01/06/17 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

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Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

quarta-feira, junho 28, 2017

Roadtrip tips

Ola pessoinhas, tudo beles?
Primeiramente quero compartilhar que completei meu primeiro mes de USA!!! Yeas! Gente como passou rapido, e devagar ao mesmo tempo haha sei la dificil explicar.
Bom, final de semana passado eu e outras girls fizemos uma roadtrip para Aspen, e como essa foi minha first time, quero compartilhar com voces algumas dicas que podem evitar certas dificuldades que tivemos nessa viagem.

Planejamento 1 - Temperatura

A primeira dica parece meio obvia, mas é bem importante. No nosso caso, pretendiamos ir para Yellowstone, passar uma noite em um hotel, acampar por la na segunda noite, e voltar domingo a tarde. Simples, se não fosse pelo fato que iria fazer -1C fkn graus por la durante a noite, e essa temperatura no meio do mato é frio bagarai! Resumindo, so vimos isso no dia anterior, e nossas humildes barraquinhas não iriam nos manter quentinhas soooo, mudamos os planos de ultima hora procurando desesperadamente outros lugares para ir, se iriamos acampar, ou achar hotel, airbnb... oh God

Planejamento 2 - Comida

Essa é mais uma dica pra vc tentar nao levar muita tranqueira/ gastar muito / ou passar fome na estrada rs Tente fazer uma rotina de alimentação, o que vc pretende comer a cada certo momento do dia? Vai comer na estrada? Vao parar em restaurante? No hotel vai ter alguma refeição inclusa ou pretendem cozinhar? Eu sei que tambem parece perguntas bobas, mas se voce planejar direitinha evita gastar demais ou desperdiçar comida.

Planejamento 3 - Bebidas

Infelizmente aprendemos do modo dificil que mercados grandes (pelo menos no Colorado) não vendem bebidas alcoólicas :( Alguns tem cerveja, mas sao poucas opções, portanto, se voce pretende go wild, tire um tempo para procurar uma liquor store por perto antes de cair na estrada ;)
ps: E nao esqueçam de colocar a bebida no porta malas e no drinking while driving!
ps2: Lojas geralmente fecham cedo, tipo umas 7pm, portanto se planejem!

Planejamento 4 - Car check-up

Também é um detalhe importante que as vezes passa despercebido. Quando nós estavamos no meio da highway percebemos que o pneu do carro tava murcho, e cade posto de gasolina essas horas?!
Portanto girls, antes de sair dirigindo por ai cheque tudo no carro e encha seus hosts de perguntas, se o oleo do carro ta ok, nivel de agua, gasolina (of course), pneus, step, documentação... a gente nunca sabe o que pode acontecer, e cuidado nunca é demais ;)

Planejamento 5 - Turismo

Essa é mais uma dica pra te ajudar a curtir melhor aonde quer que vc va visitar. Veja em sites e blogs de viagem coisas bacanas para fazer na cidade, pontos turisticos, recomendações, preços... sempre aparece uma coisa bacana para fazer que nao estavam nos seus planos antes.

Resumidamente é isso, meu final de semana em Aspen foi amazing, mas se nos tivessemos nos preparado poderia ter sido ainda melhor! Espero que essas dicas ajude alguem, e fiquem com essa paisagem linda de Maroon Bells <3





Bjoos, ate o proximo dia 28!

@reh__costa


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domingo, junho 25, 2017

O primeiro mês




Quando eu estou triste, eu gosto de cozinhar. E gosto de cozinhar doces! Adoro juntar os ingredientes que sozinhos não têm graça, mas juntos forma algo cheiroso, delicioso... Ligo música, espalho tudo no balcão na cozinha e esqueço o resto do mundo. Minhas únicas preocupações serão: qual a diferença da colher de chá para de sopa? Qual xícara eu uso? Será que o ovo vai quebrar direito sem ir casca na clara? E assim eu me acalmo!

De academia eu nunca fui fã, por vários motivos. O mais importante deles é que eu não gosto. Então alguém que gosta de cozinhar doces e não vai pra academia tem que se controlar, né? rs Meu controle não é muito rigoroso, pois eu prefiro comer a ter um corpo menor. Já quis perder minha barriga, hoje só quero ser feliz.

Cheguei na casa da minha família postiça numa quarta-feira, de manhã. Me buscaram no aeroporto, a mãe e duas crianças, e eu pensava mais do que falava, por razões óbvias: a primeira, eu não saberia traduzir todos os meus pensamentos em alemão; a segunda, eu não tinha certeza se eles já queriam me ouvir.  Viajamos de carro por duas horas até nossa cidade, com direito a parada para crianças irem ao banheiro. Talvez eu tenha falado três frases gramaticalmente incorretas.

Carro na garagem, malas descarregadas, porta de entrada aberta e me mostraram meu quarto. Eu observava sem saber direito o que fazer, o que dizer, mas gostei que a janela do quarto era grande, eu tinha um aquecedor, um sofá, uma televisão, e uma cama com adesivos de jogadores de futebol colados nas laterais. “A cama era minha, mas eu ganhei uma nova então vou te emprestar essa”, foi algo assim que uma das crianças me disse. “Tu não se importa com os adesivos, né?”, essa pergunta me roubou o primeiro sorriso.

