01/03/18 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

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Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

sexta-feira, março 30, 2018

AU PAIR NA SUÉCIA: Regras, direitos e deveres para se tornar uma au pair

Olá!!
Conforme prometido, hoje iremos falar sobre o processo para ser au pair na Suécia com base em todas as informações presentes no site oficial da migração da Suécia.

Estocolmo

Passo 1: Verifique se você se enquadra nos requisitos para ser au pair na Suécia

  • Ter entre 18-30 anos de idade;
  • Ser solteira(o) e não ter filhos;
  • Estar disponível para ser au pair num período máximo de 1 ano;
  • Residir em outro país que não seja a Suécia e não ser um cidadão sueco;
  • Ter provas do interesse pela cultura e língua sueca;
  • Ter meios para custear os gastos com a viagem para a Suécia (isto é relativo, pois algumas famílias aceitam custear parte dos gastos com a passagem de avião, outras pagam todos os custos com a passagem, mas ainda existem algumas famílias que não se disponibilizam a ajudar com estes custos).
  • O período máximo para ser au pair na Suécia é de 1 ano;
  • Você deve cuidar das crianças (também conhecidas como host kids) e ajudar com serviços domésticos leves;
  • As horas de trabalho e tempo para estudo não devem ultrapassar o tempo máximo de 40h por semana;
  • As horas trabalhadas dedicadas aos serviços domésticos não devem ultrapassar o máximo de 25h por semana;
  • Seu trabalho diário não deve ultrapassar 5h por dia e deve ser organizado a fim de permitir que você possa frequentar o curso de Sueco;

Passo 2: Checar os direitos e deveres de um au pair na Suécia

Período de estadia, deveres e horas trabalhadas:
Mesada:
A au pair ou o au pair na Suécia recebe uma ajuda de custo mínima no valor de SEK 3,500 (três mil e quinhentas coroas suecas) por mês. Este é o valor mínimo, ou seja, dependendo do seu acordo com a host family esse valor pode ser maior, mas nunca menor do que SEK 3,500. Outra informação importante é que a au pair na Suécia paga taxas/impostos ao governo. 

Moradia e refeição:
Em troca da sua ajuda no cuidado com as crianças e serviços domésticos leves, a família deve lhe oferecer todas as refeições comuns que um cidadão necessita + moradia durante o seu período de estadia, inclusive quando você estiver doente. Como um membro da família você deve ter seu próprio quarto na casa da host family. Em nenhuma circunstância a família pode lhe cobrar pela moradia e refeição oferecida.


Seguro saúde: 
Você precisará de uma apólice de seguro saúde que cobrirá qualquer custo que possa ser causado devido a doença ou ferimentos durante sua estadia na suécia. Se você não estiver registrado no registro de população sueca, é importante que tenha sua própria apólice de seguro saúde.


Para ser registrado no registro de população sueca você geralmente deve possuir uma autorização de residência na Suécia de no mínimo 1 ano e pretender viver na Suécia por 1 ano ou mais.

Férias e folga:
A Suécia não possui regras específicas que indiquem o total de dias de férias e folga para uma au pair, no entanto, recomenda-se que você e sua host family cheguem em um acordo a respeito deste assunto antes de sua chegada na Suécia.

O mais recomendado é que a au pair tenha pelo menos 1 dia de folga na semana, sendo um desses dias 1 domingo no mês, 2 semanas de férias se sua estadia na família for maior do que 6 meses e que a au pair não trabalhe em feriados públicos. Conforme falado no começo deste parágrafo, essas são as recomendações para que você tenha tempo livre suficiente para aproveitar seu ano de au pair, mas não é uma regra, por isso este assunto deve ser discutido entre você e a host family e colocado em contrato antes de sua chegada.

Curso de Sueco:
A au pair ou o au pair deve frequentar o curso de Sueco durante sua estadia, cujo o qual deve se adequar perfeitamente em seu cronograma (schedule) semanal. Normalmente os custos com o curso de Sueco se resumem ao material, mas recomendo que você fale sobre isto com a família, para definir quem será responsável por estes custos.

Dica preciosa: Tudo que for acordado com a família deve ser mencionado em seu contrato de trabalho, para garantir os seus direitos e deveres.


Passo 3: Registrar-se em uma agência de au pair (para ser au pair na Suécia não é obrigatório o vínculo com nenhum tipo de agência de intercâmbio, porém é fato que algumas pessoas se sentem mais seguras quando há uma agência para dar-lhes o devido suporte com os trâmites de au pair) ou procurar famílias em sites ou facebook por conta própria

Eu particularmente indico apenas uma agência na Suécia para lhe ajudar na procura por famílias e com os trâmites de visto, a Scandinavian Au pair Center. Esta agência ofere um suporte incrível, são muito atenciosos e respondem com rapidez as dúvidas que envio por e-mail. Além disso, a au pair não precisa pagar nada para a agência, ou seja, é um serviço de graça para au pairs. Lembrando que as famílias hospedeiras pagam pelos serviços da agência.

