01/12/17 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Sorteio

Tudo que você precisa para dar aquele up no seu processo de au pair. Participe do nosso sorteio!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

domingo, dezembro 31, 2017

Adeus ano velho... feliz ano novo!!

Mais um ano se passou! 

Primeiramente gostaríamos de agradecer a sua companhia neste ano cheio de novidades e mudanças aqui no blog e com certeza na vida de cada um que optou em entrar, sair, encerrar essa aventura louca que é o intercâmbio Au Pair
Desejamos que 2018 seja um ano repleto de saúde, felicidades, matches que deem certo, host families boas, cursos interessantes, viagens, boys and girls legais no caminho e muito amor!

Nós do blog, preparamos uma mensagem especial com muito carinho pra vocês, corre lá na nossa página do Facebook pra conferir! https://www.facebook.com/OBlogDas30AuPairs/  e não esqueça de curtir a página pra acompanhar todas as novidades do blog.

E pra fechar com chave de ouro:



A Isabella, autora do dia 27, vai sortear uma edição de vídeo completa para o seu application e ganhar o coração de muitas host families.

Como participar:

Curtir a página Desejos Incomuns Design no Facebook https://www.facebook.com/DesejosIncomuns


O sorteio acontecerá no dia 15/01 e o sorteado será comunicado por e-mail e Facebook. Prepare os seus arquivos para serem enviados até dia 22/01. 


Mais uma vez, muito obrigada por nos acompanhar e estamos empolgadas com o ano que está por começar! 

Beijos!!!

Debora 


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sábado, dezembro 30, 2017

PÓS AU PAIR NA BÉLGICA: Vida nova em 2018 feat. O que fazer?

Olá leitores!
Esse é meu último post no ano de 2017 e quero abrir meu coração com vocês a respeito de como foi meu ano de au pair na Bélgica e também sobre planos futuros. Para ilustrar esse ano vou adicionar algumas fotos minhas pela Bélgica.

Meu ano como au pair na Bélgica

Quando tudo estava apenas começando | Palácio real de Bruxelas, Novembro 2016

Se você ainda não passou pela última semana de au pair, despedidas e etc., se prepare, pois essa hora irá chegar. 
Escrevo esse texto 1 semana antes de ir embora e meu sentimento no momento é 95% de felicidade e 5% de tristeza. Eu adoro minhas kids e vou sentir falta delas, mas estou realmente sonhando com uma vida nova, rotina nova, em um novo lugar. 

Meu primeiro natal na Bélgica | The Grand Place, Bruxelas - Dezembro 2016
Cheguei na minha família na Bélgica em novembro de 2016 para cuidar a princípio de 1 menino de 4 anos de idade. Minha hosta estava grávida de uma menina (paixão da minha vida) que nasceria em março do ano seguinte, e isso não foi nenhum problema para mim, pois amo bebês. Meus primeiros meses foram maravilhosos, mas como qualquer au pair tive minha crise de cansaço físico e mental em agosto; nada muito sério, lidei muito bem com a situação, porém considero esse o momento em que acordei para a vida e comecei a pensar no que eu queria e não queria para meu futuro (onde quer que ele fosse). 


Explorei as cidades mais famosas e bonitas da Bélgica | Antuérpia, Janeiro 2017
Para resumir meu ano de au pair, gostaria de usar uma palavra, APRENDIZADO. Se tem algo que esse programa me proporcionou foram lições importantíssimas que levarei para a vida. Sempre fui independente, mas aqui eu realmente enxerguei-me sozinha, num lugar novo, com pessoas que não conheço, sem minha família e amigos, numa nova cultura e outro idioma. Aprendi como lidar com meus sentimentos, a ser mais forte, a me superar, a cuidar de crianças que não são minhas com todo o amor e zelo, e pela primeira vez na vida eu vi como é difícil ser mãe; difícil e delicioso ao mesmo tempo. Minha hosta é um espelho para mim de como educar crianças, eu realmente me impressionei com a criação dos meus kids de uma forma muito positiva, e com certeza irei usar as lições que aprendi aqui com meus futuros filhos.