Esse dia foi de conhecimento e eu senti que minha ideia maluca seria divertida.

Então, para conhecer as crianças, eu inventava atividades com elas e tentava passar bastante tempo com elas. No dia seguinte, fomos passear de bicicleta; eu caí e quebrei o dedão da mão direita. Em outro dia, elas quiseram me trancaram no galpão de brinquedos (porque era um teste que eles faziam com todos/as os/as Au Pairs, me disseram). Eu não entendia metade do que eles falavam e não conseguia responder a boa parte das conversas. As crianças mais velhas não me ouviam. Assim se foram duas semanas em que minha melhor parte do dia era ir pro quarto dormir, à noite. Nesses momentos eu pensava “O que é que eu fui inventar? O que eu tô fazendo aqui?”. E eu já não me aguentava de saudade de casa.

Descontei tudo em chocolate. Milka e Lindt e batatinhas e balinhas e essas coisas gostosas que têm em mercado. Um mês e alguns dias que eu já estava por lá, fiz um passeio com uma amiga e depois, revendo as fotos fiquei apavorada comigo! E o motivo foi esta foto:



Eu me achei muito gorda! Decidi que eu não poderia continuar assim. Como eu tinha as manhãs livres, resolvi andar de bicicleta quando possível e maneirar nas comidas extravagantes. Fui eu que escolhi estar ali. Eu que quis viajar e morar lá e ficar lá. E como todo novo começo requer adaptação, eu precisava de tempo. Tempo para as crianças me conhecerem, tempo para que eu as conhecesse e, assim, nós pudéssemos nos dar bem.
 
E, com o tempo, foi isso o que aconteceu. Fomos nos entendendo e eu consegui controlar melhor a saudade.

Em certa tarde, enquanto fazíamos o dever de casa, eu até ouvi o seguinte do menino menor:

Eu: Se tu não terminares logo essa tarefa, não vai sobrar tempo para chamar nenhum amigo teu para brincar.
Ele: Não tem problema. Hoje eu quero brincar só contigo.

Bonitinho, né?
E o seu primeiro mês, como foi? Como está sendo?
Até a próxima o/
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sexta-feira, junho 23, 2017

8 coisas que aprendi sendo Au pair

Ola meninxs! Mais um mês acabando e junto com ele, meus últimos meses como au pair! O que? Como assim? Assunto para o próximo post. Hoje eu vim falar, de maneira resumida obviamente, sobre como o programa de au pair me ajudou na minha vida pessoal e profissional.



1- Organização: gente não sei vocês, mas eu sempre fui MUITO bagunceira. Ser au pair, me obrigou a ser mais organizada, a tentar manter o meu ambiente de "trabalho" e convívio diário o mais limpo e organizado possível. Eu trabalhava fora no Brasil, então a minha percepção sobre isso mudou muito!



2- Cozinhar: Gente claro que eu sabia cozinhar, mas eu NUNCA tive a necessidade real de cozinhar pra uma família, e muito menos para crianças. Se eu fazia algo, era casual, não parte do meu trabalho, eu não tinha o compromisso real de alimentar crianças. Eu nunca gostei de cozinhar, mas ser au pair me ajudou muito a melhorar essa habilidade.
3- Otimizar tempo: Nunca fui organizada com relação ao meu tempo, eu tinha meu horário de trabalho, mas fora isso, nunca tentei de fato otimizar e organizar meu tempo. Bom, nesse 1 ano e 9 meses de au pair, eu aprendi que o melhor caminho para aproveitar mais, é se organizar diariamente: Tempo pra ler, estudar, cozinhar, trabalhar, esportes, etc. Isso ajuda a manter a cabeça e o corpo equilibrados.

4- Limpeza: Ta falei de organização, mas agora eu to falando é de faxina mesmo! Os europeus de modo geral tem uma maneira diferente de fazer faxina, e isso foi uma reeducação (Ex: nao lavar banheiro toda semana, e nunca lavar o quintal).

5- Separação do Lixo: No Brasil não é novidade nenhuma que não temos que coleta de lixo seletivo. Bom, tanto na Alemanha quanto na Áustria isso é bem sério e pode até ser levada uma multa caso você não separe o lixo corretamente.



6- Usar maquina de lavar louças: Gente, no começo acho que todxs brasileirxs tem a mesma reação né? O QUEE? Vou por a louça nessa maquina? Isso não lava direito!! Pois não só lava muito bem, como ela virou minha melhor amiga!

7 -  Cuidar de mim mesma: Ta, não que eu não soubesse antes, mas aqui, longe de casa, sem família, e as vezes até sem amigos, a gente entende de verdade o que é estar sozinho. Não temos aquela mãe pra passar na farmácia e comprar aquele remédio, ou sua melhor amiga pra ir com você no médico. A gente aprende a pensar em nós mesmos sempre, e cuidar de nós mesmos, porque sabemos que se não o fizermos ninguém o fará. 


