Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

05 agosto 2020

Se tudo der errado, sempre vai dar certo!


Olá, sou Andreza Flôres, Engenheira Civil e tenho 28 anos. Fui AuPair nos Estados Unidos de Julho/2018 a Janeiro/2020 em Dallas, no Texas 🤠👢. 

Quando tudo deu errado na minha vida, tudo deu certo. Mas como assim? 

Meu sonho de ser Aupair começou quando eu tinha 12 anos e uma prima minha veio para o EUA participar do programa, aquilo além de me deixar encantada, me deixou sonhando acordada. Com 18 anos me inscrevi no programa, e quando estava prestes a fechar o MATCH meu namorado na época descobriu que o pai seu estava com câncer e me pediu para ficar, fiquei. NÃO ME ARREPENDO, namoramos por 5 anos. 

Comecei outro namoro logo em seguida, e com esse iria me casar (a iludida). Foram 3 anos de namoro até que um dia ele acorda e termina tudo comigo. Sou do tipo de pessoa que não se abala por pouco, alguns me chamam de rocha por eu ser uma pessoa forte (até mesmo fria em alguns momentos), na época eu trabalhava como engenheira em uma multinacional e cuidava de uma equipe de 60 homens (eles me apelidaram de DIABA LOIRA 😆), ou seja, estava realizada profissionalmente e financeiramente. Porém aquele término me tirou o chão, fiquei tão mal que não me reconhecia mais, foi quando me dei um tapa na cara e gritei comigo mesma: LEVANTA MENINA! 

Fevereiro de 2018 eu estava com 26 anos e 5 meses, corri até a agência Experimento em Sorocaba e contei que PRECISAVA SER AUPAIR. A Ana me entendeu e me ajudou muito conseguindo a minha liberação com a Aupaircare, fiz meu application em 2 semanas (eu sabia de tudo o que precisava, já tinha feito em 2010 todo o processo lembram?), inglês não era o problema (sempre estudei desde os meus 15 anos, não era perfeito mas não era ruim), enfim... MATCH COM A PRIMEIRA FAMÍLIA!

Embarquei dia 22/07/2018, nem chorar no aeroporto eu chorei me despedindo de minha mãe (lembram da pessoa forte? Pois bem, ela tinha voltado!). Sentei-me na poltrona do avião e ali chorei, assim como choro agora escrevendo esse post e lembrando do quão forte e determinada eu fui, e sabe o porque de tudo isso?
PORQUE EU NÃO ACEITO SER INFELIZ. EU NÃO ACEITO QUE OUTRA PESSOA ME TIRE A FELICIDADE, por isso eu me reinventei, mudei. Mudei de país, mudei de casa, mudei de família, mudei de profissão, mudei de pensamentos, mudei pro avesso. E quer saber? O avesso é o meu melhor lado!

Quer saber mais sobre o meu avesso? Pois bem, todo dia 5 do mês estarei aqui contando como foi esse meu 1 ano e meio de intercâmbio, prometo não te decepcionar, tenho muita coisa boa para contar. 

Um beijo, minhas flores. 



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02 agosto 2020

Aspirante sonhadora

Oi pessoal, meu nome é Bruna, mas vocês podem me chamar de Bru! Vim contar como conheci o Au Pair e como ele tem mudado a minha vida (mesmo ainda no Brasil haha).

Tudo começou no início 2018, eu estava no segundo ano da faculdade de Propaganda e Marketing, e em um relacionamento havia 3 anos. Estava de férias com a minha família em um sítio, quando escutei minha tia conversando com a minha mãe, sobre como a namorada do meu primo tinha terminado com ele para ser babá nos Estados Unidos. 

Ao ouvir isso automaticamente entrei nas redes sociais dela para confirmar a informação e lá estava ela, radiante na escola de treinamento, fiquei animada com o que eu vi e tentei tirar o máximo de informações possíveis da minha tia, mas a única coisa que ela sabia é que a namorada, agora ex do meu primo tinha trancado a faculdade de engenharia civil para ser babá.

Quando as férias terminaram e eu precisei voltar para a faculdade e para o trabalho, durante todo o percurso eu pesquisava sobre "Ser babá nos Estados Unidos" e assistia mil e um vídeos no youtube sobre. Aquela sensação de era isso o que eu queria me dominava cada vez mais.

