01/01/18 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Sorteio

Tudo que você precisa para dar aquele up no seu processo de au pair. Participe do nosso sorteio!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

quarta-feira, janeiro 31, 2018

#vidaposaupair Ep.1 - O boy me pediu em casamento! E agora?

Olá!
Primeiro gostaria de me apresentar à quem não me conhece!
Meu nome é Debora, sou paulista e paulistana, pisciana do dia 19 de março, portanto me considero um pouco ariana, pois há coisas que eu estou longe da personalidade carinhosa e sonhadora.
Eu fui Au Pair 2 vezes... sim, você leu certo! 2 santas vezes. uma experiência totalmente diferente da outra. Faço parte do blog desde 2012 e no último ano estive trabalhando nos bastidores. Mas se quiser saber mais de mim e da minha experiência como Au Pair, clique aqui.

Eu sou uma, entre inúmeras Au Pairs que por destino acabou encontrando o amor da sua vida ou mesmo se encontrando em um lugar que não é o Brasil. E no meu caso, foi os dois! A partir de agora, estarei todo o dia 31 daqueles meses que tiverem esse dia, por aqui falando um pouco mais o outro lado da vida americana, o que pode ajudar aqueles que estão a embarcar na mesma vida que eu ou até mesmo entender um pouco como as coisas funcionam para a host family.

E o assunto do dia é: O boy me pediu em casamento e eu disse sim!!! E agora?


A palavra à partir de agora é planejamento, mais uma transição está por vir e essa será a que vai durar até que a morte os separe!

Depois da emoção de um dos momentos mais lindos da sua vida, é de extrema importância de sentar com o seu noivo e discutir a parte burocrática do processo e quais prioridades estabelecerão. No meu caso, decidimos priorizar a documentação do green card e deixar a festa (o que não fizemos até hoje, pois sempre escolho viagens do que festa) pra depois. Eu fiz como muitas pessoas, só o casamento na Court (o que modifica dependendo das leis do estado no qual você casará) e  um almoço com os meus sogros. Depois do sim na frente do oficial, você decide se vai aplicar logo após do casamento. Se eu não me engano, o prazo é de 6 meses para não ficar em termos ilegais de imigração.

Quais são as vantagens de aplicar para o green card logo após o casamento?
- Com o recibo da documentação recebida, em alguns estados, é possível renovar a carteira de motorista. 
- Ao mesmo tempo que se aplica para o green card, é também possível requerer uma autorização de trabalho, o que vai te abrir muitas possibilidades além de cuidar de crianças.
- Você se adianta, o processo leva muito tempo, e dependendo da carreira que quer seguir, tempo pode ser um fator crucial.

O que tem que ser conversado com o boy?
Quem vai pagar pelo processo? O processo em seu quase todo custa aproximadamente 3 mil dólares se fizer tudo sozinha! Pode ter custos adicionais dependendo das vacinas e consultas médicas necessárias para atender os requerimentos.
Ele ganha dinheiro o suficiente? Ou precisam de sponsor? O seu marido deve ganhar um montante X acima da linha da pobreza, dependendo do número de dependentes que ele declara no imposto de renda. 

Dicas da tia Debora:
Hold your horses financeiramente: As roupas da Forever XXI podem esperar até que você arranje um outro emprego, pode ser que tudo demore e não seja possível trabalhar por debaixo dos panos, principalmente se seu noivo trabalha para o governo.
Se você voltar ao Brasil antes de casar, arrume um tempinho pra parar no posto e atualizar as suas vacinas. Vacinas são terrivelmente caras.
(Advogados, me perdoem!) Se você fala e lê bem inglês bem, não precisa de um advogado, é possível fazer tudo sozinha! Ah, e as traduções ... use e abuse das amigas! ;)
O Google será o seu amigo, assim como foi no processo de Au Pair, não esqueça dos grupos do Facebook também! Tem MUITA informaçāo na rede.

Espero ter dado uma luz inicial pra quem está esperando aquela pergunta 

Até o próximo dia 31! Qualquer pergunta deixe nos comentários ou na nossa página no Facebook.

Debora
Instagram: @deboraawood
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terça-feira, janeiro 30, 2018

VIAGEM | Dicas para planejar sua viagem a Europa

Muito bom dia, boa tarde e boa noite pra você!
Pra fechar meu último post do mês resolvi falar da melhor terapia da face da terra: VIAJAR.


A primeira vez que fui para a Europa foi em Dezembro de 2015. Minha primeira viagem, primeira viagem de avião, primeira viagem internacional + "sozinha". Foi realmente um desafio e um ato de muita coragem, mas não me arrependo de nada, foi uma experiência maravilhosa que me fez ser ainda mais independente.

Na verdade, o que eu quero dizer com isto é, que eu pesquisei bastante antes de vir, mas a falta de experiência me fez ter alguns gastos extras, como táxi e outros transportes. Quero ajudar você que está indo pela primeira vez, a se organizar melhor, evitando sustos e custos desnecessários. Então vamos lá:

Passagem de avião:

Não se prenda muito no nome da companhia aérea, pois há várias companhias boas, com preço em conta. Algumas não são tão conhecidas no Brasil, pois são internacionais, mas isso não as desqualifica. No meu primeiro voo eu viajei pela Air Europa e indico a companhia. O serviço foi muito bom, comida servida estava ok e aeronave era confortável.

A segunda vez que fui para a Europa eu preferi voar pela KLM, pois o voo seria direto, e pra quem não sabe um voo saindo de São Paulo com destino Amsterdam dura 12 horas (voo direto). Voos com conexões podem levar cerca de 18h ou até um dia. A KLM é uma companhia considerada cara devido ao conforto oferecido; além disso, é a número 1 na Holanda.

