Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

25 novembro 2015

Vamos falar de algo bom?



Nesse tempo maluco no qual parece que ninguém mais se importa com nada e ninguém além de si mesmo, eu quero falar de carinho, de amor, de coisas boas!

E hoje o tema será o beijo de boa noite!

Às vezes bate aquela saudade louca, doída, gigante e saltitante, porém gostosa. Penso que a saudade nem sempre é ruim, afinal quer dizer que algo bom te aconteceu, né não? Ou, por acaso, tu tens saudade daquele dia em que bateu o dedo pequenino do pé na porta? Foi o que imaginei ;D

Então, naquele dia eu cheguei com dois abraços e um beijo; todos sorriram desconfortáveis, mas eu sorri feliz o que os forçou à felicidade, também, mesmo que por um segundo ou dois. Naquele dia ninguém me quis além da mãe, para me explicar como o mundo deles funcionava, afinal eu só servia para um “Guten Tag” com sotaque abrasileirado.

Um tempo depois eu comecei a ler histórias, só pra treinar mesmo, “não precisa ler certo”, ele me dizia “vai lendo aí que eu tô entendendo”. E só o fato de ele entender o que eu lia já era algo maravilhoso, como a primeira vez em que eu conversei em inglês com alguém que não falava português; a pessoa me entendeu e me deu uma resposta! A sensação foi ma-ra-vi-lho-sa!

Na minha família eu fui acostumada à beijos de boa noite. Mãe, pai, vó vô, tios, tias e os primos, quando pequenos, também. Só porque eu mudei de continente, não seria diferente – ao menos com as crianças, afinal eu não queria invadir o espaço de nenhum alemão.

Certa noite, depois de ler uma história ao pequenino de oito anos, eu disse boa noite e beijei-lhe as duas bochechas. Ele me olhou com os olhos arregalados e sensação de êxtase, sorriu e me deu boa noite.

Um fato engraçado foi um dia, depois do café da noite, em que a mãe disse que iria levar o pequeno pra dormir, e ele disse que queria que eu fosse e não ela. Logo eu que não queria invadir o espaço de nenhum alemão, olha o que fiz! Mas que pensamento mais besta esse também, né não? Eu estava na casa deles, na cozinha deles, na sala deles, eu já tinha invadido o espaço todo!

A mãe dele ficou um tanto surpresa, mas ficou onde estava e deixou que eu o colocasse pra dormir. (Isso foi muito estranho!!!)

O pequeno era o único que eu precisava mandar dormir, levar pro quarto, ver se ele deitava mesmo, cobri-lo e ainda ficar um tempo lá pra ler. Os outros dois iam sozinhos. Mas certa noite o do meio pediu que eu o cobrisse, e também pediu beijo de boa noite.

Foi algo interessante, já que nas primeiras semanas eles me evitavam e queriam me prender no galpão de brinquedos.

Quando a situação for de guerra, de indiferença; dê amor, dê carinho, dê um sorriso.


Bom final de novembro e não se assustem com dezembro.
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Mel SSchiewe

2 comentários:

  1. Cara, o post mais lindo que eu já li!!! :D a beleza das coisas COM CERTEZA estão nas ações mais simples e sinceras como o seu beijo de boa noite nos meninos. Espero que consiga ser uma au pair assim também! Obrigada por compartilhar isso.

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  2. EXATAMENTE ISSO ! "Quando a situação for de guerra, de indiferença; dê amor, dê carinho, dê um sorriso." <3

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