Depois de pesquisar tudo e dominar o assunto eu precisava decidir algumas coisas na minha vida:

1- Eu queria trancar a faculdade para ir ser au pair?
2- E meu relacionamento? Eu poderia jogar três anos no lixo?
3- Eu tinha os requisitos?

Todas essas perguntas precisavam ser respondidas e eu comecei por uma que automaticamente depois dela seria mais fácil responder as outras. "E meu relacionamento? Eu poderia jogar três anos no lixo?" 

Depois de saber sobre o au pair de cor e salteado era o momento de conversar sobre esse plano com meu namorado. Estudávamos na mesma faculdade, e de sexta-feira depois das aulas íamos pra casa um do outro, foi quando no meio do caminho eu perguntei: " O que você de eu ir fazer intercâmbio nos Estados Unidos?" Ele me olhou um pouco confuso, porque eu nunca tinha comentado sobre o assunto, mas me disse: " Acho legal amor, é uma experiência única, tenho certeza que você vai gostar". Pensei comigo, meio caminho andado, quando ele me perguntou: " Você pretende fazer nas férias da faculdade?" congelei, agora era o momento de terminar a explicação. 

Falando o mais pausado possível eu contei tudo sobre o au pair, e por último comentei que o tempo mínimo era um ano, ele me olhou um pouco confuso e me perguntou: " Então você vai terminar comigo?" pra ser sincera nunca cogitei essa ideia, mas se ele não aceitasse o au pair, era o iria acontecer, então com toda a calma do mundo eu expliquei que não queria terminar o nosso relacionamento, mas que não poderia deixar de viver uma coisa que eu gostaria por causa desse relacionamento. Ele olhou pra mim e me disse " Se é o que você quer fazer, eu te apoio, daremos um jeito"

Eu e meu namorado, Lucas


Naquele momento o único motivo que me faria desistir do au pair estava me apoiando, então era o momento de responder as outras questões, e uma era ligada na outra. "Eu era apta?"

 Não era casada. Check!
Estava dentro do limite de idade. Check!
Inglês. Bam!
Habilitação. Bam!
Dinheiro do processo. Bam!
Experiência com crianças. Bam!


Foi então que eu respondi a pergunta que faltava " Eu queria trancar a faculdade para ser au pair?" Na verdade eu não me importava, ainda faltavam 2 anos para eu me formar, e eu queria viver o au pair pra ontem. Mas com a falta de requisitos, pensei que era o tempo ideal para eu aprender inglês, tirar a minha habilitação e juntar o dinheiro que era necessário. Durante esse processo, eu terminaria a faculdade. Daria certo!

Me inscrevi no curso de inglês, intensivo de 18 meses, tive o apoio do meu namorado que também queria aprender. Comecei a juntar um pouco do que sobrava do salário de estagiária e dividi entre pagar a habilitação e juntar para o processo de au pair.

Durante o processo de conhecer perfeitamente o au pair, comecei seguir novas meninas e participar de todos grupos de au pair no Facebook, assim eu estava cada mais mais dentro do assunto. Meu namorado também, já era praticamente um bro au pair, e foi quando ele me encaminhou um story de uma amiga dele, Isabela Lino, que tinha se tornado au pair  e estava na escola de treinamento.

Finalmente ele estava mais seguro por conhecer uma pessoa que estava participando do processo, o medo de eu acabar como a Morena na Capadócia diminuiu rs. Acompanhei a Isa e comecei a seguir as amigas dela que também eram au pair, uma em si se tornou uma grande amiga minha, e foi uma grande responsável por eu estar online, ela me ajudou em todo o processo, com a entrevista e tudo mais. Eu só tenho a agradecer essas meninas incríveis que compartilharam as experiencias delas comigo. Isa e Van, vocês foram e são amigas maravilhosas, sou grata por ter vocês na minha vida. 

Van, Isa e eu quando nos encontramos em SP assim que elas voltaram dos EUA



No final de 2018 eu tirei a minha habilitação, uma coisa a menos, ufa! Continuei estudando inglês e na faculdade, durante as minhas férias de 2019 era o momento de ter minha experiência com crianças para comprovar minhas horas.

