mas decidiu ficar nos Estados Unidos, ou mesmo se você ainda está pensando se fica ou não, vamos conversar sobre isso.

Eu fui au pair por mais ou menos 6 meses, cuidava de 4 crianças, tinha que terminar o au pair antes porque estava me casando e tinha vários fatores em volta disso que me fizeram realmente ter que largar o au pair e ir viver com o meu marido. Não sou louca tá gente, eu já conhecia ele fazia muuuito tempo, a sempre sempre se deu bem, mas acontece que quando eu me mudei pros EUA a gente decidiu ficar junto e ai já viram né?! Mas, o que aconteceu foi que nos casamos. Tá, mas o que vem agora? O que vem nessa vida de "decidi que vou morar aqui?"
Eu não sei como funciona o processo das meninas que ficam com visto de estudante, de trabalho ou mesmo com o visto de turista ou ilegal, mas eu estou em processo de Green Card e vim aqui contar minha experiência pra vocês.
Primeira coisa que eu digo: preparem o psicológico de vocês! A documentação que precisa ser entregue para o governo é uma lista muito grande. Eles pedem coisas que vocês nem imaginam, como por exemplo o endereço das casas que você viveu nos últimos 9 anos, as empresas que você trabalhou nesse período, se estudou ou não, etc.. Mas o que eu digo é, leva tempo pra preparar tudo, ainda mais pra mim que não estava esperando esse tipo de pergunta, tive que traduzir algumas coisas, tirar cópia de outras, tem que fazer o casamento na court house ou com alguém que tem permissão para fazer a cerimônia. Antes de você se casar você precisa pegar uma permissão de casamento, que permita que você se case ou na court ou com essa pessoa que é habilitada para fazer casamentos. Até ai tudo bem, depois vem a parte de preparar a documentação. Eu conheço muitas meninas que fizeram tudo sozinhas, preencheram tudo sozinhas, mandaram os documentos e tudo mais, euzinha Thaís sou uma pessoa muito medrosa e estou sempre esquecendo alguma coisa então decidi pagar uma empresa pra fazer tudo pra mim, uma empresa que tem um advogado que possa checar e ver que está tudo certo, que me aconselhou a respeito de tudo, me explicou passo a passo. Eu demorei exatos 1 mês e meio pra fazer tudo. Sim, pois fiz questão de saber que estava tudo perfeito. 
Depois de enviados os documentos começa a pior parte: A ESPERA. Gente, eles tem diferentes prazos pra entregar tudo e eles costumam não respeitar esses prazos. Eles podem demorar menos ou mais tempo pra te entregar os documentos e o tempo varia de estado pra estado. Quando você envia a documentação você não pode mais trabalhar, tem que esperar a Work Permit chegar para que você possa começar a trabalhar legalmente, e aí que está o problema. Depois de ficar 6 meses cuidando de 4 crianças eu fiquei sim muito feliz nos meus primeiros 2 meses em casa, só cuidando de mim e da casa. Mas depois disso tem sido uma eternidade esperar pela permissão de trabalho, sem poder trabalhar, o dinheiro que estava guardado acaba, precisa ir no médico, precisa comprar isso e aquilo, sem falar que na maioria das vezes o marido trabalha o dia todo e você tem que ficar SOZINHA em casa fazendo sei lá o que porque por fim suas opções acabam!
Agora em Setembro fazem 5 meses que estou nessa situação de espera, em outubro vai fazer um ano que estou aqui nos Estados Unidos, 1 ano sem ver minha família. Eu tenho vários dias de bad porque eu não posso fazer plano nenhum, não posso estudar, me sinto literalmente uma inútil por ficar em casa, me sinto existindo apenas. Por isso estou dizendo, estou tentando ser realista pra vocês se prepararem porque não é fácil, mas sei que no fim tudo vai valer a pena!!

Então se você está pensando em se casar, tente deixar tudo preparado antes do casamento, toda a documentação, porque você vai ter um tempo de espera menor. 

Um abraço gente, e força na peruca!!