Um site no BR que eu posso indicar para vocês comprarem passagem é o VIAJANET. Inclusive comprei seguro viagem com eles e paguei um preço bem bacana pelo voo + seguro. O serviço de atendimento ao cliente me atendeu super bem; eles fazem venda pela internet ou telefone. Antes de comprar a passagem com eles pesquisei sobre a empresa, li sobre reclamações no reclame aqui e quais foram as soluções. É importante ter este cuidado, pois eu nunca tinha comprado passagens por este site antes e nem conhecia ninguém que fosse cliente, então os comentários de outras pessoas que compraram pela VIAJANET me ajudaram na escolha.

Outra empresa pela qual já comprei passagem de avião + seguro foi a BOOKING.COM e também recomendo. Não tive nenhum problema com a compra e o suporte foi bom, porém o preço da VIAJANET foi melhor na época. 

Se você já está na Europa e pensa em voar por aqui, recomendo pesquisar passagens no SKYSCANNER que é um site de busca de voos ou pesquisar passagens direto na companhia aérea, como por exemplo, a RYANAIR que tem os preços mais baixos na Europa, porém cobra pela bagagem despachada, então é indicada para viagens curtas ou para quem não leva tanta bagagem.

Mais uma companhia aérea que eu indico é a TAP. Voei pela TAP 3 vezes recentemente, e no momento é a minha preferida em relação a preço para voos longos.

Hotéis, Albergues e etc.:

Eu gosto muito de usar o site HOTEIS.COM para reserva de hotéis e albergues, pois além dos melhores preços, eles também oferecem vantagens e planos de fidelidade ao cliente, como por exemplo, a cada 10 noites que você reserva pelo site (não precisa ser no mesmo hotel nem no mesmo mês, você pode reservar 2 noites hoje, depois mais 3 noites daqui 3 meses e os pontos se acumulam por até 1 ano) você ganha uma noite free em qualquer hotel ou lugar que você escolher, lembrando que o valor desta noite será a média do preço das outras 10 noites que você pagou. Eu sempre uso esse site, amo de paixão.

Você também pode fazer reservas de hotel pelo BOOKING.COM, normalmente tem os mesmos hotéis que eu encontro no HOTEIS.COM, mas o preço e quartos variam. Eu nunca reservei pela BOOKING.COM, mas já li bons comentários sobre, então é uma super indicação para vocês.

Outra ótima dica é o AIRBNB. Já usei e recomendo. O AIRBNB é um site para locação de quartos, casas, apartamentos e etc. Você pode alugar apenas um quarto em uma casa X aonde você quiser, ou até a casa inteira. O site é super confiável, pois os donos dos imóveis tem perfis no site, assim como as pessoas que alugam. Dessa forma, ambos podem compartilhar suas experiências, deixando comentários no site, dando estrelas ao imóvel e muito mais.

Trens, ônibus, Tram e metrô: 

Esta parte da programação da viagem não tem jeito, você terá que pesquisar em sites locais e quebrar um pouco a cabeça para entender como funciona e quais os melhores planos para você gastar menos. Uma dica é procurar por sites de viajantes que estiveram no país que você quer visitar, pois há muitos e muitos sites que te explicam o que é mais vantajoso.

Para as viagens que eu fazia dentro da Bélgica, por exemplo, eu usava o site e aplicativo para celular B-RAIL. Por este site você pode comprar passagens de trem, checar o horário dos trens, estações e tudo mais relacionado ao transporte local de trem. Referente a ônibus e metrô, você terá que checar a empresa que atende a cidade que você vai visitar, pois aqui na Bélgica temos três diferentes empresas de ônibus e o metrô é apenas nos grandes centros (Bruxelas e Antuérpia).

Para viagens internacionais de trem dentro da Europa eu usava o SNCB EUROPE. O site e aplicativo também permitem que você compre passagens, cheque estações e horários de trens e etc. As viagens de trem aqui na Europa algumas vezes são mais baratas do que de avião, então vale a pena conferir antes de comprar.

Para viagens internacionais de ônibus, eu gosto de pesquisar pela GOEURO. Este site é bem completo, pois faz buscas de passagens de bus, trem e avião para o destino que você escolheu. O meio mais barato de viajar por aqui é de bus, e eu particularmente gosto da FLIXBUS, que é a empresa mais popular para viagens internacionais de bus. O FLIXBUS atende toda ou quase toda Europa.

Resumão:

Como eu disse, tudo vai depender do destino que você escolheu para viajar. Eu compartilhei com vocês algumas empresas locais e internacionais para te ajudar, mas você sempre deve checar como funciona o transporte público do local que você está indo, pois todo lugar tem regras e empresas diferentes, então vale a pena pesquisar bastante antes de viajar para evitar surpresas.

Espero ter ajudado você que está louco pra viajar e não sabe por onde começar.
Não esquece de dar um like, deixar seu comentário e compartilhar este conteúdo se você gostou.

Tot straks!
Por Valeska Monteiro
Twitter
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com
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domingo, janeiro 28, 2018

Últimos 3 meses x Primeiros 3 meses




Essa semana completei 9 meses de intercâmbio pela segunda vez! Já faz 1 ano e 9 meses que sai do meu país, e lembro exatamente como foi essa data ano passado: já havia decidido sobre a extensão do programa e a mudança de família, era hora de ficar online de novo, fazer entrevistas e decidir meu novo rumo, além, é claro, de aproveitar tudo e todos ao máximo, pois aquela realidade logo logo teria fim. E é exatamente esse o meu sentimento de agora!


Meus últimos 3 meses de intercâmbio chegaram! Agora é contagem regressiva, ansiedade da volta ao Brasil e muitas dúvidas. Há 9 meses me mudei de estado, de costa, mas não de país. Sabia exatamente como as coisas funcionavam sem grandes mudanças. Agora, o que esperar do Brasil? Mesmo sendo o país o qual cresci e vivi maior parte da minha vida, será um encontro após 2 anos de separação e a maior mudança virá de mim, eu mudei e muito!

Porém, adaptações e readaptações fazem parte da nossa vida diária de intercâmbio e lembro muito bem como foram meus primeiros meses por aqui. Uma vez, uma amiga me falou essa frase que me marcou: "os primeiros 3 meses são o teste se o seu casamento com a família dará certo", e é muito real. 