*Isso também vale pelo fato de ter que ter aprendido a pintar hidratar meu cabelo sozinha, bem como minhas unhas e depilações etc.

8 - Dar valor aos simples momentos: Sei que soa um clichê, e talvez seja, mas gente, sério. Como é difícil ficar quase dois anos longe do nosso país (independente da situação econômica e politica do mesmo), e principalmente da nossa família. Quase dois anos sem abraçar seus pais, sem ver seus irmãos, amigos, etc. É realmente um desafio enorme ser au pair, e estar aqui me fazer dar valor ao pequenos grandes momentos que tive (e ainda terei) com a minha família.

É isso aí, vejo vocês no próximo dia 23 e um terror chamado: FÉRIAS DE VERÃO socorr


Beijos

Samanta



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quarta-feira, junho 21, 2017

Happy Blogiversary to me!

Oi pessoal, como vocês estão? Espero que estejam bem!

Por pura coincidência eu resolvi fazer a nostálgica e fui olhar meus posts aqui no blog. E para a minha surpresa, com o post desse mês, já são TRÊS anos de blog. Happy blogiversary to me <3

Fonte: Google Imagem

Gostaria de dividir com vocês leitores os meus Top 5 posts aqui do blog (links no título) e são esses (tanananam):


- Engordei uns 10 kilos na minha estadia de 18 meses nos Estados Unidos, mas já voltei ao peso de antes do intercâmbio, ufa. 


- Post pra quem está começando e não sabe o que perguntar no Skype e/ou email para as host families


- Eu acabei nem levando as coisas que chegaram aqui em casa por motivos de: não cabia na mala. Mas, hoje acho que minha host family nem ia ter ligado muito pra isso.


- Meu intercâmbio de 18 meses quase dura só 12 meses por causa dos créditos estudantis que eu não tinha entregado a tempo.


- Mantive contato até que constante com a host family antes de embarcar. Tudo bem que hoje em dia nosso contato não é lá essas coisas, mas vida que segue, right?

Tem muita informação valiosíssima nesse blog e é graças a ele que eu viajei sabendo tudo o que eu sabia. É uma honra ser uma das 30 au pairs <3

Beijos e até o próximo dia 21!

Bárbara Albuquerque

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segunda-feira, junho 19, 2017

​Porque eu decidi não ser parte da família

Hi there!

Hoje eu quero dividir com vocês a minha experiência e a minha opinião em relação a não ser "parte da família".

Antes de chegar eu imaginava que seria legal ser parte da família! Inclusive falei para a host mom nos emails que isso era importante, porque eu sou muito próxima da minha família no Brasil e com certeza sentiria falta de ter uma "família". Além do que, na minha visão, isso era parte essencial do intercâmbio. A troca cultural e etc.

Pois bem, eu cheguei e depois de algumas semanas eu percebi que na verdade eu não sabia o que queria haha
Don't get me wrong, a minha relação com a minha host family é excelente! Nunca tivemos uma discussão, em quase dois anos! Conversamos, nos entendemos bem, adoro eles. Mas... Eles não são minha família.



No começo eu jantava com os host parents todo dia. Eles cozinhavam, me chamavam, jantavamos assistindo tv, conversavamos um pouco e eu subia pro meu quarto. O lado bom disso era:
Eu não precisava cozinhar só pra mim.
Eu passava menos tempo no meu quarto e deixava ele mais limpo pq não trazia comida pra cá.

Lado ruim era:
Eu tinha que comer na hora que eles comiam, muitas vezes mais tarde do que eu gostaria.
Eu tinha que assistir o que eles estavam assistindo.
Eu me sentia uma visita na "minha" casa.
Eu sentia que estava atrapalhando o único tempo que eles tinham só pra eles.

Obviamente os contras estavam ganhando e eu comecei a cozinhar no almoço e só esquentar meu jantar e subir quando ficava off. Isso funciona bem melhor pra mim. Posso comer assistindo minhas séries sem me preocupar em fazer small talk! haha

Nos primeiros finais de semana eles me chamaram pra ir com eles para parques e outros passeios do tipo, mas sinceramente eu não queria mais passar tempo com eles! Eu sei que isso soa horrível, mas é verdade haha
Eu já passo todos os weekdays com as kids. Não quero passar meus finais de semana hanging out com eles tbm, precisava conversar com adultos e não ser "o adulto responsável"! Óbvio que não me importo se for algo ocasional! Mas não queria criar um hábito... Além do que, eu me sentiria na obrigação de ajudar com as kids! Não ia conseguir relaxar e curtir e deixar as kids se matando. Então acabaria trabalhando nos fds também!

Eu sou uma pessoa reservada e introvertida e minha host family respeita muito isso. Acho que a principal razão é que minha host mom tem um perfil parecido. Nós conversamos sobre tudo quando temos um momento. As vezes em uma sexta tomamos uma taça de vinho juntas e eu até conto para ela como o dating scenario tá complicado aqui em London... hahaha
As vezes quando ela está trabalhando em casa e nos cruzamos na cozinha ficamos meia hora falando sobre a vida. Mas se uma das duas não está no mood a outra não força! O silência não é desconfortável.