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domingo, setembro 08, 2019

Porque ser au pair também e uma oportunidade de se reencontrar/ redescobrir


Oi gente tudo bem?
Andei sumida um tempo, eu estava me redescobrindo aqui e pensei porque não escrever sobre isso? Não é novidade que muita gente escolhe esse programa pra ter um tempo da vida, pensar no que quer fazer, ver se tem uma luz, pensar em outra possibilidade ou oportunidade, etc.
Bem, nada disso foi meu caso, eu sempre soube o que queria fazer da vida porém alguns objetivos levam tempo a ser alcançados, anos de estudo e dedicação e no meu caso um inglês impecável é o primeiro passo pra chegar lá.

Mas esse programa também me proporcionou a oportunidade de me redescobrir, me reinventar, abrir os horizontes e experimentar coisas novas! E eu confesso que isso é incrível, na verdade acho que ter a mente aberta deveria ser pré-requisito pra ser au pair porque tudo em outro país e diferente e você não quer ser aquela pessoa chata que reclama até de como as folhas caem da árvore e de como no Brasil era melhor, mais gostoso e diferente. É óbvio que tudo no Brasil é mais gostoso porque é o que vivemos a maior parte da nossa vida e onde foram construídas todas as nossas memórias afetivas e emoções, gostos, paladares, basicamente quem você é até hoje. Mas é tão incrível conhecer coisas opostas a tudo o que já foi vivido antes e ter a oportunidade de ver as coisas de um ponto diferente. Nossa como eu estou poética hoje. 🤣

Como é de praxe lá vem as dicas pra que sua experiência no intercâmbio aqui seja única:

  • Experimente comidas diferentes (não me refiro a fast foods)
  • Tenha boas conversas com seus host parents, tenho certeza de que eles podem te ensinar muuuito!
  • Faça amigos de outros países, não só brasileiros
  • Faça amigos nativos do país, não só au pairs
  • Passe menos tempo nas redes sociais e mais tempo explorando o mundo lá fora
  • Faça de tudo pra não colocar pressão em você mesmo
  • Compartilhe sua experiência com as pessoas que você ama
  • Esteja aberto para o novo!




Então é isso people!

Beijos e até o próximo post

@barbaramtcostaa

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segunda-feira, agosto 26, 2019

O que perguntar para a família sobre o schedule?


Hey guys,

How are you? Teacher Aline here...

So...what’s your schedule like? (Como é seu schedule?)
Até mesmo antes de fechar nos perguntamos qual será nossa rotina de trabalho, isso é algo a ser conversado e bem entendido antes da viagem para evitar problemas futuros. 

Perguntas importantíssimas para perguntar na entrevista:

What family activities do you do on weekends? 
(Quais atividades vocês fazem aos finais de semana?)
Pergunta importante para saber se são o tipo de família que inclui a Au Pair ou não nas atividades familiares. 


What activities do the kids have other than school? (Além da escola quais atividades as kids tem?)
É um ótimo gancho para perguntar depois o que será sua responsabilidade. 

Are you planing on signing them up for any extra activities? (Estão planejando colocá-los em alguma outra atividade extra?)
Te ajuda a saber o que está por vir e até mesmo se aprimorar em alguma habilidade para ajudá-los. 

What time do they usually have meals? Are there any types of food they don’t enjoy?
(Que horário geralmente são as refeições deles?)
(Tem algum tipo de comida que não comem?)
Importante para saber se são picky eaters e com o que terá que lidar, crianças que dão trabalho pra comer podem te estressar um pouco, mas nada que algumas leituras sobre não possam te ajudar. 

Does (he/she) enjoy being a single child?
(Ele/ela gosta de ser filho único?)

What’s their relationship as siblings like?
(Como é o relacionamento entre irmãos)
As perguntas acima são importantes, a primeira para ter uma ideia do comportamento e também se eles planejam ter mais filhos, a segunda para saber como lidar com as dificuldades de irmãos, quem tem irmãos sabe do que estou falando... Haha

Do they have any playdates? Are you okay if I arrange playdates?
(Eles tem algum playdate? Tudo bem para vocês se eu organizar alguns?)
Playdates são os encontros que livram a cara das Au pairs, é legal saber se eles já tem amigos fixos que brincam e se terá liberdade para organizar esses momentos.