Na minha primeira família lembro que explodi, pois não aguentava mais algumas coisas exatamente nesse período de tempo, tivemos a nossa primeira e última conversa séria, pontuando todos os problemas no qual foram solucionados e fizeram do nosso ano mais leve e feliz. Na segunda família foi o mesmo, porém, não esperei acumular tanto tempo, cada mês fui conversando e entendendo como tudo funcionaria. 

Agora fique ciente: após esse tempo, se você se acomodar e não existir conversa alguma, provavelmente tudo continuará exatamente igual, raramente a rotina será mudada até o final do seu ano, então tenha ciência da importância dos primeiros meses e faça acontecer e dar certo, e se não der, hora de partir pra outra!

Quando você completa 9 meses e vê que falta tão pouco, tudo fica pra trás e você encara como um problema pequeno, porque a maioria das coisas você já passou e superou e viu que era capaz. Nem eu sabia que seria tão forte, que aguentaria tanta coisa, mas aguentei! E agora já sei como lidar de forma leve e até com um sorriso no rosto porque faltam apenas 3 meses. 

O "teste do casamento" já passou, já vimos que mesmo com altos e baixos deu certo, e é hora de curtir tudo que construí nesse tempo: amizades, viagens, relação com as kids... você sempre soube que esse dia iria chegar, mas parecia sempre tão distante, até que ele chega. E acredite, mesmo estando pronta pra voltar, o sentimento mais forte continua sendo a saudade, mas agora de tudo que fica! 

Então viva cada dia, os bons e os nem tanto assim, porque o tempo passa e quando você menos esperar, faltará muito pouco pra um novo recomeço...



Todo dia 28 temos um encontro marcado, hein?! Bye!!


Thaís Alencar
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sábado, janeiro 27, 2018

Faça o teste e descubra se você é uma Au Pair Alice

Depois de ver vários posts nos grupões da vida (se você não participa, pode fazer sua solicitação aqui) sobre as au pairs Alice, resolvi me pronunciar e dizer que na verdade, todo mundo é (ou já foi) um pouco Alice.

Primeiro vamos explicar o que é uma "Au Pair Alice". Basicamente é mesmo você estando na merd*, você sempre acha que está tudo bem e que vai melhorar. Sabe aquele homem embuste que você teima falando que ele vai melhorar, mas no fundo sabe que nada vai mudar? É a mesma coisa! A au pair Alice é aquela que come o pão que o diabo amassou, não tem carro, não tem fim de semana off, tem curfew de 11pm, acha que vai viajar todos os estados dos EUA e mesmo assim vai guardar dinheiro suficiente pra comprar uma casa quando voltar pro Brasil. Mas pera aí!!! Você tem certeza que nunca pensou nada disso?



O que pouca gente entende é que não tem problema nenhum em ser uma "Alice". Talvez você já foi julgada uma Alice e se martirizou por isso... Mas entenda, não tem absolutamente nenhum problema nisso!

Ser Alice apenas te fará (talvez) ter mais decepções do que quem não é. Eu, admito, sou muito Alice! Crio ilusões na minha cabeça pensando que vou ter a família perfeita, que serei tratada com filha e blá blá blá, sei também que isso me fará ter alguns desapontamentos, mas isso é completamente NORMAL! Já dizia o velho ditado: vivendo e aprendendo. 

Então não se sinta mal por ser Alice, você pode mudar esse termo por 'positiva' que dará o mesmo sentido. Você apenas está sendo otimista (às vezes até demais). Mas seja positiva sim! Pense e queira o melhor pra você sim! Se não sair como planejado, sem problemas, bola pra frente! A vida é feita de altos e baixos. Se nada der certo, você vai voltar feliz do mesmo jeito e vai poder falar "eu tentei e eu dei o meu melhor!".

Ah, não esquece de compartilhar com a gente aqui nos comentários qual foi seu resultado do teste, hein?

Um beijo,
Isabella G.





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sexta-feira, janeiro 26, 2018

Yellow Brick Road



Fonte: Google imagens

Olá folks, 


primeiramente quero me desculpar, mês passado foi super corrido, estava viajando e infelizmente não escrevi para o blog. 

Nesse meu 1 ano e 4 meses como au pair eu vivi e viajei bastante. Ao longo dos meses vou tentar relatar minha experiência. Tive muitos momentos bons e uns nem tanto.

O programa de au pair me trouxe um amadurecimento incrível, mas hoje em específico eu gostaria de abordar um tema que muitas meninas, sendo antes, durante ou depois do au pair passam: a dúvida com relação ao futuro! 

Durante um longo período da minha vida eu tive dúvidas do que fazer, que faculdade escolher, que cidade morar e blábláblá. Segui durante muitos anos os sonhos de outras pessoas, quando conhecia alguém determinado, com foco em algo que valesse a pena, eu mirava a mira dele e tentava seguir. 

Com o tempo fui percebendo que isso não me fazia feliz, por mais que eu me esforçasse isso não me deixava plenamente contente.

Parece ser meio óbvio que viver na trilha da felicidade almejada de outras pessoas não nos traz felicidade, mas acredite, não é tão óbvio assim não, ainda mais se você nunca soube responder quando criança “o que queria ser quando crescer”, porque sempre nos ensinaram que o mundo é muito vasto e que há milhões de oportunidades. 

Todavia ao ver o exemplo prático dessas mesmas pessoas e perceber o quão cruel o mundo fora para elas, você deduz que talvez nunca consiga. Escolher é assumir por si só os riscos, é ter responsabilidades, é se colocar na responsabilidade de jamais errar. Pois bem, durante 23 anos vivi assim, não queria assumir, não queria encarar, não queria crescer.

