Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

08 agosto 2020

Why not? A vida é muito doida, acredita e segue seu coração!


                  Oiiii! Meu nome é Paola, tenho 26 anos e sou casada com um americano, David, professor ESL para brasileiros. Eu cheguei nos Estados Unidos como Au pair em 2017 com o plano de aprender inglês, primeiro porque meu inglês era um total de zero, eu estudei literalmente para o programa apenas por 3 meses antes de cair nessa aventura e o segundo ponto é que eu queria muito voltar morar no Brasil e o foco era fazer apenas 1 ano de au pair e aplicar para ser trainee em empresas como google que foi inclusive o tema do meu TCC na faculdade de Finanças porque eu já tinha muita experiência profissional dentro da área na liderança em empresas brasileiras. Eu tinha um sonho muito distante de estudar em Harvard, sem nem mesmo saber inglês, mas como todos a minha volta insistiam em dizer e no fundo eu acreditava, isso não estava nem próximo de acontecer, eu nunca fui daquele tipo de menina que assiste muitas séries e que insiste em dizer o quanto o EUA é melhor que o Brasil como muitas pessoas pensam e eu continuo não concordando em muitos quesitos, inclusive eu aprendi a cultura realmente vivendo no EUA no meu dia a dia, nunca fantasiei isso com filmes porque muitos deles eu nem assisti, eu sempre troquei isso por estudar e trabalhar muito com o que eu amava, eu acreditava que era onde eu tinha que dedicar minha juventude, sem perder muito o controle eu saia aqui ou ali, sempre namorei por muito tempo, mas o foco sempre falou mais alto, eu sabia que eu tinha algo que me chamava pra estar lá que mudaria minha vida profissional e com isso eu poderia ajudar minha família financeiramente.Eu tive 25 famílias no meu perfil, criei relacionamentos muito massa pelos e-mails e tive 3 matches, mas ainda não era pra ser, até que minha família apareceu, no meio do mato, onde estava lá as faculdades do grupo de Harvard: Dartmouth e Tuck e meu hosto era nada mais, nada menos que o diretor de Tuck, a pós graduação, mas isso tudo eu só descobri quando cheguei lá. Eu falei muito com eles, amei tanto as crianças e o mais presente de todos é que a mãe nasceu no Brasil, apesar de morar a maior parte da vida dela entre EUA e Canadá e eu tinha tanta certeza que era com eles que eu queria passar meu ano, que eu nem pesquisei nada sobre onde eu moraria. Me mudei, eles foram incríveis comigo, mas internamente passei meus 3 primeiros meses bem conturbados tentando me adaptar a tudo e aprender inglês na marra no dia a dia, eu simplesmente deletei todas as minhas redes sociais porque eu estava vivendo em outro mundo e minha cabeça dava um nó ao ver as pessoas do Brasil, português, a saudade, enfim, eu tinha nas mãos tudo o que eu sonhava, então eu mergulhei de cabeça em estudar e viver aquele momento e mais nada. A cidade onde eu morava chama-se Hanover, minhas amigas me visitavam e falavam que eu morava no campus do College e era bem assim que eu me sentia mesmo, porque no meu tempo livre eu estudava na biblioteca do College e ainda fazia academia, ia ao cinema e teatros para aprender mais inglês, tudo no campus, eu estava vivendo um sonho.No meu segundo mês até o quinto eu fiz inglês ESL de forma imersa a manhã toda, 3 vezes na semana, minha mente explodia, mas eu estava aprendendo e vendo resultados, principalmente porque eu fazia amizade com pessoas ao redor do mundo e não tinha nenhum brasileiro morando próximo a mim ou fazendo nada das coisas que eu fazia. No fim do meu primeiro semestre eu abri uma conta no Tinder para treinar meu inglês e vieram vários idiotas falar comigo, até porque, estamos falando de college, onde a galera tem ai seus 19 aninhos e eu já tinha 25. Até que depois de 4 dias dando uns matchs, no dia que eu resolvi deletar o app eu conheci um weird guy. Começamos a conversar e depois de algumas horas eu passei meu celular pra ele porque eu estava realmente deletando o app. Ele mandou vários SMS porque eu disse que nos falaríamos pelo WhatsApp e ele perdido sem saber o que era WhatsApp haha Depois de 1 mês conversando todos os dias, ele me encontrou na biblioteca, eu não combinei nada com ele, apenas pelas nossas conversas ele sabia onde eu estava porque ele trabalhava lá, 2 anos mais velho que eu, finalmente um bom match no quesito de idade e maturidade que o acompanhava pelas nossas conversas, começamos a sair juntos e logo ele viajou comigo para Europa porque eu já estava indo sozinha, meu inglês explodiu, quando vi, passaram 3 meses e estávamos namorando.E mesmo com todos esses planos e tentando controlar tudo, eu tinha esquecido que o meus planos podem não ser o mesmo plano de Deus. Meus hosts já haviam descolado um curso em Tuck onde eu poderia ter um certificado de ter estudado não só em Harvard, mas na melhor pós graduação de business no grupo