Eu conheci outras agências no meio do caminho, mas além de cobrarem a au pair por seus serviços, não dão suporte adequado por e-mail. 

Se você optar por se registrar pela Scandinavian Au pair Centerdeve criar seu perfil no próprio site da agência, e a agência será responsável por parear seu perfil com o perfil de famílias compatíveis. Quando a agência encontrar uma família compatível com seu perfil, irá lhe enviar uma notificação com o perfil da família e você deve responder se lhe interessa ou não, para que você possa entrar então em contato direto com a família desejada. Outra opção é pesquisar as famílias disponíveis no mesmo site, e enviar um e-mail para agência com os dados da família que você tem interesse em conhecer.

Além da agência Scandinavian Au pair Center eu indico dois sites para procura de família. Na minha opinião o melhor de todos é o Au pair world, pois não cobra nada para se inscrever no site, buscar por família e mandar mensagens. Neste site você também cria seu perfil, e começa a procurar por famílias. Quando encontrar alguma família que lhe interesse você pode mandar mensagem diretamente a família via site.

O segundo site que eu indico é o Great au pair. Você não paga nada para se registrar neste site, e nem para buscar por famílias, porém para ter direito a enviar mensagens para as famílias você precisa se tornar um membro pagador. Hoje o preço para se tornar membro pagador por um mês é de $60. O site é muito bom, e possui muitas famílias registradas, então se você está com pressa, vale a pena se cadastrar.

Você também pode procurar sua host family no facebook. Há vários grupos de au pair e host families no facebook, onde au pairs e host families se conectam.

Passo 4: Encontrei uma família que me interessa. E agora o que eu faço?

Após encontrar uma família que lhe interesse e que esteja interessada em seu perfil, o ideal é marcar um skype, ligação de áudio ou vídeo, para saber mais sobre a família e as crianças. Este momento é muito importante para tirar dúvidas e conhecer a família. 

Após o término do skype, indico fazer um resumo da conversa e enviar um e-mail para família com todos os pontos importantes que foram conversados, para que ambos tenham por escrito tudo o que foi tratado na ligação.

As vezes é necessário, mais skypes e trocas de e-mail até ter o tão sonhado "match". Match é o termo em inglês que usamos para indicar que você escolheu a família A para ser sua família hospedeira (mais conhecida como host family) e que a família A lhe escolheu para ser a au pair.

Raramente você terá match com a primeira família que conversar, então tenha paciência para escolher a família que mais te agrada.

Passo 5: Tive match com uma família. Qual o próximo passo?

Parabéns! Agora você está muito próximo de embarcar para o destino escolhido, mas antes será necessário dar entrada no processo de visto e permissão de trabalho. No próximo post vou explicar o passo a passo para aplicar para o visto. Te vejo no dia 15!

Se você gostou deste post não esquece de deixar seu comentário e jóinha. 

Até mais!!

By Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com
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quinta-feira, março 29, 2018

Uma vez Au Pair, Au Pair para sempre!

What's up guys?!

Sou nova por aqui e estou super animada para compartilhar minha experiência de Au Pair com vocês!

Prazer, eu sou a Ban! Fui Au Pair na Califórnia de 2011 a 2012, e depois do ano mais maravilhoso da minha vida resolvi me mudar pra NYC para estudar, onde acabei trabalhando como nanny por mais 5 anos.
Experiências e histórias com crianças, famílias, e sobre as dificuldades de morar fora não faltam por aqui rs!!

San Diego's (always) Blue Sky

Como tudo começou...

Assim como muitas de vocês, eu tinha um emprego "9 to 5" no Brasil que sugava minha alma e me desmotivava a continuar na profissão de moda. Aí veio aquela sede de mudanças...

Pesquisei várias formas de intercâmbio e vi que o Au Pair seria minha melhor opção. Fiquei com a papelada da agência na bolsa por semanas sem coragem de tomar uma decisão, até que um dia durante mais uma reunião inútil na empresa, resolvi que não aguentaria mais um minuto daquela loucura. Sai do trabalho, passei na agência, paguei as taxas e assinei o contrato.

Pronto! Não tinha mais volta.

No dia seguinte pedi demissão, e entre meu último dia de trabalho e o embarque para os Estados Unidos passaram-se 6 meses.

A chegada

Feliz da vida por ter conseguido basicamente tudo o que eu queria no Match, cheguei nos Estados Unidos super ansiosa para viver o que me prometeram ser o melhor ano da minha vida. E realmente foi, mas claro com muitos desafios. 