Eu amei te ver, Liège | Liège, Dezembro 2016

A vida de au pair não é nada fácil, tem seus altos e baixos, mas meu conselho para quem tem medo de vir é, ARRISQUE. Eu não teria vivido todas as experiências maravilhosas que tive esse ano, se eu tivesse medo de arriscar. Eu fui muito feliz aqui e minha vida ganhou um novo sentido. Finalmente me descobri como pessoa e até uma nova profissão (não é au pair gente haha). Indico o programa de au pair para todos que verdadeiramente gostam de crianças, pois não importa seus objetivos e vontades, "elas" merecem o seu melhor (mesmo nos bad days).


Um dos lugares mais lindos e românticos da Bélgica | Dinant, Abril 2017

Planos futuros

Assim que eu deixar minha família no dia 24/12 (sim, véspera de natal), embarco para Portugal, onde passarei o natal e ano novo com meu namorado.

PS: no meio do meu ano de au pair encontrei o amor da minha vida.


Deu praia na Bélgica | Oostende, Junho 2017
Após o ano novo embarco para o Brazil, onde pretendo ficar cerca de 1 mês, e depois vou ser au pair na Suécia. Sim, au pair again. Assim que cheguei na Bélgica tinha planos de continuar na europa fazendo mais um ano de au pair na Holanda e vendo onde a vida iria me levar, mas no meio do caminho tinha um boy sueco que roubou meu coração, e resolvi ir para a Suécia para ficarmos pertinho e construirmos algo muito bonito juntos. 

Onde eu vivi os meus melhores dias na Bélgica | Leuven, Maio 2017
Depois de 1 ano de au pair, se eu não tivesse conhecido meu namorado eu acho que voltaria para o Brasil, pois aqui descobri que quero me tornar tradutora, e no Brasil seria mais fácil fazer uma nova graduação (sou formada em comércio exterior). Mas Deus é tão bom, que encontrei uma universidade portuguesa que oferece cursos a distância, o que vai me possibilitar cursar a faculdade de tradução na Suécia (durante meu ano de au pair ou nos anos seguintes) ou em qualquer outro país. Meu foco durante o ano de au pair na Suécia será aprender sueco, pois é fundamental para a vida que pretendo construir.


Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...a melhor frase para uma au pair | Atomium, Julho 2017
Estou muito feliz com o rumo que minha vida tomou, por todas as escolhas que fiz e por tudo que esta por vir. Me desejem sorte and here we go again.


Preparação para o inverno na Suécia feat. nevou de verdade na Bélgica feat. quase um coração feat. bye bye Belgium | Houthalen, Dezembro 2017

Feliz ano novo e continuem me acompanhando aqui e também nas minhas redes sociais. Beijos e nos vemos de novo no BR. Cya!

Por Valeska Monteiro
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E-mail: vikingbrasileira@gmail.com
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sexta-feira, dezembro 29, 2017

Au pair três vezes: loucura ou motivação?


