Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

29 outubro 2020

O Match com a Família


Olá people.

Continuando...

Demorou um pouco para meu perfil ficar online. Referente à alguns dos papéis que comentei no primeiro post pra serem entregues na agência...

Bom, precisei de referências que já tinha cuidado de crianças antes (contou como minha experiência). Tenho uma irmã 18 anos mais nova (que não contaria como experiência). Mas tenho uma titia com 3 kids na época todas under  12, mais umas amigas com filhos e pronto, esta aí minha experiência comprovada! Thanks galera por me ajudar. Por isso repito, hoje em dia existem várias formas de fazer um intercâmbio, PESQUISEM.

Tive no final um total de 7 famílias no meu profile. Elas escrevem um pouco a respeito deles, rotina, as crianças, o local onde moram, um pouco de tudo, como seria sua rotina com eles. Make sure de pesquisar também o lugar antes de ir. Lembro da primeira carta, era uma famélia de Washington DC, na carta a mãe especificava bastante da higiene das crianças (acho que ela já estava prevendo 😪) e dizia que a rotina era "desinfetar" as crianças toda hora. O match é você e a família. Às vezes, você pode pensar que aquela família é seu match, mas eles optam por outra. Enfim, eis que surge, uma outra de 4 👌 (0,2,5,7), e eles moram em no estado de Illinois, subúrbio de Chicago. Vai eu pesquisar a respeito, misericoooooordia, que lugar frio é esse, e ainda NEVA,⛄ tô fora! Quero ir pra praia...

 Papo vai, papo vem, trocamos mensagens, falei que não curtia o frio, mas estaria aberta pra conversa. Tentamos fazer skype, conversamos pelo telefone (eu e a Host mom – a mãe das crianças). Foi mais ou menos, mas trocamos bastante ideias por e-mails. 

Uns 2 dias depois tinha uma brasileira ligando pra mim, que foi au pair no mesmo bairro que eles. A família com quem ela trabalhou, foi quem indicou o programa Au Pair pra a minha Host Mom. Conversei com ela, falamos a respeito do local, bairro, cidade. Pensei, realmente a (futura) host estava querendo o Match. Quase 1 ano de todo processo, e a minha idade já estava passando do limite (pra agência), pensava que seria só por 1 ano, falar meu inglês e voltar. Então decidi a sorte com eles.

Fechamos, entramos no processo de Match, todo processo concluído, agora preciso tirar o visto J1 (Visto de Au Pair). Eis que chega o dia do exame, estavam todos felizes, minha família, alguns colegas (sim, não são todos os amigos que torcem pro seu sucesso, cuidado). E outros fazendo listas de presente pro que ia trazer haha. (até hoje acontece). Não lembro muito bem o tanto de dinheiro que eu tinha, pensei que ia ser a "ryca" quando chegasse nos Estados Unidos. E o principal, nem pensei ou pesquisei a respeito do visto.

Chegou o dia da prova do visto, quase não fui... De última hora quis desistir. Foi difícil ir até São Paulo (eu estava em São Sebastião) e estava no enterro do meu avô. Ele estava tão animado com minha partida, ele contava toda hora pros vizinhos e colegas, que a neta  ia pros Estados Unidos estudar, que eu ia ser muito feliz morando fora. Tenho minha família que torce por mim, e me levaram pra entrevista.  A prova foi oral e em English, great!

Meu rosto estava super inchado, não queria estar ali, já era difícil eu falar inglês com a professora me ajudando, imagina ali, com alguém que nunca vi, fazendo um monte de perguntas do como: "o que eu faria se o bebê se engasgasse, ou se fraturar um osso?". Foi muito tenso, mas a mulher olhou pra mim e disse; você sabe que você não respondeu nada em inglês (respondi tudo em português). Mas, você vai ter seu visto, e aproveite sua oportunidade and Good Luck. Então, meu inglês foi esse quando eu cheguei aqui, entendia aquele básico de uma conversation. Mas temia em responder errado e não respondia. É válido você ter pelo menos um básico antes de viajar, vai ajudar a passar menos perrengues.

Rosto inchado, pernas bambas, dor de barriga e agora com o visto. Hora de arrumar as malas, tentar lhe dar com um mix de emoções. Minha viagem estava marcado pro 1 de Abril. Falei e teve gente que não acreditou! Um coisa eu digo, planeje, façaa acontecer, depois anuncie, infelizmente não são todos que torcem pelo nosso sucesso.

I See you guys soon  ...

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27 outubro 2020

As mudanças na minha vida durante o Au Pair.


