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quinta-feira, agosto 22, 2019

Uma semana no Marrocos!

Oi gente! Tudo bem?

Como prometido, aqui estou eu pra falar sobre minha recente viagem ao Marrocos.
Já estou aqui na Bélgica, na cidade de Brasschaat, instalada e no meu tempo off pra escrever sobre os 8 dias que passei no país africano. (prometo que no próximo post eu falo sobre como tem sido essa minha vida de au pair por aqui).

Bom, essa foi a minha primeira viagem pra um país com uma cultura totalmente diferente da minha. Nos meus dois anos de Estados Unidos, apenas tinha viajado por dentro do país e também pra Bahamas e Canadá - então não tive nenhum baque cultural.


Aquela pose de blogueira no meio das dunas do Deserto do Saara 

Dessa vez, pro Marrocos, o baque já começou quando o avião pousou no aeroporto de Casablanca, no Marrocos. Tem um voo direto da companhia Royal Air Maroc que sai direto de Guarulhos e depois de nove horas já chega em solo marroquino. Já no aeroporto, foi muito difícil achar alguém que falasse inglês. O Marrocos tem duas língua oficiais: o árabe e o francês. E eu não falo nenhuma das duas. O Marrocos é um país islâmico - mas é um dos mais lights - então a cultura deles é muito diferente da nossa aqui do ocidente. As mulheres usam burca e mesmo a gente não seguindo a religião deles, é preciso ter um pouco de respeito e cobrir o corpo um pouquinho. No Marrocos, visitei duas cidades: Casablanca (fiquei apenas um dia apenas pra conhecer, não é muito turística. Por isso, é mais difícil achar alguém que fale inglês e a religião lá é mais forte). E daí depois fui pra Marraquexe (que é muito mais turística, tinha gente do mundo todo, daí a maioria falava inglês e dava pra usar roupas mais "normais").

Não vou passar o roteiro super detalhado porque senão iria escrever uma bíblia aqui, quem pensa em ir pro Marrocos e quiser dicas ou tiver dúvidas mais específicas, pode me chamar no instagram que eu super ajudo! Tem vários stories lá e também fotos da viagem (@apaulascunha).

Como mencionado, minha viagem começou por Casablanca - quem já ouviu falar ou já assistiu o filme Casablanca? - enfim, eu nunca assisti, mas já ouvi falar O FILME FOI FEITO LÁ?. A cidade tem apenas um ponto turístico, isso mesmo, apenas um haha, que é a mesquita Hassan 1. É a terceira (ou quarta, ou quinta, ou sexta - depende do guia turístico que você pega - maior do mundo). A mesquita é super fotogênica, mas realmente é o único ponto turístico. Eu vou confessar que não gostei muito da cidade, o bairro que eu fiquei hospedada nessa primeira noite era até que bonitinho e seguro, mas a cidade em si é bem feia e realmente não tem NADA pra fazer.


Mesquita Hassan II - único ponto turístico em Casablanca

No segundo dia já parti pra Marraquexe (finalmente!). Resolvemos ir de trem por ser um transporte que funciona super bem no país (4h mais ou menos e DICA: compre primeira classe, porque é com assento marcado e tem ar condicionado. O vagão segunda classe é LOTADO e muitas vezes você não tem nem onde sentar). Não vou lembrar exatamente o custo de cada coisa, mas o real vale bastante lá no Marrocos, então o custo da viagem fica muito bom. Chegando em Marraquexe, já fui direto pro meu Riad - Riad é um tipo de acomodação típica do Marrocos, se você vai pra lá, precisa ficar em um deles e passar pela experiência. Os Riads ficam no meio dos souks da Medina, ou seja, no meio do fervo, não passa carro lá dentro, mas passa cavalo, bike, moto e MUITA gente. Pensa numa 25 de março com macacos e cobras pelas ruas e TODO tipo de gente. É bem loucura e muvuca, mas vale a experiência. As ruas da Medina são bem sinuosas e bem fácil de se perder também. Algo cultural do Marrocos: os comerciantes vão tentar te vender tudo, evite contato visual e se for realmente comprar, NEGOCIE! Pelo menos 30% abaixo do preço que eles estejam cobrando. Outra coisa, tem algumas pessoas que se aproveitam dos turistas perdidos pra tirar dinheiro em cima deles, eles se oferecem pra "ajudar", te levam pro lugar errado e ainda te cobram! Fujam deles, não acreditem em ninguém.


