01/06/18 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

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Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

sábado, junho 30, 2018

SUÉCIA | 11 curiosidades suecas

Olá!
Hoje vou contar 11 curiosidades suecas e quero que vocês interajam comigo. Desafio vocês a me contarem sua opinião a respeito das onze curiosidades listadas nesse texto!

  1. A igualdade dos sexos na Suécia é notável desde um brinquedo de criança que não possui distinção de "brinquedo de menina" ou "brinquedo de menino", até os mais diversos direitos iguais que homens e mulheres possuem de fato na sociedade;
  2. As mulheres tem uma voz ativa muito forte na Suécia e são super independentes;
  3. A Suécia é formada por mais de 200 mil ilhas;
  4. Os doces suecos na verdade não são doces. Alguns são uma mistura de doce e amargo, mas os mais populares são completamente diferentes do que nós brasileiros estamos acostumados a comer. Na minha humilde opinião, definiria os doces suecos com gosto de sal haha;
  5. A Suécia é um país de maioria atéia, cerca de 85% da população não tem nenhuma crença ou não acredita em Deus.
  6. Direitos iguais para homens e mulheres. Os pais ganham licença de um ano e quatro meses cada vez que têm um filho. 
  7. Crianças têm escola gratuita garantida do maternal à universidade.
  8. Suecos presam muito a natureza, reciclagem e a vida saudável;
  9. Essa vai para os solteiros. As pessoas mais bonitas do mundo estão na Suécia;
  10. Tarefas domésticas são normalmente divididas entre homens e mulheres;
  11. Os suecos podem levar um tempo para fazer novas amizades, mas quando se tornam amigos são muito companheiros.
Essas são algumas das curiosidades que sei sobre a Suécia. Quando me lembrar de mais conto pra vocês. Acesse as fontes de pesquisa no final da página.

Por Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com

Fontes: 




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sexta-feira, junho 29, 2018

Pense nisso antes de desistir

Olá!

Escrevi esse post um tempo atrás pro meu blog e andei precisando reler ele ultimamente. Resolvi então compartilhá-lo com vocês, caso mais alguém aí esteja precisando de um empurrãozinho pra continuar...

 Hoje eu tô assim rs...

O que fazer quando nos sentimos esgotados e a situação chega a um ponto em que continuar parece não ser mais uma opção?
PARE DE MIMIMI!!!

Brincadeira...já me encontrei nessa situação algumas vezes desde que saí do Brasil, mas acabei por sempre seguir em frente. E foi pensando nessas questões que eu consegui:

POR QUE ESTOU AQUI?

Em meio à tantas batalhas para (literalmente) sobreviver em um novo país, aprender uma nova língua, se adaptar à nova cultura, morrer de saudades de casa e ter que aprender a viver na solidão, acabamos esquecendo dos nossos objetivos.

Esquecemos do porque começamos essa jornada. E as dificuldades as vezes até nos levam a acreditar que nossos sonhos são somente sonhos e que não podem ser alcançados.

Antes de desistir lembre-se de que existe uma razão maior para que você esteja onde se encontra agora, e que nada é definitivo. Essa jornada ainda faz sentido? Se sua resposta é sim, ainda não é hora de jogar a toalha. Desacelere se necessário, mas não deixe de continuar.

“Todos os seus sonhos podem se tornar realidade se você tiver coragem para persegui-los.” – Walt Disney

QUAL É O MEU REAL OBJETIVO?

O que, em primeiro lugar, me fez buscar esse caminho? Ainda pretendo alcançar esse objetivo?

Faça uma retrospectiva relembrando sua jornada passo a passo até hoje, com todas as dificuldades e conquistas. "Hhmmm verdade, já consegui tudo isso e nem me dei conta. Um ano atrás parecia impossível". Vez ou outra precisei que amigos e família me lembrassem dos meus sucessos.

Pode ser que você ainda não tenha validado o que já conquistou, e aí vai ficando mais difícil continuar. Celebre cada vez que alcançar um objetivo e mantenha o foco no próximo passo.

“Se você quer fazer uma mudança permanente, pare de se focar no tamanho de seus problemas e comece a focar no seu tamanho.” – T. Harv Eker

COMO CHEGUEI NESSA SITUAÇÃO? 

As vezes a vida nos traz situações que nos faz desviar completamente do caminho que estamos percorrendo, mas vamos admitir que de vez em quando a gente mesmo se encarrega de sair dos trilhos.

Quais foram as escolhas e decisões que te trouxeram até aqui? O que você pode aprender com elas?

Encontre a oportunidade na dificuldade. Os obstáculos nos redirecionam para o caminho certo, então talvez você se encontre nessa situação justamente para que possa continuar. Já  pensou nisso?

Permita que ciclos sejam encerrados para que novos possam se iniciar. Não existe crescimento sem mudanças.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança.” – Charles Darwin

QUAIS CONSEQUÊNCIAS VOU ENFRENTAR NO FUTURO SE DESISTIR AGORA? 

Imagine como será sua vida daqui 5 anos, ou 10 anos, se você desistir agora.

Quais são as consequências? Lembre-se de que cada uma de nossas escolhas desencadeia uma série de acontecimentos que mudam completamente o rumo de nossas vidas.

Vale a pena desistir agora ou ainda existe garra para continuar? Você consegue se imaginar feliz sem esse objetivo conquistado? Vale a pena jogar tudo pro alto depois de já ter chegado até aqui?

Nas dificuldades é que descobrimos nossa força. Mude o plano ou estratégia, repense, reconsidere, se readapte...faça o que for necessário para conseguir continuar.