de Harvard, TUCK. No Brasil eu já estava feita, meus sonhos tinham se tornado mais que reais e faltava 3 meses para eu voltar. E essa família não precisava mais de au pair, tínhamos sido o match perfeito inclusive porque eu só ficaria 1 ano. Eu só me via ficando pelo namorado porque ele insistia muito e eu queria estar com ele, já parecia nos conhecermos de outra vida de tão intensa que foram as emoções e o tanto que convivemos e viajamos nesse tempo que nos conhecemos, mas eu não tinha certeza de nada, apenas que podia tentar continuar mais 6 meses no programa, encontrar uma nova família e ver o que aconteceria, porque com 9 meses é o momento de escolhermos mas só tínhamos 3 meses juntos, era muita emoção, mas eu não tinha nada a perder, resolvi ficar. Consegui uma família na mesma cidade, inclusive o pai era professor e conseguiu me colocar em outro curso em Tuck, era tudo perfeito. Antes de terminar meu ano inclusive, eu viajei com meu marido para o Brasil e ele conheceu toda minha família, na volta ele pediu para casar comigo e eu aceitei, mas disse que eu faria então os 2 anos do au pair para nos programarmos melhor.PORÉM, eu tive rematch com 3 meses e foi MUITO tenso, a criança me deu um tapa na cara, briguei com o pai verbalmente que era um escroto com a mãe e só falava espanhol toda hora, arrumei minhas coisas e sai da casa no mesmo dia, mas eu sentia que estávamos indo rápido demais com a ideia do casamento pela questão de tempo, mesmo amando ele, a ideia de me reconstruir profissionalmente no EUA me assustava e muito, mas ele tinha 100% certeza do que queria sobre casamento e estava disposto a me ajudar, mas eu nunca dependi de ninguém. Então eu mudei para Califórnia no meu rematch, porque precisava de mais clareza, foi a mudança mais difícil, porque foi bem na semana do Thanksgiving, eu ficava no telefone com ele todo meu tempo off e em 15 dias com a família eu quase fui deportada porque a mãe tinha depressão pós parto e não havia me contato, ela tinha um relacionamento terrível com o ex e com o atual marido e surtou quando recebi uma caixa do meu noivo, escondendo de primeira a caixa e depois ligando pra agência e dizendo que eu tinha que sair da casa, ela inclusive tentou me empurrar da escada, foi terrível, eu só sabia chorar por não entender nada o que estava acontecendo comigo, mas não abaixei a cabeça porque eu já havia notado algo estranho e encontrei uma ex au pair que ela deportou para o Brasil, graças a Deus e ao meu inglês que pela primeira vez eu confiei demais nele (um dos meus maiores medos de ficar), eu briguei com a agência, família, pedi meu mês do travel month, voltei pra casa do boy, nos jogamos na vida e casamos, tudo assim, muito rápido e ainda fomos viajar pela Califa, porque ele já tinha as passagens para ir me ver, já que eu tinha me mudado né. Depois de 2 meses mandamos nossas documentações para aplicação do Green Card que fizemos sozinhos e tivemos nossa entrevista 3 meses mais tarde com tudo aprovado com a benção de Deus! Esse processo foi extremamente cansativo e estressante por eu não poder trabalhar, a ideia de estar longe dos meus pais e ainda não ter eles no meu casamento, estávamos começando nossa vida longe de tudo e todos e eu, mais perdida que nunca profissionalmente, trabalhei bastante como nanny para outras duas famílias incríveis e hoje viemos passar um tempo no Brasil, respirar, deixar pra trás toda essa loucura e nos preparar para realmente começar nossa vida com planos mais claros e sem dúvidas, com mais tranquilidade. Vivendo um dia de cada vez, sem pressa, sem loucura, porque entendemos antes mesmo dessa vinda que o que tiver para acontecer nas nossas vidas, acontecerá no tempo Dele!Bom, pra finalizar, eu só quero dizer que esse programa é uma montanha russa e nele pode sim estar o começo das realizações mais lindas de sua vida, seja ela se descobrir, viajar, aprender inglês, estudar, se refazer profissionalmente ou até mesmo encontrar sua cara metade. Mas no mesmo nível que coisas boas acontecem as ruins estarão lá tentando te derrubar, então se eu pudesse te dar um conselho seria: Siga seu coração porque por mais clichê que seja, Deus escreve certo em linhas tortas, seja feliz em suas decisões e tenha certeza de que elas são suas e de mais ninguém! @dreamisastep

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Paola R Jurgelewicz

2 comentários:

  1. Caramba, Paola... que historia! Mas feliz que tudo deu certo e tenho certeza que alguma licao voce tirou disso tudo.

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    1. Obrigada pelo carinho e pela leitura Vivian! Com certeza eu tive a clareza do quão importante é que eu não acrescente obstáculos na vida do outro, porque a vida já é difícil suficiente e só Deus sabe o que cada um enfrenta para ser quem é. 😊

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