O segundo semestre de de 2019 foi uma loucura total, muitas coisas aconteceram. Eu estava terminando com o meu TCC, estudando inglês, trabalhando e praticando direção, foi quando eu recebi duas mensagens: 1: a Cultural Care informando a promoção de 50% para quem ficasse online até outubro.
2: uma proposta de emprego para me tornar CLT, como comentei, eu era estagiária. 

Nos meus planos, eu iria embora assim que terminasse a faculdade, em janeiro de 2020 era o momento de embarcar. Esse era o momento certo pra ficar online, ainda mais com a promoção de 50%. 

Como comentei em cima, minha amiga Van me ajudou muito durante meu processo para ficar online, e não posso me esquecer da minha professora de inglês, Ana, que foi indicação da Vanessa ( essa menina não existe, gente!). Com muita dedicação fiz minha prova, passei, fiz meus exames e estava online!. Ao mesmo tempo eu começava um emprego novo.

Outras dúvidas pairaram sob minha cabeça, embarcar em janeiro ou ficar um pouco mais e ter mais experiência no serviço, aliás eu teria até setembro para embarcar de acordo com a promoção. 

Os próximos passos dessa estória, eu conto para vocês no meu próximo texto!

Obrigada por terem lido até aqui <3


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A Sonhadora que virou Au Pair