Hoje olhando para trás percebo quanto tempo perdi, e embora eu acredite que os erros são o que de fato nos constrói como pessoa, percebi que limitei esse crescimento e hoje tenho uma postura completamente diferente. Não foi fácil, não foi fácil parar e escutar a “voz” do coração, não foi fácil assumir o que de fato eu quero fazer da minha vida HOJE, não está sendo fácil driblar o desânimo, os insucessos, os questionamentos, não é fácil tentar ser o que você quer ser por hora (SIM, PORQUE PODEMOS MUDAR).

Se você está perdido, PARE! Simplesmente pare por um momento, tente se ouvir e veja se o que você está fazendo te deixa feliz, se não está, MUDE, você não é uma árvore! Encontre a estrada de tijolos amarelos e aproveite o percurso!
That's all folks!!! 

☀️ Todo dia 26 de cada mês estarei de volta, contando um pouco mais sobre minha experiência. Vejo vocês em breve!

Instagram: @cristianiriffera

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quinta-feira, janeiro 25, 2018

Janeiro (verão, sol, praia)!

Opa, calma, tem algo errado. Janeiro é inverno na Europa. Tem nada de verão, nada de calor, nada desses bichinhos voantes insuportáveis que ficam zumbindo no ouvido. Na verdade os dias são mais escuros e gelados e a claridade é escassa. E pode acontecer de tu cansares da neve. Eu cansei dela.


Cansei por vários motivos: irritava tirar touca, cachecol, luvas ao entrar nos lugares e depois ter que colocar tudo de novo ao sair. Eu escorreguei no gelo da calçada algumas vezes e caí estatelada no chão (tá rindo? eu ri também, pode rir). Caí de bicicleta também, porque neve no asfalto deixa o asfalto liso (fica a dica). Tem que tirar neve de calçada, entrada de casa/carro quando acumula, neve suja é feia/nojenta/eca e as máquinas que limpam a rua jogam tudo na calçada (êêêêê).

E... estava geralmente nublado. Eu moro no sul do Brasil numa cidade cercada por morros (para ser simples na explicação) e por causa dessa geografia, nuvens se acumulam aqui e chove demais, chove para caramba. Já aconteceu de ficarmos 40 dias com o céu nublado (é o que dizem, eu não contei, mas lembro que foi bastante), sem ver o sol. No inverno europeu foi quase a mesma coisa, e a neve dominava tudo o que podia: grama, telhados, ruas, calçadas, carros e o céu era tomado por nuvens. Ocasionalmente o sol aparecia e, ao refletir na neve, cegava os mortais. Nada a que a gente não se acostume, óbviamente, mas causa desconforto.

Certa vez lembro que o sol ficou uma semaninha sem dar as caras, e eu já estava enlouquecendo sem ver cor nenhuma. Daí eu fui no quintal e cavei um buraco na grama, pra ver se ela realmente ainda estava lá sob aquela neve toda. E não é que estava? Ufa!

Mas tinha a parte boa que era brincar na neve. Minhas crianças gostavam de brincar na neve e eu também! Achava mais divertido do que no verão. Fazíamos anjinho, bonecos de neve ou só rolávamos nela. E quando o tempo estava muito feio, ficávamos dentro de casa jogando jogos.

As brincadeiras de verão nem sempre davam certo, por motivos de que a estação é outra. Pega-pega, por exemplo, quando o chão está coberto da neve fofinha recém-caída dava quase certo, mas quando a neve estiver congelada, nem pense nisso!


E vocês, gostam da neve? Brincavam de que com os pequenos de vocês?
Até mês que vem o/
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quarta-feira, janeiro 24, 2018

Não entendi

“Mas eu era tão segura nas minhas aulas de inglês no Brasil. Que língua é essa que eles falam aqui?” - Esse é um pensamento que passa pela cabeça de quase toda au pair, pelo menos, durante os três primeiros meses de intercâmbio.

E eu não vou omitir os fatos: às vezes é desesperador. Eles falam uma frase gigantesca e no fim você se pergunta “Como é que eu respondo?”

As paredes do meu quarto eram testemunhas do quanto eu chorava de nervoso no começo. Algo do tipo: não-vou-dar-conta, nunca-vou-conseguir-responder-a-altura e etc.

A real é que eles falam rápido mesmo. Eles usam expressões mesmo. Eles abreviam mesmo. Assim como nós, brasileiros.



Uma vez liguei para o meu amigo-irmão-professor de inglês me queixando e questionando a minha decisão de ter ido para os EUA. Ele, muito calmo e sábio, me disse: Respira. É um processo. Primeiro você está treinando o seu listening. Para, então, você praticar e se sentir mais a vontade com o seu speaking.

BINGO! Ele estava certo!

Com o passar do tempo, as coisas foram se ajeitando na minha mente. Ah, perder o medo de errar foi essencial! 

Eu tinha consciência de que a minha resposta sairia da minha boca gramaticalmente errada. Mas eu também sabia que eles entenderiam e, a partir daí, me corrigiriam e eu aprenderia.

Dito e feito!

Dois anos de programa e o quê eu posso dizer é: tenha paciência. Inclusive com você mesma! Um passo de cada vez.

A gente começa traduzindo tudo (mentalmente) para o português e, de repente, sem nem perceber, já está respondendo sem pensar. Ou seja, já está pensando em inglês.

Não entendeu? Pergunta. Continua não entendendo? Pergunta de novo. Ainda assim não entendeu? Insista. Não aceite “Never mind” e “I get it” como answer.

Afinal, o programa consiste em (cuidar de criança) aprender inglês! 🙂

Beijos e até o próximo post, Brasil!
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terça-feira, janeiro 23, 2018

A importância das amizades gringas durante o Au Pair

O tema pode ser polêmico e controverso. Mas, quando optamos por um intercâmbio cultural devemos nos atrelar mais as amizades brasileiras ou estrangeiras?

Eu costumo defender que você deve seguir seu coração e ver com quem sente mais afinidade. E não tem jeito, quando a gente vê, já nos fechamos em um grupinho de brasileiras e, a amiga alemã, chinesa, colombiana vira a amiga pra encontrar para um cafézinho e dificilmente vira aquela parceira de perrengues, de fazer nada juntas, etc.