“Muitas das falhas da vida ocorrem quando não percebemos o quão próximos estávamos do sucesso na hora em que desistimos.” – Thomas Edison

Ban

Blog: AuPairbyBan
Insta: @banzsposito

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quinta-feira, junho 28, 2018

Como colocar o intercâmbio de Au Pair no seu currículo




Muita gente me pergunta se o intercâmbio de Au Pair realmente "dá um up" no nosso currículo profissional quando retornamos ao Brasil, e pode ter certeza que sim!


No final do meu intercâmbio já comecei a atualizar o meu currículo e fui adaptando com o tempo de acordo com as necessidades de cada vaga. Coloquei minha experiência e todos os cursos realizados nos EUA, e independentemente da sua área de atuação, destaque sim sua experiência no exterior! 



O que vai contar, não é o fato de você ter trocado fraldas ou feito incontáveis playdates, mas sim sua vivência em outro país, a língua (e muitas vezes a fluência) adquirida nesse tempo e todo o combo de ter convivido com uma família típica local de cultura totalmente diferente.

Se isso contou tanto na sua vida pessoal, tenha certeza que isso irá contar também na profissional, só depende de como você vai destacar no CV e/ou na entrevista.



No primeiro mês de Brasil eu já consegui um trabalho, e pode ter certeza que essa experiência foi muito levada em conta. Vemos que entre altos e baixos, tudo valeu a pena! 

E pensando nisso, deixarei algumas dicas para vocês também conseguirem a conquista da realocação no mercado de trabalho na sua volta:



1. Identifique o campo mais adequado no seu CV para destacar a experiência no exterior;

2. Não diminua nenhum curso! O fato de você ter realizado no exterior já tem um peso enorme;
3. Mantenha contato com possíveis referências internacionais (professores, host family...), algumas empresas podem querer entrar em contato;
4. Aproveite o tempo que estiver no exterior para buscar auxílio (caso você tiver que fazer um CV em inglês, por exemplo, aproveite tudo e todos à sua volta ainda lá);
5. Não desista de primeira! Um intercâmbio pode ajudar sim no seu currículo profissional, mas ele não é tudo. 

Existem muitas pessoas qualificadas no mercado com diversos tipos de experiências diferentes. Continue se qualificando, fazendo ajustes no CV e quem sabe mudando sua postura nas entrevistas, tudo é experiência, e pode ter certeza que a empresa certa irá te aceitar no momento certo.


Espero que tenham gostado das dicas e desejo toda sorte do mundo nesse reinício e readaptação pois sei muito bem que nem sempre é fácil, mas é possível ser bom e leve. Todo sucesso pra vocês e espero ter ajudado. 

Até o próximo dia 28! 
Bye!!



Thaís Alencar
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quarta-feira, junho 27, 2018

Como ir morar em outro país sem saber falar a língua?

Olá pessoas!

Hoje venho conversar com vocês sobre um assunto que sempre me perguntam: "mas Bella, você já falava holandês quando foi pra Bélgica?". E a verdade é que a única coisa que eu sabia falar era 'obrigada' e quando cheguei aqui, descobri que estava errada a pronúncia, ou seja, eu vim falando ZERO de Holandês.

Esse mês de junho vou pegar meu segundo diploma e agora posso dizer que oficialmente não sou mais básica na língua. Mas como foi meu começo aqui? E pra me comunicar com as crianças? Vamos do começo... 

Entrega do primeiro diploma ❤️

Pra você entender melhor, a Bélgica é um país com 3 línguas nativas: Holandês, Francês e Alemão. Cada canto do país fala uma língua e a capital, Bruxelas, fala ambas e ainda inglês (por ser uma cidade turística). Minha host family mora na parte holandesa e por isso, estudo Holandês. Os pais falam inglês e espanhol também, porém minhas kids falam somente Holandês. No começo, confesso, foi beeem difícil. Eu não entendia um A do que eles falavam e os pais sempre tinham que traduzir as coisas pro inglês pra mim.

Com o passar do tempo, eu tive que aprender na marra, porque apesar dos adultos aqui falarem inglês, eles não gostam de falar inglês. Então ou eu aprendia, ou eu não falava nada com ninguém. 

Estou aqui já tem 4 meses e meio, e agora consigo entender já 90% de tudo que falam, mas pra eu falar é um pouquinho mais complicado, claro. Hoje em dia com minhas crianças, consigo me comunicar perfeitamente. Óbvio que você vai usar um pouquinho de mímica e um pouco de tradutor (aliás, o tradutor num caso desses vira seu melhor amigo), mas nada que um pouco de paciência não resolva a situação.

Então meu conselho pra você que está com medo de ir pra um país em que você não fala a língua nativa, não tenha medo! Fale tudo que puder, é melhor errar do que não tentar. Então fale, fale muito! Se você consegue pelo menos se comunicar com os pais 50% dos seus problemas estão resolvidos. 

Lembre-se: ninguém nasceu sabendo! E mesmo que demore, você vai aprender!

Espero que esse post sirva de inspiração... 

Um beijo e até a próxima, 
Bella. 
Instagram: @isinhalopes
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domingo, junho 24, 2018

O dia em que tudo deu errado

Tomar vinho e bater papo com meus hosts no backyard era uma das coisas que eu mais gostava de fazer. Realmente, tudo deu mais certo do que errado 💖

Não posso reclamar. Durante o meu tempo como Au Pair as coisas deram mais certo do que errado. A gente passa vários perrengues e acaba se virando e tirando - quase que - de letra todos eles. Engolindo choro, dando a cara a tapa e mandando ver.

