01/08/18 ~ O Blog das 30 Au Pairs

Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

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Tudo que você precisa para dar aquele up no seu processo de au pair. Participe do nosso sorteio!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

quinta-feira, agosto 30, 2018

Correndo contra o tempo

Alguém interessada em conhecer uma pessoa que está no processo de Au Pair ha quase 6 anos? 
Oi, meu nome é Jordana, mas me chamem de Thunder, tenho 25 anos e serei a nova escritora desse blog maravilhoso.

Bom, aqui vai um pouco sobre mim, sou nascida e criada em Belo Horizonte - MG, e há mais ou menos seis anos atrás eu decidi que queria ser Au Pair. Minha decisão foi tomada com as seguintes premissas: eu queria fazer um intercâmbio, eu queria ficar o maior tempo possível e precisava de um que não custasse o meu rim, e eis que descubro o programa Au Pair!

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Em 2013, decidi que era hora de fazer algo diferente com a minha vida, sempre quis viajar, fazer intercâmbio, mas a minha condição financeira nunca estava a par dos meus sonhos e ao conhecer o programa Au Pair decidi que não importava os meios, era esse o intercâmbio que cabia no meu bolso e era esse que eu iria fazer.

Logo após fechar com a agência, comecei a procurar por lugares para trabalhar como voluntária. Na minha cabeça seria fácil, mas obviamente não foi! Por um acaso, uma escola perto da minha casa me aceitou, comecei a trabalhar lá todos os dias por algumas horas. Odiei tudo, não aguentava o pique, não aguentava a gritaria, eu não sabia nem carregar um bebê no colo, morria de nojo de trocar fraldas, mas me mantive firme, tudo pelo sonho de me tornar au pair. 

Com o tempo fui criando resistência, acabaram me contratando para trabalhar lá e fiquei quase dois anos nessa luta. Ainda bem que fiz isso, foi bom ter uma experiência de verdade, porque antes eu realmente não seria uma Au Pair decente como sei que serei agora. Obviamente ainda não gosto de gritaria, ainda morro de nojo de trocar fraldas mas vamos ser sinceras, quem gosta?

Eu consegui a minha experiência, preenchi o meu application mas nunca conseguia finalizá-lo, na verdade me faltava só gravar o vídeo e não teve um dia que eu não me lembrava dele, foram quase três anos falando, um dia eu gravo, um dia eu faço isso, mas sempre surgiam imprevistos que me faziam adiar a minha viagem. Até que um belo dia voltando do meu trabalho, recebo um e-mail da minha agente dizendo que eu teria que ficar online pelo menos seis meses antes de completar 26 anos para poder aproveitar o meu intercâmbio do jeito que eu pretendia. Foi aí que a ficha caiu.

Olhando agora, eu tenho um emprego bom, estável, até gosto dele, tenho um namorado maravilhoso e que pretendemos nos casar futuramente mas, o intercâmbio ainda estava pendente, eu teria que fazê-lo e assim decidi.

O meu namorado já sabia, sempre me apoiou nas minhas decisões e ainda me apoia, inclusive, acho que sem ele eu não teria conseguido chegar ate aqui.

Editei o meu vídeo, fiquei on, conversei com famílias e me apaixonei por uma família que me ofereceu o match, eu estava nas nuvens, estava tudo dando certo, apesar dos medos, eu estava até indo bem.

No mesmo dia que me foi oferecido o match, tive um problema com o meu cachorro e tive que levá-lo para fazer um ultrassom e o resultado foi inconclusivo, podia ser uma pedra na bexiga dele, ele podia ter nada ou o meu maior medo, podia ser um tumor e dependendo do tamanho do tumor, ele precisaria de uma reconstrução de bexiga e passar por um processo longo de recuperação, e eu não iria deixá-lo passar por isso sozinho.

Neste mesmo dia tive uma conversa chorosa com a minha futura host family, expliquei tudo, contei que o veterinário pediu mais 20 dias de tratamento para tentarmos fazer outro ultrassom e eles foram tão amorosos, tão compreensíveis, me senti tão amada e ao mesmo tempo tão triste por não poder ser a au pair deles.

Nos dia seguintes eu estava no chão, bem chateada, tinha gostado da família, e nem era a família perfeita, e tinha tudo ido por água abaixo. Até quando recebi um e-mail da minha futura ex host mom dizendo que ela e as kids estavam muito chateados e preocupados com o meu dog e que não iriam procurar outra au pair enquanto eu não tivesse uma resposta definitiva, por que eles gostaram muito de mim e achavam que valia a pena esperar, e lá vai eu parar nas nuvens de novo!