Quando eu vim para os Estados Unidos eu achei que aprenderia inglês, faria novos amigos, experimentaria comidas diferentes, faria coisas loucas e isso seria o que de melhor eu teria aprendido, bom, eu realmente aproveitei todas essas coisas, mas algumas outras lições foram mais importantes, pelo menos para mim.

Todas as au pairs tem uma bagagem muito diferente antes de vir para outro país. Eu faço parte do grupo de garotas que veio do interior, morei 2 anos em BH antes de vir para cá, mas ainda era a menina do interior. Mas não a menina do interior mais vivida, a mais boba mesmo.

Uma das coisas que aprendi foi na área das "paixonites". Eu me machuquei umas vezes nesse país. Não entendam mal, eu não queria casar para conseguir um "greencard", eu queria alguém, eu me senti sozinha, carente e acabei aceitando umas coisas que eu não devia, que não cabiam na minha vida. Algumas amigas minhas encontraram seus principes aqui, eu não, mas estou feliz com isso. 

Ah Fran, o que você aprendeu com isso? Bom, aprendi a me levantar, sacudir a poeira e seguir adiante. Também aprendi a nunca me diminuir ou mudar minha forma para caber na vida de alguém. Aprendi a não me colocar em situações abusivas, a não ser ruim comigo mesma e que ninguém morre por quebrar a cara algumas vezes. 

Mas, essa não foi a coisa mais importante que aprendi. Minha host family me ensinou muito, na verdade, meus host parents me ensinaram muito. 

Meus fofos se conheceram há mais de 20 anos. Ele tinha acabado de resolver mudar a vida toda, ela sofrendo pressão da família tradicional Indiana por ter quase 30 anos e não ser casada. Meus fofos se conheceram em um encontro as cegas, onde um amigo em comum deles os convenceram a se encontrar. Ela se atrasou 2 horas para o primeiro encontro, até hoje não acredito que ele esperou hahahahah, depois da primeira vez que se viram na vida ficaram noivos com menos de 6 meses, se casaram pouco tempo depois e estão juntos até hoje. Não são muito parecidos. Ele um cara simples demais, ela quer tudo do melhor, mas é muito visivel o carinho, cuidado e companheirismo que eles tem um pelo outro, e, talvez, os conhecer tenha mudado minha vida.

Por que você diz isso, Fran? Então, porque eu queria acreditar que eu encontraria alguém bacana um dia para mim, mas ao mesmo tempo ao meu redor eu não convivi com casais modelo, conheci muita gente com corações partidos e cicatrizes profundas, e eu sinceramente acreditei que a chance de que eu estava fadada a tal fato era real, nesse caso, conviver com pessoas que tem sim problemas, que não são iguais, tem divergências, mas, no fim do dia se respeitam, se amam, se divertem e olham um para o outro como se fossem o melhor presente um do outro me fez acreditar que independente de qualquer coisa, as circunstancias ao meu redor, ou como eu cresci, não são suficientes para determinar meu futuro, um dia encontro "a meia furada para meu sapato velho" hahahahhaha.

Outra coisa que aprendi: Eu posso chegar onde eu quiser! Na verdade, eu sempre acreditei nisso, acreditei muito, quem me conhece sabe! Porém, eu provei isso para mim mesma. Não foi mais uma frase motivacional, foi uma conquista! Eu vim, fiquei dois anos, errei, caí, me machuquei, levantei, cicatrizei, plantei umas flores, aprendi umas lições, o ciclo se repetiu algumas vezes e estou aqui, de pé! Eu fui onde eu acreditei que eu iria, e, agora está chegando a hora de fechar mais esse ciclo. Mas eu acreditei que Deus era fiel para cumprir e que eu poderia chegar até aqui. Ainda é pouco para até onde quero ir, mas, olha, já fiz uma caminhada e tanto.

Ser Au Pair não era o auge da minha vida, não é o auge da minha vida. Foi só um comecinho, um lembrete para mim de que eu determino os passos que vou seguir. Eu posso chegar onde eu quiser se eu trabalhar para tal. Assim como você também pode. Talvez você more em uma favela, no interior, talvez você seja pobre, sua família talvez não tenha condições de te bancar para fazer algo bacana. Talvez você também não tenha grana para pagar um curso de inglês, uma faculdade. Talvez você faça parte de uma minoria desfavorecida, talvez todas as circuntâncias estejam contra você, mas, o que eu tenho para te dizer hoje é: Não desista de você! Não desista do seu propósito, não perca seu foco. 

Não deixe ninguém te fazer acreditar que você não pode fazer algo que você quer, se você está vivo, há chance de que isso se torne real. A sua realização vai ter um custo, isso pode ser noites de sono, pode ser abrir mão de alguns amores, alguns amigos, algumas horas do seu dia, mas se você quiser, você pode, acredite, vá atrás disso e tome posse do que é seu. 

