Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

10 agosto 2020

Ficar dentro da gaiola ou voar?

E ai, qual a sua resposta? Acho que imediatamente voar é a nossa resposta. Mas voar tem seu preço, assim como ficar dentro da gaiola também tem o seu custo. Quando começamos a pensar em sair da gaiola (leia-se a nossa casa) é algo que num primeiro momento, nos trás muita alegria, afinal passarinho não nasce pra ficar no ninho, mas acredite voar para longe é uma decisão muito importante e que deve ser tomada sabiamente.
 

Acho que vocês já perceberam o tema que vou abordar esse mês, a decisão de sair da sua zona de conforto e viver fora da sua cultura, ou seja: a decisão de se tornar uma au pair. Tinha prometido que iria sempre trazer experiências e essa é a minha, de como eu saí da gaiola e bati asas com destino ao meu sonho.

 

O ano era 2017, eu tinha recém graduado na faculdade e sim acredite, eu tinha um bom emprego, com um líder excelente que me ensinou muito e me deu muita oportunidade de crescimento e aprendizagem, tinha minha família que me dava todo amor possível e ah o mais importante eu vivia bem confortável, o sonho de todo recém formado. Mas né, passarinho que fica na gaiola não canta, lamenta! E assim eu fui em busca de voar.

 

Lembro ao chegar na agência de intercâmbio, cada palavra que a agente me falava parecia um sonho (sim, bem Alice – afinal Lewis Carroll criou com uma razão de representar todas as au paires sonhadoras), aquilo parecia incrível pra mim, um universo nunca conhecido, “por mares nunca dantes navegados”, obrigada Camões. Acho que o intercambista carrega dentro de si uma adrenalina e um desejo por aventuras, momentos e principalmente ambição de conquistar o mundo.

 

Ao chegar em casa, minha mãe quis me acompanhar em todo processo, sem sombra de dúvidas nossos pais são parte essencial nessa transição, mas se você não tiver apoio deles, busque sempre ter a ciência e bom senso de como fazer, já disse se precisar de ajuda estou aqui. Cada parte do “application” foi uma emoção e ao mesmo tempo uma ansiedade muito grande. A parte do vídeo foi uma vitória, gravar em inglês com um inglês bem intermediário, não foi fácil, ainda bem que tive pessoas fantásticas na minha jornada que me ajudaram, mas afinal se for para ser simples a gente nem tinha tomado a decisão de ter vindo né?

 

Uma reflexão agora que finalizei meu programa é aquela famosa frase: “grandes coisas nunca vieram da zona de conforto”, dois anos de programa de au pair, tempo de muito perrengue, aprendizado, crescimento e principalmente de resiliência, eu vejo que aquela decisão tomada em 2017 foi a melhor que eu poderia ter feito. Afinal, passarinho não foi feito pra ficar na gaiola, e sim para voar e ver o mundo. E você vai ficar na gaiola ou vai voar?

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Beatriz W.
Ex Au Pair nos Estados Unidos

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