Olá, meu nome é Tamara, mas pode me chamar de Thamy, mas também pode me chamar de "A Sonhadora" ...  isso mesmo (hahaha), porque eu sou mesmo uma pessoa cheia de sonhos, e também porque foi através do meu sonho de ser Au Pair que eu comecei a escrever meu blog pessoal chamado "A Sonhadora". Levei esse sonhou a diante e hoje, depois de exatos dois anos em Nova Iorque, termino minha experiência como Au Pair! Quer saber como foi que esse sonho terminou? Vou contar agora mesmo! Bem vindos ao meu primeiro post no famoso O Blog das 30 Au Pairs!
Sonhando na Disney - Magic Kingdom
Como tudo começou: 
Era uma vez esta menina sonhadora que com 15 anos que sonhava em ser bailarina e viajar o mundo todo! Meu sonho era poder vir pros EUA pra trabalhar como bailarina em uma boa companhia/time profissional de Dança e eu também sonhava em poder viajar ao redor do mundo, quase como uma "volta ao mundo em 80 dias" hahaha! Vim de família de classe média e nosso dinheiro nos proporcionava casa, comida e o necessário para viver e em algumas vezes passamos por muito aperto, então é claro que eu nunca iria poder viajar pra fora do país! 
Meu eu de 15 anos tinha acabado se mudar de cidade e estava revoltada com a escola e frustrada pelo Brasil ser um país de oportunidades difíceis, além disso eu sonhava em poder estudar fora! Obviamente meus pais nunca puderam me pagar um intercambio High School e eu logo descobri que não seria tão fácil assim ir para os EUA, então comecei a procurar outras formas de realizar meu sonho, foi aí que encontrei informações na internet, no site de uma agência de intercâmbio, sobre o intercâmbio de Au Pair.  
Naquela época (2011 mais ou menos) o Au Pair não era tão divulgado assim e é claro que na primeira vez que eu li achei que fosse golpe pra levar meninas pra Turquia como escravas sexuais! Hahaha! Comecei a pesquisar mais sobre isso e achei muuuuuiiitos blogs de meninas que eram ou estavam se preparando para ser Au Pair e ao contrário de agora que temos muitos videos no Youtube e muitas contas de Au Pair no Instagram, a algum tempo atrás as futuras Au Pairs escreviam blogs para se ajudar e compartilhar as informações, e foi lendo esses blogs que eu não só aprendi mais sobre o programa como também fiz amizades com essas meninas, como a Gisella do famoso Blog da Gisella, que virou uma das minhas melhores amigas e acabou me ajudando muito no meu processo de Au Pair. E de tanto ler blogs, como eu já amava ler e escrever, resolvi iniciar meu próprio blog e relatar todos os meus sonhos (incluindo o de Au Pair) como se fosse um diário. 
Bailarinando pelos EUA - Washington DC
Meu processo de Au Pair:
Como eu conheci o Au pair cedo, com 15 anos , eu logo consegui convencer meus pais a me matricular na aula de Inglês (por que aprender inglês nunca é gasto e sim um investimento!) e estudei por cerca de 3 anos (parte disso eu mesma que paguei com meu salário na época de faculdade depois que comecei a trabalhar), e eu desde cedo fui assistente das minhas professoras de Ballet nas turmas de ballet infantil e por volta dos 16 anos eu comecei a dar aulas de Ballet pra crianças em uma escola particular na cidade em que eu morava e com isso de quebra eu trabalhava com Dança, ganhava experiência com kids e ganhava uma graninha. O dinheiro eu guardava quase tudo pra poder fazer meu intercambio de Au pair no futuro!
Já que eu havia passado no vestibular eu decidi fazer o Au Pair depois da faculdade e nesse meio tempo eu continuei dando aulas de Ballet pra crianças, fiz também voluntariado em uma ONG que trabalhava com crianças carentes e fui auxiliar de catequista na minha igreja por 3 anos. Eu também continuei estudando Inglês e guardando o máximo de dinheiro que eu podia! 
Foi então que no fim de 2018 eu me formei Bacharel e Licenciada em Dança pela Faculdade de Artes do Paraná e FINALMENTE pude me inscrever na agência. Escolhi a Cultural Care e estava já online quando a minha amiga de blog, a Gisella, que já havia sido Au Pair e resolveu ficar como estudante nos EUA me indicou uma família confiável que estava procurando uma nova Au Pair. Ela estava trabalhando em NY como nanny e por isso conhecia a ex Au Pair dessa família, que falou muito bem deles pra ela. E então depois de mais ou menos 1 mês eu fechei match com essa família de Chappaqua, New York. 
Times Square NYC
Meus dois anos como Au Pair:
Chappaqua fica a cerca de 1 hora de trem de NYC - New York City - e eu cuidei de 3 kids (12yo girl, 10yo boy, 4yo girl - idades de quando eu cheguei). A familia de uma forma geral foi boa, mas é claro que eu tive vários problemas com eles pois afinal não existe host family perfeita. E foi pela localização que eu decidi estender com eles por mais 9 meses (que acabou sendo 1 ano devido à pandemia do coronavirus). 
Tenho um caso de amor por NYC! Essa cidade, que agora é a minha favorita no mundo todo, foi palco de muitos episódios nesses meus 2 anos de Au Pair! Eu amei morar perto dela, pois além de poder conhecer todos os pontos turísticos que eu só via em filmes, pude também estudar Dança no Broadway Dance Center a escola de Dança mais famosa do mundo! E minha experiência como Au Pair foi assim entre idas e vindas à NYC! Eu pude viajar muito pelos EUA, conheci a Disney, estudei inglês e por isso consegui ficar fluente na língua, juntei uma graninha e vivi momentos mágicos que eu jamais imaginaria viver! 
Olhando pra trás eu percebo o quanto valeu a pena cada minuto de sacrifício que eu passei pra poder realizar esse sonho! Desde perrengues no Brasil antes de vir quanto perrengues nos EUA envolvendo a host family, pois afinal foi por meio desses sacrifícios que eu consegui realizar meu sonho, e não só isso mas pude aprender MUITO! Afinal o Au Pair é um intercâmbio de profundo aprendizado! A maior lição que eu aprendi no Au Pair com a minha host family (aprendi do jeito ruim!) foi a ajudar aos outros e a fazer o bem sem exigir algo em troca, e sim simplesmente por querer ser uma pessoa boa! Também aprendi que o respeito é uma das coisas mais importantes, e a ausência do respeito pode ser notada até nos pequenos detalhes! No fim essa experiência me fez crescer muito enquanto ser humano e eu espero que, já que esse é um intercâmbio cultural, que a minha host family tenha aprendido algo valioso comigo também! 
Liberty Island NY
O fim ou o começo?
Ao fim dos 2 anos de Au Pair resolvi voltar pro Brasil, primeiro devido a Pandemia que estamos vivendo e depois porque eu sinto que essa experiência foi muito boa pro meu desenvolvimento pessoal e já está na hora de partir pro meu próximo passo, ou melhor, pro meu próximo sonho! E agora vamos ver pra onde esse próximo sonho vai me levar! Pra ler mais sobre a minha experiência venha conferir meus posts no dia 2 de cada mês! 
A todas as ex, atuais e futuras Au Pairs eu espero que vocês tenham realizado seus sonhos e que possam viver ou ter vivido tantas coisas incríveis assim como eu vivi nos meus dois anos como Au Pair! E nunca se esqueçam: independente do que acontecer nunca parem de sonhar!
Beijinhos!
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01 agosto 2020

Voltei para o Brasil e agora?