What are your favorite activities do do with the kids nearby? Do you have any suggestions?
(Quais são suas atividades favoritas para fazer com as kids perto de casa? O que você recomenda?)
Pergunta maravilhosa para usar como gancho de como é a vizinhança e do que se tem por perto. 

Se o schedule for flexível:
When will I have access to my schedule?
(Quando terei acesso ao meu schedule?)
Nada mais justo já que não conseguiria prever sua agenda.


And finally...

... What will my schedule be like?
(Como será meu schedule?)

Quais outras perguntas relacionadas ao horário de trabalho acham importante perguntar?
O que não perguntaram e se arrependeram?


Talk soon,

Teacher Aline Coutinho
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quinta-feira, agosto 22, 2019

Uma semana no Marrocos!

Oi gente! Tudo bem?

Como prometido, aqui estou eu pra falar sobre minha recente viagem ao Marrocos.
Já estou aqui na Bélgica, na cidade de Brasschaat, instalada e no meu tempo off pra escrever sobre os 8 dias que passei no país africano. (prometo que no próximo post eu falo sobre como tem sido essa minha vida de au pair por aqui).

Bom, essa foi a minha primeira viagem pra um país com uma cultura totalmente diferente da minha. Nos meus dois anos de Estados Unidos, apenas tinha viajado por dentro do país e também pra Bahamas e Canadá - então não tive nenhum baque cultural.


Aquela pose de blogueira no meio das dunas do Deserto do Saara 

Dessa vez, pro Marrocos, o baque já começou quando o avião pousou no aeroporto de Casablanca, no Marrocos. Tem um voo direto da companhia Royal Air Maroc que sai direto de Guarulhos e depois de nove horas já chega em solo marroquino. Já no aeroporto, foi muito difícil achar alguém que falasse inglês. O Marrocos tem duas língua oficiais: o árabe e o francês. E eu não falo nenhuma das duas. O Marrocos é um país islâmico - mas é um dos mais lights - então a cultura deles é muito diferente da nossa aqui do ocidente. As mulheres usam burca e mesmo a gente não seguindo a religião deles, é preciso ter um pouco de respeito e cobrir o corpo um pouquinho. No Marrocos, visitei duas cidades: Casablanca (fiquei apenas um dia apenas pra conhecer, não é muito turística. Por isso, é mais difícil achar alguém que fale inglês e a religião lá é mais forte). E daí depois fui pra Marraquexe (que é muito mais turística, tinha gente do mundo todo, daí a maioria falava inglês e dava pra usar roupas mais "normais").

Não vou passar o roteiro super detalhado porque senão iria escrever uma bíblia aqui, quem pensa em ir pro Marrocos e quiser dicas ou tiver dúvidas mais específicas, pode me chamar no instagram que eu super ajudo! Tem vários stories lá e também fotos da viagem (@apaulascunha).

Como mencionado, minha viagem começou por Casablanca - quem já ouviu falar ou já assistiu o filme Casablanca? - enfim, eu nunca assisti, mas já ouvi falar O FILME FOI FEITO LÁ?. A cidade tem apenas um ponto turístico, isso mesmo, apenas um haha, que é a mesquita Hassan 1. É a terceira (ou quarta, ou quinta, ou sexta - depende do guia turístico que você pega - maior do mundo). A mesquita é super fotogênica, mas realmente é o único ponto turístico. Eu vou confessar que não gostei muito da cidade, o bairro que eu fiquei hospedada nessa primeira noite era até que bonitinho e seguro, mas a cidade em si é bem feia e realmente não tem NADA pra fazer.