Cheguei na casa dos meus Host Parents numa sexta à noite, e as crianças estavam me esperando acordadas (ou quase rs) para uma "Ice cream party". Eu estava morta de fome mas a vergonha falou mais alto, então tomei meu sorvete enquanto conversávamos e fui dormir. 

No sábado teve um barbecue para que os amigos da família me conhecessem, fui muito bem tratada e não poderia ter sido melhor. Mas depois de algumas horas, enquanto todos se divertiam na piscina, bateu aquela deprê. Subi pro meu quarto e, às lágrimas, pensei: o que eu vim fazer aqui??
Depois de uns minutos de ansiedade, medo e saudades de casa, ouvi uma das crianças me chamando lá de fora: Ana, volta pra piscina! E o resto é história. 

Durante aqueles 12 meses fui do céu ao inferno. Conheci pessoas maravilhosas, me apaixonei, me decepcionei, descobri que é possível amar nossas Host families e querer fazer de tudo por eles. Tive dores de cabeça até o inglês ficar fluente, me descobri como pessoa, bati meu carro (o carro deles rs), viajei, sofri com amigos indo embora, chorei de saudades de casa, e até hoje nada se compara a essa experiência.

Brooklyn Bridge

Agora, quase 7 anos depois, moro em Nova York, sou atriz e diretora de luta, e a j
ornada até aqui também tem sido única. 

Conto mais no próximo dia 29 ;)

Ban 


Ah, para mais dicas sobre o unvierso Au Pair, principalmente pra quem está começando o processo, dá uma passadinha no meu blog:

Au Pair by Ban
Insta: @banzsposito
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quarta-feira, março 28, 2018

Feriados nacionais: saiba quais são e curta todos!


Feriados! Essa é uma questão em que eu nunca havia pensado antes de chegar aqui. Quando fazia as entrevistas com as famílias, sempre conferia se eu tinha os finais de semana off e já estava satisfeita; até que em uma das entrevistas com a Au Pair atual, ela me disse: "Ah, e você tem todos os feriados off, o que é muito bom.", e daí a ficha começou a cair... feriados eram importantes!

Quando cheguei aqui nos EUA, de cara, minha host mom me entregou um calendário do ano, com todos os feriados destacados e dizendo que eu estaria livre pra me programar para o que quisesse (que momento feliz, né!). E foi o que eu fiz, sabendo desde sempre os dias em que eu estaria off eu consegui me planejar bem antes e emendar com finais de semana, férias, comprar passagens e combinar viagens com antecipação, o que me fez economizar muito!

Muitas(os) Au Pairs não fazem ideia dessas datas ou acabam sabendo de última hora, o que acaba os impedindo de aproveitar esse tempo sendo viajando, acompanhando alguma "parade", indo em festas, enfim, fazendo coisas típicas de cada feriado... Pensando nisso, deixarei aqui em baixo todos os feriados nacionais americanos:

-New Year's Day
-Martin Luther King Day
-President's Day
-Memorial Day
-Independence Day
-Labor Day
-Columbus Day
-Veterans Day
-Thanksgiving
-Christmas

DICAS: informem-se! Planejamento é tudo e fará muita diferença no seu ano. Não tenha vergonha de perguntar sobre as datas e se estará off, além de comprar um calendário no país que está, assim você saberá certinho os dias. Existem muitos feriados e celebrações diferentes, a experiência desse intercâmbio é única então aproveite pra viver a cultura de onde você está!

Nos vemos todo dia 28, eim??? Bye!!!

Thaís Alencar
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terça-feira, março 27, 2018

Tudo que você precisa saber sobre ser Au Pair na Europa

Hello pessoas!

Diariamente recebo mensagens sobre como eu vim parar na Europa como au pair, então hoje vim aqui para falar sobre tudo que você precisa saber antes de iniciar seu processo de au pair pra o "velho continente".


Segue abaixo a lista com todos países que tem o programa de au pair regulamentado e legalizado pra brasileiras e as informações básicas de cada país (vale lembrar que tudo isso foi feito com base em tudo que EU estudei e pesquisei).

