Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

30 julho 2020

COMO O AU PAIR SE INSERIU EM MINHA VIDA

Oi oi gente! Como estão as coisas do lado daí? daqui ta muito calor e um céu lindo de um azul-claro que dá aquela paz só de observar. Estou lisonjeada em poder compartilhar com vocês tudo o que aprontei e vivi enquanto Au Pair. De que adianta o aprendizado sem ser compartilhado não é mesmo? Sou Tainara, tenho 24 anos e nasci numa cidade muito icônica no interior de São Paulo (alô, grávida!). Se você é antenadx em memes vai saber que sou de Taubate! Fui Au Pair por quase dois anos nos Estados Unidos, ainda moro aqui na terra do consumo e vou contar a minha perspectiva sobre esse Intercâmbio que me virou de cabeça para baixo e me ajudou a perceber que esse é o meu lado mais bonito. Iniciei o processo todo em 2017 e finalizei o programa há quase cinco meses. No primeiro ano morei na Virgínia e no segundo me mudei para Seattle, em Washington. Depois do Au pair, planejava me aventurar pela América do Sul por alguns meses, ia fazer trabalhos voluntários por lá e depois -possivelmente- pararia em Portugal para estudar Psicologia. MAS, como planos mudam e não temos controle sobre nada, devido à pandemia, precisei remanejar os planos e me virar por aqui até poder botar o pé na estrada novamente. Encontrei um trabalho temporário em um hospital, comecei a estudar fotografia (e me apaixonar!) e com o tempo vou compartilhando aqui como foi o meu processo, meu relacionamento com as Host families e como fui expulsa de uma delas (SIM! Fui expulsa no meio de uma pandemia!), como consegui viajar 15 estados + Canadá e ainda guardar dinheiro, também quero abordar sobre minha experiência em um relacionamento a distância, sobre a importância de cuidar da saúde mental durante o programa e claro, os perrengues na nova cultura & micos com inglês não podem faltar né? Enfim, contarei tudo! Então vou começar pelo começo: como o Au pair se inseriu em minha vida.



Como boa virginiana que sou, gosto de contar histórias em seus mínimos detalhes (quem convive comigo que lute), mas juro que tentarei ser breve por aqui, então pega tua cerveja/chá/café e seja muito bem vindx ao meu mundo!






Eu sempre tive muita curiosidade e um sonho gigante de conhecer outros países. 

Desde pequena eu sou sonhadora. Vivia em fantasias, no mundo da lua e adorava brincar de faz de conta. Tá! admito que ainda vivo no mundo da lua. Mas enfim, foco na infância. Lembro quando mais nova, já adolescente assistir aos desenhos, filmes, clipes de música e ler os livros mais lindos e pensar SE e quando eu iria conseguir visitar todos aqueles lugares que eram completamente distantes da minha realidade. Com frequência me pegava curiosa sobre outras culturas e o que havia além daquilo que me foi apresentado. Eu nasci em uma família bem grande, minha avó teve 14 filhos! Pensa no tanto de parente. Amor, alegria e muitas risadas fizeram parte do meu cotidiano, embora as dificuldades, sempre arrumávamos um jeitinho de ser feliz e resolver os problemas. Desde cedo já queria ser independente e ter minhas coisas, mas como dizia minha mãe: eu não nasci em berço de ouro. Então, aos 15 anos comecei a trabalhar como monitora de crianças em uma academia e a investir em minha educação, fiz um montão de cursos legais que me levaram a ter outros empregos maneiros e muita evolução profissional e pessoal.


Os anos passaram, me formei e logo veio aquela temida pergunta “E agora? O que eu quero fazer? Nunca funcionei na pressão e ter que escolher o meu futuro todo aos 17 anos me deixava muito confusa e indecisa, me sentia completamente perdida (não se iludam, ainda sinto) e um peixe fora da água. Mas sabia que precisava decidir algo, afinal eu tinha que ser alguém na vida né?

Depois de um longo tempo em uma tentativa cansativa de decidir o que faria, já em um emprego considerado socialmente estável na área administrativa de uma academia, optei pelo curso de Direito porque era o que eu podia pagar. Porém, não me sentia 100% contente com aquela decisão, me deixei levar e me permiti experimentar. A realidade de sair mundo afora parecia muito distante para mim, mas tudo no seu tempo.


Não demorou muito para perceber que de fato ali eu não cabia. Aquela vida frenética e rotineira começou a me incomodar e me fazer mal. Estava seguindo um sistema que era falho e injusto, me vi sofrendo para pagar uma faculdade por status social e não porque me fazia feliz, me sentia apenas mais um número e não via nenhuma perspectiva naquela vida que me disseram ser a correta. Todo esse processo me levou a ter depressão e quando descobri, caiu meu chão. Me dei conta que minha vida passava pelos meus olhos e que não estava vivendo e sim existindo. Decidi que algo precisava mudar porque naquele buraco eu não iria mais me afundar. Não sabia como faria, não tinha dinheiro, não tinha meios, mas sabia que eu era a única capaz de mudar minha realidade. E assim o faria.


Passei a seguir meu coração e agir conforme aquilo que fazia sentido para mim. Queria a todo custo viajar. 

Pesquisei muitos intercâmbios, falei com várias meninas que já haviam saído do país. O Au Pair era a maneira mais barata e rápida de conseguir viajar e como eu já tinha experiência com crianças resolvi tentar. 

No meu salário seguinte, sem contar para ninguém, tranquei a faculdade, fui até a agência e paguei a taxa de inscrição. “Um passo para a liberdade” pensei. Me deu um medo, comecei a me questionar, quis me sabotar. Mas abracei meu medo, o carreguei comigo e o fiz minha motivação. O desconhecido me chamava e eu tinha que parar para escutar. 


Depois desse primeiro passo tudo aconteceu de forma muito horizontal. 

Me vi aflorar. De dentro para fora mudar. Agradeci e honrei os velhos ciclos e deixei o novo chegar. 

Tive muito apoio dos meus pais e irmãos, tive anjos que me ajudaram sem pedir nada em troca. E tive também pessoas que não acreditaram em mim, que disseram que eu sonhava demais. (Mas ó, essas pessoas a gente não perde tempo escutando ta? Da grandeza dos seus sonhos, só você sabe)

Depois de resolver tudo do processo, que demorou quase um ano porque fiz tudo no meu tempo, tive meu match com uma família que era minha cara e embarcava em um avião pela primeira vez, de coração e mente abertos para o mundo de possibilidades que se abriam em meu caminho e certa de que dessa vez eu escolhi o que vibrava aqui dentro. 


Lembre-se que o mundo é sua tela, então saia pintando! Do seu jeito, com suas cores favoritas e da maneira que achar bonito. 

As pessoas vão julgar, de forma ou de outra. Então porque não viver fazendo aquilo que faz sentido para você? 

O AU PAIR me abriu portas inimagináveis e se você sente que é o seu momento, minha dica é: se joga! 


Caso precise conversar sobre o programa ou qualquer outra coisa, meu e-mail e IG estão abertos para ti, tá bem? 

Muito obrigada por me ler e até a próxima. <3


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Tainara Leite

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