Mesquita Hassan II - único ponto turístico em Casablanca

No segundo dia já parti pra Marraquexe (finalmente!). Resolvemos ir de trem por ser um transporte que funciona super bem no país (4h mais ou menos e DICA: compre primeira classe, porque é com assento marcado e tem ar condicionado. O vagão segunda classe é LOTADO e muitas vezes você não tem nem onde sentar). Não vou lembrar exatamente o custo de cada coisa, mas o real vale bastante lá no Marrocos, então o custo da viagem fica muito bom. Chegando em Marraquexe, já fui direto pro meu Riad - Riad é um tipo de acomodação típica do Marrocos, se você vai pra lá, precisa ficar em um deles e passar pela experiência. Os Riads ficam no meio dos souks da Medina, ou seja, no meio do fervo, não passa carro lá dentro, mas passa cavalo, bike, moto e MUITA gente. Pensa numa 25 de março com macacos e cobras pelas ruas e TODO tipo de gente. É bem loucura e muvuca, mas vale a experiência. As ruas da Medina são bem sinuosas e bem fácil de se perder também. Algo cultural do Marrocos: os comerciantes vão tentar te vender tudo, evite contato visual e se for realmente comprar, NEGOCIE! Pelo menos 30% abaixo do preço que eles estejam cobrando. Outra coisa, tem algumas pessoas que se aproveitam dos turistas perdidos pra tirar dinheiro em cima deles, eles se oferecem pra "ajudar", te levam pro lugar errado e ainda te cobram! Fujam deles, não acreditem em ninguém.


"Perdida" nas ruas dos souks em Marraquexe

Ah, passei por uma situação bem chata na minha primeira noite em Marraquexe. Eu estava no meio do souk à noite, assistindo à várias apresentações locais quando uma mulher DO NADA, agarrou a minha mão e começou a fazer uma tatuagem de henna. Sim, sem nem eu pedir. Eu tentei puxar a minha mão porque vai saber onde mais ela tinha passado aquela "pistolinha" e sabe-se de lá de onde vem aquela tinha... e ela não soltou a minha mão. Disse que era um presente de boas-vindas e depois me fez pagar! Eu disse que não tinha dinheiro, mas ela continuou no meu pé e começou a se exaltar. Até que dei algumas moedas, ela RECLAMOU e foi embora. Fiquei bem chateada, mas não deixei isso acabar com a minha viagem - a tatuagem levou 5 dias pra sair totalmente. Quando eu estava a caminho do deserto do Saara, eu pedi pra uma menina nômade me tatuar e aí sim tive uma experiência muito bacana. Eles não cobraram nada e a menina era um amor!


Uma menininha bérbere tatuando a minha mão. Uma fofa!

Bom, o post está ficando ENORME. Então como highlight da minha viagem vou falar da melhor noite da minha vida! Quando eu dormi no meio de uma tenta no Deserto do Saara. Que experiência! A viagem de Marraquexe até o deserto foi longa, cerca de 12h, então reservamos 3 dias inteiros pra isso. Fomos com um tour e tinham vários brasileiros e fizemos amizades muito rápido, o que deixou a experiência ainda melhor! Passamos uma noite em um hotel no caminho até o deserto e uma noite no deserto. Pra chegar até as tendas que dormimos, fomos de camelo! Infelizmente o celular não consegue captar como estava o céu naquele dia... mas ainda está na minha memória e com certeza foi a experiência mais surreal da minha vida. Parecia que eu estava em uma planetário e que o céu era fake.


Fizemos um passeio de uma hora em cima do dromedário! 

Outra experiência muito legal nessa viagem foi alugar uma scooter (tipo uma motinha) e passear pelas ruas de Marraquexe. Foi bem DOIDO, mas muito legal! Alugamos a scooter por 24h e foi cerca de 280 moedas marroquinas. Nada muito caro.


Dirigir por Marraquexe é uma loucura, mas uma experiênca ÚNICA.

Bom, acho que isso. Como eu disse, se você planeja ir pro Marrocos e quer dicas mais específicas, só me chamar no instagram! @apaulascunha.

Mês que vem eu volto pra contar como foi minha viagem pra Paris!!

Beijos.






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segunda-feira, agosto 19, 2019

O impacto que a decisão de ser Au pair teve na minha vida





Esse é meu último post para o blog e, como seu sou do contra, deixei para me apresentar e contar a minha história só agora.


Eu sou de São Paulo e aos 23 anos, tinha terminado um relacionamento de três anos e estava super heart broken. A ideia de morar fora sempre foi um dos meus maiores sonhos e eu já tinha a ideia de ser Au Pair desde os meus 19. 


De começo, pensei nos USA, que era mais popular. 

Mas eu não dirijo e não tinha vontade de aprender (e ainda não tenho hahaha). 



Daí,me apareceu a Holanda que tinha zero exigências de carteira de motorista. E a ideia de viajar pela Europa me encheu os olhos. 

Pronto, seria a terra dos moinhos!