Aos 12 anos eu tinha uma certeza na vida: queria fazer um intercâmbio! Claro, eu era muito nova e este sonho só se realizou dez anos depois. Foi muita pesquisa até conhecer o programa de au pair, ao qual eu julguei perfeito: baixo investimento, vivência com uma família americana e oportunidade de viagens.
Meu objetivo principal no primeiro intercâmbio era aprender inglês fluente.  Eu estava no último ano da faculdade de Jornalismo e participava de muitas entrevistas para trainees em grandes empresas e todas pediam o bendito inglês fluente, mesmo que os candidatos fossem ainda na faixa dos 20 anos...
Com isso, mergulhei de cabeça na ideia, corri atrás de tudo sozinha e aos 22 anos embarquei pela primeira vez na viagem que me mudaria para sempre! Fui au pair em San Diego, na California, o paraíso na terra...
Cheguei com medo, com saudade de casa, contando os dias para um ano passar voando.Mas a vida de praia, viagens, amigos e culturas novas me conquistou e, no fim vi que um ano tinha voado! Com isso, resolvi estender o programa por mais seis meses, para viver momentos diferentes. Aí fui para uma família em Long Island, NY e, amei viver uma experiência oposta. Troquei o sol, a praia e os coqueiros pela neve, a sobriedade e a intensidade incrível de Nova York, acho que foram os seis meses mais felizes. Fiz amizades para a vida naquele lugar.
No início de 2012, meu 1 ano e meio como au pair acabara e retornei ao Brasil; em um mês já estava empregada, trabalhando na área e realizada profissionalmente.
Dois anos e meio se passaram e vi que minha vida continuava a mesma coisa, eu sentia falta das viagens, da intensidade que só intercambista conhece e a rotina começou a martelar na minha cabeça. Eu tinha 26 anos, idade limite para ser au pair nos Eua e pensei, porque não? A gente só vive uma vez né?
Lá fui eu, sempre sortuda, achei uma família maravilhosa em Manhattan, Nova York, o lugar que eu sempre sonhei em morar. 
A experiência na segunda vez é bem diferente, você não se deslumbra tanto com as coisas, fotografa menos, a homesick quase não te atinge mais, você tem maturidade para lidar com os problemas e fica mais seletivo até com as amizades. Meu foco já não era aprender inglês, então eu busquei aprimoramento profissional na segunda experiência. Fiz cursos na Columbia University na minha área de Jornalismo e valeu muito a pena ( mesmo que eu tenha tirado o dinheiro do meu bolso para completar o valor do curso). Eu não viajei e nem comprei loucamente como fiz na primeira vez, preferi aproveitar outras coisas. Um ano depois, minha host de NY foi transferida para Boston e ela mudaria para Newton (fica a meia hora de Boston). Ela disse que seria muito importante se eu fosse com eles, para ajudar na adaptação das crianças. Eu não pude negar, além de amar essa família (este ano passei 20 dias na casa deles a passeio), pude viver em mais um lugar, ter uma experiência diferente e fazer novas amizades. 
Voltei ao Brasil, comecei a trabalhar, namorar e achava que essa vida de intercâmbio tinha ficado para trás, que estava super estabilizada. Mas a vida é imprevisível né? Perdi o emprego e não tinha mais motivação, queria algo novo para a vida e, quem viaja, sempre acha que deixou de viver se passou mais de um ano conhecendo um lugar novo, é muito instigante. 
Bom, eis que aos 29, quase 30, graças ao incentivo de uma amiga, eu tomei coragem para ir ser au pair na Holanda. Estou prestes a embarcar em mais uma aventura.
Claro que quando eu dei essa notícia para as pessoas elas me chamaram de maluca, que estava agindo como adolescente, que eu tinha que focar na minha profissão, etc.
Exceto pelas minhas amigas au pairs, essas sempre deram todo incentivo e foi o que me fortaleceu. Hoje minha família entende que isso me fará feliz e lá vou eu. Acho que não temos nada a perder, um ano fora não vai mudar seu rumo profissional ou pessoal, muito pelo contrário, só irá acrescentar. Um ano de viagens, passeios, perrengues, tudo que eu amo. E quem critica, é porque talvez nunca tenha saído da sua zona de conforto para ir viver.
Estou muito empolgada, mas confesso, o frio na barriga é o mesmo da primeira vez, o medo e a ansiedade sempre acompanham. Mas se as duas primeiras vezes foram incríveis, tenho certeza que a terceira não será diferente. Na dúvida, vá!



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quinta-feira, dezembro 28, 2017

Algumas datas são mais difíceis, mas você sobrevive!



Mês de Dezembro, mês de celebrações, feriados e SAUDADES! Sim, essa palavrinha exclusiva da língua portuguesa que às vezes pega a gente de jeito. No meu caso, Dezembro tem um gostinho a mais pois é também o mês do meu aniversário, logo seguido do Natal e Ano Novo! Ufa! Sim, um mês muito simbólico e sentimental pra mim e esse já é o 2º ano longe...

Como lidar? Tem dias que choro, tem dias que acordo bem; tem dias que só queria um colinho de mãe e uma comida de vó, mas quando abro a porta do meu quarto logo recebo um abraço bem forte e sincero das minhas kids; tem dias que só queria embarcar no primeiro voo de volta pra casa, mas quando comento isso com meus amigos daqui, vejo o quão triste eles ficam só de pensar em me ver partindo. Sim, é uma reflexão atrás da outra mas que vem para o bem!

Sabemos que isso foi uma escolha, sabíamos que iriamos estar distantes e tudo mais, mas ninguém ensina o coração a desapegar do que você nunca deixou de amar e querer: sua família, amigos e tudo e todos que você "deixou pra trás". Porém, a vida é tão perfeita que trás novos rumos, sonhos, pessoas, e pontos de vistas.