Depois desse dia decidi tomar uma atitude que eu raramente tomava, pensar positivo não importasse o que acontecesse. E lá fui eu, encarnei a Alice que existe dentro de mim e coloquei na cabeça que tudo iria dar certo, passei todos os dias do tratamento do meu dog sendo a versão mais positiva de mim, trocava e-mails com a familia, contava que estávamos indo bem, morria de medo por dentro mas por fora super positiva! Pelo menos eu tentava!

No final, o meu dog está bem, está fazendo tratamento e fechei com essa familia ótima que me apoiou tanto quanto qualquer pessoa proxima a mim, e sinceramente,  é disso que preciso, de uma família que me veja como pessoa, que seja acolhedora. Claro que perrengue a gente sempre irá passar, mas entre ser mal tratada em outro país ou ficar aqui no Brasil, prefiro o meu país.

Agora estou no processo de sofrer de ansiedade, preencher o meu DS e aguardar o grande dia!

Bom, este foi um breve resumo sobre a minha aventura até hoje, espero que tenham gostado e com certeza voltarei com mais atualizações.

Beijos e até o mês que vem.

Thunder.

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quarta-feira, agosto 29, 2018

Primeira viagem de Au Pair: essa eu nunca vou esquecer!

Essa aconteceu na minha terceira semana como Au Pair, quando meus host Pparents me mandaram de San Diego para o Arizona em uma viagem de carro sozinha com as crianças para visitar os avós.

driving ruby sparks GIF

Depois de 6 horas de viagem chegamos em Phoenix, AZ.

Gigante, linda… foram 5 horas de estrada e mais 1 hora só dentro da cidade pra chegar na casa dos avós das crianças. Mas o melhor eu ainda não contei. Estávamos no deserto, ou seja, calor do deserto, muito calor!
Mas o melhor eu aiiiinda não contei…

No deserto tem escorpião, my friend.

Chegamos na casa, fui muito bem recebida, quarto só meu, cama de casal, e tudo bom demais pra ser verdade. Aí veio a boa notícia: ‘‘Oh, Ana, watch your steps and always check your shoes, we have scorpions here!”

”WHAT????”



Encostei no balcão da cozinha horas depois para conversar com os donos da casa enquanto a pizza ficava pronta, mas mal conseguia prestar atenção na conversa. Vaso de flores, gavetas, pilhas de papéis e envelopes se tornaram ameaças à minha segurança, e eu estava ocupada escaneando a área.

Quando a pizza saiu do forno, sentamos no sofá pra ver um filminho novo de animação, e eu ainda com os olhos nas costas né, olhando para cada canto de onde poderia sair um escorpião.

Aí mais tarde, quando eu já estava quase desencanando e me sentindo à vontade, saí do meu quarto para ir ao banheiro e lá estava ele… paradinho bem na minha porta como se estivesse me esperando. 3 cm mais ou menos, marronzinho, perfeitamente camuflado no desenho do piso (mas eu já tinha desenvolvido visão biônica noturna). Me disseram que eles gostam de escuro… e a casa INTEIRA era marrom!!!

O carpete do quarto era marrom, o piso dos corredores e sala era um mesclado marrom e bege, minha cama era de madeira daquelas que tem um móvel atrás com mil espaços pra escorpião morar, meu lençol era vermelho “vinho”, as almofadas eram escuras, minha toalha de banho era roxa e até a p* da cortina era marrom!!!

Lá pela meia noite: “já que escorpião gosta de escuro, lá vou eu dormir duas semanas com a luz acesa”.

Como foi sua primeira viagem como Au Pair?

Até o próximo dia 29! ;)

Ban

Blog: byBan
Insta: @banzsposito
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segunda-feira, agosto 27, 2018

Vamos falar de crises

"A vida começa no final
da sua zona de conforto"
Com certeza você já ouviu falar sobre crises. Crise da infância. Crise da adolescência. Crise do casamento. Crise da amizade. Crise, crise, crise... Mas você já ouviu falar sobre a crise do au pair? Diferente das citadas anteriormentes, essa não tem uma data certa pra acontecer. Pode ser no seu primeiro mês. Pode ser no último mês. Pode ser até mesmo antes de embarcar. 

No meu caso, está sendo agora que completei 6 meses fora de casa. 6 meses que meus amigos não me incluem mais nos rolês do fim de semana. 6 meses que eu não sinto o cheiro da comida da minha mãe. 6 meses que eu não recebo um lam-beijo do meu cachorro. Mas pensando por outro lado... 6 meses que eu estou vivendo o que muita gente queria viver. 6 meses que minhas preocupações são sobre qual vai ser meu próximo destino. 6 meses que já visitei mais de 10 países diferentes. 6 meses que aprendi uma nova língua. 6 meses que eu tive a chance de ver os cartões-postais mais bonitos do mundo.