Oi pessoal, sou a Ana Luiza e eu fui Au Pair nos EUA por quase dois anos e meio. Eu morava em Raleigh, Carolina do Norte e tive momentos incríveis vividos nessa cidade que posso chamar de lar.

Voltei para o Brasil em abril de 2020 e vou contar um pouco sobre como se senti alguns dias antes de partir e como estou me sentindo de volta ao meu país. Porque sabemos que sempre vai ter aquela pessoa que vai perguntar, "Porque não ficou lá?" ou "Como você está se sentindo de volta?".

Então vamos lá...

Demorei para saber como colocar em palavras, essa tal dor que eu senti e que doeu muito. Provavelmente foi a pior que eu já senti na minha vida; foi a dor de tomar uma decisão que ia mudar minha vida e que foi uma decisão que eu nao queria tomar, mas eu sabia que era certo.

Foram duas semanas de altos e baixos, mas os baixos eram bem baixos. Eu chorava tanto, meu peito doía e eu só queria que aquilo passasse e eu me lembro de falar pra mim mesma "vai passar, vai passar", mas por dentro eu sentia que nunca ia passar. E agora...meio que passou, as vezes parece que vai voltar mas numa intensidade menor e de um modo diferente. Mas na realidade não sei exatamente como eu me sinto estando do volta. Eu olho para as pessoas que ficaram e olho pra mim que fui, e sinto conflito de crescimento pessoal diferente. Eu 100% acredito que nós aprendemos com tudo que vivemos na nossa vida, mas acho que posso colocar que eu meio que vivi esses 2 anos mais intensos do que as pessoas que ficaram de uma maneira diferente. 

Me lembro quando eu vim visitar o Brasil em 2019 e me lembro da alegria absurda que eu senti um dia antes da viagem; infelizmente em 2020, um dia antes de voltar para o meu país eu senti um sentimento totalmente oposto. Talvez era medo, tristeza, incerteza, perda ou todas as opções juntas; e tudo bem...faz parte sentir tudo isso. 

Essa minha jornada foi sobre distribuir um pedacinho de mim para tudo que eu vivi e conheci e infelizmente (ou felizmente) esse pedacinho de mim ficou com esses momentos vividos e agora vai ficar esse sentimento de vazio dentro de mim. Eu li um texto que expressa exatamente como eu me sinto, mas um parte em especial fala assim, "sou muito grata pelas minhas peças faltando, porque sem perdê-las eu nunca saberia a alegria de as encontrá-las novamente" e isso talvez explique a felicidade que eu senti em visitar o Brasil em 2019...eu estava achando uma peça que eu havia deixado lá. 

Então estou ansiosa de sentir essa alegria novamente, pois sei que minhas peças perdidas estão por aí, esperando por mim. 

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Uma taubateana na terra dos Cangurus!

Hey, darlings! 

Eu sou a Sthéfanie, mas se você se sentir um pouco confuso com a grafia do meu nome, fique a vontade para me chamar de Teté! 😉 
É um prazer enorme participar e estar escrevendo para este blog! Lembro que quando eu estava no começo do meu processo para ser Au Pair nos Estados Unidos (em 2014), este blog foi um dos primeiros recursos aos quais eu tive acesso e que me inspiraram demais para fazer parte deste mundo! 💙
Por mais que eu tenha feito parte brevemente do mundo auperiano nos EUA, minha participação no blog será dedicada a minha experiência aqui na Austrália.