E, sobre tudo o que eu aprendi, eu só tenho a dizer: obrigada! Obrigada Deus, por nunca me desamparar e me manter saudável e com força até aqui, obrigada eu, que não desistir de mim. Minha host family, meus amigos (aos velhos e aos novos), para as pessoas que me machucaram e para as que me apoiaram. Obrigada, não teria chegado aqui sem vocês.

E, como disse Charles Bukowski: "Se você for tentar, vá até o fim. Caso contrário, nem comece. Vá até o fim."
Vejo vocês próximo mês.
Beijos e espero que tirem algum proveito dessas memórias loucas.

Observação: Se vocês tem algum assunto que gostariam que eu abordasse, deixe nos comentários que eu trago próximo mês. Obrigada.
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26 outubro 2020

Au Pair na Suíça - Custo de vida 1

    Olá leitores do blog, como vocês estão? Hoje o post vai ser bem interessante, então pegue um papel e uma caneta para anotar tudo sobre o lado financeiro da vida de uma Au Pair no país do dinheiro.

Então por isso, hoje eu resolvi esclarecer e detalhar essas questões, mas vamos sempre ressaltar que tudo aqui é baseado na MINHA EXPERIÊNCIA e NO LOCAL ONDE EU MORO, ok?

    Vamos começar lembrando que dependendo da cidade onde você mora, o teu salário pode ser um pouco maior ou menor para suprir a diferença do custo de vida. A parte Alemã, principalmente as grandes cidades como Zürich, são mais caras, consequentemente, uma Au Pair ganha mais. Eu moro na parte Francesa, em uma pequena cidade perto de Lausanne, e as coisas aqui são mais baratas, por isso o meu salário também é menor. Eu ganho 650chf por mês. Se eu morasse em Genebra, mesmo ainda sendo Suisse Romande, é um local mais caro, então provavelmente, eu ganharia um pouco mais. Hoje (19.10.2020) a cotação do franco suíço para o real está de 1chf = RS 6,16.

TRANSPORTE

Eu sempre escutei frases como: "Aff.. a Suíça é muito cara", "Deus me defenderay, oh país caro" e "Lá é o local mais caro pra onde eu já viajei"
    O sistema de transporte oferece vários métodos de abatimento de preço e eles variam de acordo com a necessidade do passageiro. Todas as tarifas, preços e condições podem ser encontrados no site https://www.sbb.ch/fr/abonnements-et-billets.html e assim, você decide o que mais se adequa a sua realidade.
    Para ir da minha casa à Lausanne, eu pago 3,70 e meu ticket dura 2:00h. Eu posso pegar trem, metrô, ônibus, bondinho e até barco dentro das zonas da Grande Lausanne (como se fosse uma região metropolitana), mas caso eu já esteja na cidade e queira me locomover apenas dentro dela, eu vou pagar 2,40.
    Para quem mora no interior, como eu, o acesso é um pouco mais complicado porque os ônibus demoram pra passar, mas são bem pontuais e isso nunca me incomodou. Apesar disso, todo mundo tem um carro, e caso a sua família tenha também, a gasolina custa em média 1,50 chf/L, então tu consegue rodar muito sem pesar no bolso.
    Passagem de trem já é algo mais salgado caso você não tenha nenhum dos descontos citados a cima. Por isso, se algum amigo vier te visitar por algumas semanas, não vale a pena rodar o país com ele de trem porque ele pagará os olhos da cara, compensa muito mais alugar um carro.
    A Flix Bus é uma boa opção para quem quer viajar muito barato e não se importa em pegar algumas horas de ônibus. Ela faz trechos para as principais capitais europeias e tudo pode ser encontrado no aplicativo da empresa.
    Existe também um app onde você sai pegando ou dando carona pelas estradas e auxiliando apenas com a gasolina, não há um preço fixo e é uma alternativa para os mais aventureiros.



    Tuuuuudo que envolve algum tipo de serviço na Suíça é caro! Eles valorizam muito a mão-de-obra, por isso comer fora pode ser pesado para uma Au Pair. Pratos podem custar em torno de 25,00 a 40,00 chf, os não tão caros. Mas se você não se importar em comer coisas mais simples, fast-food tem um preço, ao meu ver, bem acessível (óbvio que não vamos comparar com outros países da Europa; você mora na Suíça, ganha como um suíço e gasta como eles).
    
COMIDA

Um combo grande do Mc, BK ou KFC sai em torno de 10,00 a 16,00 chf. Se quiser algo mais barato ainda para comer antes do rolê naquele final de mês apertado, os supermercados vendem uns pãezinhos recheados, estilo salgado sabor pizza ou enroladinho de salsicha, que custam entre 2,00 e 5,00 chf. Uma pizza grande você encontra de 16,00 a 23,00 chf e super dá pra dividir com um amigo.