A crise se baseia a literalmente isso. Você não sabe o que pensar e o que pesar. O que pesa mais? A saudade da sua casa ou a saudade da sua última viagem? E agora que estou nessa fase, posso falar: é um dos pensamentos mais conturbadores do universo!

A vontade de voltar pra minha zona de conforto é gigantesca, mas a vontade de continuar me descobrindo uma nova pessoa e cada vez mais forte, é gigantesca na mesma medida.

O que me mantém firme e forte, sem fazer a loucura de pegar o primeiro avião pra casa, é saber que por mais que a saudade doa, o coração aperte e a vontade de comida da mamãe aumente, eu nunca vou conseguir evoluir se não sair da zona de conforto. Então não tem que ser na primeira, segunda, terceira,..., décima homesick, que você tem que abandonar todo seu sonho e voltar pra casa.

Cresça, evolua, aprenda a lidar com a saudade e seja cada vez mais forte. Lembre-se: um dia você desejou tudo que tem hoje.

Então keep going!
Você é mais forte que todas as crises!

Até a próxima, um beijo,
Bella.
Instagram: @isinhalopes
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sexta-feira, agosto 24, 2018

Fui. E voltei.




Amanhecer da janela do avião, no dia 25 de agosto de 2017, enquanto pousava de volta no Brasil
  Há dois anos embarquei para um intercâmbio nos Estados Unidos. Há um mês desembarquei de volta no Brasil. Meu vôo para Nova Iorque em agosto de 2015 foi, na verdade o primeiro vôo da minha vida. De lá pra cá eu criei gosto por aeroportos e aviões. 

  No meu quarto, lá, quando comecei a me desfazer do que não seria necessário, dias antes de retornar, eu me deparei com uma agenda em que eu havia escrito, em uma das páginas, alguns “lugares que eu gostaria de ir nos Estados Unidos”. Chorei ao me dar conta de que conheci muito mais. Chorei ao perceber que fiz muito mais. Chorei, agradecida por ter vivido muito mais do que pensei viver quando tive meu visto aprovado. 

  Fui pra NYC e pra Boston mais de uma vez, fui pra Disney, Miami e no jogo do Patriots. Fui pra Califórnia, Chicago e no show do Coldplay. Fui pra vários estados e também cidadezinhas espalhadas por o que chamamos de, New England. 

 Dirigi. Muito. Me apaixonei. Por lugares. Por pessoas. Por comidas. Por séries. Por mim. Sim, por mim. Por quem eu descobri ser enquanto estive lá. Voltei. Pra minha cidade, pra minha casa, pro meu quarto, pra minha família, pros meus amigos. 

 Aqui, não tenho o ‘crew’ da academia, em que convencíamos umas as outras a ir nas aulas e também a participar de 10 milhas com obstáculos. Aqui, não sei o melhor lugar para comprar vinho e nem tenho, no quarteirão de baixo, o melhor Cappuccino e Mocha que eu já provei. 

  Não dirijo a hora que eu quiser, pra onde eu quiser. (Tenho dificuldade com carro manual. Me julguem. Beijos). Aqui, não posso sentar de frente para o ‘Connecticut River’ enquanto leio meu livro, converso com um amigo ou apenas observo o movimento da água e o reflexo do sol na mesma. 

  Mas aqui eu tenho meu pai, minha mãe e meus avós. Aqui eu sei como se fala e como se escreve (HAHA). Aqui, tenho meus amigos reunidos ao redor da mesa, usando gírias e expressões bem brasileiras. 

  Aqui, tenho arroz e feijão, pizza com palmito e pão na chapa com manteiga. Aqui, eu tenho beijo e abraço apertado. Ao deixar os Estados Unidos, eu posso dizer que eu saí de casa. Mas ao pisar no Brasil, eu voltei pra ela.

Nota: escrevi esse texto em setembro de 2017, enquanto ainda estava em fase de readaptação de volta ao Brasil. Hoje faz UM ANO que eu desembarquei no Aeroporto de Guarulhos e, de lá pra cá, algumas coisas mudaram. Os sentimentos e lembranças... ah, essas seguem ainda mais intensas!
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quinta-feira, agosto 23, 2018

Quantos sonhos você já realizou desde que virou au pair?

Oi meninas!