Mas... Deixa eu te contar um pouquinho sobre mim...
Meu nome é Sthéfanie, eu tenho 25 anos e sou natural de Taubaté, cidade do interior do estado de São Paulo, popularmente conhecida como a cidade da falsa grávida ou do Sítio do Pica Pau Amarelo ou então, da maravilhosa Hebe Camargo!
Sabe que, desde que eu tive uma experiência desagradável como Au Pair nos Estados Unidos e voltei pro Brasil, eu logo engatei na faculdade e durante os últimos quatro anos, eu coloquei na cabeça que eu iria tentar de novo assim que me formasse!
No final de 2018, estava eu conversando com uma amiga Ex-Au Pair e que naquela época era Au Pair na França, com muita relutância, eu acabei decidindo tentar o intercâmbio de Au Pair na Holanda e então, comecei a pesquisar mais sobre isso. (Neste momento, você deve estar se perguntando, mas o que? E como assim você foi parar na Austrália? Algo de errado não está certo, hein!) Pois é... Pesquisa aqui, pesquisa ali e então, eis que descubro que Au Pair na Holanda não viria a atender meu objetivo. No começo de Maio de 2019, eu entrei em contato com uma amiga que trabalha na agência da Experimento da minha cidade, ela me encheu de perguntas! Foram quase 3 horas, com ela me mostrando todas as opções, pontuando prós e contras dos países, até que, de repente, ela teve um insight e falou bem assim: "Por que não ser Demi Pair na Austrália, Sthé?"
Até então, eu não tinha nem ideia do que era isso ou então de que essa modalidade de intercâmbio existia. E muito menos na Austrália. Eis que a Sthéfanie vai e começar a pesquisar sobre isso. Pesquisa, pesquisa, pesquisa. Pede o orçamento do programa. Pesquisa, pesquisa, pesquisa. Até então, eu só tinha ouvido falar de Sydney, de Cairns e dos cangurus. Eu não conhecia quase nada da Austrália. Este país nunca havia feito parte dos meus planos. Mas, considerando todas as opções que eu tinha até o momento, com a pressa de querer embarcar logo depois da colação de grau da faculdade, eu caí de cabeça nessa ideia! E em 14 de Setembro de 2019, eu estava saindo do Brasil com destino a Brisbane, no estado de Queensland, Austrália! 

Eu sempre fui do tipo de pessoa que gosta de planejar tudo, nos mínimos detalhes. Eu faço listas de prós e contras, eu crio planilhas, eu imagino tudo na minha cabeça. E, esta escolha, a de viver uma experiência cultural na Austrália foi a primeira vez que eu não pensei muito, que eu não sofri por antecedência ou que eu não fiquei com medo do que viria pela frente. Eu simplesmente me entreguei a oportunidade que estava disponível para mim. E, confesso que esta foi a melhor escolha que eu fiz em muitos anos! Eu mudei tanto! Todos os dias, eu descubro algo novo, eu me reinvento, eu aprendo algo ou eu tenho a dádiva de compartilhar algo com alguém. É uma mudança contínua e muito positiva! Não me arrependo desta decisão de última hora! E se pudesse, faria de novo!
A partir dos próximos posts, eu vou contar para vocês sobre o programa de Demi Pair, como foi a minha experiência, como me tornei Au Pair, os desafios de trabalhar e estudar e um pouco mais sobre o estado onde eu moro! Espero vê-los por aqui! See ya! 🐨
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30 julho 2020

COMO O AU PAIR SE INSERIU EM MINHA VIDA

Oi oi gente! Como estão as coisas do lado daí? daqui ta muito calor e um céu lindo de um azul-claro que dá aquela paz só de observar. Estou lisonjeada em poder compartilhar com vocês tudo o que aprontei e vivi enquanto Au Pair. De que adianta o aprendizado sem ser compartilhado não é mesmo? Sou Tainara, tenho 24 anos e nasci numa cidade muito icônica no interior de São Paulo (alô, grávida!). Se você é antenadx em memes vai saber que sou de Taubate! Fui Au Pair por quase dois anos nos Estados Unidos, ainda moro aqui na terra do consumo e vou contar a minha perspectiva sobre esse Intercâmbio que me virou de cabeça para baixo e me ajudou a perceber que esse é o meu lado mais bonito. Iniciei o processo todo em 2017 e finalizei o programa há quase cinco meses. No primeiro ano morei na Virgínia e no segundo me mudei para Seattle, em Washington. Depois do Au pair, planejava me aventurar pela América do Sul por alguns meses, ia fazer trabalhos voluntários por lá e depois -possivelmente- pararia em Portugal para estudar Psicologia. MAS, como planos mudam e não temos controle sobre nada, devido à pandemia, precisei remanejar os planos e me virar por aqui até poder botar o pé na estrada novamente. Encontrei um trabalho temporário em um hospital, comecei a estudar fotografia (e me apaixonar!) e com o tempo vou compartilhando aqui como foi o meu processo, meu relacionamento com as Host families e como fui expulsa de uma delas (SIM! Fui expulsa no meio de uma pandemia!), como consegui viajar 15 estados + Canadá e ainda guardar dinheiro, também quero abordar sobre minha experiência em um relacionamento a distância, sobre a importância de cuidar da saúde mental durante o programa e claro, os perrengues na nova cultura & micos com inglês não podem faltar né? Enfim, contarei tudo! Então vou começar pelo começo: como o Au pair se inseriu em minha vida.



