Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

12 novembro 2020

De au pair para host mom, uma mudança completa de papéis.


Isso é um blog de Au Pair então, obviamente, vemos muito a nossa visão de Au Pair e, convenhamos que, são poucas as pessoas que têm a experiência de mudar de lado. Pensando nisso, nesse mês eu trago uma visão diferente. Sim, amigos e amigas, a mudança que todos imaginam e tem uma incógnita na cabeça de como será: AU PAIR QUE VIRA HOST PARENT.

Desde que cheguei em 2017, tive a oportunidade de conhecer a Ana K. Ela é aquela pessoa maravilhosa, que abraça a sua história e te ajuda sem medo. A Ana foi essencial em muitos momentos da minha vida como Au Pair, aliás, uma coisa que eu adoraria que toda Au Pair tivesse é uma amiga que atualmente é host mom e que já passou pela experiência. Acredite, a visão se transforma e o seu horizonte expande.

 

A Ana foi Au Pair por duas vezes nos Estados Unidos, uma vez na Philadelphia e outra na CalifÓrnia. Atualmente, ela é mãe de 3 crianças maravilhosas e atua no ramo de realtor e home services. Como host mom, a Ana já recebeu Au Pair brasileiras e segue com a preferência pelo nosso país. Bom, nada melhor que a Ana para contar um pouco sobre a experiência dela e a visão dela dos diferentes mundos. Então vamos lá.

 

Beatriz W.: Ana conta um pouquinho pra gente onde você foi Au Pair e como foi sua experiência.

 

Ana K.: Foi maravilhosa, tenho contato com todas as crianças que eu cuidei. Inclusive duas meninas foram daminhas no meu casamento. Durante meu primeiro ano, eu fui Au Pair na Filadélfia e fiz o meu segundo ano na Califórnia.

 

Beatriz W.: Por que você decidiu ter Au Pair?

 

Ana K.: Eu decidi ter uma Au Pair para que meus filhos pudessem aprender o português. Sempre foi muito importante para mim esse contato com a língua portuguesa na vida deles. Além disso, eu tive 3 filhos em 3 anos, logo, eu precisava de ajuda nos cuidados, ao meu ver foi uma combinação de fatores excelente.

 

Beatriz W.: O que você procura numa Au Pair? Quais as características que te chamam atenção num primeiro momento?

 

Ana K.: Eu sempre procuro Au Pair que realmente goste de crianças. Em primeiro momento, me chama atenção a forma com que a Au Pair se apresenta. Antes de qualquer coisa, eu sempre procuro ver as fotos, percebo se a Au pair transparece felicidade nas fotos, quais tipos de foto ela escolheu. Eu gosto de ver uma Au Pair vaidosa, que está bem consigo mesma, que tenha uma carta falando sobre sua vida, sobre o que gosta e, acima de tudo, que mostre sinceridade. Eu acredito que tudo pode ser ensinado. Eu não preciso de uma Au pair que seja tudo e mais um pouco, eu só preciso de uma Au Pair que goste de criança, principalmente que entenda que a criança não é um adulto em versão miniatura. Uma pessoa que seja aberta a aprender, amar e ser amada.


Beatriz W.: Como foram suas experiências como host mom? Você sente que sua perspectiva como host mom é diferente pelo fato de você já ter sido Au Pair?

 

Ana K.: Na maior parte do tempo, as minhas experiências foram positivas. Eu sinto que a minha perspectiva é diferenciada, pelo fato de eu ter vivido o programa como Au Pair. Sinto que eu tenho uma chance de sucesso maior no relacionamento com a minha Au Pair, porque em cada situação consigo me colocar no lugar dela. Eu sei identificar problemas culturais, até na forma de expressão.

 

Beatriz W.: Quais dicas ou conselhos que você daria tanto como host mom/ Au Pair para as/os meninas/meninos que estão para vir?

 

Ana K.: Minha dica: se você não AMA crianças, não venha! É muito melhor procurar um programa de intercâmbio que não envolve crianças e dinâmica familiar. Claro que existem vários tipos de famílias com dinâmicas diferentes, mas o trabalho diário com crianças não é fácil, as responsabilidades são imensas. Outro conselho: seja completamente honesta com a sua Host Family durante as entrevistas e, principalmente, durante o seu ano de intercâmbio. Existe uma Host Family pra toda Au Pair, não tenha pressa. Pergunte mais do que o óbvio, se interesse pela família, porque você está escolhendo como seu dia a dia vai ser, independente de carro do ano ou fim de semana livre.

 

Beatriz W.: O que mudou na sua visão de ser Au Pair para ser host mom? Após viver esses dois lados, você mudaria algo no programa?

 

Ana K.: Quando era Au Pair, eu e todas minhas amigas achávamos que as host families pagavam pouco, que o nosso trabalho era a escolha mais barata, e na realidade, não é bem assim. Entre pagar a agência e custos referentes a Au Pair: o tempo de treinamento, a locação e entre outros, os valores estão muito competitivos ao de babá. Em contrapartida, quem mais ganha são as agências. Eu gostaria que as agências ganhassem menos e que o dinheiro fosse pago para a Au Pair. Não tem nada melhor que uma Au Pair toda feliz, cheia de gratidão e dinheiro no bolso, feliz com seu trabalho. A motivação é totalmente outra! Também deveria ser ilegal as propagandas de ano de Au Pair como um intercâmbio cultural. Eu acho que muitas vezes as meninas chegam completamente despreparadas com esta percepção de que isto não é um trabalho. Eu acho que se a Au Pair sabe que é um trabalho, que existe deveres, responsabilidades e direitos, o nível de profissionalismo é muito maior. Todo mundo será feliz!

 

Espero que vocês tenham gostado dessa experiência, as vezes nós não imaginamos o que se passa pela cabeça da nossa host family, claro que muitas vezes erramos e acertamos, mas muitas vezes precisamos de maior clareza. Desejo que esse mês, a minha entrevista com a Ana possa ter aberto um pouco mais a sua cabeça e ter te ajudado de certa forma. Obrigada por estar comigo, ah espera, como sempre deixa que eu abro a porta, te vejo mês que vem né?


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Beatriz W.
Ex Au Pair nos Estados Unidos

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