Mas nesse dia, não. Nesse dia deu tudo errado.

Já tinha completado um ano com a minha host family e havia estendido o programa. Para o meu segundo ano era necessário ter a drive license, porque a Permissão Internacional para Dirigir (PID) já não valia mais.

Naquela manhã eu estava indo com a minha amiga para Waterbury, cidade a 40 minutos de Glastonbury (onde eu morava) para fazer a prova prática de direção. Treinei estacionar de ré, algo que era minha dificuldade até então. Estava confiante. Afinal, eu já estava dirigindo pelas ruas dos EUA há um ano.

Estava frio e tinha nevado alguns dias antes. Nos Estados Unidos você pode fazer a prova com o seu próprio carro, o que é ótimo. Na estrada (eu quem estava no volante), um bloco de gelo ‘voou’ da parte de cima do caminhão na nossa frente, pegando no meu para-brisa, do lado do passageiro. Sério. Eu “vi” o vidro quebrando. O barulho foi grande. Mas não quebrou. Nem trincou. Nem nada. Ainda bem.

Chegamos ao local da prova e minha amiga ficou me esperando. Mandei bem na direção. Tomei cuidado para não ir muito rápido, parar em todos os PARES e tals (porque quem dirige tem uns macetes). Ao estacionar de ré e muito bem, por sinal, desci do carro e a “perita” que me acompanhou disse: alguém buzinou pra você no farol, porque estava um pouco devagar. Por isso não posso te aprovar.

O QUÊ? Eu fiquei com tanto medo de ultrapassar a velocidade pra ela me reprovar por estar devagar? Chorei rios e remarquei a prova.

O dia estava chegando ao fim e eu fui buscar o mais velho na High School, depois da natação. Mas eu esqueci a luz do carro ligada durante, sei lá, uns freaking 30 minutos. Quando eu dei partida no carro para irmos embora… O carro estava sem bateria. Eu já estava nervosa/chateada pelos acontecimentos anteriores. Mais essa agora?

Liguei pro meu host, super sem graça. E ele foi me socorrer. Antes de sair da High School ele me disse pra estacionar na garagem de casa, do lado do carro dele. Assim ele poderia fazer a famosa “chupeta”. Meu carro sempre ficou na drive way. Porque eram duas vagas na garagem: uma para um dos carros dele e outra para a mini van da minha host. Como ela ainda não tinha chegado, eu poderia estacionar na vaga dela.

Chegando em casa, calculei mal e dei uma raspadinha/batidinha na parede, na entrada da garagem. Pô, Mari, tudo no mesmo dia? Consertei e estacionei direitinho.

Desci do carro. Meu host atrás de mim. Pedi desculpas e disse algo do tipo: Que dia péssimo! Desculpa! Mesmo! Me fala quanto vai ficar e eu arco com o prejuízo. (Que não foi grande, mas, cara, o carro não era meu e tem a parte da consciência também, né?!)

Meu host, muito gente boa, parça, disse: yeah, it’s not a good day. But don’t worry! (Pois é, não é um dia bom. Mas não se preocupe!)

Eu entrei em casa e fui tomar uma água. Quando ele entrou, eu pedi desculpas de novo e ele disse: it’s ok. Ao que eu respondi: no it is not! E desabei! Ele nunca tinha me visto chorar. Ele deu a volta no balcão central, me abraçou e disse: it’s ok, Mari. It’s Just a car. I know your day wasn’t good. Go have some rest! (Está tudo bem Mari. É só um carro. Eu sei que você não teve um dia bom. Vá descansar um pouco!)

Desci para o quarto e, passados uns 40 minutos, minha host bateu na porta. Abri e lá estava ela: com duas taças de vinho branco. Uma pra mim e outra pra ela. Ela queria me ouvir sobre meu dia. Conversamos por 1h, se não foi mais. E eu me acalmei!

Naquela noite, durante o jantar, com a família reunida ao redor da mesa, eu percebi que o meu dia tinha dado errado até ali. Pois ser Au Pair numa família maravilhosa, compreensiva e humana… tinha dado muito certo!!!

Kisses, everyone! 😘
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sábado, junho 23, 2018

Quantos desafios você já venceu como au pair?

Olá! Tudo bem?

Esta semana eu estava refletindo sobre alguns medos que perdi. Parece besteira para algumas pessoas, mas para mim significa superação!

Sabe quando a gente diz: eu nunca vou conseguir fazer tal coisa? A necessidade te obriga a fazer, não tem jeito!


Dirigir um carro automático na estrada, aliás, uma minivan com cinco crianças dentro, para mim parecia não ser possível, mas é! Passou a fase da tremedeira na perna e hoje eu dirijo com toda a segurança e facilidade do mundo.

Outra coisa que parece besteira, mas aprendi aqui na marra foi a fazer baliza. Nos EUA eu sempre procurava as vagas mais fáceis e espaçosas para estacionar. Mas aqui na Holanda eu não tenho outra opção senão manobrar na baliza, já que meus hosts moram em uma rua estreita e não tem garagem própria. Hoje, depois que saio do carro olho para ele e penso: caraca, arrasei na baliza hahah. 

Ainda seguindo a tendência dos veículos, há outros desafios que superei na Holanda: pilotar uma Scooter, antes eu morria de medo porque nunca havia conduzido motos. Eu ficava travada sempre que precisava usar a Scooter, dava até dor no pescoço de tensão, mas agora já estou indo sem medo!