"Perdida" nas ruas dos souks em Marraquexe

Ah, passei por uma situação bem chata na minha primeira noite em Marraquexe. Eu estava no meio do souk à noite, assistindo à várias apresentações locais quando uma mulher DO NADA, agarrou a minha mão e começou a fazer uma tatuagem de henna. Sim, sem nem eu pedir. Eu tentei puxar a minha mão porque vai saber onde mais ela tinha passado aquela "pistolinha" e sabe-se de lá de onde vem aquela tinha... e ela não soltou a minha mão. Disse que era um presente de boas-vindas e depois me fez pagar! Eu disse que não tinha dinheiro, mas ela continuou no meu pé e começou a se exaltar. Até que dei algumas moedas, ela RECLAMOU e foi embora. Fiquei bem chateada, mas não deixei isso acabar com a minha viagem - a tatuagem levou 5 dias pra sair totalmente. Quando eu estava a caminho do deserto do Saara, eu pedi pra uma menina nômade me tatuar e aí sim tive uma experiência muito bacana. Eles não cobraram nada e a menina era um amor!


Uma menininha bérbere tatuando a minha mão. Uma fofa!

Bom, o post está ficando ENORME. Então como highlight da minha viagem vou falar da melhor noite da minha vida! Quando eu dormi no meio de uma tenta no Deserto do Saara. Que experiência! A viagem de Marraquexe até o deserto foi longa, cerca de 12h, então reservamos 3 dias inteiros pra isso. Fomos com um tour e tinham vários brasileiros e fizemos amizades muito rápido, o que deixou a experiência ainda melhor! Passamos uma noite em um hotel no caminho até o deserto e uma noite no deserto. Pra chegar até as tendas que dormimos, fomos de camelo! Infelizmente o celular não consegue captar como estava o céu naquele dia... mas ainda está na minha memória e com certeza foi a experiência mais surreal da minha vida. Parecia que eu estava em uma planetário e que o céu era fake.


Fizemos um passeio de uma hora em cima do dromedário! 

Outra experiência muito legal nessa viagem foi alugar uma scooter (tipo uma motinha) e passear pelas ruas de Marraquexe. Foi bem DOIDO, mas muito legal! Alugamos a scooter por 24h e foi cerca de 280 moedas marroquinas. Nada muito caro.


Dirigir por Marraquexe é uma loucura, mas uma experiênca ÚNICA.

Bom, acho que isso. Como eu disse, se você planeja ir pro Marrocos e quer dicas mais específicas, só me chamar no instagram! @apaulascunha.

Mês que vem eu volto pra contar como foi minha viagem pra Paris!!

Beijos.






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segunda-feira, agosto 19, 2019

O impacto que a decisão de ser Au pair teve na minha vida





Esse é meu último post para o blog e, como seu sou do contra, deixei para me apresentar e contar a minha história só agora.


Eu sou de São Paulo e aos 23 anos, tinha terminado um relacionamento de três anos e estava super heart broken. A ideia de morar fora sempre foi um dos meus maiores sonhos e eu já tinha a ideia de ser Au Pair desde os meus 19. 


De começo, pensei nos USA, que era mais popular. 

Mas eu não dirijo e não tinha vontade de aprender (e ainda não tenho hahaha). 



Daí,me apareceu a Holanda que tinha zero exigências de carteira de motorista. E a ideia de viajar pela Europa me encheu os olhos. 

Pronto, seria a terra dos moinhos!


Eu não tinha experiência com crianças. Eu sempre ajudei minha mãe com as minhas duas irmãs mais novas e de vez em quando olhava meus priminhos. Mas era isso e pra falar bem a verdade, eu não sabia muito bem se iria gostar de cuidar de crianças. Paciência nunca foi o meu forte hahahaha.


Depois de toda a triagem com a agência, fui aprovada e meu perfil estava online para as famílias. Conversei com uma potencial host family que acabou não me escolhendo. Fiquei devastada. 

Depois disso, conversei com uma família que buscava a primeira Au Pair deles. 
Deu MATCH! 



Isso aconteceu em julho, 2016 e eu só embarquei em outubro (porque a família estava num processo de mudar de casa e etc).