Outra coisa que me faz feliz é que eles nunca batem na minha porta quando eu estou off e falam para as kids não me chamarem quando estou no meu quarto haha

Por outro lado, eu me faço presente e disponível em momentos em que sinto que eles precisam de mim! O que aconteceu há um mês atrás quando os hosts estavam passando por um momento super delicado. Eu fiquei com as kids de final de semana, eu cozinhei para a familia toda, eu fiz laundry de todo mundo, fui comprar roupas com as kids, saquei dinheiro para pagar a tuttor e a cleaner... E em outras ocasiões já fiquei sozinha com as kids em um final de semana em que ambos precisavam viajar!

E eles fazem o mesmo por mim. Estão presentes e são compreensivos quando preciso. Tive a pior infecção de garganta da minha vida aqui. Fiquei 3 dias na cama. Ela me deu uma semana off sem questionar nada e comprou sopa pra mim.

Eu adoro a minha host family, por mais que não sejam minha família e não exista tanta intimidade. São pessoas ótimas de quem eu gosto muito e pretendo ter na minha vida pra sempre. Mas enquanto eu trabalho e moro aqui acho que seria too much passar minhas noites na sala com eles. Again, eu me sinto assim porque gosto de passar tempo sozinha no meu quarto! Muitas meninas que eu conheci aqui achavam isso super estranho haha

Como é a relação de vocês com a host family?

Beijos!

https://www.instagram.com/brunatoriello/
http://whenlivinginlondon.blogspot.co.uk/
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domingo, junho 18, 2017

Tô online... e aí? SOS



Olá, pessoal!
Como estão?
Hoje eu gostaria de falar sobre o que (quase) todas pensamos e passamos depois que ficamos online.

Durante o processo, que muitas vezes podem ser longos (eu, por exemplo, demorei quase 10 meses entre o dia que fechei com minha agência até o dia que fiquei online), a única coisa que queremos é ficar logo online. São tantas coisas para arrumar no application que parece que não vai ter fim. Até que finalmente recebemos o tal e-mail dizendo “Parabéns, você foi aceita no programa”, depois disso... e aí? E depois disso? SOS alguééém



Depois disso é sentar e chorar esperar hahaha. Aí é a pior parte, porque já não é algo que depende de você. Tudo o que você poderia ter feito, já está pronto. Agora é só esperar as famílias entrarem, te amarem e te escolherem. SÓ QUE NÃO.



Sério, eu sou muito muito muuuuuuito ansiosa e ficava olhando meu e-mail e o site do application de 5 em 5 minutos. Não era possível que NENHUMA família se interessava. Eu tive bastante sorte, pois fiquei online numa quinta-feira e logo no sábado seguinte, duas famílias entraram no meu perfil e mandaram mensagem. Há vários casos de meninas que ficam 2, 3 semanas sem nenhuma família entrar no perfil. É MEGA NORMAL. Sério, não se desesperem. Sei que dá muita ansiedade e nervosismo, mas toda au pair-panela tem sua host family-tampa

Ok, a família se mostrou interessada por você. Mas e aí?  O que responder para a família? Será que já peço pra fazer Skype? Será que faço umas perguntas antes? O que fazer?
Minha dica é: veja o jeito de cada família. Tem família que já no primeiro email pede para fazer entrevista por Skype, outras fazem algumas perguntas antes.
Outra coisa que me deixava bem encafifada era se eu estava sendo muito apelativa no email (por exemplo, parecendo muito desesperada para me quererem hahaha)
Mas aí beleza, a host Family entra no seu perfil, você recebe o email deles, vê o perfil, as fotos, faz o skype, acha que arrasou e sambou na cara de todos e já acha que aquela família vai ser sua... SÓ QUE NÃO DE NOVO.


Sério, o coração é moído em quarenta milhões de pedacinhos quando você adora aquela host family e eles te dizem que você é ótima, mas que não vão poder ficar com você.
Mas e então, como prosseguir? Eu te respondo: do mesmo jeito de antes. Assim como uma família te quis, outras também irão querer. É só ter a Santa Paciência que logo uma host family incrível vai aparecer.
Nunca deixem de dar atenção para família X só porque você prefere a família Y.
Eu tive alguns casos bem parecidos. No meu perfil tive 14 famílias, mas eu sempre dava mais atenção para a que ficava próxima ao meu lugar favorito, e com isso acabei perdendo ótimas chances com famílias que foram bem legais também, mas que saíram do meu perfil porque não dei o meu melhor. :(



Então a minha dica é: tenham paciência. Não aceitem a primeira família que apareça só por ter medo de não aparecerem outras, porque aparece sim!
Não se desesperem, afinal, o que vem de qualquer jeito vai embora de qualquer jeito.
É um ano inteiro que você vai passar com aquela família, e ter certeza de que ela é a melhor para você faz muita diferença.

Espero ter ajudado! Em outro post, se quiserem, eu conto como foram os casos que me apareceram.