Como boa virginiana que sou, gosto de contar histórias em seus mínimos detalhes (quem convive comigo que lute), mas juro que tentarei ser breve por aqui, então pega tua cerveja/chá/café e seja muito bem vindx ao meu mundo!






Eu sempre tive muita curiosidade e um sonho gigante de conhecer outros países. 

Desde pequena eu sou sonhadora. Vivia em fantasias, no mundo da lua e adorava brincar de faz de conta. Tá! admito que ainda vivo no mundo da lua. Mas enfim, foco na infância. Lembro quando mais nova, já adolescente assistir aos desenhos, filmes, clipes de música e ler os livros mais lindos e pensar SE e quando eu iria conseguir visitar todos aqueles lugares que eram completamente distantes da minha realidade. Com frequência me pegava curiosa sobre outras culturas e o que havia além daquilo que me foi apresentado. Eu nasci em uma família bem grande, minha avó teve 14 filhos! Pensa no tanto de parente. Amor, alegria e muitas risadas fizeram parte do meu cotidiano, embora as dificuldades, sempre arrumávamos um jeitinho de ser feliz e resolver os problemas. Desde cedo já queria ser independente e ter minhas coisas, mas como dizia minha mãe: eu não nasci em berço de ouro. Então, aos 15 anos comecei a trabalhar como monitora de crianças em uma academia e a investir em minha educação, fiz um montão de cursos legais que me levaram a ter outros empregos maneiros e muita evolução profissional e pessoal.


Os anos passaram, me formei e logo veio aquela temida pergunta “E agora? O que eu quero fazer? Nunca funcionei na pressão e ter que escolher o meu futuro todo aos 17 anos me deixava muito confusa e indecisa, me sentia completamente perdida (não se iludam, ainda sinto) e um peixe fora da água. Mas sabia que precisava decidir algo, afinal eu tinha que ser alguém na vida né?

Depois de um longo tempo em uma tentativa cansativa de decidir o que faria, já em um emprego considerado socialmente estável na área administrativa de uma academia, optei pelo curso de Direito porque era o que eu podia pagar. Porém, não me sentia 100% contente com aquela decisão, me deixei levar e me permiti experimentar. A realidade de sair mundo afora parecia muito distante para mim, mas tudo no seu tempo.


Não demorou muito para perceber que de fato ali eu não cabia. Aquela vida frenética e rotineira começou a me incomodar e me fazer mal. Estava seguindo um sistema que era falho e injusto, me vi sofrendo para pagar uma faculdade por status social e não porque me fazia feliz, me sentia apenas mais um número e não via nenhuma perspectiva naquela vida que me disseram ser a correta. Todo esse processo me levou a ter depressão e quando descobri, caiu meu chão. Me dei conta que minha vida passava pelos meus olhos e que não estava vivendo e sim existindo. Decidi que algo precisava mudar porque naquele buraco eu não iria mais me afundar. Não sabia como faria, não tinha dinheiro, não tinha meios, mas sabia que eu era a única capaz de mudar minha realidade. E assim o faria.


Passei a seguir meu coração e agir conforme aquilo que fazia sentido para mim. Queria a todo custo viajar. 

Pesquisei muitos intercâmbios, falei com várias meninas que já haviam saído do país. O Au Pair era a maneira mais barata e rápida de conseguir viajar e como eu já tinha experiência com crianças resolvi tentar. 

No meu salário seguinte, sem contar para ninguém, tranquei a faculdade, fui até a agência e paguei a taxa de inscrição. “Um passo para a liberdade” pensei. Me deu um medo, comecei a me questionar, quis me sabotar. Mas abracei meu medo, o carreguei comigo e o fiz minha motivação. O desconhecido me chamava e eu tinha que parar para escutar. 