BÉLGICA
Idade: 18 - 25
Salário base: 450€ (mínimo)
Solicitações: ter estudado pelo menos 17 anos
Proibições sobre filhos/casamento: nenhum

FRANÇA
Idade: 17 - 30
Salário base: 260€ (mínimo)
Solicitações: ter concluído o ensino médio e ter isso aprovada em algum vestibular
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

NORUEGA
Idade: 18 - 29
Salário base: 5000K - cerca de 515€ (mínimo)
Solicitações: nenhum especifico
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

ALEMANHA
Idade: 18 - 26
Salário base: 260€ (mínimo)
Solicitações: conhecimento da língua (mínimo A1)
Proibições sobre filhos/casamento: pode ser solteira ou casada, só não pode ter filhos

ESPANHA
Idade: 18 - 30
Salário base: 70€ (mínimo por semana)
Solicitações: conhecimento de espanhol
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

HOLANDA
Idade: 18 - 30
Salário base: 300€ (mínimo)
Solicitações: não ter feito nenhum outro intercâmbio na Holanda
Proibições sobre filhos/casamento: ambos proibidos

IRLANDA
Idade: 18 - 29
Salário base: 9,15€/hora (mínimo)
Solicitações: nenhum específico
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

ÁUSTRIA
Idade: 18 - 27
Salário base: 438€ (mínimo) + bônus de 3 salários a mais (Natal, aniversário e quando termina o programa)
Solicitações: conhecimento básico de alemão
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

LUXEMBURGO
Idade: 18 - 30
Salário base: 480€ (mínimo)
Solicitações: ter estudado até os 17 anos no minimo
Proibições sobre filhos/casamento: nenhuma

Ufa, acabou! 

Além desses países, existe outros países que é possível fazer o au pair, mas não é legalizado (ou seja, não tem um visto específico), então caso você se interesse por algum outro país, vale a pena procurar certinho quais tipos de visto existe no lugar escolhido e estudar qual a melhor possibilidade pra você. 

Outra coisa que queria deixar claro é sobre a proibição de filhos e casamento, o "nenhuma proibição" significa que nos sites oficiais não tem nada falando exclusivamente disso, mas isso não quer dizer que seu processo vai ser fácil ou que seu visto será aprovado caso você tenha filhos ou seja casado.

Algumas dúvidas que sempre surgem quando o assunto é Au Pair na Europa:

1. Quem paga as despesas de viagem? (Passagem, visto, médico, etc)
R. Isso é muito aleatório, vai muito do que você combinar com a família, porque na regra não existe nada falando sobre a obrigatoriedade de uma das partes pagar. Mas pelo que eu vejo e acompanho, a maioria das famílias pagam pelo menos as passagens.

2. Da para sobreviver com esse salário?
R. O valor de salário de cada país foi estudado e pensado de acordo com o custo de vida de cada país, não é um número aleatório que algum doido falou. Então, sim, dá para viver. 

3. É obrigatório ir por agência? Existe agência pra Europa? 
R. Na maioria dos países, não é obrigatório ir por agência, mas existe sim, porém EU só aconselho você ir por agência se a família pagar os gastos da agência, ou se for obrigatório, porque realmente não compensa se você pode fazer sozinha.

4. O que acontece em caso de rematch? 
R. Amiga, aqui é você e Deus, então no caso de rematch você tem que correr atrás de outra família e correr atrás da documentação para poder mudar de família. Em alguns países, o governo e algumas organizações ajudam em relação a dar prazo pra você achar a família, ou se você for agência, obviamente eles te ajudarão, mas de modo geral é tudo com você. 

5. Qual língua eu tenho que saber falar ou aprender?
R. Isso depende do país que você vai, claro. Mas pelo menos um inglês básico você tem que ter, afinal como você vai se comunicar se não souber pelo menos a primeira língua universal? E aí você terá que aprender a língua falada na família se necessário, mas isso geralmente você faz quando já está na casa da família. 

Bom, então é isso, acho que sanei pelo menos as principais dúvidas de todo mundo, mas caso você ainda tenha dúvidas, pode me chamar ou deixar nos comentários que eu farei de tudo pra te ajudar.

Até a próxima,
Bella.
Instagram: @isinhalopes 
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domingo, março 25, 2018

Como era minha cidade




Fui Au Pair numa cidadezinha no sul da Alemanha, chamada Neuendettelsau, com pouco mais de 7000 habitantes e mercados fechados aos domingos. No entanto, embora pequena sempre havia o que fazer.

Minhas crianças estudavam de manhã, e nesse período eu saía de bicicleta – ia no mercado, passeava na galeria (chamavam de shopping, mas eram dois corredores de lojas interligados). As lojas da cidade não eram muito boas para compras, então eu só comprava lá em casos emergenciais (o que ocorreu duas vezes, quando estraguei meu chinelo e minha pantufa e precisei de novos imediatamente) ou então quando eu via algo na vitrine, achava legal e o preço tava bom. Digo que as lojas da minha cidade não eram boas para compras porque as opções eram limitadas e os preços eram muito altos. Então, quando eu precisava de roupas, por exemplo, ou queria comprar algo específico, eu ia para Nürnberg que dava mais certo.