Aprendi muito mais a dar valor quando estava longe; essas pequenas coisas rotineiras como almoços em família e reuniões entre amigos faz uma super falta, mas sua presença começou a ser mais valorizada (obrigada tecnologia por nos salvar!). As pessoas lamentam por você não estar lá nessas datas especiais mas lamentam ainda mais por elas não estarem aqui. E a angústia no peito de não estar lá é curada por um amor lindo de novas pessoas que você conheceu aqui e que muitas vezes, em tão pouco tempo, se tornaram sua segunda família e essenciais na sua trajetória no exterior. É incrível como consegui terminar essas datas com um sorriso no rosto, saltitante de felicidade, e cheia de gratidão. Me senti tão amada mesmo tão longe do que considerava minha única casa. Poucas pessoas tem essa oportunidade/coragem
 de se jogar, arriscar, encarar o novo e se permitir... lembre-se disso!

Eu sobrevivi! E hoje, o que dói é pensar em não ter essas pessoas daqui comigo nessas datas nos próximos anos, afinal, era mais um ciclo da minha vida onde eu me entreguei e senti meu coração em paz e acolhido, literalmente EM CASA! E descobri sim, que nossa casa é onde nosso coração está, e ele pode estar em diversos lugares, inclusive dentro do coração de outras pessoas...

Espero que tenham tido um Natal lindo e iluminado, assim como desejo um novo ano de realizações e renovações! Que tenham gostado do texto e nos despedimos de 2017 já com um encontro marcado dia 28 de Janeiro de 2018, hein?! Bye!!


Thaís Alencar
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quarta-feira, dezembro 27, 2017

Vamos falar de feeling... Ou melhor, FAKE feeling

Desde que descobri o au pair, sempre ouvi falar sobre o tal do "feeling". Ok, mas o que é feeling? Reza a lenda que feeling é quando você, no primeiro contato com a família, pensa: "eu quero essa família pra mim, amei eles e tenho certeza que vamos dar super certo!".

E eu sempre tive isso na minha cabeça: preciso sentir o feeling logo de cara, se não sentir, sei que não é a família certa.

Ah, doce ilusão...
Quando comecei a buscar famílias, uma logo de cara me chamou a atenção e eu (iludida) já me imaginava cuidando daqueles gêmeos lindos, sendo super amiga da host mom e tendo uma experiência incrível com uma host family perfeita.

Meu primeiro contato foi com a host mom, que logo se mostrou super amiga, super compreensiva, dizia que eu seria parte da família, que teria liberdade com as kids, que teria carro no meu tempo off, enfim, tudo que eu sempre sonhei. Só que tinha um porém, essa família tinha uma ex au pair, que pelo que a mãe dizia, ela tinha voltado pro país de origem por ter homesick. Pensei: "ok, ela não conseguiu se acostumar e resolveu voltar, normal", mas por sorte eu pedi pra falar com essa ex au pair. A mãe, meio que com receio, me passou o contato dela, e é aí que a história começa.

Chamei a menina, que era uma italiana super simpática e pedi pra ela me contar TUDO.

Resumindo:
1. Os pais trabalham o dia todo fora fazendo com que a au pair trabalhe mais do que o permitido por lei, sendo que no perfil eles falaram que sempre um dos dois está em casa.
2. Eles não compram comida pra casa, só pão, porque o resto das refeições eles fazem fora de casa! E não adianta a au pair pedir comida, que eles falam: "mas tem pão aí, pode comer". Ninguém sobrevive só com pão!!! 
3. Quando você está em casa, eles falam entre eles em outra língua, só pra você não entender nada.
4. Sobre o carro no tempo off, esquece! Só tem um carro e sempre um dos pais está usando.
5. A mãe não olha na sua cara e quando tem que falar algo pra você, ela fala com o pai e ele deixa um recado anotado na geladeira.


Entre muitas outras coisas que, claro, me fizeram desistir daquela família.

Pra encerrar, fechei match com uma família que no começo ao ler o perfil e ter a primeira ligação com eles, eu não tinha me interessado 100% porque não tinha me passado o tal feeling, mas depois de muita conversa, vi que a gente poderia dar certo.

Imagina se eu tivesse ido apenas pelo meu feeling? Sem procurado a fundo informações sobre a família? Em um país totalmente desconhecido, sem ter família nem amigos por perto? Provavelmente eu seria mais um dos vários casos de rematch por família perigo...