Eu lembro muito bem dessa sensação entre preparar o visto, as malas, todas as despedidas, a ansiedade de realmente sair da minha zona de conforto. Eu juro que eu lembro mesmo de tudo o que eu senti desde o embarque, até encontrar a minha host no aeroporto, o caminho no carro, a chegada na casa e a felicidade de ver tanta coisa nova pela primeira vez. Com certeza, será uma memória pra vida toda. 


Eu tinha uma host family MARAVILHOSA na Holanda. Meus hosts eram extremamente educados, gentis e sempre me incluíram em tudo o que eles faziam sem tirar a minha privacidade. Eu cuidava de três meninos (que não falavam NADA de inglês) e que tinham muita, mas muita energia pra gastar. Eu me apaixonei por eles e me diverti muito com as nossas brincadeiras improvisadas.


Claro que a convivência bate, claro que tem horas que você só quer sumir ou ter uma casa só pra você, claro que terão momentos de homesick.

Mas, posto na balança, os lados negativos foram muito pequenos perto de tudo de maravilhoso que aconteceu durante meu intercâmbio.


Eu decidi ser Au Pair porque sabia que em um ano, eu voltaria pra casa e retomaria a minha vida. Era só um gap year mesmo.


Não demorou mais de três meses para eu desfazer toda essa ideia e colocar uma nova na minha cabeça: quero morar na Europa.

E foi mais ou menos nessa época que eu também conheci meu namorado (holandês).


Quando meu ano de Au Pair estava chegando quase na reta final, eu comecei a traçar planos de como eu continuaria na Europa. Eu iniciei uma busca sem fim e, por sorte (leia-se privilégio), eu descobri que poderia aplicar para o reconhecimento da minha cidadania italiana.

Eu pesquisei MUITO. Fiz tudo sozinha do começo ao fim.


Tudo pronto, eu seria Au Pair (de novo!), dessa vez na Bélgica. A ideia era aplicar para a minha cidadania no consulado italiano de Bruxelas, já que como residente legal no país (devido ao visto de Au Pair), eu teria o direito de usar esse tipo de serviço consular.

Importante dizer aqui que isso valeu unicamente para a Bélgica. Não são todos os consulados italianos (de outros países), que aceitam o visto de Au Pair para que você comece seu processo de cidadania italiana.


Meu ano de Au Pair em Breukelen (cidadezinha da minha querida Host Family) acabou, eu voltei para o Brasil por vinte dias. Foi incrível ver minha família de novo depois de um ano.

Foi um período muito intenso pra mim, com várias despedidas e mudanças.

De São Paulo, fui direto para Bruxelas.


Meu ano de Au Pair na Bélgica foi bem mais difícil, com direito a um rematch tenso e tudo mais. A minha segunda host family na Bélgica (pós-rematch) era maravilhosa, mas mesmo assim eu continuava desanimada com quase tudo. Eu estava no meu limite e sentia muita falta da Holanda. Mesmo assim, continuei firme no meu objetivo da cidadania.


Quando a minha cidadania italiana foi finalmente reconhecida, eu chorei de tanta felicidade!

Sem dúvida, foi a maior das conquistas. Mesmo tendo sido MUITO difícil, mesmo com várias pessoas dizendo que não daria certo, que era loucura e perda de tempo. 


Depois disso, eu ainda continuei como Au Pair para a minha host Family em Bruxelas, porque eu não achava justo com eles ir embora antes do meu contrato acabar. Eles eram também uma host family super querida e as kids são as crianças mais especiais do mundo! Não os culpo

pelo fato do meu ano na Bélgica ter sido meio amargo. Era eu quem já estava mesmo cansada de tudo e todos, hahahaha.


Em janeiro de 2019, meu contrato na Bélgica acabou. Foi mais uma despedida pra conta. Me mudei para Amsterdam, arrumei um emprego na minha área e essa é a minha vida agora.


Longa história que começou lá em Breuekelen - Holanda, em 2016 e que eu jamais imaginaria que agora eu estaria trabalhando num escritório na Holanda, europeia e NOIVA!


A vida de Au pair NÃO É FACIL e também não é pra qualquer um. Morar com uma família que você nunca viu,com hábitos totalmente diferentes, com um outro idioma e você ainda vai morar e trabalhar no mesmo lugar? Loucura total.


Mas, sou absurdamente grata por essa fase da minha vida. Foi o começo de tudo e o pilar da realização de (quase) todos os meus sonhos.