À tarde, minha criança menor estava em casa, então íamos à algum parquinho, à biblioteca, ao mercado (às vezes eu prometia doces se ele se comportasse). No verão, tínhamos uma piscina inflável no quintal de casa e quando os guris cansavam dela, a mãe deles nos levava até uma cidade vizinha numa piscina pública, onde passávamos a tarde, e depois ela ia nos buscar.

Finais de semana de verão, geralmente tinha alguma feira ou festa ocorrendo na cidade; sempre com comida, bebida e brinquedos para as crianças. No inverno, era só neve, neve, neve, neve, neve.

Havia também uma trilha que fazíamos de bicicleta. O curioso desse local é que diziam que usavam como teste para bomba, e que algumas áreas seriam cercadas porque ainda poderiam ter bombas lá. Adrenalina pura haha

Um fato curioso: eu pedia livros na livraria e, caso não tivesse, no dia seguinte eles já estavam lá para eu buscar!!

Os horários de trem eram meio limitados, mas assim como os mercados não abrirem no domingo, é só questão de se acostumar.



No começo eu achei um pouco estranho, minha casa com jardim sem muro, macieiras na grama, mais casas do que prédios, as crianças indo sozinhas para a escola, leite na porta de casa duas vezes por semana, ir pra tudo que era canto de bicicleta, respeito com as bicicletas, mercado fechava as 20h e nos domingos não abria. No entanto, rápido demais eu me acostumei com essa calmaria toda. É fácil se acostumar ao que é bom, né?

E a sua cidade, como era?
Bom restinho de março! Até a próxima!

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sábado, março 24, 2018

Brasileira, au pair nos Estados Unidos, morando numa família de coreanos



Feijoada, Panqueca Americana e Japchae
A partir desse título, poderia dissertar sobre vários assuntos. Mas eu escolhi falar de comida! Porque a gente gosta mesmo é de comer.

Afinal, eu não deixei o arroz com feijão no almoço pra comer apenas pizza de pepperoni. Eu deixei a dupla mais famosa do Brasil pra comer kimchi (acelga, repolho, rabanete ou nabo em uma conserva apimentada) e Japchae (macarrão de batata-doce que é feito com vegetais fritos e aromatizado com óleo de gergelim e molho de soja).

Eu nunca fui fresca com relação a comida. Mas, sim, tem sempre algumas coisas que a gente não come, não gosta e tals. Normal, né?! Acontece que eu decidi ir para os Estados Unidos com a mente e boca aberta aos sabores.

Pizza com salada? Comi. Hambúrguer com pedaço de picles como acompanhamento? Comi também. Ovos mexidos com bacon, nem se fala. Panqueca com maple syrup? Quase todo fim de semana.

Mas eu  também dei espaço ao jjajjangmyon (macarrão chinês, com molho feito com carne picada e feijão preto), ao Bibimbap (arroz servido com uma variedade de legumes, proteínas e ovo, misturados à uma pasta de pimenta vermelha.

Voltei apaixonada pelo bulgogi (carne cortada, marinada em um molho meio doce à base de soja e grelhada com pimenta, cebola e brotos de feijão) e pelo mandu (tipo um pastelzinho recheado de carne de porco, que pode ser cozido ou frito).

Mas o legal desse mix de cultura é que ~todo mundo come~ eles passaram a gostar de cuscuz e de cachorro-quente com purê de batata e vinagrete. De pavê e de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. De couve-flor gratinada e de berinjela assada com carne moída. De pastel e de feijoada.

Eu? Além de aprender inglês, aprendi a comer utilizando o palitinho (algo que eu faço com muita maestria atualmente) e a comer bagel com cream cheese. Mas, mais do que tudo isso, eu aprendi que a gente pode se abrir, mudar de opinião a respeito de várias coisas. Inclusive preferências culinárias.

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sexta-feira, março 23, 2018

Um caso de amor que durou dois meses, meu "hostcat" partiu

Quando eu fiz Skype pela primeira vez com a minha host family, eles logo me avisaram que tinham um gato na casa e perguntaram se isso seria um problema, por causa de alergia, etc.

Claro que eu disse que não teria problema, mas no íntimo eu pensei: "Ah que saco, seria perfeito se não tivesse o gato!". Eu sempre amei animais, mas como nunca tive gato eu tinha um pouco de medo e desconfiança.

Cheguei na Holanda em janeiro e conheci o Kese, um lindo gatinho tigrado com olhos verdes.

Assim que cheguei, ele já foi inspecionar minha mala, fuçar nas minhas roupas, cheirar os meus pés e eu pensava: "Aah, não quero saber desse gato dentro do meu quarto enchendo minhas coisas de pêlos".

Bom, os dias foram passando e como vocês podem imaginar, aquela criaturinha foi conquistando meu coração. Como resistir à pureza e a meiguice de um gatinho?