Então minha dica de hoje é: não confie só no seu feeling. O coração é traiçoeiro, lembre-se disso! 

Um beijo,
Isabella G.
Instagram: @IsinhaLopes
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segunda-feira, dezembro 25, 2017

As inusitadas atitudes de crianças...

Chega essa época eu fico nostálgica, querendo mudar o mundo e me mudar, e também fico mais cheia de saudade. Então vou contar historias engraçadinhas e fofinhas pra vocês sobre o meu pequeno alemão mais fofo:




Saí de casa com o pequeno, e ao subir na bicicleta meu celular cai no chão. Desci, o peguei e coloquei no bolso outra vez. Nisso, o pequeno me olha e pergunta:
"- Tá funcionando ainda?"
Olhei pra ele, pisquei três vezes e respondi:"-Tá, ué!"
Ele percebeu que eu fiquei confusa e disse: "Tu trouxe teu celular do Brasil, não foi? E as coisas lá não funcionam direito, diferente das daqui..."
Então eu ri! Falei que não era bem assim e que sim meu celular ainda funcionava, mas não incentivei uma discussão. Ia fazer o que?

Outro dia, também de bicicleta, fui levá-lo até a casa de um amigo. No caminho havia uma subida e aquela subida eu demorei quatro idas para fazer na bicicleta! Na primeira vez que fomos o pequeno foi e eu fiquei, ele subiu e se mandou! Eu subi metade e voltei..rsrs Um tempo depois ele parou láááááá na frente e olhou pra trás, pra ver o que tinha acontecido, e riu (óbvio, eu também riria). E ficou lá esperando até eu chegar. Na próxima vez que fizemos o mesmo caminho, eu subi esse pedaço a pé empurrando a bicicleta rsrs Até que um dia ele cansou de esperar e resolveu me ensinar a subir direito. E eu aprendi! \o/

Era inverno e fomos ao parquinho: o pequeno, uma amiga e eu. Enquanto as crianças desciam o morro do parque de trenó eu decidi fazer um teste: fiz uma bolinha de neve e deixei que rolasse morro abaixo, tipo desenho, sabe?, pra ver se ela aumentava de tamanho (pode rir, pode rir, eu deixo!). E sabe o que aconteceu com a minha bola de neve? Conforme ela descia ela ia se desintegrando... Fiquei indignada e frustrada e me senti enganada por todos aqueles desenhos animados que vi na infância! Daí veio o pequeno e perguntou o que tinha acontecido. "Então vamos fazer um boneco de neve!", ele disse, "Tu já fez um?". E não, eu nunca tinha feito um boneco de neve. 

Geralmente somos nós que ensinamos às crianças, mas muitas vezes são elas que nos ensinam. E não só elas, mas pessoas de quem nada esperamos, ou às vezes que nem conhecemos, em situações inusitadas, nos ensinam algo. Basta que estejamos abertos ao aprendizado.

Feliz Natal pessoinhas! Sintam-se abraçadas!
Vibrações positivas e até ano que vem \o/

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domingo, dezembro 24, 2017

O dia em que eu decidi voar




foto: arquivo pessoal

No meu primeiro post aqui eu me empolguei e, de cara, escrevi sobre as surpresas do intercâmbio. Agora eu me apresento e conto um pouco de como eu me tornei Au Pair.

Tenho 26 anos, sou filha única, jornalista e uma eterna apaixonada. Apaixonada por livros, por músicas, pela escrita, por viagens, por pessoas, pelo Brasil e por Glastonbury, em Connecticut!

No começo de 2015 eu resolvi me mexer. Decidi que sairia da minha zona de conforto e iria estudar fora. Fiz orçamentos de cursos em NY e Canadá. Eram um pouco pesados para o meu bolso.

Quando um amiga me disse que eu deveria ser Au Pair. Eu não sabia direito como funcionava. Sabia apenas que era um programa-em-que-a-menina-vai-para-os-EUA-e-mora-com-uma-família-americana-e-toma-conta-das-crianças.

Ela havia sido Au Pair entre 2011 e 2013 e resolveu falar de mim para a ex-host family, com quem ela sempre manteve contato. Eu não achei que a ideia era muito boa, afinal, eu não queria ir para outro país para ter esse tipo de responsabilidade. Bom, ela veio em casa e fizemos um Facetime com a família, sem compromisso. Só para me apresentar mesmo, conversar e nos conhecermos.