Também ir de bike até Amsterdam! Quem conhece Amsterdam sabe que a cidade é uma loucura, mil pedestres, bikes, motos, carros... mas foi mais um desafio superado.

A verdade é que ficamos mais corajosos quando moramos fora, não há desafio que a gente negue. Nos tornamos mais comunicativos, o idioma diferente deixa de ser uma barreira e nos viramos sozinhos. 

E vocês? Quais são os desafios que superaram? 

Beijos
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quinta-feira, junho 21, 2018

Rematch no segundo ano

Oi gente!

Estou aqui para contar um pouco da minha experiência em ter rematch no segundo ano com apenas 5 meses para completar o programa!

A gente nunca espera um rematch faltando pouco tempo de programa, apesar de ter alguns sinais que talvez nos indiquem que as coisas não estão indo bem, tanto da nossa parte, quanto a parte da host family.

Eu tive um primeiro ano muito bom, mas decidi estender com outra família para poder conhecer mais lugares, mas a troca não foi tão boa quanto o esperado.  Eu estava trabalhando bem mais do que 45 horas e a família me tratava somente como empregada, o que para mim foi bem diferente da minha família no primeiro ano.

Depois de um tempo eu comecei a tratá-los da forma em que era tratada e daí os problemas se agravaram. Eu vou explicar mais sobre o que nos levou a esse rematch em outro post, mas nesse vou contar como foi durante o processo online!

Bom, depois de ter saído da casa da host family eu fui ficar com a LCC, e ela não estava sendo muito “helpful” comigo. Eu entrei em rematch no dia 08 de maio, um pouco antes do summer break, então as pessoas diziam que eu ia ter várias famílias, pois os pais precisam de mais ajuda durante o verão. Não aconteceu!

Eu tive 4 famílias no meu perfil! Apenas! Tinha uma outra au pair na casa da LCC e ela também não teve mais de 2 famílias no perfil. Estava extremamente fraco.

O fato de eu ter apenas 5 meses faltando para acabar meu programa me atrapalhou também. Duas das famílias que eu falei queriam que eu ficasse mais. 

O tempo foi passando, a gente estava sem ganhar dinheiro, a agência mandando mensagem dizendo que temos que comprar nossa passagem e mandar o comprovante para eles... É tudo muito estressante e angustiante! 

Com muito sacrifício eu tive meu match com uma família no dia 18 de maio, o último dia literalmente! Tive meu match no

Fundo bonito da aguarela com bagagem Vetor grátis

Na minha opinião as piores coisas sobre o rematch são: a falta de ajuda que algumas LCCs dão (sendo que são elas que deveriam estar ali para o nosso suporte), a escassez de famílias que te faz não poder realmente escolher algo que você considere bom para si mesmo e a insegurança de não saber o que vai acontecer a seguir.

Não desejo a sensação de estar em rematch para ninguém, porém menos ainda conviver numa família ruim e não tentar ir em busca de uma experiência boa que esse programa pode proporcionar! 


Espero que vocês tenham sorte! 
Beijo,
Paula
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terça-feira, junho 19, 2018

Um intercâmbio de infinitas possibilidades...


Oi pessoal, como vocês estão? Espero que todos bem... 

Bem-vindos a mais um dia 19, e hoje venho contar para vocês o que mudou em um mês de intercâmbio como Au Pair aqui na Holanda. 

Bom, T-U-D-O mudou. E quando eu coloco uma ênfase no ''tudo'' eu quero dizer que as minhas expectativas e sonhos para esse ano ficaram mais claras... mas será que isso acontece mesmo com um mês de intercâmbio? Sim. Não. Os dias aqui são mais intensos, e as semanas mais longas... e quando você acha que a vida vai seguir o seu script, você se engana. Risos! 




Se vocês me permitem um conselho... venham com o coração aberto para o que o ano de Au Pair tem a proporcionar para vocês. 

Eu como virginiana, amo ter um schedule... tenho a necessidade de saber todos os meus passos com semanas de antecedência, MESMO, sabendo que é impossível querer ter o controle da minha vida e poder dirigi-la da maneira que eu quero. 

E para ser sincera com vocês, eu ainda tenho medo de deixar a vida seguir o seu próprio rumo... viver um dia de cada vez não é muito a minha praia, porém, em um mês  de intercâmbio é o que eu tenho feito. E mais uma vez a vida tem me surpreendido com suas inifinitas possibilidades. 

Em um mês de intercâmbio aprendi a ser mais tolerante, mais paciente comigo mesma e principalmente com as pessoas. Aprendi a comer pão com granulado no café da manhã. Aprendi e entendi que o seu passado não define quem você quer ser hoje, no futuro. Aprendi a dar mais valor à família. Aprendi/estou aprendendo a confiar nas pessoas e permitir que elas façam parte da minha vida. Estou abrindo o meu coração... e eu não poderia estar mais orgulhosa de mim mesma. Estou aprendendo a controlar o nosso tão sagrado pocket money e investindo em viagens incríveis

Em um mês eu descobri que eu encontrei o meu lugar no mundo. Eu não estava procurando um lugar para chamar de ''lar'', mas, como eu disse para vocês, a vida nem sempre segue da maneira que queremos, porém, ela pode surpreender você!!!!

É um momento de autoconhecimento e aprendizado. Na hora que está acontecendo não entendemos todas as mudanças, mas, tenha em mente que seu ano de Au Pair está cheio de infinitas possibilidades, e eu espero que esse infinito seja tão doce e leve como está sendo pra mim. 