Depois desse primeiro passo tudo aconteceu de forma muito horizontal. 

Me vi aflorar. De dentro para fora mudar. Agradeci e honrei os velhos ciclos e deixei o novo chegar. 

Tive muito apoio dos meus pais e irmãos, tive anjos que me ajudaram sem pedir nada em troca. E tive também pessoas que não acreditaram em mim, que disseram que eu sonhava demais. (Mas ó, essas pessoas a gente não perde tempo escutando ta? Da grandeza dos seus sonhos, só você sabe)

Depois de resolver tudo do processo, que demorou quase um ano porque fiz tudo no meu tempo, tive meu match com uma família que era minha cara e embarcava em um avião pela primeira vez, de coração e mente abertos para o mundo de possibilidades que se abriam em meu caminho e certa de que dessa vez eu escolhi o que vibrava aqui dentro. 


Lembre-se que o mundo é sua tela, então saia pintando! Do seu jeito, com suas cores favoritas e da maneira que achar bonito. 

As pessoas vão julgar, de forma ou de outra. Então porque não viver fazendo aquilo que faz sentido para você? 

O AU PAIR me abriu portas inimagináveis e se você sente que é o seu momento, minha dica é: se joga! 


Caso precise conversar sobre o programa ou qualquer outra coisa, meu e-mail e IG estão abertos para ti, tá bem? 

Muito obrigada por me ler e até a próxima. <3


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Dúvidas de uma ex au pair

Olá pessoas. Me chamo Jéssica, tenho 24 anos , sou formada em Propaganda e Marketing e fui au pair por 2 anos e 3 meses em um subúrbio de Chicago, vulgo melhor cidade. Acabei de voltar para o Brasil e tenho tido alguns pensamentos sobre carreira que algumas de vocês podem estar tendo, então resolvi compartilhar com vocês. 




Em 2017, durante meu último ano na faculdade, decidi que era a hora de ir fazer um intercâmbio. Morar fora sempre fora um sonho meu, mas naquele momento, além de estar realizando um sonho, eu também poderia desenvolver meu inglês, que na época, era quase não-existente.


Desde que me lembro, sempre tive o sonho de morar fora, fazer um intercâmbio, ter essa experiência. Mas a parte financeira sempre foi uma grande barreira para a realização desse sonho, então dentre todas as opções disponíveis de programa de intercâmbio, o programa de au pair era a única opção possível para o meu bolso.


O processo do application foi recheado de sensações: medo, alegria, dúvidas, euforia, felicidade. Mas, mesmo em meio a toda a euforia do meu sonho estar se tornando realidade, uma questão pairava na minha cabeça e hoje, após pouco mais de 2 anos, ela continua:


Será que vale a pena "abandonar" minha carreira para ir ser au pair?


Entenda, eu estava no último ano da faculdade, em meio a toda pressão do meu TCC e no estágio, toda essa situação  me fez refletir muito sobre “abandonar tudo”. Quando eu digo "abandonar", me refiro ao fato de "perder" os primeiros anos de formada, tempo esse, que ao meu ver, as experiências profissionais seriam desenvolvidas, no qual eu teria mais oportunidades.



Porém, por outro lado, via relatos de au pairs que voltaram para o Brasil e conseguiram empregos ótimos, em empresas grandes. Outras que ingressaram em pós graduações ou mestrados e até mesmo algumas que começaram o seu próprio negócio. 


Sei que ainda é cedo para eu afirmar o impacto dessa decisão no meu currículo e na minha vida profissional, afinal, voltei para o Brasil a dois meses e em meio a uma pandemia. Mas se tem uma coisa que eu aprendi durante meus 2 anos de au pair é que as adversidades sempre existirão, mas cabe a nós sermos resilientes e não desistir. 


O au pair me proporcionou muitas experiências que eu provavelmente nunca teria na minha, me proporcionou viagens que eu não sei quando conseguiria fazer, me proporcionou amizades incríveis que eu vou levar para a minha vida e acima de tudo, me ensinou a ser mais responsável, ser mais eu, me fez encontrar a minha voz. 


Não sei o que virá pela frente (se Deus quiser uma vacina para Covid ahahha), mas em momento nenhum eu me arrependo de ter sido au pair.



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