Eu não tinha experiência com crianças. Eu sempre ajudei minha mãe com as minhas duas irmãs mais novas e de vez em quando olhava meus priminhos. Mas era isso e pra falar bem a verdade, eu não sabia muito bem se iria gostar de cuidar de crianças. Paciência nunca foi o meu forte hahahaha.


Depois de toda a triagem com a agência, fui aprovada e meu perfil estava online para as famílias. Conversei com uma potencial host family que acabou não me escolhendo. Fiquei devastada. 

Depois disso, conversei com uma família que buscava a primeira Au Pair deles. 
Deu MATCH! 



Isso aconteceu em julho, 2016 e eu só embarquei em outubro (porque a família estava num processo de mudar de casa e etc).


Eu lembro muito bem dessa sensação entre preparar o visto, as malas, todas as despedidas, a ansiedade de realmente sair da minha zona de conforto. Eu juro que eu lembro mesmo de tudo o que eu senti desde o embarque, até encontrar a minha host no aeroporto, o caminho no carro, a chegada na casa e a felicidade de ver tanta coisa nova pela primeira vez. Com certeza, será uma memória pra vida toda. 


Eu tinha uma host family MARAVILHOSA na Holanda. Meus hosts eram extremamente educados, gentis e sempre me incluíram em tudo o que eles faziam sem tirar a minha privacidade. Eu cuidava de três meninos (que não falavam NADA de inglês) e que tinham muita, mas muita energia pra gastar. Eu me apaixonei por eles e me diverti muito com as nossas brincadeiras improvisadas.


Claro que a convivência bate, claro que tem horas que você só quer sumir ou ter uma casa só pra você, claro que terão momentos de homesick.

Mas, posto na balança, os lados negativos foram muito pequenos perto de tudo de maravilhoso que aconteceu durante meu intercâmbio.


Eu decidi ser Au Pair porque sabia que em um ano, eu voltaria pra casa e retomaria a minha vida. Era só um gap year mesmo.


Não demorou mais de três meses para eu desfazer toda essa ideia e colocar uma nova na minha cabeça: quero morar na Europa.

E foi mais ou menos nessa época que eu também conheci meu namorado (holandês).


Quando meu ano de Au Pair estava chegando quase na reta final, eu comecei a traçar planos de como eu continuaria na Europa. Eu iniciei uma busca sem fim e, por sorte (leia-se privilégio), eu descobri que poderia aplicar para o reconhecimento da minha cidadania italiana.

Eu pesquisei MUITO. Fiz tudo sozinha do começo ao fim.


Tudo pronto, eu seria Au Pair (de novo!), dessa vez na Bélgica. A ideia era aplicar para a minha cidadania no consulado italiano de Bruxelas, já que como residente legal no país (devido ao visto de Au Pair), eu teria o direito de usar esse tipo de serviço consular.

Importante dizer aqui que isso valeu unicamente para a Bélgica. Não são todos os consulados italianos (de outros países), que aceitam o visto de Au Pair para que você comece seu processo de cidadania italiana.


Meu ano de Au Pair em Breukelen (cidadezinha da minha querida Host Family) acabou, eu voltei para o Brasil por vinte dias. Foi incrível ver minha família de novo depois de um ano.

Foi um período muito intenso pra mim, com várias despedidas e mudanças.

De São Paulo, fui direto para Bruxelas.


Meu ano de Au Pair na Bélgica foi bem mais difícil, com direito a um rematch tenso e tudo mais. A minha segunda host family na Bélgica (pós-rematch) era maravilhosa, mas mesmo assim eu continuava desanimada com quase tudo. Eu estava no meu limite e sentia muita falta da Holanda. Mesmo assim, continuei firme no meu objetivo da cidadania.


Quando a minha cidadania italiana foi finalmente reconhecida, eu chorei de tanta felicidade!

Sem dúvida, foi a maior das conquistas. Mesmo tendo sido MUITO difícil, mesmo com várias pessoas dizendo que não daria certo, que era loucura e perda de tempo. 


Depois disso, eu ainda continuei como Au Pair para a minha host Family em Bruxelas, porque eu não achava justo com eles ir embora antes do meu contrato acabar. Eles eram também uma host family super querida e as kids são as crianças mais especiais do mundo! Não os culpo

pelo fato do meu ano na Bélgica ter sido meio amargo. Era eu quem já estava mesmo cansada de tudo e todos, hahahaha.