    LAZER

Por ser um país muito seguro, a maioria dos rolês acontecem na rua mesmo.  Durante o verão os lagos ficam lotados de gente fazendo churrasco, tocando música, pegando um bronze, tomando umas biritas etc., e isso vai até quando tiver sol. No auge do verão, a farofada só acaba depois das 22:00hr. Por isso é muito comum ver gente comprando bebida nos supermercados e levando embaixo do braço dentro dos transportes. 
    Pra quem gosta de vinho, existe aqueles beeeeem fim de festa de 5,00 até os mais sofisticados de 150,00 chf. Tudo depende do teu gosto e bolso. Há vários tipos de cerveja, mas no geral elas custam 2,00 ~ 3,50 chf uma longneck (confira nessa página: https://www.coop.ch/fr/nourriture/boissons/bieres/c/m_0260 .
    Já em festas, uma garrafa de cerveja pode chegar a 12,00 chf, a mesma que você compra no supermercado por 2,50. Por isso é super normal encontrar jovens nas ruas bebendo antes de entrar em alguma boate.
    No geral, os Suíços são bem simples e não esbanjam dinheiro com noitadas caras. Festivais, museus, eventos culturais, esportes e acampar são as preferências dos habitantes do país.
    No inverno, ir às montanhas e comer um fondue com os amigos perto de uma lareira são programações para quase todo fim de semana. Lembrando que o fondue pode ser comprado no supermercado e preparado em casa, não sai caro e aquece bastante, principalmente com um vinho tinto. Um pacote para duas pessoas sai em torno de 16,00 chf + o pão ou a batata.



ROUPAS
    A cultura de comprar roupas usadas (em bom estado, é claro) é bem mais forte aqui do que no Brasil. Todo barato você encontra brechós vendendo coisas de 3,00 a 30,00 chf, além do marktplace do Facebook. Por experiência própria, eu já comprei calça de 2,00, shorts de 5,00 e casaquinho de moletom por 3,00 e estou bem satisfeita com tudo.
    Mas para quem não curte muito esse estilo e prefere ir nas lojas, as coisas de marcas mais caras, apesar de serem caras, são acessíveis a nós, au pairs. Óbvio que não vamos gastar nosso suado salário todo de uma vez (ou vamos sim kkkk), mas um mês ou outro conseguimos nos dar ao luxo de adquirir certos bens. Essa loja possui várias marcas e vocês podem conferir o preço de sapatos desde Adidas até Guess: https://www.metroboutique.ch/fr/Chaussures_Femme_1061.
    Agora para aqueles que querem algo novo, mas não se importam muito com marcas, as lojas de departamento como C&A, H&M, Zara, Telly Weijl, La Halle E  Dosenbach possuem um preço muuuito bom e sempre tem promoção rolando, principalmente em fim de estação.
    O único problema que eu tenho nesse assunto é que eu não consigo encontrar muita variedade de coisas que ficam bem no meu corpo. Os estilos e os corpos das meninas aqui são bem diferentes dos brasileiros, então eu tive que aprender a me adaptar. 



Se vocês gostaram e querem saber mais sobre valores de determinadas coisas, deixem nos comentários as suas dúvidas que eu vou tentar responder no próximo post.
Um beijo enorme e até mês que vem.


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23 outubro 2020

Como eu descobri novas possibilidades de intercâmbio e me planejei pra ser Au Pair na Austrália?

Como eu disse no meu texto anterior, com aquela semente germinada eu pude enfim ter esperança e com muita ajuda e apoio daquela amiga tão especial eu encontrei outro caminho que foi o de se tornar Au pair sem depender de agências.

Após nossa conversa ela me levou para a casa dela e me cadastrou no site Au PairWorldEla fez todo o cadastro e nós preenchemos tudo o que o site pedia com muita atenção.

Meu inglês era péssimo (praticamente zero)... Acreditem... A ajuda dela foi imprescindível!

O cadastro basicamente é criar um perfil (conta no site) que mais parece um currículo. Lá você preenche informações básicas, conta sobre você e suas experiências, coloca fotos e vídeos e também escolhe os países que você tem interesse. Através desse perfil criado as famílias poderão te encontrar, mandar mensagens, marcar entrevista e te conhecer melhor. No cadastro (na época) era necessário colocar 3 países que eu estaria disposta a ir.

Então fizemos a escolha pela seguinte ordem:

·      * Austrália - Porque era meu sonho de criança conhecer a Terra de Oz e cangurus.

·      * França - Porque eu também desejava conhecer a França e aprender falar francês.