Vejo vocês no próximo dia 19, com a pré-trip FÉRIAS DE VERÃO com a host-family. Sonho ou pesadelo


Beijossss, Gabi 

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segunda-feira, junho 18, 2018

É fácil ter amigas gringas?

Olá, pessoal!
Como vão?

Todos nós temos expectativas e sonhamos acordados enquanto estamos no nosso processo de intercâmbio, certo? E comigo não foi diferente!

Eu achava que seria uma pessoa com uma vida social bacana, que conheceria várias pessoas, teria várias amigas au pairs e que passaria meu tempo off fora de casa com minhas novas amigas. Só que não.

Na cidade em que morei, só havia eu de au pair brasileira. Todas as outras eram da Europa e já se conheciam antes. Achei difícil me enturmar. Elas tinham os costumes muito diferentes dos meus e muitas vezes julgavam as coisas que eu fazia ou falava. 



Um dia fui tomar café com uma au pair da Islândia. Havia sido uma semana estressante, eu não dormia direito, estava trabalhando sem schedule e só precisava relaxar e conversar com alguém. Comentei com ela sobre estar cansada, mas que não podia reclamar, pois a host family já havia me pedido para fazer horários a mais e eu concordei.

Voltei para casa e naquele mesmo dia minha hosta veio falar comigo e perguntou o por quê eu não falei que estava sobrecarregada. Expliquei que não estava numa semana bacana. Como ela ficou sabendo? A au pair da Islândia contou para host dela que em seguida foi falar com a minha.

Me senti péssima, pois havia sido apenas um desabafo para alguém que sabe como é estar na mesma situação.

Depois desse dia não consegui confiar em mais nenhuma au pair para contar as coisas e acabei me fechando mais.

Posso dizer que minha melhor amiga durante o ano de au pair foi a Bia, que embarcou comigo no Brasil, mudou para um estado longe, mas que se tornou muito especial em pouquíssimo tempo. Até hoje sempre conversamos e compartilhamos tudo!

Não estou dizendo que todas au pairs da Europa julgam e fazem fofoca, apenas as que eu tive contato. Mas... brasileiros são brasileiros ♡

Espero que vocês façam e tenham ótimas amizades durante seu ano, pois essas amizades duram para sempre!

Beijos 
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domingo, junho 17, 2018

O que você espera do seu ano como au pair?



Oi gente, tudo bem com vocês?

Mais um dia 17 e eu tô aqui! E nesse post, como boa psicóloga que sou (haha!) gostaria de sugerir algumas reflexões.


Antes de tudo quero dizer que esses quatro meses de EUA passaram muito, muito rápido! E eu já tive a oportunidade (e sorte) de conhecer tantos lugares!! E apesar de algumas das viagens não terem sido planejadas com antecedência, eu percebi que planejamento é tudo. E pra mim essa é a palavra-chave para que seu ano seja bom, aliás, não só seu ano, mas a sua vida. Eu que sempre sofri pra ser uma pessoa disciplinada, tenho aprendido na marra que isso faz toda a diferença, afinal se a gente quer algo então a gente precisa correr atrás não é mesmo?!

Primeira reflexão: o que você espera do seu ano como au pair? Eu sei que respondemos isso no application mas, convenhamos, a gente não pode se dar ao luxo de dizer, por exemplo:  “Ah eu quero ir pros Estados Unidos porque eu quero viajar bastante e conhecer pessoas e o programa de Au Pair é o meio mais barato de se conseguir isso” (risos), ou "porque eu me formei e não sei o que fazer da vida" e etc. (Claro que você precisa gostar de criança, ou ao menos ser paciente. Eu confesso que mais gosto do que tenho paciência hahaha). Então o meu questionamento é exatamente esse, o que você quer, realmente, ao vir pra cá, quais são as suas expectativas e o que você pode fazer pra conseguir o que deseja. Seguindo esse raciocínio proponho outra reflexão: se você quer viajar, ou estudar, ou juntar grana pra mandar pro Brasil, ou fugir de um relacionamento frustrado ou whatever, em primeiro lugar você precisa trabalhar num lugar que você se sinta confortável e respeitada. Ou seja, escolher a host Family é um fator MUITO essencial pra que seu ano dê certo (claro que tem muita coisa envolvida nisso), então fazer a sua lista de prioridades pode ser uma boa.


Segue a minha lista de "exigências" na hora de escolher a família:
1-      Duas kids no máximo
2-      Final de semana off
3-      Carro só pra mim
4-     Schedule de boas (sim, eu me propus a vir pra cá mas queria uma host Family com schedule mais tranquilo pra ter tempo pra fazer as minhas coisas).

E depois de quase três meses online, eu achei a família que tinha todos os meus requisitos (*existe host family boa SIM*) , meu ano está sendo incrível, ontem fui conhecer mais um estado americano e atualmente estou planejando as próximas viagens (porque sim o meu plano aqui era, dentre outros, viajar e aproveitar bastante). Na verdade eu gostaria de estudar também, mas não consegui fazer muita coisa relacionado a minha área de formação, por enquanto. Esse post pode ser um pouco repetitivo mas é que vejo muitas meninas reclamando que deveriam ter pensado melhor na hora de escolher a família, ou que escolheram por motivos aleatórios (por querer morar em um estado x, exemplo, ou por impaciência/ medo de não achar família...). Então é isso, sempre tenha em mente o que você quer e se agarre a isso, pois é o que te sustentará nos dias difíceis aqui! E sim, o processo é desgastante e o ano como au pair pode ser cansativo e estressante mas vale muito a pena. E quando você estiver aqui, alcançando seus objetivos você se sentirá tão plena quanto eu nessa foto! hahaha



Foto de uma viagem incrível - Washington D.C.