Por termos que falar inglês o dia todo com a hostfamily, é simplesmente gostoso poder falar seu próprio idioma em outro país.
Apesar de conhecer bem todas as vantagens de ter um grupo de migas brasileiras, estou aqui para defender a importância das amizades "gringas" e o meu principal motivo para isso. 

Fui au pair nos EUA por duas vezes e sempre gostei de passear com meninas de diversas culturas, primeiro para aprender o idioma, segundo pela troca de culturas mesmo. Fiz grandes amizades! Viajei para o Hawaii com uma amiga da República Tcheca e as pessoas sempre ficavam curiosas em saber sobre a amizade de uma Tcheca e uma brasileira. E essa minha amiga não perde para nenhuma brasileira no quesito animação e "topo qualquer perrengue contigo".
Depois da experiência nos EUA, vim ser au pair na Holanda e agora, mais do que nunca, vejo a importância das amizades gringas que cultivei nos EUA. 

Cheguei na Holanda dia 29 de dezembro e, fui convidada por uma au pair alemã, que conheci brevemente nos EUA, para passar o réveillon na casa dela em Amsterdam e foi incrível! Ela não poderia ter me recebido de melhor forma, teve a sensibilidade de vir me buscar em casa e me apresentar aos amigos dela ( sendo que nosso último contato tinha sido em 2011).

Além disso, agora que moro na Europa, tenho amigas para visitar na França, na Alemanha, em Portugal e até mesmo na Holanda. Posso viajar e invés de ficar em hotéis, posso viver a cultura de cada país na casa de nativos. 
Então, meu conselho é: faça amizade com todo tipo de gente, sem distinção! Reencontrar essas pessoas nas viagens que você fará na vida é muito gratificante.

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segunda-feira, janeiro 22, 2018

O que foi essencial na escolha da minha host family

Olá Pessoal,

Espero que o primeiro mês do ano esteja sendo maravilhoso para todos. Afinal, nada como começar o ano com o pé direito e cheio de boas energias, não é mesmo?

Janeiro pra mim é um mês de reflexão. É o mês do meu aniversário e eu sempre acabo pensando em tudo que já fiz e em tudo que ainda quero fazer. Nesse primeiro aniversário de volta ao Brasil, depois de passar dois 7 de janeiros nos EUA, parei pra pensar em tudo que o Au Pair me proporcionou.

Cheguei a conclusão que, se os meus meses de Au Pair foram maravilhosos, foi porque eu tive sorte de encontrar uma família que me acolheu muito bem. Por isso, vim aqui hoje falar um pouco do que eu acho essencial em uma boa host family e o que eu considerei na hora do match.

Comida: o que pode e o que não pode?

Alimentação é essencial pra mim. Não sou a pessoa mais saudável da Terra, mas também evito comer fast food e comidas gordurosas durante a semana. Em compensação, amo um doce e não consigo me ver sem um chocolatinho no fim do dia.

Por isso, acredito que conversar sobre os hábitos familiares durante o Skype é super importante. A sua host family pode ter uma dieta diferente da sua e isso pode ser um fator de stress pra você. Afinal, nesse intercâmbio, tudo é uma caixinha de surpresas, e nem sempre ela é agradável.

Converse com a família se mesmo eles sendo vegetarianos, por exemplo, você pode comer carne na casa. Se eles tem alguma restrição alimentar, se você tem alguma restrição alimentar, se você pode acrescentar aquilo que come na lista de supermercado deles... enfim, converse sobre como é a alimentação da casa, assim você evita surpresas desagradáveis quando chegar.

Schedule: fim de semana trabalhando ou não?

Uma das questões decisivas para o meu match foi o meu schedule: iria trabalhar das 7 às 8:30 e depois das 15:30 ás 19:00. Meus finais de semana seriam off e quando os pais estavam off, eu também estava.

Era bem difícil eu trabalhar as 10 horas diárias e se trabalhei 5 finais de semana forma muito. Porém, essa é uma norma do programa e acredito que não podemos reclamar de cumprir o combinado. Por isso, é importante deixar bem claro no Skype o período que você vai trabalhar, como será os finais de semana, se você está disposto a trabalhar sábados e domingos.

Desse jeito, você já vai preparado para organizar a sua rotina de viagens, passeios e tudo mais!


Parte da família é diferente de passar 24 horas com eles

Eu gostava muito da minha família e gostava de passar meu tempo off com eles também. Mas ter a minha privacidade e o meu momento sozinha também eram importantes. Minha host family sempre me dava espaço para ficar com eles ou mesmo ficar trancada no meu quarto o dia todo.

Procure conversar com a sua futura host family sobre como ela entende esse seu tempo de individualidade e sobre o seu tempo off. Assim, você pode dar match com a host family mais parecida com você.


Essas são algumas das questões essenciais que me ajudaram a escolher uma família legal e que me proporcionasse bons momentos. Afinal, não é nada fácil ficar longe de casa sem um apoio e um ambiente agradável, não é mesmo?!

Espero que as dicas tenham ajudado!!






USA: e ai? já sabe onde conhecer nos EUA no seu ano de Au Pair? Aguarde os próximos post :)
                                 






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domingo, janeiro 21, 2018

Poder de um bom application!

Olá Au Pairs!!!

Espero que vocês estejam bem! Que o ano de 2018 seja incrível para vocês! Para quem é Au Pair, que o ano seja gentil, que aconteçam sempre coisas boas, muita viagem, muito dinheiro, bons amigos! Para quem ainda tá no caminho, que você persista, não desanime apesar das dificuldades que o processo apresenta e mais importante, que você encontre a família que mais encaixe com você! 

Exatamente por isso, hoje foi contar um pouco da minha história de match, sobre o processo que tomou mais tempo do que eu gostaria, mas que no fim deu certo! 