Vamos falar sobre algo que amamos? Nossos sonhos! Bem sabemos que a vida de au pair não é fácil e tá longe de ser um conto de fadas, tem a responsabilidade de cuidar de crianças, de cuidar da laundry, da janta, de lidar com hosts, lidar com a barreira do idioma e principalmente com a saudade da nossa zona de conforto. 
Mas, tem o bônus, que para mim, vai além das baladas do fim de semana, das comprinhas, do feed cheio de fotos blogueiras etc. O meu bônus principal é o de realizar sonhos! E no meu caso, esses sonhos são materializados em viagens a lugares que sempre sonhei conhecer. 
Por exemplo, na Califórnia pude ir aos lugares onde passava um seriado que eu amo ( The OC), Nova York me encantava só de caminhar naquelas ruas de Manhattan que sempre vemos nos filmes, em Boston, conhecer Harvard foi algo super especial para mim. 
Mas tem lugares mágicos e que eu jamais imaginaria conhecer se não fosse pelo au pair, destaco o paraíso Hawaii, a magia de Paris e o leste europeu. Sou daquelas que chora quando chego nesses lugares ou vejo um monumento que me emociona!
Resolvi escrever sobre esse tema hoje porque estou prestes a realizar mais um sonho! Conhecer a Itália e a Grécia. Nessas horas meu coração se enche de gratidão! 
Cada perrengue vale a pena, quando podemos realizar nossos sonhos. O conhecimento que adquirimos em cada viagem, a cultura experimentada, são coisas que não tem preço!
Mas talvez para outras meninas e meninos, os sonhos realizados sejam outros! Não viagens, mas de repente ter se tornado fluente em um novo idioma, ter conseguido o emprego dos sonhos depois do au pair, ter entrado em uma universidade no exterior, ter encontrado o amor da sua vida, ter se apaixonado pelas crianças e mudado seu conceito sobre ser mãe...enfim! A realidade é que esse programa é transformador, conquistamos tantas coisas que certamente em um ano a gente muda completamente. 
Se você realizou algum sonho importante ou está trabalhando para isso, compartilhe com a gente! Pode inspirar mais pessoas a buscarem aquilo que as fazem felizes!


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domingo, agosto 19, 2018

Summer holidays com a host family: sonho ou pesadelo?

Oi pessoal, tudo bem?

Bem-vindos a mais um dia 19! 

Hoje venho compartilhar com vocês como foram as minhas férias com a host family e claro, conto pra vocês como foi riscar Veneza da minha imensa lista de sonhos! 

Vamos lá?




Então gabi, SONHO OU PESADELO? UM SONHO! Mas, confesso pra vocês que eu estava com um pouco de medo, risos. 

Eu tenho uma relação incrível com a minha host family, porém, já tinha escutado váaaaarias histórias sobre como é um verdadeiro pesadelo passar os summer holidays com a família, pois, muitas famílias acabam levando a au pair para trabalhar e lidar com as kids 24/7. 

Eu poderia ter ficado em casa? Sim, com certeza. Mas quando decidi fazer o programa de au pair prometi para mim mesma que não ficaria no ''e se'', então meti a cara mesmo e fui passar duas semanas na Itália com a família. 

Foram duas semanas maravilhosas... e a minha única preocupação era acordar e decidir se eu queria ir para a piscina ou praia. E aí, precisei trabalhar? Não. 

A minha host family não me obrigou a nada e nem recebi aquelas indiretas do tipo ''você não quer ir na piscina com as kids?''. Eu tive total liberdade para fazer o que quiser, acordar a hora que quiser e curtir a praia, piscina ou até mesmo ficar na barraca. 

E a minha decisão de ter escolhido passar as duas semanas na Itália, me deu a oportunidade de conhecer mais um país, fazer topless na praia #TetasFree, conhecer e chorar muito ao ver com os meus próprios olhos a linda Veneza. 

E se vocês me permitem um conselho; não permita que as experiências de outras pessoas tirem a sua chance de conhecer o mundo e aproveitar da maneira que você acredita ser o melhor para você. Se você não tem planos e sua host family convidar você... vá sem medo, você pode acabar se surpreendendo. 

Arrisque-se. Sonhe. Realize. E faça memórias incríveis! <3 

Até o próximo dia 19! 

Beijoss
Gabs xx 




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sexta-feira, agosto 17, 2018

Diferenças culturais: seis meses de EUA!

Oi gente!
Tudo bem com vocês? 


Bom hoje eu tô aqui pra falar sobre o que tenho observado nesses seis meses (já?!) morando em Chicago!! Primeiro, as diferenças culturais existem e você precisa estar pronto pra lidar com elas. Isso é óbvio mas às vezes é mais difícil do que parece. Sobre a minha experiência com a minha host family posso apontar alguns dos muitos fatores de estranhamento tanto da minha parte quando da deles!

1- Aqui eles tomam banho uma vez a cada dois, três dias. Tem família que a frequência é ainda menor. Eu sigo tomando meus banhos diários hahaha.