Um beijo e até mês que vem!

Val
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sexta-feira, junho 15, 2018

AU PAIR NA SUÉCIA | Match: como encontrei minha host family

Hej hej!!
Acho que alguns de vocês tem curiosidade em saber como achei minha host family na Suécia, então hoje vou contar pra vocês.

Comecei a procurar famílias na Suécia em meados de junho/julho de 2017. Procurei em todas as plataformas possíveis, como por exemplo: Facebook, Au pair WorldGreat Au pair e Scandinavian Au-Pair Center; conversei com várias famílias da agência Scandinavian Au-Pair Center, que por sinal foi muito atenciosa comigo, mas tive o feeling com uma família adorável do APW em setembro de 2017.

Pode parecer ridículo, mas em 04/09/17 eu li o perfil da família e me apaixonei. Escrevi então uma mensagem me apresentando que começava desta forma "Are you my future host family?" Eu sei que pode soar um pouco apelativo, mas eu realmente gostei deles e senti vontade de dizer isto (quando minha antiga host family da Bélgica entrou em contato comigo, a primeira mensagem deles começou com "Are you our new au pair?".Eu achei a mensagem tão carinhosa e no final trouxe sorte, pois fechei com eles; então pensei que poderia me trazer sorte novamente e deu certo haha).

Tivemos nosso primeiro skype em 17/09/17, onde conversamos sobre praticamente tudo. Neste primeiro skype conheci as crianças (girls 10 e 7 anos de idade e boy 3 anos) e já conseguia me imaginar sendo a nova au pair da família. Depois desse skype conversamos por quase 1 mês quando finalmente tivemos o match em 16/10/17. Eu chorei de emoção quando recebi a notícia, porque eles são realmente o tipo de família que eu queria. Estou muito feliz.

Algo super curioso sobre nosso match é que eu viajei para Estocolmo para encontrar com meu namorado, e acabei marcando um almoço com a host family para que pudéssemos nos conhecer pessoalmente. Nosso encontro aconteceu no dia 30/10/17 e foi um almoço super agradável com os pais e as 2 meninas. Na hora da despedida as meninas me abraçaram e no dia seguinte recebi uma mensagem da família dizendo que me adoraram e que todos estavam ansiosos para a minha chegada.

Outubro 2017, Estocolmo - Suécia
Hoje estou com a família há quase 4 meses e me sinto feliz de ter vindo para uma família que me respeita e me trata com carinho.

Desejo a todas e todos que estão procurando por família muito boa sorte, e se quiserem conversar sobre meu match ou pedir dicas entrem em contato comigo nas redes sociais abaixo.

Vejo vocês de novo logo logo! Bye.
Por Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com
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segunda-feira, junho 11, 2018

Isso não te pertence mais

Quando decidimos nos jogar nesse mundo cheio de aventura, que é o au pair, nem sempre pensamos num futuro que nem é tão futuro assim. Um futuro que é quase um presente, ou melhor dizendo vai se desenhando, se formando bem rápido, de acordo com as decisões e ações do presente. Esse futuro, é o pós au pair!



Ele pode ser no país do intercâmbio, no país vizinho, em outro continente ou até no Brasil. Pode ser ainda como au pair, ou também como estudante. Solteira, casada, amigada, sozinha... São muitos os caminhos que se abrem e cabe a nós escolher um.

Quando nós decidimos voltar para o Brasil, logo após o final do intercâmbio, a família, os amigos, a casa, o cachorro, e até os vizinhos, estão nos esperando. Muita coisa não mudou, ou pelo menos não drasticamente. O quarto muitas vezes fica do jeitinho que nós deixamos. É como se o tempo tivesse parado para o pessoal daqui, tivesse passado só para nós. É difícil, mas a gente meio que se adapta.

Mas quando decidimos “ficar por lá”, quando “arrumamos nossa vida no estrangeiro”, mesmo tento a probabilidade de voltar para casa, as coisas são um pouco diferente. 

Nosso quarto, deixa de ser nosso, as poucas coisas que deixamos se amontoam dentro de caixas que ficam guardadas no fundo do armário. As roupas e os sapatos que nós nem lembrávamos que existiam são usados vez ou outra (ou sempre) pelo pessoal que ficou. 

E assim as coisas vão mudando, lá e aqui, e quando voltamos, as vezes nem temos para onde voltar. As vezes nem reconhecemos aquele lugar como nossa casa.

É claro que nossos pais, avós, tios, irmão, primos, amigos, estarão sempre lá para nós e eles sempre darão um jeitinho brasileiro de nos receber com muito amor e carinho, mas prepare-se, porque pode ser que apesar de todo esse amor, a volta para casa, seja no fundo a volta para um lugar estranho. 


É isso ae pessoal, que nós saibamos nos preparar para todas as situações e sejamos sempre flexíveis!
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domingo, junho 10, 2018

A família adotou um animal de estimação: como se adaptar à nova rotina?

Menos de dois meses com a host family e eles adotam um animal de estimação. Aí damos as boas-vindas ao novo membro da casa: um cachorrinho. Mas e agora, como se adaptar à nova rotina?


Durante umas das conversas por Skype, a minha host family perguntou se eu gostava de animais. Respondi que sim sem nem pensar duas vezes. Afinal, eu amo pets e adoro ajudar nos cuidados!