Naquela noite, em março, eu conheci todos os integrantes daquela que viria a ser a minha host family. Sim, eu mudei de ideia sobre o programa.

Minha host family já tinha au pair e eu já tinha host family antes mesmo que eu desse início ao processo. Fiz tudo como manda o figurino. Preenchi toda a documentação e, quando fiquei online, avisei minha host mom por e-mail. Ela foi no meu perfil e me escolheu. Conversamos bastante de março até o momento do meu embarque, em agosto de 2015.

Eram 4 “host kids” - 15, 13 e gêmeos de 12 anos. Então, a maior parte do meu trabalho era dirigi-los para todos os lugares e atividades extras.

Graças a Deus, meus hosts e meus teens sempre foram incríveis comigo. Desde o dia em que eu pisei em NY até o dia em que eu a deixei. (Mas isso é assunto pra outro post)

Morei os dois anos do meu intercâmbio com a mesma família. Com eles eu aprendi, cresci e criei vínculos. Os amo como parte da minha própria família e sei que esse amor é e sempre foi recíproco.

Glastonbury, em CT, tem cerca de 36 mil habitantes e fica a 20 minutos de Hartford, a capital do estado. Além disso, fica a 3h30 de NY e 2h de Boston. Essa pequena cidade em New England ganhou meu coração!

Voltei para o Brasil no final de agosto (2017), Gbury, como é popularmente chamada, vai sempre ser e ter parte de mim!



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sexta-feira, dezembro 22, 2017

O que eu aprendi com a homesick de natal

Eu nunca gostei do Natal! Sei que isso parece estranho, mas é verdade. Eu sempre me senti mal nessa época do ano. Destruía meu coração eu ver um monte de criança sem nada e eu ganhando um monte de blusinha que não ia nem chegar a usar direito, mas também nunca fiz nada muito grande pra mudar essa situação.
Além disso, como meus pais são separados, o Natal sempre foi dividido entre as duas famílias. Me dava uma sensação que o Natal não era completo e sempre quis ter uma ceia de Natal com toda a família reunida... mas o que tudo isso tem a ver com o Natal? Passei dois Natais na terra do Tio Sam, e posso falar, com toda a certeza, que foram as piores Homesick nos 18 meses que passei por la.
Minha família era maravilhosa - dentro do possível - e sempre me senti super acolhida, principalmente nas festas familiares. No primeiro Natal - 2015 - tinha chegado na família fazia um pouco mais de um mês... ainda era tudo novidade, estava esperando um White Christmas (que não aconteceu 😞), ainda estava conhecendo a família. A homesick não foi tão grande, mas já senti o quanto um Feliz Natal na sua língua fazia falta e quanto um Feliz Natal da sua família fazia mais falta ainda. Resultado: me entupi de comida na ceia para segurar o choro e a saudades de casa!!
A ceia de Natal não era muito diferente da ceia na minha casa no Brasil: comida, bebidas, presentes... muitos presentes... presentes demais... foi ai que eu percebi que o sentido do Natal não são só presentes, mas sim estar perto das pessoas que você ama e que te fazem bem. Se eu pudesse trocar todos aqueles presentes debaixo da árvore da minha host family por cada pessoa da minha família, eu faria.