Kese era um amorzinho, sapeca quando tinha que ser, gostava de comer saco plástico e entrava na minha gaveta onde eu escondia os sacos dele. Não podia ver uma sacola de compras no meu quarto, que já entrava, virava tudo no chão e fazia bagunça.

Ele se tornou meu maior companheiro! Nós sentimos solidão quando estamos morando fora, e como minhas crianças só saem da escola às 14:30, até esse período ficava só eu e o Kese na casa. Ele era meu companheiro de tudo, até na hora da laundry ele ficava do meu lado, se enfiando entre as pilhas de roupas.

Eu que dava comida para ele (ele pedia pontualmente com muitos miados), trocava a água, fazia carinho, conversava e abria a porta para ele ir passear. Ele amava ir passear na rua, minha vizinhança tem muitos gatos e imagino que todos sejam amigos, e como crianças, adoram brincar na rua.

Numa noite fria de março, ele se posicionou na porta pedindo para sair e eu abri para ele. Na manhã seguinte meus hosts me perguntaram se eu havia visto ele, porque naquela noite ele não tinha voltado. Meu coração apertou forte sentindo que algo havia acontecido, ele nunca havia deixado de voltar para casa espontaneamente.

Horas depois, um vizinho nos avisou que ele havia sido atropelado e morto. Para muitos pode ser besteira, mas ali meu chão caiu. Chorei copiosamente por toda a noite, e por uma semana eu chorei todos os dias.

A manhã seguinte foi a mais difícil, olhava para os cantos da casa e ele não estava, cadê ele na poltrona favorita, no sofá da sala que ele amava tomar o solzinho matinal, cadê meu parceiro de quatro patas?

Foi muito difícil seguir e, principalmente, ter que pedalar pela rua que ele fora atropelado. Achei que nunca mais seria feliz nessa casa!

Busquei os pelinhos dele na poltrona, coloquei no vaso de plantas que tenho no meu quarto e reguei. Hoje eu converso com a planta (que tem o nome dele, claro rs) e sorrio. A tristeza passou, mas a saudade e a certeza de que ele foi um anjo na minha vida ficaram. Sou grata por ele ter despertado em mim o amor aos gatos, criaturas tão especiais.

Não vejo a hora de meus hosts pegarem um novo animal, para que eu possa amar e cuidar novamente!


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quinta-feira, março 22, 2018

Vamos para a Disney?

Olá Meninas,

Hoje eu vim aqui falar de uma das experiências mais legais do meu ano de Au Pair: ir para a Disney... Sozinha! Resolvi tirar as minhas férias sozinha e ir pra Disney. Sempre fui apaixonada pelos filmes, mas nunca tive o sonho de ir para la. Achava que era muito dinheiro para montanhas russas e pessoas vestidas de princesas.

Esse foi o pensamento mais errado que poderia ter: a Disney é muito mais que montanhas russas e pessoas vestidas de princesas. Aquele lugar é realmente mágico!

Bom, pra começar eu fui em abril, durante a Spring Break das minhas kids. Achei que ia estar bem lotado, mas estava bem de boa. Mesmo sendo primavera, o sol la é de doer haha por isso, LEVEM MUITO PROTETOR SOLAR!

Comprei as minhas passagens através do Skyscanner, um aplicativo ótimo pra procurar passagens mais baratas. Eu fui apenas em 3 parques da Disney e comprei os meus ingressos pelo próprio site da empresa. Chegou em casa em menos de uma semana e tudo certinho!

Optei por alugar um carro, assim teria mais flexibilidade. Aluguei pelo app Carla rental a car e também deu tudo certo. Paguei quando retirei o carro com o meu cartão de débito. Em algumas locadoras só aceitam cartão de crédito, principalmente se você for under 25. Então, minha dica é que você entre em contato com a locadora para ter certeza. 

Quanto ao hotel, fiquei em um AIRBNB muito bom e apenas 10 minutos do Magic Kingdom! vale a pena olhar opções de AIRBNB, principalmente se você estiver sozinho.

Parques

Escolhi 3 parques: o Magic Kingdom, o Epcot e o Hollywood Studios. Nos 3 parques, a vantagem de estar sozinha é que você vai nas Single Rides e economiza um bom tempo!

No magic Kingdom, o parque que mais gostei, foi encantador! Se você gosta de aventuras, vai preparado para brinquedos mais calmos e feitos para crianças. Porém, é nesse parque que vc conhece o Castelo da Cinderela, o Castela da Fera e até a Gruta da Ariel. Também é nesse parque que você conhece a Cinderela e a Rapunzel... pois é, eu amo as princesas!

É lá também que você conhece o Mickey que fala e a Sininho. Lá você também vai encontrar a montanha russa dos 7 anões, uma das mais legais que eu fui!