Resultado de imagem para match


Eu sou de Sorocaba, e na minha cidade nós temos quatro agências que vendem o programa de au pair, sendo entre APC (Au pair Care) e a Apia (Au Pair in America). Eu decidi fechar com a STB, representante da APC, pelo bom atendimento que me foi prestado desde o início, diferente de outras agências (isso na minha cidade). 

Eu estava um pouco afobada para começar meu intercâmbio, como a maioria de vocês! Então eu corri para entregar meu application, comprovar as horas, fazer vídeo, todas as fases que vocês já conhecem.

Meu primeiro vídeo, para ser honesta, tinha uma ideia ótima, queria fazer ao ar livre, num parque, e me esqueci de que venta quando estamos ao ar livre, não é mesmo?! Por isso o áudio ficou uma bosta e eu tive que gravar minha voz em alguns trechos. No desespero de entregar, deixei assim mesmo!

Me apareceu uma família na primeira semana, pensei: "Nossa, que rápido! Que maravilha", mas não fechamos o match. Depois disso meu perfil estava entregue às moscas. Um mês, dois meses, três meses! E eu só queria começar meu intercâmbio logo. Então liguei na agência, pedi para que me dissessem se eu poderia mudar algo e por que eu não estava tendo famílias. 

A minha agente me disse que talvez eu pudesse melhorar meu perfil, minhas fotos e vídeos, mas para isso eu teria que ficar offline e refazer TUDO, inclusive o formulário médico e só depois ficar online novamente. No primeiro momento fiquei muito chateada, como assim? Eu vou ficar offline e refazer tudo? Não vai dar tempo. Eu preciso ir embora logo! Mas resolvi tentar, já que era a única opção que eu tinha no momento. Refiz tudo, tirei fotos mais elaboradas, fiz um vídeo com qualidade melhor, informações melhores. Fiquei online novamente, e depois de dois meses e seis famílias, tive meu match com uma família incrível! 

Então, se vocês estão aí no processo de fazer o vídeo, o façam com carinho, façam todo seu application com carinho e paciência, porque as chances de as famílias verem são maiores. Se você está há mais tempo online, sem família, converse com sua agente, tente melhorar seu perfil! 

Não se esqueçam de que as coisas acontecem no tempo certo, então não se desesperem e deem o melhor de vocês!

Beijo! ❤
Paulinha Moro
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sábado, janeiro 20, 2018

Desistir também é um ato de coragem


Como eu contei no post anterior, o meu intercâmbio não terminou da forma esperada. Decidi abandonar o programa no primeiro mês do meu segundo ano. Um caminho que, a princípio, me deixou com uma sensação de fracasso. Algumas pessoas vão pensar que não foi nada demais. “Quer ficar, fica, quer desistir, desiste, ué”. Mas quem já foi ou está no processo, sabe como é demorado e estressante conseguir chegar e permanecer lá. A gente cria expectativas, se esforça, investe tempo e dinheiro, e muitas vezes fecha algumas portas no Brasil pelo fato de ter decidido partir. Tudo isso acaba gerando um apego à nossa vida de au pair.

Somado a isso tem a dor de dizer adeus às amizades, às facilidades de viver num lugar desenvolvido, e às coisas que construímos. E, o pior, dizer adeus ao seu Eu de lá. Eu sempre tive a sensação de que a personalidade livre e forte que adquiri como au pair seria esquecida a partir do momento que eu deixasse de ser uma intercambista solta pelo mundo e voltasse a ser só uma pessoa normal.
Dito tudo isso, acho que dá pra ter uma ideia do que eu quero dizer com a frase do título. E não se engane: não estou me referindo coragem devido à violência, corrupção e todo o resto do pacote que a gente ganha ao voltar. Afinal não foi porque passei um ano nos Estados Unidos que vou ficar com medo do país em que eu vivi a vida inteira.

Eu falo em coragem para abrir mão de tudo que você lutou para ter, por não se identificar mais com aquilo, ou porque não é o melhor pra você no momento. Coragem para ouvir as pessoas falarem “não volta, a situação no Brasil está pior”, enquanto você trava uma luta interior se questionando se está fazendo a coisa certa. Você precisa ser forte e decidida para, seja qual for sua escolha, não viver olhando para trás.
Então, não, minha decisão não deve ser encarada por mim como um fracasso. Pelo contrário: talvez tivesse sido muito mais fácil continuar, mesmo com as dificuldades. Difícil mesmo é deixar o seu sonho ir embora, aceitar que é hora de buscar outro novo, e saber que não vai ser fácil, como esse não foi. Difícil, mas necessário e engrandecedor.
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quinta-feira, janeiro 18, 2018

E os bichinhos?

Olá gente!
Como vão?

Está errado quem pensa que au pair cuida só de kid. Boa parte das au pairs vivem com host families que têm cachorros, gatos, tartarugas, porquinhos, etc. E para algumas au pairs, o convívio e os cuidados com os bichinhos entram na rotina. 

Os afazeres em relação ao pet não é da responsabilidade da au pair, mas pelo menos para mim - uma animal lover assumida - foi impossível morar lá e não cuidar, brincar e me apaixonar pela pet da família.

Minha host family tem uma labradora linda chamada Betsy e o amor por ela foi instantâneo. Algumas vezes eu preferia mais cuidar da Betsy do que das kids hahhahah.



A gente compara várias coisas do Brasil com país que vivemos (preços, casa, segurança, política, dates, personalidades, transporte, etc), mas quase sempre esquecemos de ver a diferença entre nossos cuidados com os bichinhos, algo que muda MUITO, pelo menos entre o Brasil e o EUA.

Vou falar um pouquinho sobre essas diferenças entre os dois países, começando pela que mais me agradou, que é que os cachorros vivem e ficam dentro de casa. Eles compartilham todos os espaços da casa com a família. Não tem aquela coisa de "cachorro só do lado de fora", como acontece muitas vezes no Brasil.

O custo de manter um cachorro no EUA é muitíssimo alto, e muitas vezes antes de uma pessoa adquirir um cachorro (seja por compra ou adoção) é conferido se o futuro dono terá condições financeiras e de boas condições de vida para mantê-lo.