Em janeiro de 2019, meu contrato na Bélgica acabou. Foi mais uma despedida pra conta. Me mudei para Amsterdam, arrumei um emprego na minha área e essa é a minha vida agora.


Longa história que começou lá em Breuekelen - Holanda, em 2016 e que eu jamais imaginaria que agora eu estaria trabalhando num escritório na Holanda, europeia e NOIVA!


A vida de Au pair NÃO É FACIL e também não é pra qualquer um. Morar com uma família que você nunca viu,com hábitos totalmente diferentes, com um outro idioma e você ainda vai morar e trabalhar no mesmo lugar? Loucura total.


Mas, sou absurdamente grata por essa fase da minha vida. Foi o começo de tudo e o pilar da realização de (quase) todos os meus sonhos.


Espero que tenham gostado e se inspirado na minha história, nem que seja só um pouquinho. O Au pair pode (e vai!) mudar a sua vida também.


Foi uma delícia escrever por aqui nos últimos meses!

Um beijo já com sintomas de saudade hahahaha.


Letícia Nogueira.


Instagram: @lelenog

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sexta-feira, agosto 16, 2019

E o pós au pair?


Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vou falar sobre um assunto que assombra não só a mim, como muitxs outras meninxs: o que fazer depois do au pair?

Tem aquelas pessoas que vieram pra cá porque não tem um objetivo profissional traçado e vieram para tirar um break e pensar o que querem da vida. Algumas já vêm com o objetivo de um break profissional, e tem facilidade de se reinserir no mercado trabalho, pois já estão cientes e só vieram melhorar o inglês, mas ainda dentro dessa mesmo grupo de pessoas, existem aquelas que chegam aqui e depois de um ou dois anos ou seja lá o tempo que a pessoa fique, mudam tanto que já não sabem mais o que querem fazer... (e isso vale até pra relacionamento às vezes, o que já é assunto pra outro post). E como esquecer daquela parcela que já veio pensando em nem voltar?

E por fim, aquelas que já estavam balançadas com a profissão e tiraram um break pra pensar, e é nessa parcela que eu me incluo. Sou formada em turismo, e na minha cidade natal não estava legal, então me mudei para o Rio de Janeiro, onde trabalhei em um hotel por quase dois anos e foi uma ótima experiência profissional porém, acredito que não é mais isso que quero fazer quando voltar para o Brasil, por uma série de motivos, e esse sentimento não é de hoje e o au pair só veio como a cereja do bolo. Em quase 4 meses me sinto a mesma pessoa, mas no fundo, sei que não sou mais. E eu tenho tido crises de ansiedades sobre o que fazer em relação ao meu lado profissional, independente de onde eu esteja, já não sei mais. E inclusive minha host mom já me perguntou porquê tem dias que estou tão séria, e expliquei que é porque estou perdida profissionalmente e ela já tentou me ajudar de algumas formas, pois sabe mais ou menos o que eu gosto.

Mas Marjane, até agora você falou, falou e não disse nada hahaha caros amigos, eu não tenho a resposta exata pra minhas questões e nem pras suas, porquê afinal, existem vários caminhos que podemos seguir, não existe certo ou errado, existe o melhor para aquele momento, no fundo sempre tomamos as melhores decisões que podemos com as informações que temos no agora. E puxando para o meu lado pessoal da coisa, a conclusão que posso chegar é: não me cobrar tanto, não pensar tanto, procurar viver mais um pouco, afinal ainda tenho mais uns 8 meses + extensão (será que aguento ficar aqui 2 anos?). E talvez seja um pouco como a famosa frase da borboleta: "não corra atrás das borboletas, plante uma flor em seu jardim e toda as borboletas virão até ela." Preciso plantar a semente do novo, e procurar sinais de onde buscar o novo recomeço profissional.

Enfim, não é informativo, mas é um post desabafo e sintam-se a vontade para conversar comigo, estou sempre aberta a ouvir novas opiniões, ideias, desafios... 




Até a próxima pessoal :)

Meu insta @mpjohner
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