Espero que tenham gostado e se inspirado na minha história, nem que seja só um pouquinho. O Au pair pode (e vai!) mudar a sua vida também.


Foi uma delícia escrever por aqui nos últimos meses!

Um beijo já com sintomas de saudade hahahaha.


Letícia Nogueira.


Instagram: @lelenog

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sexta-feira, agosto 16, 2019

E o pós au pair?


Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vou falar sobre um assunto que assombra não só a mim, como muitxs outras meninxs: o que fazer depois do au pair?

Tem aquelas pessoas que vieram pra cá porque não tem um objetivo profissional traçado e vieram para tirar um break e pensar o que querem da vida. Algumas já vêm com o objetivo de um break profissional, e tem facilidade de se reinserir no mercado trabalho, pois já estão cientes e só vieram melhorar o inglês, mas ainda dentro dessa mesmo grupo de pessoas, existem aquelas que chegam aqui e depois de um ou dois anos ou seja lá o tempo que a pessoa fique, mudam tanto que já não sabem mais o que querem fazer... (e isso vale até pra relacionamento às vezes, o que já é assunto pra outro post). E como esquecer daquela parcela que já veio pensando em nem voltar?

E por fim, aquelas que já estavam balançadas com a profissão e tiraram um break pra pensar, e é nessa parcela que eu me incluo. Sou formada em turismo, e na minha cidade natal não estava legal, então me mudei para o Rio de Janeiro, onde trabalhei em um hotel por quase dois anos e foi uma ótima experiência profissional porém, acredito que não é mais isso que quero fazer quando voltar para o Brasil, por uma série de motivos, e esse sentimento não é de hoje e o au pair só veio como a cereja do bolo. Em quase 4 meses me sinto a mesma pessoa, mas no fundo, sei que não sou mais. E eu tenho tido crises de ansiedades sobre o que fazer em relação ao meu lado profissional, independente de onde eu esteja, já não sei mais. E inclusive minha host mom já me perguntou porquê tem dias que estou tão séria, e expliquei que é porque estou perdida profissionalmente e ela já tentou me ajudar de algumas formas, pois sabe mais ou menos o que eu gosto.

Mas Marjane, até agora você falou, falou e não disse nada hahaha caros amigos, eu não tenho a resposta exata pra minhas questões e nem pras suas, porquê afinal, existem vários caminhos que podemos seguir, não existe certo ou errado, existe o melhor para aquele momento, no fundo sempre tomamos as melhores decisões que podemos com as informações que temos no agora. E puxando para o meu lado pessoal da coisa, a conclusão que posso chegar é: não me cobrar tanto, não pensar tanto, procurar viver mais um pouco, afinal ainda tenho mais uns 8 meses + extensão (será que aguento ficar aqui 2 anos?). E talvez seja um pouco como a famosa frase da borboleta: "não corra atrás das borboletas, plante uma flor em seu jardim e toda as borboletas virão até ela." Preciso plantar a semente do novo, e procurar sinais de onde buscar o novo recomeço profissional.

Enfim, não é informativo, mas é um post desabafo e sintam-se a vontade para conversar comigo, estou sempre aberta a ouvir novas opiniões, ideias, desafios... 




Até a próxima pessoal :)

Meu insta @mpjohner
Meu facebook @Marjane Johner





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sábado, agosto 10, 2019

Como lidar com a montanha-russa de emoções no segundo ano de au pair?

Final do ano de au pair na Bélgica e a decisão de ser au pair na Holanda. Essa foi a minha escolha e a de muitas outras meninas para diversos outros países. Às vezes, sem nem precisar voltar ao Brasil. Mas como lidar com o segundo ano?


Nada é tão novidade como antes. A primeira semana de adaptação a gente conhece a rotina da casa, das crianças, se integra na família, vai atrás de toda burocracia, curso, transporte, enfim, aquela bola de neve de informação. 

Só que isso passa mais rápido do que na primeira vez. No segundo ano, você pega tudo mais rápido e as coisas caem um pouco no comum. A viagens de todo final de semana diminuem, assim como a energia para sair e fazer coisas diferentes. 

E quando a gente nem percebe, entramos numa montanha-russa de emoções. Bate aquela dúvida se fizemos a escolha certa, se a família é realmente legal, se a cidade é interessante, se vai dar para desenrolar melhor o idioma, saudades de casa e por aí vai. 