Os cachorrinhos no EUA também são bem quietinhos, talvez pelo fato de ficarem bastante dentro de casa. Quase nunca latem ou rosnam. Um exemplo disso é a Betsy, que por todo o tempo que morei com a host family, só a ouvi latir uma única vez para um esquilo que entrou na cozinha para pegar comida.

E a maior e melhor diferença de todas na minha opinião: não existe cachorro de rua. Estive um bom tempo no EUA e Canadá, passei por várias cidades e nunca vi nenhum cachorrinho de rua. Há uma grande preocupação com a causa, e existem muitas pessoas interessadas em adotá-los ou ajudá-los em instituições. 

Enfim, acredito que o Brasil deveria seguir esse exemplo. E au pairs que têm bichinhos, cuidem e amem muuuuito seus host pets, pois o amor que os animaizinhos nos dão não muda nada de um país para o outro. 

Abaixo vai um vídeo que fiz da minha host dog Betsy!





Beijo

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quarta-feira, janeiro 17, 2018

New Jersey x Chicago

Oi gente

Tudo bem com vocês?

Bem, no post do mês passado eu contei pra vocês que uma host family de New Jersey me pediu o match. Eu fiquei super surpresa porque foi tudo muito rápido! Dois dias seguidos de Skype e então, o pedido. No entanto, preciso voltar um pouquinho no tempo para atualizar vocês. 

Nessa mesma semana (em dezembro) eu tinha visto um oferecimento de família (em Chicago) no grupão do Facebook. Vi que cumpria todos os “requisitos” e mandei mensagem para au pair atual com o meu número da APIA. Ela disse que realmente o meu perfil batia com o que eles estavam procurando (no quesito idade, experiências, inglês). Aí ela disse que logo eles entrariam no meu perfil para marcar Skype. Isso foi numa segunda-feira. Enquanto isso na terça e na quarta eu conversei por Skype com essa família de New Jersey que já estava em meu perfil. Eles têm dois meninos de 10 e 13 anos. Depois do segundo skype recebi o e-mail com o convite para ser a au pair deles! Como eu já mencionei, fiquei realmente surpresa, feliz e ao mesmo tempo, confusa. 


                                        AI MEU DEUS E AGORA?



Durante o meu processo (como acontece geralmente nesse mundo “aupairiano” rs) eu conversei com várias famílias, respondi a inúmeras perguntas via e-mail e por mais que algumas conversas tenham fluído super bem, o match nunca chegava; por isso o choque diante da decisão rápida dessa família. Respondi que estava feliz por terem me escolhido mas que precisava conversar com meus pais e meu irmão sobre e que em breve daria uma resposta. A família tinha sim muitos pontos positivos e pareciam bem bacanas mas eu ainda estava assimilando tudo e esclarecendo as dúvidas com a atual au pair.


Bem...eu estava considerando aceitar imaginando que a outra família não entraria em contato. Eis que na quinta-feira eles entram no meu perfil já querendo marcar o Skype! Fiquei empolgada porque teria a oportunidade de conhecê-los antes de tomar uma decisão. 

Fizemos o Skype no mesmo dia (eu e os pais), pois contei a eles todo o meu processo e eles perceberam a minha urgência em me resolver. No dia seguinte conheci as meninas, gêmeas de 12 anos recém-completos, e gostei muito delas. E em seguida, veio o pedido de match. Again. Dois dias seguidos. E aí foi um tal de fazer as listas de prós e contras (eu, particularmente, acho que adoraria morar nos dois lugares...), mas o que pesou mesmo foi pensar no que eu queria, bem lá no fundo.  Então segui meu coração, escolhi a família de Chicago e é pra lá que eu vou! Confesso que foi difícil dispensar a outra família, eles são bem legais também, mas a vida é isso, aprender a dizer "não" também faz parte do processo.  



                                           The bean - Chicago
                             


E pensar que antes eu conversava com host families que eu sentia que não eram pra mim por puro medo de ficar sem família. Hoje eu vejo que tudo acontece na hora certa, nem antes, nem depois. A au pair atual da minha família é uma fofa e sou muito grata a ela por toda a ajuda.

Agora é correr atrás de tudo: mala, roupas, documentos, exames médicos. Meu visto está agendado para HOJE! (me desejem sorte! rs). E ah, meu baile de formatura será nesse fim de semana, então essa está sendo uma semana intensa. E de muitas alegrias também, tenho certeza! Mês que vem eu volto contando sobre o visto e os detalhes finais dessa preparação de 6 meses para começar essa aventura!

Beijos e até lá :) 
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terça-feira, janeiro 16, 2018

Continuação - fim do intercâmbio nos EUA e a decisão de ir para a Holanda

Bom dia, pessoal!! 

Estou de volta pra terminar de contar a minha saga nos Estados Unidos e a partida para o Reino dos Países Baixos (também conhecido como Holanda ou Holandinha do amor para os íntimos hahah). Antes de começar a soltar o verbo, queria desejar, novamente um ótimo 2018 para todo mundo e perguntar se vocês já começaram a se movimentar para que seus sonhos de realizem. Lembrem-se que ninguém vai sonhar nossos sonhos pra gente. Então, força na peruca e vamos atrás do que queremos!!

No post passado eu comecei a contar a minha experiência nos EUA, mas como ficou muito longo, deixei o assunto pela metade e estou aqui para terminar. Com menos de 2 meses de EUA eu passei pelo temido rematch e não tive um final feliz (pelo menos era o que acreditava na época, né? Hoje sei que foi a melhor coisa que podia ter me acontecido!). Agora vou contar como aconteceu e o desenrolar de tudo. 

