Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

24 abril 2021

Quais caminhos o Au Pair me leva? Parte I

Um dos dilemas mais presentes neste intercâmbio com certeza é sobre o nosso próprio futuro pós-Au Pair. E essa dúvida vem tanto para quem, como eu, é formada academicamente dizendo ou para quem ainda não tem alguma formação específica. 

Em poucos meses finalizo essa minha jornada como Au Pair. Uau! Quem diria que quase dois anos já se passaram. De fato, os sentimentos são muitos, como você pode imaginar... ainda mais em um ano em que eu realmente gostaria de ter aproveitado de diversas outras formas, sem uma pandemia que eu jamais imaginei viver e principalmente longe de quem eu tanto queria ter por perto.

Mas de certa forma essa vivência por aqui me deu mais ânimo em querer voltar para casa. Sabe aquele sentimento de valor ao que tínhamos antes? 

Após os meus dois anos por aqui, quero sim rever meus pais, tomar um fôlego... E há um tempo eu tenho pensado em que rumo tomar pós-Au Pair, tendo em vista que as opções são as das mais variadas: há quem queira trocar o visto e ficar por aqui no país, há quem aplique para ir para outro país, há quem case... enfim! Assim que meu plano estiver definido, volto aqui para compartilhar com vocês. :)

Porém, hoje eu gostaria de ceder o meu espaço como autora para contar a história de três mulheres que foram Au Pair aqui nos Estados Unidos e também sobre o rumo que a vida de cada uma delas tomou. 

Além disso, quero destacar que o contato com pessoas que já tiveram a experiência como Au Pair foi totalmente positiva para mim e espero que essas histórias possam te influenciar de alguma forma. 

A primeira história hoje vai ser da Ana Naldi Mendes, que foi Au Pair entre 2014 e 2016 pela Au Pair Care. A Ana sempre foi para mim meio que aquela irmã mais velha "emprestada" de uma das minhas melhores amigas durante o colegial. E eu me lembro, como se fosse ontem, que fiquei muito feliz quando ela compartilhou que estava deixando tudo para vir se aventurar aqui na terra do Tio Sam. 

"Eu tinha terminado a faculdade em 2013, não tinha sido efetivada no meu estágio. Estava infeliz no meu emprego. Eu tentei concursos públicos, fiz entrevistas de emprego em outros estados e voltando de uma delas em São Paulo [capital] eu decidi que aquilo era um sinal para eu realizar um outro sonho, a vivência internacional. Meus pais viram o quanto eu estava triste e me apoiaram de todas as formas", conta Ana que era recém formada em Engenharia de Produção, mas estava trabalhando como assessora na Câmara Municipal de Taubaté, São Paulo.

Ana foi muito sortuda, digamos assim, pois cuidava apenas de uma baby (sonho das Au pairs com 3, 4, 5 kids... hehe). "Meu processo foi rápido, a primeira família que falei por vídeo já foi match! Quando cheguei nos EUA, ela [a baby] tinha apenas quatro meses. A família é de origem Russa só que não tinham me falado isso na entrevista, o que me decepcionou um pouco quando cheguei lá, porque queria viver a experiência da cultura americana. Os host parents na verdade não tinham religião e nem seguiam uma cultura Russa, eles amam viajar e conhecem de tudo um pouco", relembra. 

"Eu ainda tenho um relacionamento maravilhoso com a host mom, fazemos chamadas de vídeos, mandamos presentes, viramos amigas. Nem sempre era um conto de fadas enquanto morava lá, mas é assim dentro de qualquer família, não é? Eles tinham uma rotina bem diferente, trabalhavam no College praticamente do lado da casa, então passavam bastante tempo em casa porém ficavam acordados até tarde no computador (os dois são da área da ciência da computação) e mal via eles rsrs. A parte da manhã era sempre minha com a menina e sempre jantávamos juntos", recorda Ana, que na época morou por dois anos em Stony Brook, Long Island, no estado de New York.

Um dos hobbies preferidos dela - assim como a maioria de nós - era explorar o local, principalmente porque o lugar em que ela morava haviam praias e ficava bem pertinho de NYC também. "Eu amava passear depois do meu expediente. Eu morava há menos de 10 minutos de carro da praia e também tinha uma cidade chamada Port Jefferson que eu amava ir ver o pôr do sol, encontrar amigas e não ter compromisso com nada sabe...", diz.

Muitas meninas escolhem este intercâmbio por conta do custo benefício. Mas Ana destaca que a mudança de vida que somente a experiência longe de casa traz, foi o que mais valeu a pena. "Eu não estava feliz emocionalmente e profissionalmente. Pode-se até dizer que fugi, mas foi para meu próprio bem. Me conheci melhor, aprendi a me amar mais e percebi que eu podia sim realizar meu sonhos porque eles só dependiam de mim", frisa. 

E durante 1 ano e 9 longos meses a Ana, assim como eu neste momento e talvez você também, em algum período, pensou: "e agora, José?" Mas o final feliz da Ana veio em forma de vestido branco. 

Ana casou-se com Danilo, um brasileiro que também estava por essas terras estadunidenses. Alguns meses depois decidiram mudar-se para a Inglaterra, onde vivem até hoje. Ela também conseguiu se recolocar no mercado de trabalho e considera que a oportunidade como Au Pair com certeza foi um abre-portas. "

"Foi a melhor escolha que fiz, aproveitei cada oportunidade que tive enquanto Au Pair e viveria tudo outra vez", pondera Ana com o sentimento de gratidão. 

Se você gostou de saber um pouco mais da experiencia da Ana ou ficou com alguma dúvida/curiosidade, você pode acessar o perfil do Instagram dela aqui. Tenho certeza que ela ficará muito feliz em saber seu feedback.

Nos próximos textos vou falar sobre a experiência da Karen Furukawa, que foi Au Pair em Fairfaix, Virginia, e também sobre Alyne Gagne, que morou em New Jersey. 









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Vivian Ferraz
Ex Au Pair em Connecticut e atualmente morando na Virginia (EUA)

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