Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

30 novembro 2020

Choque cultural


Olá, people!

Bom, vamos lá...

 Tomei a decisão de ser Au pair quase nos meus 25 anos. Foi tudo bem corrido apesar de quase 1 ano de espera (apenas contando o processo da agência). Quando era novinha já tinha imaginado meu futuro no exterior (mas totalmente diferente no que tenho vivido por aqui, afinal, sonhos né?! A realidade eh bem diferente). Mas ao mesmo tempo, eu amo a cidade em que nasci, vivi e fui criada. Afinal, estava SOZINHA, eu e Deus. Bora lá. Pois oportunidades a gente abraça.

Entrei no avião e desta vez pela primeira vez ia sair do Brasil. Conheci duas brasileiras na ida da mesma agência de Au Pair. Primeiro paramos em Nova York. Por lá foram 4 dias de treinamento. Eles ensinam CPR, entre outras coisas necessárias pra evitar acidentes ou caso aconteça. Bom, desde lá já me senti perseguida 😖.  No segundo dia de treinamento (o dia inteiro, pausa só para comer, e o último dia de passeio, SE você ou a família pagasse). Uma menina levantou e saiu da sala, OK?! OK ,  depois de uns 10 minutos eu me toquei que havia esquecido a chave do meu quarto no banheiro. Aí vai eu levantar pra procurar a tal da chave, pra queeee 😑. A pessoa que estava dando a palestra simplesmente parou e foi atrás de mim, chamou minha atenção na frente de todos. Bom, agora estou suuuuper confortável. 😒

Enfim... Vamos falar do café da manhã e da comida servida no hotel. Realmente donuts e bacon está no menu. Passei fome 😐. Choque cultural EH real. Hoje em dia como meu arroz e feijão pelo menos 2 vezes na semana . 😝

 No hotel lembro que chegou um pacote pra mim, uma jaqueta (tenho ate hoje). Passei frio nos primeiros dias 😞haha. Caiçara chegando no final de inverno em Nova York, sem roupa apropriada! A jaqueta foi a host que me mandou (Eu tinha falado por telefone que não ia ter roupa de frio pra aguentar o inverno de Chicago). Fiquei super feliz quando recebi a jaqueta. Já pensando que fiz a escolha certa da família. Eles estavam preocupados comigo, pensei assim ne?! Fui no passeio de ônibus (os hosts me deram de presente também), conheci alguns pontos turísticos de Nova York. Mas o que me marcou foi, de entrar numa lojinha e começar a ver as coisas e preços... Curiosa ne gente?! Até queeeee... O dono do estabelecimento virou pra mim e disse, que se não fosse comprar nada era pra eu sair da loja hahaha. Welcome to New York.  Com o inglês que eu tenho hoje, provavelmente responderia ele!

Depois desses 4 dias de treinamento, peguei outro voo ate Chicago, pra encontrar a família. Apenas o pai veio, já era bem tarde quando cheguei. O aeroporto estava já estava fechado. Conversamos um pouquinho. Eu estava exausta, ansiosa, com medo, feliz, de tudo um pouco. Logo que chegamos na casa, as kids (4) estavam dormindo. A Host me levou pro meu quarto.

Meu quarto era no basement (porão). De primeira amei meu quarto, um banheiro só meu, tinha uma geladeira, TV, e sala de jogos no porão, até mesmo um cinema. A casa era alugada. Na cama eu que ia dormir tinha cartões que as kids fizeram de boas vindas.

No dia seguinte já escutei  a correria em cima de mim (oh great!!) . Primeiro dia fiquei mais na observação. A Host explicando a rotina. Na época, as crianças tinham 3 meses, 2, 4 e 7 anos.

Bom desde então, não tive mais privacidade. nem tranca na porta eu tinha (reparei depois uns dias). Vou contar mais sobre a família no próximo post. Vou contar tudo o que vocês não devem aceitar da família. Apesar do choque cultural, existem famílias e famílias. Para o próximo mês, estarei compartilhando as experiências que eu tive durante os meus 15 meses como Au Pair.

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Aline Teodoro

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