Naquele dia 12 de Fevereiro de 2013 eu sabia que alguma coisa boa não ia acontecer. Sabe aquele dia que já começa todo errado? Então, foi esse. Meus hosts tinham deixado o carro sem combustível, o único posto que tinha diesel na vizinhança estava com a bomba quebrada, rodei km até achar um, não estava passando cartão, procurei outro, tinha prova pra fazer num college pra começar a estudar, estava atrasada.. enfim, tudo errado. Cheguei a quase ficar sem combustível na highway, mas mantive a esperança, achei o posto, abasteci e já tava quase dando pulos quando vi que faltava menos de 2 quarteirões pra eu chegar no college e encontrar minha amiga.

Parei naquelas intersections (que eu odeio até hoje e tenho frio na barriga toda vez que estou num carro em uma delas), observei o trânsito e tudo parecia okay. Nenhum carro vindo, carros parados, então comecei a me preparar para virar à esquerda e foi aí que tudo aconteceu. Quando eu vi, eu já tava rodopiando e em menos de 5 minutos a polícia chegou. A policial foi muito simpática e atenciosa (até me desejou parabéns, já que meu aniversário era dali a 4 dias) e entregou a multa para mim e para outra moça lá mesmo. 

Eu e a outra motorista fomos para o hospital, mas não aconteceu nada sério com ninguém. O air bag queimou minha mão e eu fiquei com marcas do cinto, mas nada grave. Lembro o que minha host falou quando chegou lá, disse que estava feliz que eu estava bem e quando eu falei que estava preocupada com o carro, ela respondeu (eu lembro como se fosse ontem): "cars can be fixed, people can't. I'm glad you are okay". Quando ouvi isso até me deu um alívio, já que eu morria de medo de rematch. 

Ah, eu mal sabia o que estava por vir... A LCC me mandou uma mensagem mais para o fim do dia dizendo que tinha ficado sabendo do acidente e que no dia seguinte iria ver como eu estava (eu inocente nem me toquei). Na manhã seguinte ela chegou e sentou comigo e meu host e aí me informaram que eu estava em rematch, mas que não era por causa do acidente (fiquei ué, por quê então, né?). Enfim, as duas semanas de rematch foram péssimas e eu não via a hora de me ver livre de tudo isso, mesmo que fosse pra voltar pro Brasil. 

Não achei família em duas semanas e eu mesma paguei meu voo pro Brasil. Avisei a agência que tinha comprado a passagem saindo de Orlando e que eles precisavam dar um jeito de me levar até lá, pois eu não tinha como chegar até o aeroporto. Então, minha LCC me buscou, pagou hotel e me levou pro aeroporto. Quando embarquei no avião estava aliviada e pronta para deixar tudo aquilo para trás. Pena que não foi assim.

Uns 4 dias depois que cheguei no Brasil, o host me mandou um e-mail que a motorista tinha entrado com processo. E foi aí que o pesadelo parte 2 começou. A host family me mandava e-mail, o seguro me mandava e-mail, a APC me mandava e-mail. Por fim, descobri que a moça estava processando, pois ela também tomou multa (por cruzar o sinal vermelho) e o seguro dela não queria cobrir. 

Além disso, descobri que a família não tinha me colocado no seguro do carro e eles estavam querendo que eu fosse declarada culpada para arcar com as despesas do meu bolso, já que o seguro não iria pagar. Chegou um ponto que a agência me disse para parar de responder às mensagens da família e dizer para eles que contatassem a advogada da Au Pair Care, pois eu já estava no Brasil e não tinha nada o que eu falar com eles mais. Isso durou meses, era uma dor de cabeça sem tamanho e eu ficava desesperada pensando como eu ia pagar qualquer coisa em dólar, né? Para vocês terem ideia, quando o caso foi encerrado já fazia 1 mês que eu estava na Holanda. 

Não preciso nem dizer o baque que foi voltar para o Brasil... Eu tinha  me planejado por tanto tempo, tinha tantos planos, abandonei tanta coisa (como a maioria das pessoas) e recebi aquele banho de água gelada. 

O retorno foi muito difícil, muito mesmo, fui à psicóloga, queria voltar a todo custo, pesquisei mil jeitos de voltar pros EUA. Até que um dia acordei e pensei "que saber, meu negócio é sair do Brasil, vou pesquisar outro programa de Au Pair". Eu nem me lembro como cheguei até a Holanda, mas lembro que decidi ir pra lá por causa do idioma, já que diziam que apenas inglês era suficiente. 

Pois bem, entrei em contato com a HBN que me aceitou mesmo sem ter referência da Host Family (minha ex-LCC tinha escrito uma carta de referência e eles aceitaram) e decidi ir sem criar expectativas. Eu não pesquisei NADA sobre o país, nada mesmo. Eu sabia apenas que tinha maconha e bicicleta... nada mais. Lembro que pesquisei também "Snow in Amsterdam" já que  meu sonho ainda era ver neve hahaha.

Depois da minha experiência nos EUA vocês devem pensar que fui bem criteriosa pra escolher família, né? Errado hahahahah, eu só queria sair do Brasil. Eu lembro que coloquei no meu app da Holanda que a única idade que eu não tinha experiência era recém nascido e, que embora eu tivesse carta de motorista, não queria dirigir. Um pirulito pra quem adivinhar como era a minha host family. Fechei match com a host grávida (precisavam para dali um mês), tinha que dirigir e eles precisavam só por 6 meses (ou seja, eu teria rematch 101% de certeza). Loucura? Pode ter sido... mas querem saber, foi a melhor coisa que fiz! 

Não me arrependo nem meio segundo, foram 6 meses maravilhosos e eu não mudaria nada. Quando fazia 4 meses que eu estava na Holanda já comecei a entrar em contato com a agência para saber da troca de família. Consegui outra sem problemas, mas isso fica de assunto para outro post! Se deixar eu falo da Holandinha do amor o dia inteiro! 

Por hoje acho que está bom! Próximo post vou falar um pouco mais da Holanda e da minha experiência por lá! 

Como eu disse, não tenho quase fotos dos EUA, então vou deixar aqui 3 fotos minha no meu último dia em Amsterdam, antes de voltar pro Brasil depois de um ano maravilhoso como Au Pair.


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