2- Jogar papel higiênico no vaso sanitário (eles têm um sistema próprio pra isso e eu particularmente até prefiro).

3- Minhas kids sempre se manifestam quando me vêem comendo maionese misturada com ketchup ou banana amassada com aveia, por exemplo. Eu considero estranho o fato deles tomarem leite com pizza ou de só comerem ovo no café da manhã.

4- Pontualidade. Ser pontual é importante e todos chegam no horário ou até antes (eu confesso que sempre fui pontual no Brasil então isso é algo que me alegra aqui nesse país! Haha).

5- Por falar em horário, o problema é que a maioria das baladas acabam cedo (o que pode ser um pouco frustrante pra quem tá acostumado a virar a noite dançando, o que não é o meu caso, not anymore hahaha).

6- Água de graça em todos os lugares praticamente (porque aqui pode beber água da torneira).

7- Aqui tem o Movie pass!!! Melhor invenção dos EUA, que infelizmente tá passando por uma crise atualmente. De qualquer forma, o movie pass te possibilita assistir um filme por dia no cinema pagando só 10 doletas por mês!! Eu que amo filme e moro num lugar frio não posso ficar sem!

8- Crianças parecem mais mimadas do que no Brasil. Essa afirmação é um pouco forte mas é o que noto de semelhante nas famílias, infelizmente. 

por fim quero citar a facilidade pra viajar pelos estados americanos e pra fora também (preço de passagem acessível). E é justamente viajando que estou neste momento, pra comemorar meus seis meses aqui! ♥️

     Bom, como minha mãe diz, não é nem melhor nem pior é apenas diferente! Tem costume americano que eu me identifico mais e vice-versa. De toda forma é enriquecedor viver tanta coisa nova e eu só tenho a agradecer esses seis meses. E quem venham os próximos seis!!
           





Beijos,
    Val




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quarta-feira, agosto 15, 2018

VALESKA MONTEIRO | Last post: hora de dizer tchau

Olá!!
Quero começar agradecendo por esses 10 meses com vocês. Foi muito muito legal compartilhar um pouquinho da minha vida com quem quer conhecer sobre o programa de au pair. Estou me despedindo do BLOG, porque acho que minha missão aqui já acabou e que outras pessoas merecem espaço para contribuir com esse projeto que ajuda tanta gente.

Clica no link abaixo para ter acesso a todos meus textos no Blog.

Pra quem quiser continuar me seguindo, acesse meu BLOG Viking Brasileira, onde falo sobre minha vida em Estocolmo na Suécia.



Muito obrigada a todos! Desejo muita sobre pra todos vocês.
Com carinho,

Por Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com
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sábado, agosto 11, 2018

Reflita, transforme-se, liberte-se, permita-se

Olá pessoal, como estão? Eu estou derretendo nesse verão insuportável da Europa e hoje, quatro anos depois de ter terminado o intercâmbio de au pair na Holanda, eu vou falar sobre algo muito importante, que eu já deveria ter feito há muito tempo: refletir, aceitar, mudar, voar alto de novo! 


É muito importante tirar um tempo para reflexão, para si, depois do intercâmbio. Seja em uma viagem sozinha, ou na intimidade do "antigo" quarto no Brasil, escrevendo em um diário, conversando em uma terapia, meditando... Seja da forma que for, se dê esse tempo.

As vezes nós logo emendamos um segundo ano de au pair, as vezes ficamos, não mais como au pair, mas ficamos. As vezes voltamos para "casa" e ficamos, as vezes nunca mais voltamos, mas independente do seu destino, reflita sobre tudo o que aconteceu, sobre quem você era e quem você é agora. Perceba o que não é mais tão bom e você pode melhorar, desapegue-se dos velhos hábitos e abrace os novos. Aceite com amor e admiração a pessoa que você se tornou e a bagagem que você agora carrega. 

Isso tudo pode até parecer bobeira, mas faz uma grande (e positiva) diferença. Fica mais fácil fechar o ciclo, fica mais fácil seguir adiante, fica mais fácil olhar para trás e se as lagrimas por caso vierem, serão de muita saudade e não de muita dor. Fica muito mais fácil levantar a cabeça, agradecer por tudo que teve e por tudo que não teve, guardar as histórias, lembranças e pessoas com muito amor no coração e começar um novo ciclo, construir uma nova história.

O meu intercâmbio terminou na metade de 2014, mas eu só consegui me desligar dele agora, em 2018. Só agora, eu estou conseguindo me redescobrir, voltar a ser a pessoa que eu era, ou melhor, a pessoa que eu tornei, olhar para o melhor ano da minha vida com muuuuita saudade, gratidão e um sorriso no rosto (as vezes com lágrimas, mas não de dor, de saudade). 