Tem dia que vai ser choro, tem dia que vai ser alegria. E isso pode ficar mais intenso durante o segundo ano. Ao amadurecer, você quer mais privacidade e liberdade, sem deixar de explorar o mundo e conhecer novas culturas. 

Colocar tudo na balança não é fácil, mas já que estamos numa montanha-russa, por que não nos jogarmos na diversão? Pense que esse é mais um intercâmbio, uma fase temporária que vai enriquecer e muito a sua vida. 

Novas experiências e escolhas vão surgir no segundo ano. Esteja de coração aberto para elas. A vida como au pair no primeiro, segundo, terceiro e, sabe-se lá, quarto ano, pode ser leve e divertida se a gente permitir que seja. 


E é com esse post que eu me despeço do blog hoje. Em poucos meses o meu segundo ano de au pair termina, e sinto que agora é a melhor hora de focar no planos pós-au pair.

Foi uma experiência incrível poder criar e compartilhar conteúdo sobre o universo aupairiano aqui com vocês 😊 

Espero que todas aqui tenham uma vivência internacional maravilhosa cheia de oportunidades regadas de aprendizado e crescimento pessoal!

Qualquer dúvida sobre au pair na Bélgica ou na Holanda, me chama no insta @anazanibao 

Um beijo e a gente se vê pelo mundo!
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sexta-feira, agosto 09, 2019

9 Meses de EUA, O que mudou?

Olá meninas !!

Esse texto é pra você que acabou de chegar em seu novo país, ou você que está fora do Brasil por apenas alguns meses, 2, talvez 3 meses.

Daqui alguns dias vão fazer exatos 9 meses que estou aqui na Terra do Tio Sam. Essa semana tive um tempo livre de toda a burocracia que é a documentação do green card e tirei um momento para refletir e observar como eu estou me sentindo ultimamente, o que eu tenho vivido, como andam as minhas emoções, e eu indico isso pra todas vocês, tirar 5, 10 minutinhos para te observar, entender o que você está vivendo e sentindo. Nesse meu momento de reflexão eu percebi que todo o turbilhão que eu tinha dentro de mim há 9 meses atrás não existe mais, hoje eu consigo viver tudo com mais calma, eu consigo lidar com situações complicadas com mais clareza e principalmente decidir o que eu devo e o que eu não devo me preocupar ou me incomodar.

Os primeiros 3 meses são os piores, isso não é segredo pra ninguém! Eu que já estive no país antes de vir como au pair achei que não iria ter esses 3 meses de novo, eu achei que ia tudo ser diferente, mas não! A preocupação, homesick, medo, a falta do Brasil, as dúvidas... Ah as dúvidas, elas estão sempre conosco nos nossos primeiros meses... "É isso mesmo que eu quero pra minha vida?", "se eu estivesse no Brasil isso não estaria acontecendo", "Eu não vim aqui pra passar por isso", "será que eu deveria ter feito assim ou assado?". Mas ai eu te pergunto: A SUA VIDA ERA UM MAR DE ROSAS NO BRASIL? Você também tinha dias ruins lá, não tinha? Então porque aqui, um local totalmente fora da sua zona de conforto seria diferente? Se você veio aqui atrás de mudanças e experiências você vai tê-las e está vivendo elas agora!! Então aproveite, aprenda a lidar com esse turbilhão de sentimentos pois, quando você voltar pra sua zona de conforto você vai ver que a vida não faz mais sentido na calmaria, você vai ver que você prefere um mundo cheio de tempestades do que estar no porto, seguro e calmo.

E acreditem, com o tempo tudo muda, você muda, sua percepção sobre as coisas mudam, e ai você não vai mais querer ir embora.

Então, se você está se sentindo mal, triste, sentindo a adaptação, não se preocupe, em pouco tempo tudo isso vai mudar e você vai se sentir melhor! Vai olhar para trás e ver que tudo valeu a pena, e que você está onde deveria e sempre quis estar!!






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sexta-feira, julho 26, 2019

Dicas para estudar Inglês


Hey girls,

How are you?

Teacher Aline here...

Já falamos sobre a importância do Inglês, das perguntas certas a se fazer e do quanto é importante melhorar o Inglês da melhor forma possível, mas como?! Minhas dicas serão de como melhorar o Inglês...