Rockfeller Christmas Tree - NYC

E o tempo foi passando e depois de um ano o Natal chegou de novo... e com ele a minha homesick. Dessa vez, eu já era parte da família, já brigava com as minhas kids, meu host dad me zoava de 5 em 5 minutos...mas a saudades de casa ainda era enorme. Por mais que você crie uma família americana, você ainda vai sentir falta da sua família de verdade, por mais problemática que ela seja.
Porém, no meu último natal nos EUA, encontrei duas das minhas melhores amigas: uma veio do Colorado para passar o Natal em New Jersey e a outra veio com a família do Brasil para New York. Chorei horrores com elas! Era um pedacinho de casa em New York/New Jersey. Foi ai que eu percebi mais um sentido do Natal: ele não é só uma data para se comemorar com a sua família de sangue, é pra comemorar com as pessoas que você ama e que te fazem bem. Isso inclui os amigos! Ver elas me deu um gás para continuar nos próximos meses de intercâmbio!
Hoje, dia 22 de dezembro, 7 meses depois que eu voltei pro Brasil, percebo o quanto o Natal é uma época mágica. É uma época pra refletir quais os seus valores e quais as pessoas que realmente importam. Hoje, eu morro de saudades da minha host family e trocaria os meus presentes de Natal pra ter eles aqui no Brasil nessa data.
Natal não é só pra ficar triste porque tem muita gente sem nada. Natal não é uma época só de homesick pra quem ta longe de casa. Natal é uma época pra você lembrar daqueles que você ama e desejar que todos estejam bem e felizes.
E você, que está ai longe da sua família nessa época do ano, sinta-se abraçada por mim e por todos que estão longes! Não se envergonhe de ter homesick... isso é normal e vai te fazer crescer mais ainda nesse intercâmbio!!
Merry Christmas everyone!!


Siiim! Eu sou a louka de NYC!! 

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quinta-feira, dezembro 21, 2017

WEEKEND CLASSES

Precisa completar os créditos do ano e não sabe como? Os cursos estão muitos caros, ou você não tem tanto tempo? Ou você quer aproveitar e conhecer um lugar novo e ganhar os créditos numa só vez? Vou te contar a minha experiência com Weekend Classes. Leia até o fim para saber o por que eu recomendo essa opção!


Bom, para quem não sabe, durante o ano de Au Pair, nós temos que completar créditos escolares, que são obrigatorios pela agência. Dependendo da agência, as horas variam, sendo de 60 horas até 72 horas ou 6 créditos, no total. Você consegue completar esses créditos com cursos de inglês ou com qualquer outro curso da área do seu interesse, desde que ele se aplique nas condições da agência. Geralmente a LCC (coordenadora local) fornece uma lista de cursos e lugares que são validos para os créditos perto de sua cidade.

Quando comecei meu ano de Au Pair, minha ideia era fazer um curso referente á minha área de formação (desenho mecânico), mas eu não tinha noção de como isso poderia ser caro, mais ou menos $300 por crédito, sendo que a família só é responsável por $500 da nossa “educação”.

Passado esse primeiro choque de realidade, resolvi então fazer o inglês como segunda língua (ESL), porém, encontrei outra dificuldade… Eu morava numa cidade meio afastada, e meu schedule era corrido, pois cuidava de bebês, então, eu não tinha folga durante a semana e eles não iam para a escolinha para que eu pudesse ter esse tempinho de estudo, e a faculdade mais perto de casa não tinha a opção de inglês que eu queria aos sábados. Eu não queria gastar meu dinheiro de estudo fazendo algo só por fazer e perder meu precioso tempo de folga numa aula que eu não queria ir.

O tempo foi passando, eles não abriram mais turma de ESL em outros horários, então eu tive que procurar outras opções, já que eu precisaria dos créditos para estender meu ano. Foi ai que eu achei as WEEKEND CLASSES.



As Weekend Classes, são cursos de fim de semana, como o nome diz, especialmente voltados para nós Au Pairs, realizado em cidades especificas, que são feitos para caberem no orçamento e te dar os créditos. Vou explicar como funciona.

Bom, nesse site : https://www.aupairclasses.org/ vocês vão encontrar as opções de cursos e cidades oferecidos. Os cursos tem opções de A, B ou A e B juntos e um curso C só oferecido em Tampa, FL. Os cursos te dão o total de 3 créditos, ou 30 horas. (Por isso fiz o A e B juntos, num mesmo fim de semana.)

No site você tem a opção do curso A e B juntos, num mesmo fim de semana, começando na sexta e acabando na segunda. Ou comprar eles juntos, que fica mais barato, mas fazê-los separadamente. Por exemplo, fazer o A em Boston e o B em New York, mas quando você compra pelo site os dois juntos, eles saem o preço do que seria o A e B num mesmo fim de semana, ficou claro? Pois se você compra o curso A agora e daqui 2 (dois) meses compra o curso B, ele não tem esse “desconto” e acaba saindo um pouco mais caro.