Beijos

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sábado, junho 17, 2017

Relembrando meus primeiros dias como au pair

Olá Pessoal! Meu ano na Finlândia está quase acabando, e claro, começou a parte nostálgica de relembrar o vivido até aqui e então, hoje resolvi falar de como foram meus primeiros dias de adaptação na casa da minha host family.
Minha host foi me buscar no aeroporto, junto com o irmão dela e a filha mais nova. Os dois foram puxando assunto o caminho inteiro e eu estava mega nervosa porque meu inglês era crítico, quando chegamos na minha cidade, já conheci os pais da minha host e um outro irmão. Cheguei em casa, ela só falou que estavam todos dormindo, que iria colocar a bebe para dormir e apontou pra onde seria meu quarto. Me senti mega perdida, descobri o banheiro pra tomar um banho e fui dormir.


Acordei no outro dia, já estavam todos acordados, o host de cueca terminando o café na cozinha, a mesa do café da manhã posta só pra mim e os dois kids mais velhos me olhando com uma cara mista de entusiasmo e desconfiança. Tomei meu café sozinha, fui buscar os presentes que trouxe, comecei a fazer amizade com as crianças, troquei duas palavras (pela primeira vez) com o host e fiquei sem saber o que fazer. Toda vez que alguém falava comigo eu entendia só metade, inclusive concordei em viajar e trabalhar no meu primeiro fim de semana sem saber. Minha host ficou em casa nos meus primeiros dez dias então eu basicamente não trabalhava e somente brincava um pouco com as crianças, o lado ruim é que eu tava sem horário ainda e acabava ficando disponível o dia inteiro para eles. Só comia quando me ofereciam e por isso passei muitaaaaa fome no início. Depois do décimo dia eu trabalhei 5 dias 12 horas por dia, a host foi viajar e o host ficou encarregado dos mais velhos e eu da bebe. Depois desses dias intenso, duas semanas respirando 24 horas a hostfamily e ao mesmo tempo não se sentindo confortável em lugar algum os dias de paz chegaram, quando ela voltou ao trabalho eu comecei a trabalhar só as horas combinadas, já tinha liberdade para abrir a geladeira ou me 'jogar' no sofá. Pouco a pouco fui me sentindo em casa. 

O que quis relatar aqui, é que a adaptação há uma nova vida sempre vai ser complicada, irá depender dos dois lados você se sentir o mais em casa possível, mas que é normal o começo você se sentir um peixinho fora da água, se perguntar o que carvalhos estou fazendo aqui ou até mesmo começar a pesquisar passagens de volta pro Brasil. O que se tem que fazer é dar tempo ao tempo.

Beijos.

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terça-feira, junho 13, 2017

O dia que quebrei o pulso na Holanda - Parte 02

Olá minha gente,

Meu dia finalmente chegou, e agora posso terminar minha historia.

Pra quem não lembra, contei que quebrei meu pulso, e também da minha experiência com a medicina Holandesa, e o self healing pra tudo deles.





Contei também que pra mim não funcionou, e que uma semana depois, consegui a cirurgia.

Bom, vale ressaltar que, eu deixei bem claro, que NÃO QUERIA ASSISTIR A CIRURGIA, mas de novo esse negocio de não dar remédio falhou comigo.

Eles realmente me deram um remedinho, mas numa dose tão fraca que eu acordei no meio da cirurgia TRES VEZES, e as três vezes eu pedi mais drogas.

Até que a terceira vez a anestesista disse: “já tá acabando, não precisa de mais não”

Enfim, acabou a cirurgia, foi tudo bem, ganhei uma cicatriz de lembrança da Holanda, e 12 sessões de fisioterapia.

Agora vem a parte legal

Aqui na Holanda, pela agencia que eu estou, au pair tem dois seguros.

Esse seguro cobre, grazadeus, wintersports e fisioterapia em casos de acidentes e cirurgia – LIMITLESS!!!!!

O que foi minha maior alegria desde a queda ne, minha gente?

Aqui em casa, os hosts obviamente não ficaram felizes. E eu só posso agradecer a demora de conseguir um visto e os gastos, por eles não terem pedido rematch, imagina a sua au pair sem uma mão por pelo menos dois meses?

Por incrível que pareça, eu nunca deixei de cozinhar (choquem) e ultimamente tenho dobrado as roupas e andado de bike (raramente).

Mas a minha maior sorte é que minhas kids são grandes, imagina só se tivesse bebes!!!

Bom gente, agora, tô no meio das minhas sessões de físio, mas como vocês podem ver já estou bem melhor, conseguindo até digitar.

Quanto aos wintersports, muito provavelmente a minha experiência acaba aqui, por motivos óbvios. Kkkk





É isso gente,
Muitos beijos,
Até mês que vem,

Li Arbex

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domingo, junho 11, 2017

Básico para novatos

Olá pessoal, tudo bem por aí? Por aqui tudo certo! Hoje eu vou falar para quem acabou de descobrir o mundo auperiano e está cheio de dúvidas, perguntas, indecisão e nem sabe por onde começar.