E esse foi um dos pontos indispensáveis para o match. É claro que o pet não é responsabilidade da au pair, mas a rotina da casa muda.

Novas atividades são distribuídas entre os moradores, tais como passear com o pet, brincar, treinar, alimentar etc.

Então, além das crianças, algumas tarefas relacionadas ao animalzinho podem ser passadas à au pair. E aí, como se adaptar?

Com base na minha experiência, é interessante seguir alguns passos:

 

1 – Seja flexível


Os horários e as tarefas podem mudar, por isso seja flexível para cumprir um novo schedule (dentro da sua carga horária, claro) se for necessário.

2 – Tenha paciência


Um animal na casa é quase que outra criança querendo a sua atenção o tempo todo. Logo, a paciência deve ser redobrada.

3 – Esteja aberta para novas responsabilidades


Uma forma de se adaptar à nova rotina é se abrir para novas tarefas e responsabilidades dentro daquilo que você se sente confortável.

4 – Trate o pet como um novo membro da família



Na maioria dos países europeus, o animal de estimação é um membro da família e deve ser tratado como tal.

Aqui na minha host family (Bélgica), o filhotinho tem passaporte, teacher e doctor próprios, por exemplo.


5 – Seja consciente de que o animalzinho não é seu


Se apegar muito ao pet não é a melhor saída para se habituar com a nova rotina. É importante manter o profissionalismo.

Por isso, seja consciente de que o animalzinho não é seu e aproveite os momentos com ele assim como você faz com as crianças.

E aí, será que é fácil?


A adaptação nem sempre é fácil, mas com um pouco mais de esforço e tempo tudo acaba se saindo bem!

E se você não gosta de animais em casa, talvez seja melhor deixar isso claro com a host family para evitar as chances de frustração durante o seu ano como au pair.

Ah, e fique à vontade para compartilhar a sua experiência, opinião ou dúvida sobre o assunto deixando o seu comentário abaixo 😊

Um beijo e até mês que vem!
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terça-feira, junho 05, 2018

O dia que a Day desapareceu


    Essa é uma historia engraçada do meu intercâmbio, mas que na hora, foi também apavorante. Embarquei para os Estados Unidos com um grupo bem grande de brasileiros, cerca de 20 ou mais pessoas. Naquele tempo ainda usávamos Orkut, facebook estava começando.
   Eu tinha amizade com várias meninas, antes mesmo do embarque, mas naquela época não tinha grupão, grupão brasil e outros grupos de au pair. Não lembro exatamente como encontrei as meninas, talvez por comunidades do Orkut, lembram? Conheci muita gente por lá e uma delas foi a Day, que ia embarcar algumas semanas após o nosso grupo.
    Meu “grupinho” todo conhecia a Day, e lembro que naquela época, ela ia cuidar de bebês gêmeos e morar em uma cidade costeira de Massaschusetts.

    Dia do nosso embarque foi a maior festa (após o chororô da despedida). Sem ter ideia do tamanho do aeroporto de Guarulhos, combinamos de nos encontrar na frente do Mc donalds (que provavelmente tem vários, ou não). Aos poucos as meninas foram chegando, e era aquela festa! Depois que entramos na sala de embarque, fizemos um vídeo onde cada uma chegava perto da câmera e falava o nome e a cidade/estado para onde ia (tenho esse vídeo até hoje)!
Embarcamos, ficamos no treinamento durante a primeira semana e aí cada um foi para a sua “hostcasa”.
    Como falei, muita gente que embarcou comigo conhecia a Day, sabia para onde ela ia e das suas futuras kids (que ela tinha mandado foto, por sinal).
   
    A Day “embarcou”, fizemos até chamada de voz e lembro que uma das vezes, ela teve que desligar correndo, pois um dos babies estava chorando. Ela vivia falando dos Babies, de como eram fofos e que os hosts eram ótimos!!
Até que um dia, um belo dia, eu já estava de rematch e vi o post de uma au pair na comunidade (que não lembro se era comunidade, mas deve ser) dizendo que tinha combinado de ir passar uns dias na casa da Day, ela (a Day) tinha ficado de buscar essa menina na parada de ônibus, mas já era noite e nada, e os telefones não atendiam!
    Cadê a Day?!?!?!
    Nesse dia, percebi que bastaaante gente conhecia ela. Procuramos (eu estava de rematch e estava passando uns dias na casa de uma amiga) ela no Orkut, mandamos mensagem, mensagem no Messenger e novamente nada! Eu só conseguia pensar naquela menina sozinha na parada do ônibus.
Nosso grupinho que “conhecia” a Day ficou todo em alerta, procurando, mandando mensagem e ninguém achava a menina! Aí então tive a ideia de mandar uma mensagem para a minha LCC, que era (é)  um anjo e perguntar!       
    Nessa hora já estávamos pensando no pior, que alguma coisa grave podia ter acontecido. A LCC ligou e fui passando os dados da família e da Day,data de embarque,  até que a LCC solta a bomba: Espere! Não temos dados compatíveis com as suas informações. Família com gêmeos nessa cidade não confere e esse nome não consta aqui nas informações das au pairs dessa região. Ficamos em choque! Algum tempo depois, uma outra amiga que também estava nesse estado vem com o veredito final: vocês ficaram sabendo que a Day não existe?!      Eu demorei para processar aquela informação. Como assim? Existe sim, eu a vi, conversei com ela (santa ingenuidade kkkk). Quem era aquela pessoa com quem eu conversava  por vídeo chamada, quem eram aquelas crianças que ela mostrava fotos?
    