Permita-se sentir, sofrer, chorar, morrer de saudade, querer voltar, não se encaixar, desapegar, perder amigos, ganhar amigos... Permita-se mudar! Permita-se refletir, se auto descobrir e ser quem você agora é, com as marcas dos sucessos, dos fracassos, das alegrias, das dores, da saudade... E mais do que tudo, permita-se se desprender do velho, deixando-o guardado com muito amor, para poder voar alto de novo, em direção a novos sonhos! 

É isso galera, espero que vocês consigam ter um ótimo ano de intercâmbio e consigam "fechá-lo"melhor ainda. Até mês que vem, kusjes! 


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sexta-feira, agosto 10, 2018

Como uma conversa desconfortável com a host family pode mudar tudo

E aí, eu falo ou não falo? Vai ser muito desconfortável. Melhor deixar pra lá. Ou não. O que eu faço? Isso pode mudar tudo! É... Precisamos conversar... 


Estou na Bélgica há 4 meses e nesse período estive me adaptando a família, ao país e viajando (uhul!).

A minha rotina sofreu algumas mudanças desde que a host family adotou um animal de estimação e as viagens de trabalho começaram a ser mais frequentes.

Até então, tudo bem. Au pair é sobre flexibilidade e adaptação, não é mesmo? E aí chega o momento de férias escolares...

A criança o dia todo em casa atrás de mim, junto com o cachorro, aquela loucura de “o que vamos fazer hoje?”, os pais trabalhando, um calor insuportável.

Fim do dia? Exausta... Essa rotina será normal para os próximos dias?

Comecei a ficar desconfortável, cansada, irritada. E aí chegou o momento de questionar as minhas tarefas diárias.

Busquei relatos e opiniões de outras pessoas que passam ou passaram por tal experiência. Quer saber o que eu mais ouvi nesse período?

- “Ah, mas a sua rotina é tranquila.”
- “Já ouvi situações bem piores hein.”
- “Uma criança só? Para de reclamar vai...”
- “Você não passa nem metade do que eu passo toda semana!”


Apesar disso, ignorei os “conselhos” e abri um diálogo com a minha host family. Já estávamos em países distintos (período de férias).

Ninguém esperava uma mensagem sincera da au pair antes de voltar ao trabalho. E confesso, foi um clima tenso para as duas partes.

Marcamos uma conversa pessoalmente e eu quase não dormi até aquele dia. Pensei em vários cenários, a maioria negativos.

No final das contas, o dia chegou e a conversa foi muito produtiva e compreensiva. Nada do bicho de 7 cabeças que eu estava esperando. Estabelecemos uma rotina nova e equilibrada.

Talvez a relação estritamente profissional com a família me ajudou a alcançar isso. Talvez não. Mas quer saber a real?

Uma iniciativa desconfortável em se abrir e falar o que sente resolveu tudo. E não me arrependo. Estou muito melhor agora!


Acredito que a gente tem duas saídas principais nessa situação: aceitar tudo em silêncio ou tentar mudar a realidade.

E quando você tenta mudar, você sai da sua zona de conforto, enfrenta seus medos e aceita os novos desafios.

Se você, assim como eu, tem receio de ser tratada mal, passar por rematch, sofrer com outras famílias, ter que voltar para o Brasil, enfim, lembre-se de uma coisa...

Nada vale mais do que a sua felicidade 😊


Escolha o que é melhor para você e continue lutando para ser feliz todos os dias.

Uma conversa desconfortável pode mudar tudo (para melhor, acredite).

É isso.

Um beijo e até mês que vem!
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domingo, agosto 05, 2018

Socorro, minha KID é hiperativa! – dicas úteis para lidar com elas (e com crianças agitadas).


    Oi pessoal, tudo bem?

 Já faz algum tempo que venho recebendo perguntas de au pairs e futuras au pairs sobre este tema, tanto no meu instagram como no facebook e por isso achei que seria legal conversar sobre isso aqui com vocês!

  Como já falei algumas vezes, eu fui au pair em 2009 e hoje, de volta ao Brasil, sou psicóloga e divido meu tempo aqui entre o consultório e atendimentos online (em especial para au pairs).

 Uma descoberta recente a meu respeito foi o diagnóstico tardio de TDAH (e talvez por isso vieram as dúvidas sobre o tema), e algumas meninas me perguntaram tanto sobre o que é transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), como pediram dicas para lidar com crianças diagnosticadas, se é muito difícil lidar com crianças TDAH ou se devem aceitar hostfamilies com kids TDAH, etc.

    Vamos começar pelo “mais fácil”, né?!