Au pair é um programa de intercâmbio que existe em vários países do mundo, alguns mais conhecidos, com mais rigidez, regras e suporte e outros nem tanto. Apesar de muita gente achar que au pair só existe nos USA, o intercâmbio é bem famoso na Europa também.

Uma das primeiras coisas que vocês precisam saber é que o melhor amigo de vocês será o Google. Vocês encontarão praticamente TUDO sobre o programa lá, aliás na internet em geral. Existem vários grupos de au pair no Facebook, vários blogs e canais no Youtube.

Além disso é preciso saber que apesar de alguns pré-requesitos serem sempre os mesmos (mínimo 18 anos, solteiro/a, sem filhos, ensino médio completo), cada país tem suas regras, não existindo então um padrão, por isso eu aconselho escolher um país o mais cedo possível, assim todas as suas próximas decisões serão baseadas nisso. 

Alguns países exigem que o processo seja feito com o intermédio de uma agência, nesse caso é obrigatório escolher uma. Existem várias agências que trabalham com o programa de au pair, visitem todas que puderem, conversem com pessoas que fizeram intermcâmbio por elas e tomem muito cuidado com essa escolha. Caso o país não faça essa exigência,  vocês podem criar um cadastro em um site como por exemplo o Au Pair World - APW . 

Feito isso, o preenchimento de toda a papelada começa. Essa também é a fase onde vocês devem providenciar os documentos e em alguns casos prepararem-se para providenciar o visto (em alguns países é possível dar entrada no visto de au pair diretamente de lá, como o caso da Áustria por exemplo).

Tudo isso já dito (e outras coisinhas), devem ser levadas em consideração na escolha de um país, de uma agência, futuramente de uma família e claro, uma nova vida que vocês viverão durante um ano ou até mais. 

Pesquisem, informem-se, dediquem-se e boa sorte! Até mês que vem, beijos.


Meu Blog
camihfeer@gmail.com 
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sexta-feira, junho 09, 2017

Rotina com duas kids


Hey! Quase 3 meses depois que cheguei aqui na Bélgica e finalmente vou poder contar pra vocês de forma mais detalhada como funciona a minha rotina de Au pair. Vamos lá!

Eu moro em uma cidade que fica à 35 minutos de distância do centro de Antwerp, e não tem quase nada pra fazer aqui. Na verdade nada. Risos. Mas vamos falar da família. Aqui na casa são dois "host dad", e as crianças são do casamento anterior de um dos dois hosts. Então basicamente as crianças ficam uma semana aqui, e outra na casa da mãe deles. É maravilhoso, sério!

As crianças chegam na quarta-feira a noite, e só vão embora na outra quarta de manhã que é quando eles vão pra escola.

Na semana que as crianças estão aqui minhas tarefas são, fazer o jantar todos os dias menos no final de semana, preparar o uniforme da escola, organizar o quarto das crianças, levar e buscar na escola de bicicleta, fazer as compras de casa (amo), checar se tem roupa das crianças pra lavar, e é basicamente isso. Quando as crianças estão na escola eu fico off, e geralmente eu volto a dormir.

As crianças são bem tranquilas, na verdade até demais. Eles chegam da escola as 16:00, fazem o dever de casa, comem alguma coisa, geralmente alguma fruta e chips, depois vão brincar no quintal. Eu começo a preparar o jantar por volta das 17:00, e jantamos às 18:00. Depois do jantar, todo mundo ajuda a organizar a cozinha, e as crianças vão pra sala de tv assistir qualquer coisa. Meu horário só acaba às 20:00, então fico vendo tv com eles. No final de semana, depende muito do que foi planejado, mas eu costumo só tomar café da manhã com eles (Obrigatório pois faz parte do Schedule). 

Em relação a arrumação de casa, eu preciso abrir as cortinas da sala de tv todos os dias, e endireitar as almofadas que sempre ficam bagunçadas depois da gente ver tv. Eles tem um cleaner que vem toda semana e limpa a casa inteira.

Na semana que as crianças estão na casa da mãe, eu normalmente vou pra Holanda no final de semana. Ou fico em casa mesmo, mas não preciso fazer nada. 

No geral é bem tranquilo, não tenho nenhum problema com as crianças.  Porém....Ah isso fica pra um próximo post.

Fiz esse post pra contar pra vocês como funciona mais ou menos o dia a dia de uma au pair. Mas se vocês ainda tiverem alguma dúvida, ou mesmo alguma curiosidade, podem me mandar um e-mail, ou comenta aqui no post que a gente conversa.

Ah, não esquece de se inscrever no meu canal do youtube e acompanhar tudo que eu faço aqui na Bélgica! Sério, estou me divertindo muito gravando os vídeos!

Vejo vocês no próximo dia 9!Beijos,Ingrid Costa 

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quinta-feira, junho 08, 2017

Diferença entre host babies


Olá! bom dia!

Coloquei essa imagem olhando para o horizonte pois esse sentimento de incerteza e liberdade ronda as pessoas que estão no programa de au pair (estou dizendo no bom sentido). Eu entrei em rematch mês passado e consegui uma família bem perto de onde eu morava, mas o mais engraçado está por vir: muitas coisas entre as famílias são parecidas.