·      * Irlanda - Porque minha amiga havia sido Au pair lá e por isso tinha pessoas conhecidas que me ajudariam caso eu precisasse.

Com tudo isso pronto eu pude ficar "online" no site e visível para as famílias me encontrarem. Yupiiiiiiiii!!!

O site Au Pair World é muito bom, pois você se cadastra e depois seu perfil fica visível para as famílias e você também pode ver o perfil de famílias que estão cadastradas em busca de uma Au pair. Lendo os perfis, ambos podem trocar mensagens e verificar se o outro está dentro de suas expectativas e depois podem arranjar todo o processo e entrar num acordo.

Se vocês desejarem, depois eu posso fazer um post mais detalhado com passo a passo para ajudar vocês a se cadastrarem no site (me deixa mensagem nos comentários).

Assim como em minha jornada do intercâmbio eu tive a ajuda de “jardineiros” que fizeram brotar e florescer vários sonhos meus, hoje estou disposta a fazer o mesmo por outras pessoas... Conte comigo para te inspirar e auxiliar!

Voltando a história do cadastro no site... Após ter concluído, eu fui pra casa e entrei novamente no site Aupair World, e confesso que isso virou um vício tipo Rede Social. Eu não parava de olhar as famílias, ler sobre elas, ver as fotos, as ofertas de trabalho, os lugares que elas pecisavam e tudo mais. Também lia os perfis de outras meninas e comparava ao meu, na intenção de melhorar algo caso precisasse.

No outro dia, logo pela manhã, comecei a receber e-mails do site dizendo que estava tudo okay com o meu cadastro e que eu já estava apta a ficar ''on line'' e assim receber mensagens de famílias interessadas em meu perfil. Pouco tempo depois recebi 2 mensagens de famílias que se interessaram por mim. Uma família era da França e a outra da Austrália. Respondi á elas com interesse e fiquei animadíssima em receber aquelas mensagens. Ao conversar com ambas, descobri que eram mães brasileiras que moravam no exterior e buscavam uma Au pair pra falar em português com as crianças. _ Por isso eu sempre digo que não tem desculpas quando você realmente deseja algo... Se você levantar e agir, se sair de sua zona de conforto, vai perceber que toda ação tem uma reação e essa atitude vai atrair o que você tanto deseja pra bem perto de você! _ Meu inglês era básico (só na minha imaginação - porque na realidade nem existia inglês nesta cuca aqui), francês eu nem sequer sabia falar “merci beaucoup”. Então os critérios pra escolher entre as famílias viria com o meu 'feeling' mesmo... e isso sim eu tenho de sobra! Hahaha...

Depois de conversar muito com as mães, marcamos entrevistas por telefone, e ali eu eliminei a possibilidade de ir pra França, pois percebi que a mãe de lá estava querendo uma empregada doméstica e não uma Au pair, além disso, ela deixou claro que eu não poderia estudar e isso me frustrou bastante, pois meu interesse de intercâmbio era além de conhecer um novo país e vivenciar uma nova cultura, aprender ou aperfeiçoar um novo idioma.

Em contrapartida, a conversa com a outra mãe (da Austrália), foi imensamente gratificante. Em tudo a gente combinava e gostava uma da outra. Ela me passava segurança e me deixava confiante. Ela me ligava, fazia chamadas no Skype, mandava muitas mensagens tirando todas as minhas dúvidas e ainda me entrevistou juntamente com o marido, que por sinal foi muito gentil e legal, assim como ela.

Com isso fomos ajustando nossos interesses e expectativas. No meio do processo, por questão de segurança para ambas as partes, ela sugeriu que eu fosse conhecer a mãe dela pessoalmente (que morava no Brasil, cerca de 200 km da minha cidade) e assim com a aprovação da mãe dela, só dependeria de mim se eu topava ou não.

Viajei até a mãe dela e foi maravilhosa a experiência, pois conheci uma pessoa super alto astral, cheia de experiências e muito amor pela família. E ali pude ver a origem daquela que poderia ser minha 'Host Mom', e meu coração se encheu de tranquilidade, paz e a certeza de que mesmo do outro lado do mundo, eu estaria com pessoas boas de verdade!

Assim surgiu a chance concreta de ser Au pair!

Depois de muitas conversas e entrevistas, tanto a família, quanto eu, concluímos que daríamos certo juntos. Então começamos a falar da parte burocrática, e ali percebi que eu realmente não sabia ''nada''... hahaha... Uma caipira que nem passaporte tinha. Fui em busca de tirar meu passaporte, tirar meu PID (permissão internacional para dirigir), e ainda descobri que existia um negócio chamado VISTO.