Magic Kingdom

O Epcot é um parque mais tranquilo. O que mais gostei foram os países, me apaixonei pela Alemanha e pela Itália. Além de poder conhecer os lugares, você tem acesso a comidas e bebidas típicas. Acho que foi o dia que mais tirei fotos haha. Nesse parque você também encontra personagens como a Alegria e a Tristeza, de Inside Out. 

O que eu não gostei desse parque foi o Mission Space, um brinquedo que simula uma decolagem para Marte. Se você tem estômago bom vai sem problemas, eu sai de lá bem mal haha mas valeu a experiência. 

Aurora no pavilhão da França no Epcot
Já o Hollywood Studios foi o parque onde encontrei Woody e Buzz. Eles são super simpáticos! Nesse parque também tem a montanha russa do Aerosmith e o elevador da torre do terror - os dois brinquedos são radicais, para pessoas medrosas como eu!

O melhor do Hollywood Studios são os shows, tanto o Fantasmic quanto o Teatro da Bela e a Fera são maravilhosos!  

Nos próximos meses, o parque terá uma nova ala com temática dos filmes da Pixar. Acredito que o parque ficará ainda mais legal! Ahh e é lá também que você encontra o simulador e os personagens de Star Wars. 

Buzz e Woody no HS

Se você estiver nos EUA, não perca a oportunidade de conhecer a Disney, mesmo que seja sozinha! A experiência é fantástica e você não vai se arrepender!




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quarta-feira, março 21, 2018

Como organizar as finanças

Oi gente!
Resolvi mostrar para vocês um pouquinho de como eu organizo minhas finanças, minhas viagens e como aproveito um pouco dessa vida de Au Pair.
Bom, primeiramente, eu acho muito importante que você estabeleça uma prioridade no seu ano de Au Pair. 
Cada pessoa vai ter um objetivo na vida e isso ajuda muito na hora de gastar o dinheiro também, rs.



Apesar dessa imagem ser uma brincadeirinha, é bem difícil, com o salário que recebemos fazer todas as coisas. Como tudo na vida, temos que fazer escolhas.

Por exemplo, minha prioridade no primeiro ano era viajar e conhecer o máximo de lugares que eu pudesse. Então a maior parte do que eu recebia, ia para essa finalidade. Algumas pessoas gostam de comprar coisas, como: roupas de marcas, sapatos, eletrônicos. Outras tem como objetivo guardar dinheiro. 
Qualquer que seja seu objetivo, o importante é que você tenha ele em mente para que seu investimento seja melhor aproveitado. 

Dito isso, vou comentar como eu me organizei no primeiro ano quanto a isso.
Meu schedule não me permitia ter todos os finais de semana livres, então eu determinei que o fim de semana que temos por direito, eu usaria para viajar.
Sabendo isso, fiz uma lista com lugares que eu gostaria de conhecer, por ordem de prioridade. Na minha lista tinha lugares como: Hawaii, Alaska, Chicago, California, entre outros. A partir dai, comecei a pesquisar valores de cada local. Hospedagem, aluguel de carro/transporte, passagens aéreas; para ter uma base de quanto eu precisaria para cada viagem ao longo do ano e consequentemente, quanto eu previa gastar em cada uma delas.

Dica: para passagens aéreas, eu usava um site chamado skyscanner.com, ele tem um calendário que você consegue ver em que mês é mais barato voar para o local que você selecionou. Isso me ajudou bastante a determinar as datas das viagens.
Outro aplicativo para passagens é o Hopper, ele te avisa quando a passagem que você selecionou abaixou ou aumentou de valor.
Além disso, ter um cartão de crédito nessas horas te ajuda muito, assim você consegue comprar no momento que a promoção aparecer, mas se não tiver, não é isso que vai fazer você deixar de concluir os objetivos, não é mesmo?!

Então eu tinha uma planilha. E para cada destino, o valor estimado e detalhado do que gastaria em hospedagem, transporte, comida, etc. Dessa forma ficava mais fácil saber o determinado valor que eu precisaria para gastos antecipados, como passagem que você precisa comprar antes, e valores de gastos que seriam para a semana da viagem, como comida, por exemplo. 

Colocar viagens mais econômicas no começo do seu ano pode ser uma estratégia boa. Assim você consegue guardar mais dinheiro para as viagens maiores conforme o ano vai passando, sem deixar de aproveitar as outras viagens.

Dica: um aplicativo que é ótimo para salvar dinheiro é o Qapital, com ele você pode determinar objetivos e maneiras de poupar dinheiro para cada um deles. Ele é conectado a sua conta e tem várias opções legais de guardar dinheiro, independente do seu propósito. E quando você precisar, é só resgatar o dinheiro de volta na sua conta.
O meu link para quem quiser testar: https://get.qapital.com/zsTp3wZVpL

A imagem pode conter: texto

Essas dicas funcionaram para mim, no primeiro ano de Au Pair. 
Com isso consegui conhecer 14 estados, entre eles os que eu mais queria como: Hawaii e Alaska. 