Minha ex host family era composta por um casal classe média alta adultos nos meados dos 30 anos e com um bebê de 8 meses,. e onde eu vim parar? HAHHAHA Em uma casa mais ou menos 10 minutos de onde eu morava e com as mesmas condições familiares. Porém, sem as loucuras que eu passava na outra casa.

Não tenho câmera e os meus hosts atuais respeitam a minha privacidade, não ficam perguntando exatamente cada detalhe que eu faço quando saio. E o que está me deixando mais feliz: meu baby é mais calmo e deixa eu respirar pelo menos para ir ao banheiro hahahahah.

É trágico dizer isso, mas na outra família eu não podia ir ao banheiro e deixar o bebê no berço... a mãe via na câmera se ele estivesse chorando e começava  a conversar com ele. Coisa bem parecida com BBB mesmo.

Acho tão legal ver como uma host family pode ser diferente da outra, principalmente o comportamento das crianças. Pode ter a mesma idade, morar na mesma cidade e ter os mesmos costumes... mas cada um é único.

Eu aconselho a todas as meninas que querem ser au pairs, tentarem perguntar o máximo aos pais em relação como eles querem que vocês participem da educação. Quero dizer, se terá autonomia para conversar e principalmente colocar respeito nos host kids.
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quarta-feira, junho 07, 2017

Au Pair sob duas rodas: como a gente se vira em Amsterdam.




É, minha gente.. Ser au pair aqui em Amsterdam requer muita desenvoltura em cima de uma bike! Pq acreditem em mim: tombos desse tipo acontecem!

Bom, vamos começar pelo começo? Não, antes de eu vir eu não tinha ideia do quanto minha vida dependeria de uma bicicleta aqui.. Claro que sabia que não faria tudo de carro como no meu primeiro ano de au pair em Seattle, mas pedalar esse tanto nunca me passou pela cabeça.

Aqui em Amsterdam o trânsito não é dos melhores. Na rua que passa o carro, passa também o ônibus, a moto, a bike e o tram (trem). Além disso, a cidade plana facilita muito a locomoção por bicicleta. Aí acontece o que? Crianças e adultos: todos andando de bike por todo o lado.. Ciclovia por todo o canto.

Parece sonho?!

Às vezes chega mais perto do puro caos!

É tanta habilidade que essa galera aqui tem pra andar de bicicleta que é difícil entender! Grupos andam lado a lado, com uma bicicleta quase grudada na outra, ultrapassam as pessoas, pedalam bêbados com alguém na garupa e tudo parece tão natural que a gente faz o que? Quer copiar!
Claro que com muito esforço a gente chega lá, mas antes de aprender a gente acumula MUITA memória.. Com sorte, sem hematomas. Mas é muito comum ficarmos com o corpo todo roxo, principalmente no começo.

Na minha primeira semana eu levei um tombo como o do GIF! Que nem um saco de m* no chão. Com a minha host do lado, voltando da escola das crianças, meio da tarde, a vergonha foi tão grande que eu nunca mais quis repetir aquilo!

Mas vou me explicar aqui: a bicicleta que eu tenho é bem diferente das que eu já pedalei no Brasil.

Primeiro que ela não tem freio! Posso dizer que pra eu me acostumar com isso não foi de um dia pro outro.. Pra parar a bike eu preciso pedalar pra trás. Mas não é sutil, uma empurradinha que eu dou pra trás no pedal, a bicicleta já para, então o próximo passo seria colocar o pé no chão e sucesso. Mas aí entra o segundo ponto: eu não encosto o pé no chão enquanto estou sentada.


Nessa imagem dá pra ver que se eu estou com o pé no chão, não estou sentada. Então se a gente para de pedalar, já tem que saltar da bike.. Foi aí que eu fui direto pro chão! Manquei por uma semana, me ralei, mas a vida continuou..

Logo depois, fui apresentada ao que parecia ser meu pesadelo:

É assim que os holandeses levam as crianças pra todo canto.

E quando eu olhei esse trem


Eu pensava: não vai rolar!

E todo santo dia de manhã minha host me falava: É só uma questão de tempo, vc aprende tudo com facilidade que eu sei, continua tentando!


Nas primeiras tentativas foi tragédia pura. É muito instável e só a ideia de colocar três crianças ali naquela caixa já me dava certeza de que os holandeses são estranhos demais.

Minha mãe não acredita nisso até hoje!

E levou umas semanas mas hoje eu to assim:


Assoviando e chupando cana!

Hoje eu coloco minhas três kids nessa caixa e vo que vo! Duas vezes por semana eu levo os dois mais velhos numa atividade há 7 quilômetros da minha casa. Nesses dias posso dizer que as pernas sentem o impacto.. Mas até isso é questão de costume.