    Devo aceitar uma host family com criança que tem TDAH? Elas são fáceis de lidar?
    Penso eu que “cada um sabe aonde aperta o seu calo”. Algumas crianças com TDAH são mais calmas, porém mais distraídas, desatentas e ajudar no dever de casa por exemplo, pode ser um trabalho que exija um pouco mais de paciência; outras não param um segundo, nem para assistir TV ou brincar no tablet. Tudo depende de conversar com a família, descobrir um pouco mais dessa criança e saber se este tipo de criança/família é ideal para você.

    O transtorno de déficit de atenção é um transtorno neurobiológico, que se caracteriza por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Essas 3 características são BEM comuns em todos nós, né (até ouso dizer que em um mundo onde todos querem tudo para ontem, todos tem um pouco delas), mas é bem importante lembrar que elas precisam atrapalhar no dia a dia da pessoa de forma significativa, e em várias áreas da vida dela.

    Para lidar melhor com a sua host kid com TDAH, também é importante saber que o TDAH se divide em 3 subtipos: desatento, hiperativo e combinado, pois as crianças de cada subtipo tem um jeitinho diferente de ser. Os desatentos, como o próprio nome já diz, são crianças distraídas, daquelas que você precisa falar MIL vezes, e ainda assim (as vezes) elas não entenderão, pois estavam distraídas com uma mosca que passou voando por ali. Os hiperativos/impulsivos são aquelas crianças que não param, que remexem as pernas na cadeira, correm para todo canto, são mais agressivas e muitas vezes não medem as palavras – são impulsivas (e depois se arrependem, pois falam as coisas, ou brigam realmente sem querer). O subtipo combinado reúne os dois subtipos anteriores.

    Mas e aí? Como lidar? Apesar de serem diferentes, a criança com TDAH tem algumas necessidades bem parecidas.

        1)      Autoestima baixa


Muitas vezes, por não conseguir prestar atenção na aula, a criança com TDAH tem dificuldade de fazer as lições de casa, ou até mesmo na escola. O sentimento de inferioridade nessas crianças é muito grande e muitas vezes piora quando em casa, ela ouve frases negativas como “mas você não copiou/aposto que seu amigo fez/está tudo pela metade”.  Elogiar o que foi feito incentiva a criança a continuar fazendo e dá um fôlego a mais para seguir em frente!

        2)      Seja objetivo

Com a criança com TDAH não adianta explicar muito. As regras precisam ser claras e objetivas: Fulano, depois desse vídeo, vamos tomar banho. Sem enfeites, sem explicar muita coisa, pois isso daria margem para se abrir uma janela imensa de imaginação. Alguém lembra de “O fantástico mundo de Bobby”? É bem assim! Regras claras e objetivas trazem a criança para a realidade.
        
        3)      Ensine sobre os sentimentos e converse sobre eles.

Essa regra vale para qualquer criança. Ensinar sobre os sentimentos é MUITO importante, para eles, para nós e para qualquer idade. O filme “divertida mente” é sucesso e faz muito bem esse papel.


        4)      Tenha um tempo para atividades físicas.

Crianças tem muita energia, as com TDAH (do subtipo hiperativo/impulsivo em especial) tem ainda mais. Reserve um momento do dia e coloque o pequeno para mexer o corpitcho. Vale uma corrida outside, jogar bola ou até mesmo uma série de vídeos de dança para sacodir o esqueleto (e você dançando junto será ainda mais divertido, mesmo que a gente não tenha taanta energia assim).

        5)      Estimule a independência.

Muitas vezes, crianças com TDAH se sentem incapazes, principalmente pela baixa autoestima. Separe um tempo para ensiná-lo pequenas tarefas, como (dependendo da idade, claro) arrumar a cama, separar as roupas para a laundry ou até te ajudar a preparar uma refeição para a família. Ter autonomia melhora a autoestima, a autoconfiança, desenvolve a independência e deixa as crianças mais felizes com elas mesmas.

    Bem pessoal, por hoje é isso!
    
    Espero que este texto responda as perguntas de vocês e ajude quem já está cuidando de uma kid TDAH! Não é um bicho de sete cabeças e pode ser um aprendizado para a vida toda!

    Aguardo vocês no próximo mês!
    Abraços,

Júlia B Benedini  -  Psicóloga
CRP:08/14965


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quarta-feira, agosto 01, 2018

Tá com medo? Agarra nele mesmo e só vai!

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Oi gente linda, tudo bem? Eu espero que sim...

Queria confessar que esse texto não é recente - eu escrevi ele quando estava prestes a embarcar pro meu ano de Au Pair, porém não postei. Apesar de não ser atual, eu lembrei dele com carinho agora que completei seis meses de intercâmbio e acho que algumas pessoas poderão se identificar. Espero que gostem.  :)

Há um ano atrás, eu jamais imaginaria viver o momento que estou vivendo hoje.