Como eu disse, eu fiz o curso A e B juntos, começando na sexta-feira e terminando na segunda-feira em Salt Lake City, Utah. Esse curso me custou, $500 + $100 de material, e seriam $150 para dormir no alojamento, eu não peguei a opção do alojamento, pois consegui um abrigo, e sei que muitas meninas dividiram um Airbnb, que foi bem mais vantajoso também. Além disso você tem que pensar em como vai chegar até o curso, eu escolhi Utah pois era próximo ao estado em que eu morava, Arizona, e a passagem saiu bem em conta. A host family não tem a obrigação de ajudar com as passagens, nem com nada mais do que os $500 que está no contrato, mas se a sua família for boa, de repente te ajudam, a minha família pagou o curso e o material, eu paguei a passagem.

Ainda assim, esse curso é as vezes bem mais barato do que conseguir os créditos numa faculdade, como eu falei, é bem caro o valor dos créditos, então é sim uma opção a ser considerada.


Agora você deve estar se perguntando, como deve ser o curso, sera que é super chato, igual o treinamento que a gente tem quando chega aqui? Bom, eu tinha essa mesma dúvida, estava SUPER desanimada com esse curso, na verdade esse foi o segundo fator de eu ter escolhido Utah, pois não queria perder de conhecer um lugar legal, só estando sentada num curso chato. E pra minha sorte, fui surpreendida!

O curso foi super interativo! Devo dizer que foi cansativo também, não vou mentir, mas valeu a pena, claro que teve momentos que ficamos sentadas na classe, e mesmo esses momentos, foram aulas muito bem aproveitadas, mas teve vários momentos em que saimos para conhecer a cidade.

Vou dar alguns exemplos de aula que tivemos: história dos Estados Unidos, política, resolução de conflitos, choque cultural. Essas duas últimas aulas me surpreenderam muito, eu pude me conhecer melhor, entender um pouco mais da minha personalidade, me ajudou muito. Fora da aula: Tivemos uma ação de voluntariado, fomos ao Parque Olímpico, fizemos uma gincana numa cidade super fofa e visitamos a Temple Square.



Eles oferecem lá, almoço e jantar, além do café da manhã para quem tem a opção do alojamento. Eu vi no grupão há pouco tempo, que uma menina relatava um roubo no alojamento do Weekend Classes em Tampa na Florida. Eu não sei como funciona lá, como eu disse, não fiquei no alojamento, mas as meninas que ficaram não reclamaram. Não sei se na Florida é diferente… Utah é um estado MUITO bonito, a cidade é extremamente limpa e organizada, o transporte público funcionou bem, já que eu não estava no alojamento, tinha que ir para a faculdade todo dia e voltar a noite, foi super tranquilo. Mas vamos sempre ficar atentas, proteger nossas coisas para que nada de ruim aconteça.

Como fica a questão das horas e créditos? Bom, funciona da seguinte maneira: o curso em si, os dias que você esta lá, te dão 25 horas sendo o curso sábado e domingo e de sexta a segunda 50 horas. Nossa Paula, mas eu preciso de 60 horas, ou 72 horas no caso da Cultural Care?

Então, se você faz o curso A, B, sozinhos, você não consegue as 60 horas, por isso tem q fazer dois, ou fazer alguma outra coisa para somar, mas se você faz eles juntos, sim. Vou explicar!

Antes de você chegar no curso, eles te mandam algumas tarefas para fazer, que contam mais horas, e ao final do curso, quando você chegar em casa, você pode completar suas horas fazendo mais algumas atividades, elas vão variar, você tem varias opções, podem ser atividades interativas, como por exemplo, ir a um jogo, fazer um scrapbook, assistir a um filme, entre outras, sempre tendo que fazer um relato deles, para provar que você cumprir as tarefas, ou você pode só fazer artigos, como por exemplo, artigos sobre as aulas que tivemos durante o curso, eles te dão umas perguntas e você tem que responde-las no artigo, ou ler mais algumas coisas e fazer mais artigos…

Cada atividade te da mais 2 horas, e você faz quantas são necessárias para chegar as horas que você precisa.No meu caso precisaria de mais 10 horas, fiz 5 artigos sobre as classes, enviei por e-mail e meu certificado chegou! Simples.

Por isso indico muito esse tipo de curso se você está sem dinheiro para outros cursos, ou sem tempo! Escolha bem a cidade. Divirta-se!

Espero que esse post tenha ajudado, caso tenham dúvidas, fiquem a vontade em me perguntar!



Beijo,

Paulinha
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