    Depois disso, a ficha começou a cair! Ninguém nunca tinha visto os bebês da   Day pela câmera, sempre estavam dormindo ou saído com os hosts ou os hosts não queriam que mostrava (mas foto podia). Ela sempre falava de um cômodo escuro, onde mal dava para enxerga-la. A Day realmente não existia, era uma pessoa que havia criado essa história, que tomou grandes proporções.
    Vira e mexe eu me lembro dessa historia e de como essa menina conseguiu enganar todo mundo, inclusive uma outra au pair que viajou para outra cidade.
    Não sei o que aconteceu com essa au pair que foi para lá, se alguém a acolheu, provavelmente sim, mas essa foi outra história marcante do meu intercâmbio que queria contar para vocês!

    Histórias diferentes, assustadoras e curiosas não faltam no nosso intercambio, né?!
    Espero que gostem!!
    Abraços
Júlia B Benedini

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segunda-feira, junho 04, 2018

Bateu a bad: as coisas que a gente faz quando bate a saudade de casa



O que você faz quando ninguém te vê fazendo...
(se você não leu a primeira frase no ritmo certo, começou errado)

Meu aniversário chegou e, com ele, veio uma onda de bad insuportável. Comecei a sentir saudade até das coisas que odiava no Brasil. E quando a gente tá assim, a gente faz o que? Vai se jogar nas músicas, filmes e comidas de casa. Foi um festival de maionese, frango frito, sertanejo e girls in the house que vocês não têm noção. Comecei o dia ouvindo garota de Ipanema e terminei com buá buá. É, a situação não tá fácil.
Por isso, esse mês eu decidi fazer um top 5 com as coisas que faço para superar essa bad do demo. Culpem a Naiara Azevedo, que me fez chorar com essa música no busão umas cinco vezes. 
5) Assistir Todo Mundo Odeia o Chris
Eu sei, eu sei, a série nem é brasileira. Mas, como pessoa estranha que sou, eu vivia assistindo isso no Brasil. Ouvia (sim, eu colocava no YouTube e ia fazer minhas coisas) os Simpsons, Eu, a Patroa e as Crianças e Todo Mundo Odeia o Chris no trabalho, enquanto fazia textos, editava vídeos ou surfava na net (roubei esse termo da minha mãe sim <3)
Então, sempre que não consigo dormir por causa da saudade, quando estou muito triste por alguma coisa ou quando passo pelas crises em que não me sinto confortável em lugar nenhum, me tranco no quarto e assisto essas séries. Aí tenho a sensação de que estou no meu quarto e que logo meu pai vai me chamar para ir jantar.
4) Ir ao Carrefour
Consumismo, a gente vê por aqui.
Mentira, não é para comprar. É que tem um Carrefour bem do lado da casa da minha mãe. Então, quando estou nos dias ruins aqui, gosto de ir pra lá e pensar que é o Brasil. Além disso, tem vários produtos que me lembram as belezas brasileiras <3
Acho que os lugares internacionais sempre me dão conforto aqui. Ir na C&A chinesa quase me fez chorar hahaha (cada há é uma lágrima, mas tudo bem).
3) Limpar a casa
Sim! Se minha mãe me visse escrever isso, ia rir da minha cara.
Eu sempre odiei arrumar minhas coisas, limpar a casa, ajeitar a vida. Maaaaaas, aqui, o jogo virou. Eu vivo pegando o balde e o meu rodinho (que é maravilhoso, inclusive) para limpar a sala, a cozinha, dar uma geral no quarto. Limpar a casa é mesmo uma terapia. Obrigada, China, por me mostrar a verdade. 
2) Ir pro fogão
Cozinhar é uma outra tática para vencer a bad. Eu trouxe várias caixas de creme de leite e leite condensado. Trouxe também um pacotão de Nescau <3 Então, sempre que a tristeza está insuportável, vou pro fogão fazer brigadeiro.
Também gosto de ir ao mercadinho pra comprar frango, batata e cenoura pra fazer aquela maionese de domingo. Isso ajuda e muito a matar a saudade da comida do Brasil. Só me falta a farofa e eu serei – quase – plena.
(mentira, ainda falta açaí. Dê valor ao açaí. Agradeça a Deus pelo açaí. Valorize cada segundo com ele e com a sua paçoca. Quando você sair do Brasil, você vai literalmente chorar por causa dessas coisas. Não vou nem começar a falar dos salgadinhos...)
1) Me jogar no sertanejo
Enquanto você não voltar meus olhos desidratam de chorar e eu buá buá buá buááááa...
É, minha amiga, é nessa onda que eu me encontro. É de Naiara Azevedo para pior. Esses dias me peguei cantando “e pra pior tá tocando um modão de arrastar o chifre no asfalto” do nada. Isso quando não tem um funk na cabeça.
Eu tive minha fase sertaneja, mas não durou tanto assim. Continuo gostando, mas nunca foi meu ritmo favorito. Mas, na bad, só sertanejo me alegra. Ouvir essas músicas me dá um conforto sem igual e me faz dormir quando a bad aperta. 
Leva o meu celular que se eu beber eu vou querer ligar
Chorando, implorando pra voltar
Pode levar, pode levar sem dó
Ainda bem que eu não sei o número dela de cor
Com essas sábias palavras eu encerro esse post. Me conte as suas táticas para vencer a bad e vamos dar as mãos e chorar juntas <3
Um beijo e até a próxima!
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