A melhor parte de todas é a liberdade que a bicicleta nos proporciona aqui. No começo eu não entendia tanto mas hoje eu de fato penso que posso fazer tudo de bicicleta em Amsterdam. De dia, de noite, sóbria ou bêbada. No inverno muda.. Mas por enquanto eu to aqui:


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segunda-feira, junho 05, 2017

O dia que eu comi milho nos EUA

   Olá pessoal, como vocês estão?


   Meu nome é Júlia, fui au pair em 2009; sou psicóloga e trabalho também com orientação psicológica online para pessoas que moram ou que querem morar fora.

   Hoje vou contar uma experiência bem diferente, digamos, que vivi na terrinha do tio Sam. Quem me conhece sabe da dificuldade que eu tenho em provar novos alimentos, sempre foi assim, desde criança; o bom e velho arroz e feijão era suficiente. Este foi um dos detalhes que eu acho que esqueci, e que é parte da vida de qualquer pessoa que vai morar fora, né? A partir do momento que a gente se dispõe a sair da “zona de conforto”, precisa realmente sair. Ok, minha 3ª hostfamily (não, eu não fiquei 3 anos nos EUA! Se você não viu minha série de posts sobre matchs, clique aqui, ou então, eu posto todo dia 05! É só voltar alguns posts ;) ) era tranquila no quesito comida, a host cozinhava bem, e eu cozinhava bastante ali também, e sim, cozinhava arroz, feijão, carne, purê, comidinhas bem brasileiras, e que eles adoravam! Lembro de um dia que a host fez um purê de batatas (amo purê) com um molho que parecia molho madeira, mas conseguia ser ainda mais saboroso! Nossa, me acabei! Foi nessa casa também que provei alcachofra (amei) e aspargos (muito amor envolvido).

   Até que um dia, sábado, eu não estava trabalhando e estava “beem de boa” no meu quarto conversando com minha família no Brasil. Eu já estava adaptada ao estilo de alimentação deles e principalmente aos sábados almoçava mais tarde, até porque acordava mais tarde e tomava café da manhã. Eles comeram algo no almoço e saíram.
   
    Eu enrolei, enrolei e mais tarde fui na cozinha comer algo também. Quando cheguei lá, havia uma panela no fogão, e resolvi ver o que era né?! Curiosa! Agora vocês imaginam a grata surpresa quando abri aquela panela e vi aquelas espigas de milho lindas, amarelinhas, quentinhas, saindo fumaça! Nossa, que delicia! Imediatamente lembrei daqueles milhos que comia na praia, com sal e muita, mas muita manteiga derretida escorrendo! 

   Não pensei duas vezes, né?! Peguei um prato, escolhi a maior e a mais bonita espiga, peguei o sal e a manteiga e então ouvi: You´re gonna try? (assim, sem o "are" na frente mesmo pra fazer a pergunta, como a gente aprende na escola que tem que ser, minha kid nunca colocava! Hahaha- tradução: você vai provar?). Pensei, e respondi: We have corn in Brazil (nós temos milho no Brasil)! Ela ficou me olhando colocar a manteiga e o sal com cara de nojo, e eu olhando para ela e pensando: menina, você não sabe o que é bom!!! Até que ela soltou: Yuck! Novamente pensei: Não sabe o que é bom, não sabe o que é bom! Eu até não estava entendendo muito bem a cara dela, pois ela adorava comidas brasileiras e adorava provar tudo que era do Brasil! Estava até aprendendo a falar português através de um site, que não me lembro agora o nome!

(Minha reação quando vi as espigas de milho na panela! hahaha)



  
    Até que lá fui eu, feliz e contente e dei a primeira mordida e........IT´S SWEET!! Fiquei degustando aquele mix de sal, açúcar, milho e manteiga (muita), olhei para ela com uma decepção que não cabia em mim; e ela: what is it supposed to be (era para ser o que)? E pensei: SALGADO, SALGADO, SALGADO (of course)!! Depois, ela me contou que elas (ela e a mãe) cozinhavam o milho em água com açúcar! E pensar que eu lotei o "bichinho" de sal e manteiga! Depois disso a carinha de nojo dela fez sentido! Não sei se esse é um costume de coreanos (minha host era descendente de coreanos), se os americanos fazem assim, ou se era um hábito delas lá, mas sei dizer que foi tenso, uma das mordidas mais difíceis de se engolir! Hahaha


   
   No fim, claro, expliquei que no Brasil a gente cozinhava e comia o milho diferente, e ainda brinquei dizendo que nas praias eles são vendidos por pessoas na praia, e dizem que eles cozinham o milho com a água do mar, o que dá um gostinho todo especial! Ela acreditou, tadinha, e depois falei que era brincadeira! Hahaha (PS- ela acreditou e mesmo assim ficou morrendo de vontade de experimentar)!

   Enfim, este foi o post de hoje, uma coisinha mais leve, descontraída! E vocês, tem a mesma dificuldade que a minha? Como fazem para provar novos alimentos no país onde estão? Já provaram algo que não gostaram?


   Espero que vocês tenham gostado, e aguardo vocês no próximo dia 05!

   Beijos!!

Júlia B. Benedini - Psicóloga (e ex au pair)
CRP: 08/14965)
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