Filmes e séries:
Sabe aquela série favorita e aquele filme que você ama e sabe as falas em Português?! São perfeitos para aprender novos vocabulários!!
Assista em Inglês com legenda se for um filme que não sabe tão bem ou se conhece “by heart” assista somente em Inglês, como já tem isso memorizado irá te ajudar a assimilar com frases parecidas no Inglês.

It’s all about music:

Gosta de musicas internacionais? Se não gostava agora ame! Haha
Músicas que sempre tocam por aí são ótimas para estudar porque mesmo tendo estudado em casa esses fragmentos que ouvirá ajudarão a pegar o jeito de prestar mais atenção em coisas que não estão no foco de sua atenção.
Separe expressões e palavras interessantes que possam ser mais usadas por você no intercâmbio e faça uma lista montando frases, ao escrever seu cérebro irá reconhecer com mais facilidade quando vê-las “floating around”.
(Tenho vários jeitos doidos de estudar com música, se quiserem saber mais é só perguntar! Haha, além de ter feito aulas foi a melhor forma que consegui de estudar sozinha)

Celular:
Mude a configuração do celular para Inglês, esses comandos automáticos ajudam também a se sentir mais confortável com a mudança de idioma.

Apps:
Duolingo - Ajuda muito para adquirir vocabulários.
Apps para conversar com nativos são uma boa, ajudam a ter exposição a sotaques diferentes (mega útil nas conversas com família)
Phrasal verbs - Há muitos apps que ajudam a conhecer e memorizá-los, prefira um app com imagens, separe um Phrasal Verb por dia para anotar em sua lista.

YouTube:
Há varios canais no YouTube com histórias infantis em Inglês, vale a pena não só pelo novo vocabulário mas também pelos sotaques diferentes.

E o mais importante: MAKE LISTS!!
Faça listas de tudo, encha sua casa de post-its para melhor gravar objetos e situações cotidianas. 

Mais algum jeito que aprendem em casa? Quais seus apps favoritos?

Xoxo
Aline Coutinho

Glossary:
By heart - De cor
Floating around - Voando por aí
Make lists - Faça listas

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segunda-feira, julho 22, 2019

Bélgica, aí vou eu!


Oi pessoal, tudo bem?

Aqui estamos de novo em mais um dia 22. Dessa vez é meu último post direto do Brasil. No próximo dia 22 já vou estar na Bélgica (e espero que muito feliz).
Quem me acompanha desde o primeiro post aqui sabe que eu já fui au pair por dois anos nos Estados Unidos e agora, depois de um ano no Brasil, estou indo ser au pair na Bélgica. Mesmo depois de ter sido expulsa de uma host family, e já ter minha carta de elfo livre. Decidi ser um elfo novamente. Queria ser au pair de novo? Não. Quero viajar a Europa toda? Quero! Tenho dinheiro pra sustentar minhas viagens? Também não. Então bora ser um elfo!


Meu hobby é ver o mundo de cima!

Arrumei um tempinho entre essa correria pra vir falar com vocês um pouco dos meus preparativos. Meu processo do visto belga demorou cerca de dois meses. Tive o match com a família em fevereiro, mandei os documentos em maio e a Work Permit ficou pronta no começo de julho. E meu visto em meados de julho. É um processo bem longo e se não morri de nervosismo e ansiedade até agora, não morro mais!

Quando fui pros EUA (minha primeira viagem internacional), levei duas bagagens de 23 kg, uma carry on de 10 kg e uma mochila - que nem pesei, mas tava pesaaaada. E voltei com 6 malas!! Voltei com muita coisa. Por isso, dessa vez, vou apenas com uma grande de 23 kg, a carry on e a mochila. O que entrar, entrou. O que não entrar, vai ficar.

Chego na Bélgica no dia 1 de agosto, mas, antes disso estou indo passar uma semana no Marrocos! No próximo post venho aqui contar minhas aventuras pelas ruas de Marrakesh e dar aquelas dicas preciosas de viagem pra quem pensa em visitar a terra vermelha! Vou acampar no deserto do Sahara e andar de dromedário! Uma semana pra relaxar antes de voltar à aupairidão haha.

Se quiserem acompanhar minhas aventuras em tempo real, me segue lá no instagram @apaulascunha.
Viajo pro Marrocos depois de amanhã! ;)

Até a próxima gente!

Beijos
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