Para o meu segundo ano, meu objetivo é guardar dinheiro. (Brasil ta foda e tals...)
Continuo com a minha planilha e com o Qapital, porém com um novo propósito. 



A planilha é simples, ela consiste no que eu recebo por semana, as dispesas que tenho: discover, transporte, alimentação (sair com as Amigas para comer), poupança e Qapital, a coluna de OUTROS são para dispesas que não são fixas, e o TOTAL vai ser: o que eu recebi - (menos) o que gastei. 
Assim tenho ideia de onde meu dinheiro vai.

Esta funcionando até agora. Não deixo de comprar uma besteirinha aqui e ali de vez em quando, de comer uma coisa que eu gosto, mas sempre controlando as economias.

Espero que esse post tenha ajudado de alguma maneira.

Boa semana!
Beijo
Paula
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segunda-feira, março 19, 2018

Hello dia 19!


Oi gente, 

Hoje é meu primeiro post no Blog das 30 Au Pairs, e são tantos assuntos para falar, ansiedades, medos, perrengues e uma lista interminável de sonhos para dividir com vocês e o mundo. Então, resolvi começar falando um pouco sobre mim e a minha decisão de largar tudo para ser uma Au Pair na terra das Tulipas. 






Gabriela Muniz, 21 anos, virginiana, viciada em Grey's Anatomy (uma cirurgiã formada depois de 14 temporadas), apaixonada por tatuagens, e futura au pair na Holanda/Zwolle. Morei sozinha em São Paulo por 1 ano e trabalhei em uma multinacional como tradutora intérprete. Estudava Comércio Exterior, morava de aluguel, tinha minha independência, tinha um salário acima da média e ainda assim nada daquilo me preenchia. 


Eu já tinha ouvido falar do programa de au pair em 2012 quando fiz meu primeiro intercâmbio, para o Canadá e desde sempre tive esse sonho adormecido dentro de mim, até o dia em que a minha mãe, num dia qualquer, me liga perguntando o que eu ainda estava fazendo no Brasil. 


''Helloooo mãe, estou no Brasil porque não tenho grana''. Gente, ela riu da minha cara. Riu. E de alguma forma aquilo mexeu comigo. Eu já tinha decidido que faria o intercâmbio de au pair no final de 2018, porque eu queria terminar a faculdade primeiro. E mais uma vez minha mãe entra em cena, dizendo: ''Filha, você não tem nada que segure você aqui. Vá viver os seus sonhos. Apenas vá. Sem arrependimentos''. 


Foi o que eu fiz. No dia seguinte depois ter conversado com a minha mãe sobre o au pair, mandei uma mensagem pra HBN, e comecei o meu processo. Pedi a conta na empresa (logo depois de enviar meu interview form pra HBN) e larguei a faculdade logo no primeiro semestre. 


Desde o começo tive o apoio da minha mãe, vendi todos os meus móveis da casa de SP, voltei a morar com a minha mãe, trabalhei fazendo alguns bicos de atendente bilíngue no Museu do Café, em Santos. Depois de quase 5 meses de processo com a HBN, mudei de agência porque encontrei a minha host family no APW, tive meu match no primeiro Skype depois de 1 semana trocando e-mails, comecei então um novo processo com a Au Pair International, meu visto ficou pronto em 5 dias, e embarco para a mais nova aventura da minha vida no dia 1 de Maio. 


Antes de ter o match com a minha HF eu já tinha uma viagem marcada pra Bélgica. No fim, marquei de encontrar com a minha host mom,  peguei um trem de Antuérpia para Amsterdam e conheci a minha hosta Erica e a au pair atual, Amanda. 


Quando abracei a minha hosta, o único pensamento foi: I'm home. 


Hoje, olho pra trás e vejo que todas as decepções, medos, lágrimas, ansiedades e alegrias me trouxeram para esse exato momento.


Se eu tiver que dar um conselho pra alguém que está começando a pesquisar o programa agora, meu conselho é: TENTE! ESTÁ COM MEDO? VAI COM MEDO MESMO E LÁ A GENTE DESCOBRE! SÓ NÃO DEIXE DE IR. O processo é cansativo, muitas vezes é frustrante, mas a recompensa chega. 


Vejo vocês no próximo dia, 19! 

Beijooos, 

Gabriela 


Ps: Eu também tenho um blog chamado Gabi Na Gringa, onde conto pra vocês sobre o meu processo de au pair, viagens e muito mais!


Blog: https://gabinagringablog.wordpress.com/

Instagram: @iamgabbymuniz

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