Algo que nunca imaginei que era tão necessário e complicado para o intercâmbio. Então parti pra leitura de blogs e assisti muitos vlogs também. 

Encontrei páginas que me ajudaram demais na pesquisa e me fizeram adquirir muito conhecimento para esse novo acontecimento em minha vida.

Eu recomendo demais cada um deles que vou listar aqui, caso vocês tenham interesse em pesquisar e também obter mais informações:

Vlogs do Diogo Kyrillos – Nômade Digital (Play list SAINDO DO BRASIL no Youtube) - https://youtu.be/oGEvlbAnJ6c

Canal da Paty César (Play list DIÁRIO DE INTERCÂMBIO) - https://youtu.be/MDwFCxYdbEM

Blog da Nina Caxambú - http://tagarela.com.au


No próximo post eu volto pra contar toda minha saga pra obter o Visto pra Austrália.


Beijos e até a próxima!!! 

Nandy



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Depois do Au-Pair: Pra onde ir?


Oi meus amores! 

Eu abri uma caixinha no Instagram sobre o que vocês gostariam de saber sobre o programa aqui na Alemanha ou na Áustria, e me sugeriram um assunto super interessante e que eu particularmente AMO!!! que é sobre dicas do que fazer ao final do seu ano de Au-Pair se você planeja continuar no país.

Poucas são as pessoas que, ao final do ano de Au-Pair, decidem voltar pro Brasil. 
Independente do motivo, a minha opinião é que não existe escolha certa ou errada. Conheço muita gente que voltou e conseguiu um emprego incrível, como gente que ficou e não se realizou. E virce, e versa.

Sem mais delongas, hoje eu apresento a vocês as oportunidades de ficar no país após o intercâmbio.

*As dicas apresentadas a seguir, são dicas que excluem a possibilidade de casamento com Europeu e Blue Card.


Começando pela Áustria:

Na Áustria, só é permitido ser Au Pair por até 12 meses, e embora seja um país bem fechado a estrangeiro, existe uma (isso mesmo que você leu: UMA) possibilidade de ficar após o programa, que é o caso de quem decide começar a universidade. Você pode trabalhar até 20h semanais e 40h nas férias.

Os requisitos são:

  • Um sponsor (pessoa/empresa que assina um termo de responsabilidade financeira por você) ou uma quantia de 10.593,36 euros (valores de Maio/2020) em conta bloqueada;¹
  • Contrato de aluguel de residência (quarto, casa ou apartamento) contendo seu nome;
  • Conhecimentos B2-C2 em alemão.²
¹ Lembrando que é sempre bom ter uma quantia a mais que esse valor, pois ao apresentar exatamente o valor estipulado, seu pedido pode ser negado "sem explicações".

² Uma coisa que facilita bastante na Áustria é que você pode requerer o visto com conhecimentos de alemão A2, e tem até 24 meses pra atingir o nível que seu curso pede (entre os níveis citados acima).


Na Alemanha, pode-se ser Au Pair também até 12 meses, porém, temos uma gama maior de possibilidades. Sendo elas:

Freiwilligendienste (FSJ)/ Bundesfreiwilligendienst (BFD) - Mais conhecidos como "Ano social", estes são praticamente os passos obrigatórios pós Au Pair, tendo em vista que em muitos empregos aqui na Alemanha eles pedem como requisito que você tenha cumprido ao menos 6 meses de ano social.
Esse intercâmbio é basicamente o que o nome diz: você é um voluntário pelo governo em uma empresa. Essa empresa pode atuar nas mais diversas áreas. As mais comuns são Kita/Krippe/Kindergarten (jardim de infância) e Altenpflege (cuidador de idosos). Geralmente, você trabalha 39/40h por semana e recebe um auxílio (bem baixinho mesmo, entre 150 euros e 400 euros + benefícios). 
Os requisitos são:

  • Para FSJ, ter até 26  anos até o começo do seu contrato (você precisa terminar o contrato antes dos 27). Pra BFD não tem idade mínima, nem máxima
  • Nível de alemão A2, mas quanto maior for seu nível, maior sua chance de conseguir uma vaga com moradia, benefícios, salário melhor, etc.¹
¹ Na área de Altenpflege, como a busca é muito grande, é comum encontrar vagas com alemão até mesmo A1 (o que não é aconselhável).