Mentira. Vou corrigir: muitas vezes não só imaginava, como queria esse momento, mas era algo tão distante, tão “será?” que de fato a realidade se tornou bem diferente do que minha imaginação me fez acreditar que seria.
Hoje eu durmo e acordo com frio na barriga, agitada por fazer planos no escuro, por não saber o que esperar desse futuro, desconhecido. Logo eu, regrada, pessoa que não corre riscos e que sempre preferiu andar em solo firme, territórios conhecidos, zona de conforto. Este está sendo o maior dos desafios!
É como se 24 horas por dia eu estivesse naqueles 60 segundos de subida da montanha-russa que eu tanto relutei em ir. Gosto de lembrar dessa história quando sinto medo...

Estava eu no parque de diversões com as minhas amigas, e só de imaginar que elas iriam me obrigar a ir na nova montanha-russa, meu estômago dava uma volta. Eu não tinha problemas em ir na antiga...ela é normal, fechadinha, os pés encostam no chão, é lenta e não tem tantos loopings - e eu já a conhecia, tinha ido mais de dez vezes. Mas a nova era aberta, sem carrinho e invertida: os trilhos ficam sobre a cabeça e os pés literalmente pendurados, soltos no ar, passando por 5 loopings a 100km/h. Apresento-lhes a FireWhip:

Firewhip

Gente, eu estava tão apavorada, sério! Entrei na fila só pra satisfazer minhas amigas, mas crente que quando chegasse nossa vez eu iria zarpar dali. Doce ilusão, haha. Não vou dizer que elas me obrigaram, literalmente, porque ninguém obriga a gente a nada né. Acho que eu mesma me forcei a ir, vendo que tinham criancinhas de um metro e meio, provavelmente com ⅓ da minha idade saindo, plenas, pela porta de saída.
Ainda posso sentir o que eu senti no portãozinho do vagão, antes de sentar. Ele abriu, eu sentei, fechei a trava de segurança e conferi 1634 vezes se estava bem presa.
Cada segundo que passava eu pensava “ainda dá tempo de desistir, bora?”. Mais um segundo e “por que tô fazendo isso?”. E fiquei nessa até o operador apertar no botão verde e o carrinho começar a andar. Agora não tinha volta. A menos que eu começasse a gritar, passar mal e fazer escândalo - o que não era uma opção pra mim.
Ao invés disso, fechei os olhos, segurei firme, cruzei os pés (não queria ter a sensação de eles livres no ar) e pensei “logo acaba!”. Na primeira descida minha boca soltou um grito involuntário, não pude controlar, mas me fez relaxar um pouco.

Em resumo, passei o percurso inteiro de olhos fechados e pés cruzados, apenas sentindo ser jogada pra cima e pra baixo, sem querer ver o caminho que o carrinho ia percorrer ou quando seria o próximo looping. E aí acabou. Resultado? Eu não morri! Eu completei o desafio e eu gostei! Mas foi como se eu não tivesse estado lá! O fato de estar com os olhos fechados me impediu de aproveitar o momento de verdade, de literalmente enxergar que eu estava ali, vivendo aquilo. Olhei para as minhas amigas e disse “vamos de novo!”. Elas se divertiram com a minha bipolaridade e entramos na fila de novo, claro.

Dessa vez estava ansiosa, com frio na barriga, óbvio, mas estava animada e não apavorada. Com olhos bem abertos e os pés soltos, a subida foi maravilhosa! O dia estava lindo, sol brilhando e se podia ver a praia lá de cima. Como eu não quis ver isso antes? Quase me distraí, e aí...desceu. Uou! Adrenalina a mil, vento forte, sobe e desce, 1,2,3,4,5 loopings e meu sorriso de orelha a orelha. Eu ESTAVA lá, e foi demais! Mas foi tão demais, que quando saímos eu entrei na fila para ir de novo…

Nem senti mais vontade de ir naquela antiga, com os pés no chão do carrinho. Até fui, porque queria aproveitar ao máximo o ingresso do parque (rs). Mas posso dizer que não senti emoção; aquilo já era pouco pra mim. Queria meus braços e pernas soltos no ar, velocidade e queria virar de cabeça pra baixo não uma, mas várias vezes!

Alguma coisa mexeu comigo naquele dia...talvez fosse o impulso causado pela adrenalina, mas cheguei em casa, abri meu e-mail e enviei os papéis para a agência de intercâmbio.
Agora, definitivamente minha vida viraria de pernas pro ar…

Até breve. Com carinho,
Dai ❤
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