Ausbildung - O Ausbildung já é o sonho de consumo da galera, isso porque é o equivalente ao nosso "curso técnico", e ele te qualifica pra trabalhar aqui na Alemanha, e melhor: na maioria dos casos, você estuda e estagia em uma empresa que banca seus estudos. Ou seja: você não paga seus estudos, e ainda ganha salário e benefícios!
Mas como eu disse: na maioria das vezes. Isso porque existem algumas áreas em que é praticamente impossível encontrar patrocinador, então seu visto acaba sendo um visto de estudante comum. A forma de trabalho varia de empresa pra empresa, mas geralmente é de meio período ou escala semanal/mensal (1 semana/mês no curso, 1 no trabalho). Como o Ausbildung é uma formação, o salário varia por profissão, assim como no Brasil. O comum é entre 600 euros até 1800 euros, mas essa variável é enorme, podendo ser mais ou menos.
Os requisitos são:

  • Nível de Alemão B2-C1¹ 
  • Equivalência de estudos²
¹ B2 é basicamente só pra Ausbildung em áreas necessitadas, como enfermagem e cuidador de idosos. 

² Aqui na Alemanha, o sistema educacional é completamente diferente do nosso (e nem adianta me perguntar, pois eu já desisti de entender) e por isso, você precisa fazer uma equivalência de estudos chamado "Annerkung", que equivale seu ensino médio. Algumas empresas pedem só isso, outras pedem também o "Abitur", que serve como uma prova de que você está apto a ingressar na faculdade (mais ou menos como nosso ENEM).

Estudante universitário -  Bom, pra quem tem o alemão bom o suficiente pra ingressar na faculdade (que funciona diferente da Áustria em questão do conhecimento de língua).
Seguem aí os requisitos:

  • Nível C1-C2 em alemão¹
  • Um sponsor (pessoa que assina um termo de responsabilidade financeira por você) ou uma quantia de 12 mil euros em conta bloqueada;²
  • Abitur.
¹ Na Alemanha você já tem que aplicar pra faculdade com um comprovante de nível, não funciona como na Áustria. Pode ser que o amigo do amigo do amigo do seu amigo conseguiu ingressar com B1-B2, mas você não vai gastar rios de dinheiro em documentos pra correr esse risco de não ser aceito, né?

² Na Alemanha não se tem um valor exato do montante necessário pro visto. Gira em torno de 10 mil euros, mas ninguém nunca tem certeza e, como disse anteriormente, sempre arredondar o valor pra mais, pra não ter problemas com o escritório de imigração.


Bom, com isso tudo de dicas, bora estudar esse idioma nada difícil e colonizar essa Europa de volta, rs.

E lembrem-se: ficar ou voltar pós o seu ano de Au Pair, só depende do que te faz feliz. 
A Alemanha é uma ótima oportunidade, mas estar na nossa casa é absolutamente tudo!

O importante é estar feliz e em paz consigo mesmo :)


Vejo vocês próximo dia 23, e qualquer dúvida, já sabem: vem de insta :*

Bis bald <3

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22 outubro 2020

Dirigindo na neve: e agora?



Hallo zusammen!

Então né, outono chegou e eu ouvi falar que a neve já chegou em alguns lugares, então vou aproveitar pra falar sobre direção na neve, que é algo que eu gostaria de ter aprendido antes de ir hahaha! 

Primeira dica e a mais importante de todas: tenham muita calma! 
Dirigir na neve requer calma, tempo e paciência, então, nada de sair em cima da hora se estiver nevando. Acorda mais cedo, faz tudo mais cedo e saia com antecedência, porque você vai precisar de mais tempo! 

Segunda dica: ligue o carro antes da hora de sair. 
Eu odeio essa parte, mas é uma dica necessária. O carro vai ficar muito gelado com a neve, e não é todo carro que tem um aquecedor rápido. O meu, por exemplo, não tinha. Então, liga o carro, volta em casa, toma um café, pensa se não esqueceu nada e aí sim você volta pro carro e tá prontinho pra partir. 

Terceira dica: sempre tenha um limpador de neve no carro, exija isso pra família! 
Minha família me deixou sem limpador durante os primeiros dias de neve e eu me desesperei porque não sabia como limpar os pára-brisas! Tentei com papelão, com a mão (e sofri por isso) e, enfim, foi horrível! Até que meu host me viu fazendo isso é só aí me deu um. 

Quarta dica: não use o farol alto. Neve é que nem neblina, o farol alto só vai te cegar. Por isso, nada de farol alto enquanto estiver nevando! 

Quinta dica: dirija devagar. Principalmente se você não tem experiência, essa é uma dica de ouro. Pessoas com experiência as vezes são loucas e dirigem rápido, mas não faça isso! Usar o freio numa pista com neve é muito perigoso, então o melhor freio que você vai ter, vai ser a embreagem. E, pra isso funcionar com segurança, você precisa manter a velocidade baixa. Claro, em pistas já com sal você não precisa ir tão devagar, mas se acontecer de você estar numa pista onde ainda não tenha sido jogado o sal, vai na calma, vai ser melhor do que arriscar a vida. 

Sexta dica: peça à host family pra que coloque os pneus de neve antes mesmo da neve chegar. Onde eu morava, por exemplo, era obrigatório o uso de pneu de neve à partir do primeiro dia de outono, mas nem todos os lugares são assim. Mesmo que não seja obrigatório na sua cidade, peça à família, é uma proteção pra você mesmo.
 
Essas foram algumas dicas que eu lembrei, se eu lembrar de mais dicas o suficiente eu faço uma parte dois, mas de qualquer forma vocês sempre podem ir no meu inbox do Instagram tirar dúvidas sobre isso e sobre outras coisas também! (@bia.jando)
No mais, relaxem, tenham calma e logo vocês acostumam! Drive safe! 
Bis zum nächste mal, tchau! 


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20 outubro 2020

Redes sociais X Au Pair: cuidados que você precisa ter

 


Cuidado nas redes sociais nunca é demais, p
ois existem certas coisas que podem ser evitadas. 

 
No post de hoje, venho trazer dicas e alertas que são úteis para preservar nossa imagem e salvar de problemas maiores, seja envolvendo somente sua pessoa ou até mesmo a host family, tais como desentendimentos, exposição desnecessária, brigas e até rematch (assim como houve comigo!).
Antes de tudo, quero que entendam que nem sempre a experiência do colega vai ser a mesma que a sua, que a MINHA não é regra e acontecerá o mesmo contigo. Há sim blogueiras muito tops que continuam a criar conteúdo sobre o Au Pair, mas nem sempre a liberdade que elas tem, é geral. 
Vamos voltar para meu período pré Au Pair. Em paralelo com minhas tarefas de encontrar família, visto, etc, criei um Instagram voltado para o intercâmbio, para diferenciar essas etapas, focando mais em uma coisa e estava certa de que iria ser como as blogueiras. Erro meu e este é o assunto do post.


#1. Privacidade é tudo
Se você gosta de exposição, lembre-se que famílias americanas encaram as redes sociais como algo mais privado e muito raramente terão as contas de Instagram e outras redes sociais abertas. Se você é dessas que gosta de postar muitos stories de tudo que está fazendo, reveja seus conceitos. A função de melhores amigos nunca será tão bem usada.


#2. Cuidado com o conteúdo
Você nunca sabe quem está do outro lado da tela e qual o tipo de impressão ou intenções ele tem de você. Pensar no conteúdo e o tanto de exposição que você irá publicar é um cuidado com a sua própria vida e também super observado pelas host families. Novamente, evite postar sobre localização da casa, aonde está com as crianças e informar coisas pessoais demais.


#3. Pergunte antes
Quer postar sobre a host family ou as kids? Vai em frente somente após alinhar com eles se está tudo bem e até que ponto toda essa exposição pode ir. Às vezes, eles podem não gostar de uma exposição muito prolongada, seja das crianças, da casa ou até de bens deles (carros, piscina, etc). Nossa realidade de postar tudo é completamente diferente sobre a deles.


#4. Seu tempo off não é totalmente off
Enfim a hipocrisia. Fique muito alerta com o conteúdo que você irá mostrar nas redes sociais, mesmo que esteja em seu tempo off ou fora do ambiente profissional. Stories de saidera ou outras situações que, para nós não significa tanto, pode te deixar numa saia justa. Aqui temos a sugestão de melhores amigos do Instragram novamente, pois entendo quando queremos muito compartilhar algo.


#5. Evite ter host family nas redes sociais
Quer saber como evitar os problemas acima? Simples! Fazendo isso, você acaba vivendo sua vida normalmente, se eles por um acaso procurarem suas redes sociais e encontrarem algo que não gostem, não há nada que se possa fazer. Com isso, vocês não precisarão bloquear os stories deles. De modo geral, podem ser muito invasivos e ao mesmo tempo curiosos. Eles querem nos conhecer no tempo off e qualquer atitude pode ser crucial.


E como rolou meu rematch? 
A famlìia ficou de acordo comigo postando no meu instagram porém eles acharam exposição demais, pois na época tinha mais de 400 seguidores. Me pediram para não falar nada da vida deles, apenas mostrar minha rotina. Houve aí um erro bem grande de misundertanding.

Como Au Pair, minha rotina eram as crianças e acabei fazendo um curto vídeo explicando um jogo chamado "Go Fish" com uma rápida participação da minha kid. Com isso, foi mais fácil pedir o rematch do que frisar novamente qual era a ideia inicial deles e entender que eu havia interpretado errado. E assim sai da casa apenas 9 dias após chegar lá.

Espero que minhas dicas sejam úteis a vocês.
Até o próximo mês!


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